Questões de Concurso Sobre português

Questões Discursivas

Foram encontradas 251.547 questões

Q3509335 Português
Leia o trecho a seguir:

De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2021, uma em cada duas pessoas é etarista, ou seja, tem preconceito contra os mais velhos. Um levantamento feito pela Universidade de Michigan corrobora a tese, ao informar que 80% das pessoas acima dos 50 anos já experimentaram algum tipo de ageísmo, outra expressão para esse tipo de preconceito.

Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/08/22/e-possivel-educar-as-pessoas-contra-o-etarismo.ghtml. Adaptado.

Com base no trecho, as expressões “etarismo”, “preconceito contra os mais velhos” e “ageísmo”: 
Alternativas
Q3509334 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
De acordo com o texto, considere as seguintes afirmativas:

1. Os projetos dos hospitais infantis são os que mais chamam atenção.
2. Os pacientes devem ser tratados em jardins em vez de hospitais.
3. Clare Cooper Marcus é a criadora dos hospitais com jardins terapêuticos.
4. Os jardins terapêuticos são espaços agradáveis para pacientes e familiares nos hospitais.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3509333 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
As expressões “a não ser” e “não se restringem ao”, destacadas no texto, podem ser substituídas, respectivamente, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q3509332 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
O texto menciona vários elementos presentes nos jardins de tais hospitais. Qual elemento NÃO é citado? 
Alternativas
Q3509331 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
De acordo com o texto, os jardins em hospitais foram projetados com o objetivo de: 
Alternativas
Q3509330 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
Releia o trecho a seguir:

“As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta […]”.

A expressão destacada introduz:
Alternativas
Q3509329 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
De acordo com o texto, as possíveis consequências da extinção das abelhas são: 
Alternativas
Q3509328 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
Em relação ao texto, considere as seguintes afirmativas:

1. A expressão “dessas plantas”, destacada no texto, retoma “matas nativas”.
2. O termo “Elas”, destacado no texto, refere-se a “abelhas”.
3. São usados pelo autor em substituição a “Décio Gazzoni”: engenheiro ambiental e pesquisador.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3509327 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna no texto.  
Alternativas
Q3509296 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito. Sobre a palavra em destaque, marque a afirmativa correta.
Alternativas
Q3509295 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
É correto afirmar que no trecho Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos (...), as palavras destacadas têm, respectivamente, a seguinte classificação:
Alternativas
Q3509294 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
Analise as afirmativas.

I. “Motivo” é um pequeno texto do gênero ‘conto’ em que se pode observar as características: introdução, clímax, espaço e desfecho.
II. O texto tem esse título porque a mãe descobre o motivo que levou filho a fazer novos amigos.
III. Pode-se inferir do texto que os meninos eram “diferentes” dos demais colegas, sofriam pelos mesmos motivos de discriminação.
IV. O trecho Ainda teria muito por fazer refere-se à diretora da escola.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3509293 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


MOTIVO

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço
(Mia Couto)


Meu filho chegou da escola mais contente hoje. Não tem sido assim. Desde que mudamos de cidade e de escola, é uma queixa atrás da outra.

Um colega empurra, outro debocha, outro se junta com outro e brinca de repórter de TV pra gravar a fala dele. Coração de mãe, você já sabe. Tenho vontade de ir lá e rufar a mão na cara da molecada. Falo com a diretora, entendo que as crianças são danadas, que revidar não é o melhor caminho, que é preciso uma orientação adequada.

Em casa faço o que posso. Escuto meu filho, aconselho, digo que o melhor a fazer é não dar tanta bola pra isso. Vai saber o motivo de esses meninos serem tão agressivos. Vai ver são maltratados em casa. Conto que minha mãe, no meu tempo, nem me escutava.

Eu tentava dizer alguma coisa e ela: não me venha com queixa. Não repito o procedimento. Acredito que muita coisa pode melhorar com a força de uma boa palavra.

Depois de algum tempo, de muita conversa e idas e vindas à escola, finalmente chegou o dia em que ele se sentiu mais ambientado, mais feliz.

Reparei, no final da tarde, naquele intervalo em que ficam brincando antes de virem pra casa, que o grupinho de uns três se fortalecia. Falei. Eu já sei por que você acabou tendo mais afinidade com o Vinícius e o Julio. Porque, coincidentemente, vocês três são filhos únicos, a falta de um irmãozinho a gente acaba compensando com o colega, não é mesmo?

A reposta que veio a seguir me arrebentou por dentro. Ainda teria muito por fazer.

— Não, mamãe, nós três ficamos amigos porque somos os três da sala que têm defeito.

— Como assim, defeito?

