Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q4302571 Português
Texto: A FALTA DE ATENÇÃO E A MEMÓRIA

    Perguntei quantos achavam que a memória estava pior. Formada por cerca de 500 estudantes de medicina, mais da metade da plateia levantou a mão. Comentei que se tratava de uma epidemia de Alzheimer juvenil. Eles riram.
      Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje. No passado, esse fenômeno ficava restrito aos poucos que insistiam em viver mais do que 70 ou 80 anos. Todos encaravam com naturalidade os avós que repetiam cinco vezes a mesma pergunta e passavam o dia à procura de objetos deixados sabe Deus onde. Consideravam esses esquecimentos “esclerose da idade”. Diziam: “Minha avó é capaz de esquecer do que foi servido no almoço, mas tem uma memória prodigiosa, lembra de fatos que ocorreram quando tinha sete anos de idade”.
     Em linhas gerais, existem dois grandes grupos de memórias: as de longa e as de curta duração, estas também chamadas de memória de trabalho. As primeiras persistem por décadas ou pelo resto da vida, especialmente quando são gravadas em momentos de forte emoção. Razão pela qual não esquecemos o lugar em que estávamos ao receber a notícia da morte de um ente querido ou da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, ou da rua em que nos roubaram o celular. A memória de trabalho, ao contrário, é descartável, grava por pouco tempo os acontecimentos que nos ajudam a tocar a rotina diária. Por exemplo, lembro que deixei um copo de água na mesa ao lado ou que fiquei de telefonar para minha irmã ao meio-dia ou que preciso lavar a xícara do café que acabei de tomar. Depois de executadas essas tarefas, tais lembranças serão varridas do cérebro, de modo a deixar espaço livre para outras.
     No conto “Funes el memorioso”, publicado em 1942, Jorge Luis Borges narra a vida de Ireneo Funes, jovem uruguaio que depois de um acidente desenvolve a capacidade de memorizar nos mínimos detalhes tudo o que acontece ao seu redor: o rosto de uma pessoa que acabou de conhecer e que nunca mais verá, o formato das nuvens no céu dia após dia, a disposição das folhas das árvores, as ações mais insignificantes executadas em casa. Essas habilidades, no entanto, deixavam os circuitos neuronais de sua memória tão sobrecarregados que Funes se tornou incapaz de raciocínios elementares, de pensamentos abstratos, de fazer associação de fatos e generalizações. Seu cérebro passava os dias inundado de informações inúteis que o impediam de organizar as ideias para tomar decisões racionais.
    Dizer que somos o que está arquivado em nossa memória é parte da verdade; não podemos esquecer que também somos as memórias que nosso cérebro decidiu desprezar. Voltemos aos desmemoriados de hoje. No caso dos mais velhos, há várias causas: entre elas, o envelhecimento cerebral, o volume crescente de informações armazenadas no decorrer dos anos, a dificuldade de encontrar espaço livre no hardware para arquivá-las e o desgaste na produção de neurotransmissores essenciais. Esses fenômenos, no entanto, não explicam a epidemia de desmemoriados jovens. Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memórias se perde.
    Num trabalho conduzido anos atrás, pesquisadores submeteram jovens universitários a uma bateria de testes de atenção, em três situações distintas. Na primeira, eles deixavam o celular fora da sala em que os testes seriam aplicados; na segunda, entravam com o celular e os desligavam antes de começar a responder; na terceira, o celular permanecia ligado durante a realização dos testes. Os maiores índices de acertos ocorreram quando os celulares ficavam do lado de fora. Os piores, quando permaneciam ligados. Os testes aplicados quando os aparelhos estavam ao alcance das mãos, mas desligados, apresentaram resultados intermediários. Quer dizer, a simples presença do celular já é capaz de propiciar a desatenção.
    A seleção natural não moldou o cérebro humano para dar conta da infinidade de desafios cognitivos impostos pela vida on-line. Se lembrarmos que os mesmos fatores de risco estão por trás das crises de ansiedade e de depressão que afligem crianças e adultos de todas as idades, concluiremos que não está fácil preservar a sanidade mental no mundo de hoje.


DRAUZIO VARELLA Adaptado de folha.uol.com.br, 08/04/2026.
Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memórias se perde. (5º parágrafo)
As duas frases deste trecho apresentam a seguinte sequência de formulações: 
Alternativas
Q4301951 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. (7º parágrafo)
Na frase, há uma relação de oposição estabelecida entre dois termos principais, que são: 
Alternativas
Q4301874 Português
Referindo-se à concordância nominal, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4301871 Português
Leia o texto para responder à questão.


A grama do vizinho. (Martha Medeiros).


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco.

Há no ar certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia:

“Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento”.

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.

Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.

As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Ainda no texto, “mas falam pouco das suas angústias”, a oração é:
Alternativas
Q4301763 Português
Leia o Texto III para responder à questão.





Fonte: https://x.com/caio_gomz/status/1993856527631843531/photo/1. Acesso em: 24 jun. 2026. 
Com base na análise morfossintática de segmentos do infográfico, analise as afirmativas a seguir.

I- No trecho “ transparência é o preceito geral para as informações públicas”, os termos “geral” e “públicas” pertencem à classe dos adjetivos, pois caracterizam, respectivamente, os substantivos “preceito” e “informações”.
II- Ainda no trecho “Atransparência é o preceito geral para as informações públicas”, o adjetivo “públicas” estabelece concordância nominal em gênero e número com o substantivo “preceito”.
III- No segmento “entidades sem fins lucrativos que recebem verba pública”, a palavra “que” introduz uma oração subordinada adjetiva, responsável por caracterizar o termo antecedente “entidades”.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4301761 Português
Leia o Texto III para responder à questão.





Fonte: https://x.com/caio_gomz/status/1993856527631843531/photo/1. Acesso em: 24 jun. 2026. 
No bloco “Conceitos Essenciais”, afirma-se que a informação “deve ser autêntica, íntegra e primária”. As palavras destacadas devem ser classificadas e analisadas como:
Alternativas
Q4301752 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Nova lei facilita acesso a informações públicas


A maior parte das leis de acesso à informação no mundo só cobre o poder central. A lei brasileira inova por envolver todas as esferas de poder. 


    Uma vez regulamentada, a Lei de Acesso à Informação (12.527/11) torna real um direito reconhecido pela Constituição brasileira: o acesso do cidadão ao que é feito pelos governos, sejam eles federal, estaduais ou municipais.

    A lei atende também a outro preceito constitucional: o dever do Estado de prestar essas informações. A partir dela, qualquer cidadão pode solicitar informações ao órgão público sem precisar justificar o pedido.

     O grande objetivo desta lei é consolidar no País o princípio da transparência dos atos públicos, mas ela pode ser vista também como forma de a sociedade monitorar o que é feito pelo Estado. É o controle social, como diz Rafael Custódio, coordenador do programa de Justiça da Conectas Direitos Humanos. “Ainformação é pública, do cidadão e não do governo. É dever do governo então disponibilizar isso para os outros”, diz Custódio.

    A maior parte das leis de acesso à informação no mundo só cobre o poder central. A lei brasileira inova por envolver todas as esferas de poder, por isso é considerada por especialistas estrangeiros como ambiciosa e abrangente. A Unesco, órgão das Nações Unidas, a classifica como uma das 30 melhores leis de acesso à informação do mundo.

    Fabiano Angélico, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, ressalta que a lei precisa de tempo para se consolidar. “Em geral a administração pública tem a tendência de ser fechada e de se fechar. Implementar uma lei de acesso é mudança de cultura, de paradigma, e, portanto, não acontece do dia para a noite. Porque informação é poder. Mas é preciso ter em mente que é um trabalho para uma geração.”

     O pesquisador lembra ainda o despreparo da estrutura administrativa para atender à demanda da população. “Para cumprir adequadamente a lei da informação é preciso deter uma estrutura multidisciplinar e as ouvidorias não vão ser suficientes”, afirma. Com a nova lei, o acesso à informação é a regra; e o sigilo, a exceção.


Fonte: Agência Câmara de Notícias. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/380397-nova-lei-facilita-acesso-a-informacoes-publicas/. Acesso em: 24 jun. 2026. [Adaptado]
No período “Uma vez regulamentada, a Lei de Acesso à Informação torna real um direito reconhecido pela Constituição”, os termos “real” e “reconhecido” classificam-se, nesta ordem, como:
Alternativas
Q4301751 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Nova lei facilita acesso a informações públicas


A maior parte das leis de acesso à informação no mundo só cobre o poder central. A lei brasileira inova por envolver todas as esferas de poder. 


    Uma vez regulamentada, a Lei de Acesso à Informação (12.527/11) torna real um direito reconhecido pela Constituição brasileira: o acesso do cidadão ao que é feito pelos governos, sejam eles federal, estaduais ou municipais.

    A lei atende também a outro preceito constitucional: o dever do Estado de prestar essas informações. A partir dela, qualquer cidadão pode solicitar informações ao órgão público sem precisar justificar o pedido.

     O grande objetivo desta lei é consolidar no País o princípio da transparência dos atos públicos, mas ela pode ser vista também como forma de a sociedade monitorar o que é feito pelo Estado. É o controle social, como diz Rafael Custódio, coordenador do programa de Justiça da Conectas Direitos Humanos. “Ainformação é pública, do cidadão e não do governo. É dever do governo então disponibilizar isso para os outros”, diz Custódio.

    A maior parte das leis de acesso à informação no mundo só cobre o poder central. A lei brasileira inova por envolver todas as esferas de poder, por isso é considerada por especialistas estrangeiros como ambiciosa e abrangente. A Unesco, órgão das Nações Unidas, a classifica como uma das 30 melhores leis de acesso à informação do mundo.

    Fabiano Angélico, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, ressalta que a lei precisa de tempo para se consolidar. “Em geral a administração pública tem a tendência de ser fechada e de se fechar. Implementar uma lei de acesso é mudança de cultura, de paradigma, e, portanto, não acontece do dia para a noite. Porque informação é poder. Mas é preciso ter em mente que é um trabalho para uma geração.”

     O pesquisador lembra ainda o despreparo da estrutura administrativa para atender à demanda da população. “Para cumprir adequadamente a lei da informação é preciso deter uma estrutura multidisciplinar e as ouvidorias não vão ser suficientes”, afirma. Com a nova lei, o acesso à informação é a regra; e o sigilo, a exceção.


Fonte: Agência Câmara de Notícias. Disponível em: https://www.camara.leg.br/noticias/380397-nova-lei-facilita-acesso-a-informacoes-publicas/. Acesso em: 24 jun. 2026. [Adaptado]
Observe o trecho: “A lei brasileira inova por envolver todas as esferas de poder, por isso é considerada por especialistas estrangeiros como ambiciosa e abrangente.”

Sobre a oração introduzida por “por isso”, é CORRETO afirmar que se trata de oração:
Alternativas
Q4301658 Português

Texto para a questão. 




Seria coerente com as ideias do texto iniciar o penúltimo parágrafo da seguinte maneira: 
Alternativas
Q4301657 Português

Texto para a questão. 




Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita gramaticalmente correta para o primeiro período do texto, sem alteração do seu sentido original. 
Alternativas
Q4301653 Português

Texto para a questão. 




O verbo “digam” (linha 19) está flexionado na terceira pessoa do plural porque seu sujeito é
Alternativas
Q4301651 Português

Texto para a questão. 




No trecho “A partir dos anos 80 do século XX, suprime-se a preposição ‘do’” (linhas 8-9), o “se” funciona como 
Alternativas
Q4301401 Português
Considere as sentenças a seguir e analise-as quanto à concordância nominal:

I.Nem um nem outro livro merece ser ignorado. II.Um e outro gênero literário são maravilhosos e merecem atenção. III.Um e outro livro escritos, publicados e lidos com o mesmo entusiasmo.

