Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
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Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando a função sintática aos respectivos termos sublinhados.
Coluna 1
1. Adjunto adnominal.
2. Complemento nominal.
Coluna 2
( ) “ao alcance de todos” (l. 12-13).
( ) “solução dos conflitos civis” (l. 17).
( ) “crescimento das sociedades” (l. 26).
( ) “denúncia das discrepâncias” (l. 30).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Assinale a alternativa que indica a correta transposição do trecho a seguir, retirado do texto, para a voz passiva:
“tal modelo foi perdendo espaço nos países mais desenvolvidos”.

Leia o período a seguir, retirado do texto.
“O denominado Estado Liberal tinha um forte assento individual e não intervencionista, uma vez que se baseava na premissa de que todos os seres humanos nascem iguais, devendo desenvolver suas potencialidades cujo aproveitamento, basicamente, posicionava-os na sociedade”.
Sobre esse trecho, analise as assertivas a seguir:
I. O período é composto por quatro orações.
II. Identifica-se no período uma oração adverbial.
III. Há no trecho a presença de uma oração reduzida.
Quais estão corretas?

Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática da oração subordinativa sublinhada no trecho a seguir:
“partindo-se da compreensão de que não cabia ao Estado sua intervenção ou preservação”.

Considerando o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir:
I. Nas linhas 03 e 04, o emprego das aspas indica a citação direta de um trecho da Carta Magna.
II. Na linha 19, o emprego dos dois pontos introduz uma oração subordinada apositiva.
III. Nas linhas 31 e 32, as vírgulas separam uma oração subordinada reduzida de particípio.
Quais estão corretas?

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as conjunções sublinhadas às ideias por elas conferidas aos trechos apresentados.
Coluna 1
1. Consequência.
2. Concessão.
3. Oposição.
Coluna 2
( ) “conquanto ainda muito atual” (l. 12).
( ) “de modo que tais figuras se tornaram precursores da assistência judiciária” (l. 15-16).
( ) “Entretanto, referindo-se ao princípio do século” (l. 28-29).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(__) No trecho 'Há uma capacidade', o verbo 'haver' é impessoal, usado com sentido de 'existir', sendo o termo 'uma capacidade' o sujeito da oração.
(__) oração 'se tentarmos colocar mais dados do que ele é capaz de suportar' é uma oração subordinada completiva nominal.
(__) A expressão 'uma mensagem' exerce a função de objeto direto do verbo 'aparecer', que está empregado como transitivo direto.
(__) O verbo 'colocar' está empregado como verbo bitransitivo, apresentando tanto o objeto direto quanto o objeto indireto de forma explícita no trecho.
A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
O ChatGPT está nos deixando burros?
Em 2008, a revista americana The Atlantic provocou debate ao publicar uma matéria de capa que perguntava se o Google estava nos deixando burros. No artigo de quatro mil palavras, que depois se transformou em livro, o autor Nicholas Carr defendia que sim, sustentando que os mecanismos de busca prejudicavam a capacidade dos americanos de pensar de forma profunda e reter conhecimento.
A principal preocupação de Carr era a constatação de que as pessoas já não precisavam memorizar ou aprender fatos quando podiam simplesmente pesquisá-los online. Havia um fundo de verdade nesse receio, embora os buscadores ainda exigissem pensamento crítico para interpretar e contextualizar os resultados.
Hoje, a mudança tecnológica é ainda mais radical. Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT, não apenas terceirizamos a memória, mas também o próprio processo de pensar. Essas ferramentas não se limitam a resgatar informações: elas criam, analisam e resumem conteúdos. Trata-se de uma inovação crucial, pois é a primeira vez que uma tecnologia apresenta potencial para substituir o pensamento e a criatividade humanos. Surge, então, a questão inevitável: o ChatGPT está nos deixando burros?
À medida que mais pessoas delegam tarefas cognitivas às máquinas, é necessário refletir sobre o que se ganha e o que se perde.
A inteligência artificial generativa altera o modo como acessamos e processamos informação. Muitos a utilizam em substituição à análise de fontes, à comparação de pontos de vista e à resolução de ambiguidades, já que ela oferece respostas rápidas e elaboradas. A eficiência é indiscutível, ainda que nem sempre os resultados sejam precisos. Essa facilidade, contudo, cobra um preço: ao permitir que a IA pense por nós, corremos o risco de enfraquecer a capacidade de raciocinar criticamente, resolver problemas complexos e aprofundar nosso envolvimento com o conhecimento.
A diferença está, portanto, no modo de uso. Quem se apoia na IA sem questionamento acaba se acomodando intelectualmente, aceitando respostas prontas sem avaliar premissas, buscar alternativas ou aprofundar análises. Mas quem utiliza o ChatGPT como apoio complementar encontra nele um recurso poderoso para despertar curiosidade, gerar ideias, esclarecer temas complexos e fomentar debates.
A questão não é se a IA nos torna mais inteligentes ou mais limitados, mas como a utilizamos. A inteligência artificial generativa serve como parceira que potencializa a inteligência humana, e não como substituta. Isso implica usá-la como ferramenta de apoio a uma pesquisa, não como atalho. As respostas devem ser vistas como ponto de partida para o pensamento, nunca como conclusão definitiva.
O crescimento explosivo do ChatGPT, que atingiu cem milhões de usuários apenas dois meses após o lançamento, colocou a sociedade diante de uma encruzilhada. Um caminho conduz à decadência intelectual, em que deixamos de pensar por conta própria. O outro oferece a possibilidade de expandir nossas capacidades cognitivas por meio de uma colaboração produtiva com a IA, aproveitando sua força para ampliar a nossa.
É comum ouvir que a inteligência artificial não vai roubar empregos, mas alguém que sabe utilizá-la, sim. Este texto começou com a indagação: o ChatGPT está nos deixando burros? Mas convém terminá-lo com outra: como usaremos o ChatGPT para nos tornarmos mais inteligentes? Em última instância, a resposta não depende da ferramenta, mas de quem a utiliza.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwygyg3x62vo.adaptado.
De acordo com as regras de colocação pronominal, é correto afirmar que o pronome "se", em "se apoia", está em: