Mulher de 78 anos, hipertensa, obesa (IMC 32 kg/m²) e portad...
**Laboratório: NT pro BNP elevado (998 pg/ml), TFG de 60ml/min e potássio de 4 mEq/l.
**Eletrocardiograma (ECG): fibrilação atrial com resposta ventricular irregular, sem evidências de bloqueios de ramo ou outras anormalidades significativas.
**Ecocardiograma: fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada (≥ 50%), com hipertrofia ventricular esquerda e função diastólica alterada, do tipo pseudonormal, além de aumento doátrio esquerdo (52mm). PAP 45mmHg, strain global longitudinal -16% e E/e' 12.
Considerando o caso clínico apresentado, as diretrizes atuais e os trials mais recentes sobre o manejo da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), é correto afirmar:
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: A decisão é guiada pela fibrilação atrial com alto risco tromboembólico e pela ausência de valvopatia que contraindique DOAC; nas diretrizes de 2023, a anticoagulação é indicada conforme o risco embólico e os DOACs são preferidos na FA não valvar.
- Em paciente com FA, decida anticoagulação pelo risco tromboembólico; a presença de ICFEP não retira essa lógica.
- Na FA não valvar, na ausência de prótese mecânica ou estenose mitral reumática significativa, DOAC costuma ser a escolha preferencial nas diretrizes atuais.
- Se a ICFEP vier com congestão clínica, diurético de alça trata o achado presente; risco renal exige monitorização, não proibição.
- Não use esquema mental de ICFER para toda insuficiência cardíaca: na ICFEP atual, iSGLT2 e controle agressivo de comorbidades são pilares.
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