Está completamente correta a concordância nominal em:
Alternativas
Q4301400 Português
Analise as alternativas quanto à concordância dos verbos destacados:
I.O fluxo e o refluxo das ondas encanta a quem tem alma leve. II.As mãos de alguém acudiu o vaso e as flores em queda. III.Pegamos a estrada, ainda escuro, o pai, o cachorro e eu.
Está correta a concordância verbal em:
Alternativas
Q4301395 Português
Menina faz sucesso ao recriar fotografias de mulheres inspiradoras


Clara Larchete, de 8 anos, moradora de São Paulo, conquistou as redes sociais ao fazer a releitura fotográfica de mulheres inspiradoras. Inicialmente, o projeto surgiu em decorrência de uma atividade escolar em 2020. A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade. Com a ajuda da mãe, a menina resolveu recriar o autorretrato da Tarsila do Amaral. Após, o resultado foi compartilhado nas redes. A receptividade foi tão surpreendente que as duas decidiram continuar desenvolvendo a atividade. Além disso, o processo proporcionou que conhecessem um pouco mais da história de cada pessoa retratada.

"Além de ter nos aproximado ainda mais, esse projeto é uma oportunidade para aprender e ensinar a ela sobre essas grandes figuras, conversando sobre a vida delas, a contribuição que deram à sociedade ou suas lutas atuais", contou a mãe.

Estão entre as mulheres retratadas: Michele Obama, Maju Coutinho, Taís Araújo, Frida Kahlo e outras. Clara participa de todo o processo de criação e produção como a escolha da foto original, o figurino e o cenário.

"Vou continuar ajudando a Clarinha com as releituras até quando ela quiser. É muito legal ver que ela tem essas grandes mulheres para se inspirar, o que era mais raro quando eu era criança, por exemplo. Muitas delas já existiam, mas o acesso às informações sobre a vida, trabalho e conquistas delas era muito difícil. Ainda temos muito que avançar na questão da representatividade, mas acredito que o que já conquistamos fará toda a diferença para essa nova geração", disse a mãe. 







Conceição Evaristo, escritora, e Clara. (Disponível em: https://jornalnota.com.br/2022/07/17/menina-faz-sucesso-ao-recriar-foto grafias-de-mulheres-inspiradoras/. Acesso em: 2026. Adaptado.) .
"A tarefa, proposta pela professora de artes, consistia em fazer uma releitura de um quadro, vídeo ou foto de uma personalidade."
O trecho "proposta pela professora de artes" está entre vírgulas. Assinale a alternativa que explica corretamente o uso dessa pontuação nesse contexto: 
Alternativas
Q4300724 Português
Leia os Textos II e III, a seguir, para responder à questão.


Q7_11.png (332×330)


Disponível em: ARMANDINHO. https://www.instagram.com.br/tirinhadearmandinho. Acesso em: 24 abr. 2026. 


Q7_11_.png (312×336)


Disponível em: NIQUELNAUSEA. https://www.instagram.com.br/niquel.nausea. Acesso em: 24 abr. 2026.
Considerando a leitura do Texto III, é possível afirmar que o termo “pois”, observado no fragmento “pois eu comprei o curso', introduz uma oração:
Alternativas
Q4300717 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


Excesso de redes sociais entre crianças está associado a sintomas mais graves de depressão e ansiedade


A explicação para isso, segundo novo estudo, é que o excesso desregula o sono.


Por Diego Facundini - 24 mar 2026, 10h00


    Mais de três horas por dia nas redes sociais é o suficiente para que crianças desenvolvam quadros de depressão ou ansiedade mais graves. Quando comparadas àquelas que fazem uso moderado (até meia hora por dia), o excesso de exposição às redes pode agravar a severidade dos sintomas em aproximadamente 47%, para depressão, e 40%, para ansiedade.

     É o que indica um estudo feito com mais de 71 mil crianças em escolas de Londres, na Inglaterra. Ao longo de quatro anos, pesquisadores do Imperial College London acompanharam estudantes de 31 escolas, coletando dados relacionados a hábitos de uso das tecnologias digitais, saúde mental e estilo de vida.

    Os achados, publicados em fevereiro no periódico BMC Medicine, apontam para um perigo silencioso das tecnologias digitais: seus prejuízos para o sono das crianças - e os efeitos danosos que isso pode trazer à saúde mental.

    O artigo faz parte do SCAMP(Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones, do inglês para “Estudo sobre Cognição, Adolescentes e Telefones Celulares”), o maior estudo investigando os impactos de longo prazo do uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes.

    Desde sua fundação, em 2014, o SCAMP tem acumulado dados sobre uma série de marcadores - como o desenvolvimento cognitivo, a dieta e as rotinas de sono - relacionados à saúde física e mental de pessoas expostas às redes sociais desde a infância.

    No trabalho mais recente, os cientistas comparam para a saúde mental das crianças em dois momentos: quando tinham entre 11 e 12 anos (no período entre 2014 e 2016) e, depois, quando entre 13 e 15 (entre 2016 e 2018). Ao longo do estudo, os participantes responderam questionários detalhados, com perguntas sobre estilo de vida, saúde mental e seus comportamentos diante às telas.

    Com base nessas respostas, junto aos resultados de um conjunto de testes cognitivos, os pesquisadores reuniram os dados das crianças que apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade – um total de 2.350 pessoas.

    Analisando a progressão dos sintomas ao longo dos anos, e olhando, ao mesmo tempo, o uso que essas crianças faziam das redes sociais, os pesquisadores encontraram uma relação entre o tempo de tela e a gravidade dos sintomas. Isto é, crianças que, entre os 11 e 12 anos, ficavam nas redes sociais por mais de 3 horas por dia tinham uma chance bem maior de chegar à faixa dos 13 aos 15 com quadros mais severos de depressão e ansiedade. Já separando entre os gêneros, essa associação se torna ainda mais forte entre as meninas.

    As redes sociais mudaram muito desde 2014 e 2018, isso é uma limitação que os cientistas não negam. O consumo mudou, as dinâmicas das plataformas mudaram e, naquela época, o formato de vídeos curtos ainda não capturava a atenção de todo mundo. Porém, a vantagem de um estudo de longo prazo é que, acompanhando os participantes por um longo período de tempo, os cientistas conseguem entender melhor quais comportamentos relacionados ao uso de telas mais influenciam na saúde mental das crianças.

    Nesse caso, um fator medido pelos questionários se sobressaiu aos demais: a quantidade de sono. Os jovens com mais tempo de tela também dormiam menos (principalmente nos dias de escola). E a falta de sono, por sua vez, é um grande fator de risco para o agravamento de transtornos da saúde mental.

    “Nossa análise mostra uma tendência clara em termos da quantidade de tempo gasto nas redes sociais e os desfechos de saúde mental. Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de que precisam para funcionar de forma saudável. Acreditamos que essa é a principal razão pela qual estamos observando um impacto duradouro na saúde mental delas ao longo do tempo”, afirma, em nota, a pesquisadora Mireille Toledano. [...]


Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/excesso-de-redes-sociais-entre-criancas-esta-associado-a-sintomas-mais-graves-de-depressao-e-ansiedade/. Acesso em: 16 abr. 2026.
No fragmento “Crianças que usam aplicativos de redes sociais por mais tempo, e até mais tarde à noite, podem estar comprometendo o sono de que precisam para funcionar de forma saudável”, o termo destacado que pode ser classificado como: 
Alternativas
Q4300617 Português
Analise as alternativas quanto à concordância dos verbos destacados:

I.O fluxo e o refluxo das ondas encanta a quem tem alma leve. II.As mãos de alguém acudiu o vaso e as flores em queda. III.Pegamos a estrada, ainda escuro, o pai, o cachorro e eu.
Está correta a concordância verbal em:
Alternativas
Q4300227 Português
Analise as sentenças quanto à concordância nominal das palavras destacadas:

I.Concentrados , a filha e o amigo brincavam de criar histórias de aventura.
II.Chegaram correndo do terreiro. Estavam cobertos de lama: cobertos o cabelo, a roupa, o corpo.
III.Como se um grande redemoinho tivesse passado pelo quintal e derrubado as folhas, as flores e os galhos velhos . Eram crianças.
IV.Toda sua ânsia e desejos, todos seus sacrifícios e renúncias. Ela sabia aonde havia chegado.

É correta a concordância nominal em:
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: A
4: B
5: B
6: B
7: D
8: B
9: A
10: B
11: E
12: E
13: A
14: X
15: A
16: X
17: A
18: B
19: B
20: E