— Sim, o Vinícius é gordo, o Julio é negro e eu sou gago.


(COCCO, Marta H. Não presta pra nada. Carlini & Caniato: Cuiabá-MT, 2016.)
No trecho Coração de mãe, você já sabe, o narrador
Alternativas
Q3509292 Português

Leia com atenção a tirinha.


Imagem associada para resolução da questão


(QUINO. Mafalda. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Livros/noticia/2016/01/20-tirinhas-sobre-paixao-porlivros.html. Acesso em 23/03/2024.)



Sobre a tirinha, marque a afirmativa correta.

Alternativas
Q3509291 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
Leia atentamente as afirmativas a seguir e assinale a INCORRETA.
Alternativas
Q3509290 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
No que trata dos aspectos gramaticais do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho! – esse trecho demonstra uma variante linguística brasileira muito utilizada na oralidade.
( ) O vocábulo ‘avionada’ é formado pelo processo de composição por justaposição.
( ) O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto – pode-se observar nesse excerto uma relação de causa e consequência.
( ) O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração. – nesse trecho há linguagem denotativa.
( ) Em Visibilidade zero, doutor. e Estamos sem comunicação, estou vendo se volta..., – o uso da vírgula se justifica pela mesma razão: separar orações.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3509289 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
No que trata da linguagem, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3509288 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
A respeito do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. O texto trata de acidentes aéreos causados por “buracos” no céu.
II. O texto apresenta aspectos argumentativos que denotam, desde o início, o medo do narrador ao voar. III. Uma notícia fez com que o narrador se lembrasse de um fato de seu passado.
IV. O chefe forçou a aterrissagem do jato contra a vontade do comandante.
V. A primeira tentativa de aterrissagem falhou.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q3509287 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Discórdia em Concórdia

Um voo por entre os buracos das nuvens.


"Essa cerração estava bem fechada na serra, mas aqui em Ilhabela o céu estava cheio de buracos". Foi o que informou o dono do heliponto ao piloto do helicóptero no fatídico acidente que abriu o ano.

Esses buracos são espaços abertos entre as nuvens, o que, segundo ele, permitiria o pouso. Ao ler aqueles fatos na internet, na hora, recuei no tempo. Revivi o dia em que viajei para Concórdia, Santa Catarina, a bordo de um jatinho privado.

Fui orientado pela secretária do dono da aeronave a comparecer ao hangar de Congonhas às 16h30 para a importante reunião catarinense. No horário combinado, subi os estribos do Learjet rumo à avionada.

Decolamos com céu de brigadeiro. Era a primeira vez que tinha um aeroplano inteiro a meu dispor. Fui me sentindo uma celebridade até Curitiba. Naquele ponto, entretanto, o clima virou. A bem da verdade, capotou. Tudo nublou, não se via um milímetro de horizonte, e trovões rimbombavam a todo instante.

Não demorou para que o Lear passasse a sacudir mais do que coqueteleira em mão de barman. O chacoalhar era tamanho que a maleta do comandante, acomodada nos porta bagagens, desabou sobre o meu cocuruto. Ainda tonto, fui de gatinhas, pelo corredor, até a cabine.

Ali, notei que o copiloto dava pancadas no rádio.

"O que está acontecendo?", quis saber.

"Estamos sem comunicação, estou vendo se volta...", anunciou com aquela mansidão dos aeronautas.

Engoli em seco. A cerração continuava reinando, mas felizmente conseguiram contato com o aeroporto de Concórdia.

Apenas para que o leitor assimile o local onde seria nosso pouso, eu diria que se tratava de uma extensão de asfalto pouco maior do que uma pista de autorama no pico de uma alta montanha. Em volta, mata fechada.

Houve a primeira tentativa de aterrissagem, porém, não se divisava um palmo adiante do nariz do jatinho.

Quando arremetemos, se apresentou a voz do dono do avião no rádio, num forte sotaque gaúcho:

"Epa, peralá! Por que no descero, tchê?"

O piloto explicou:

"Visibilidade zero, doutor."

"Aqui tão dizeno que tem buraco. Encontra um aí, compadre, e mete o bicho nele que tem hora pra começá os trabalho!"

"Sim, senhor!", respondeu o piloto.

Eu já tinha me sentado mais ao fundo possível pois ouvira dizer que, em acidentes aéreos, o estrago é menor aos que se localizam na popa. "Acharo o buraco?", insistia o gaúcho.

"Localizamos um a estibordo, doutor, vamos tentar o procedimento", prometeu o comandante.

Dei início ao rosário apressado que aprendi com minha avó. Usava os dedos como as contas do terço. O jato mergulhou na pequena fenda da nuvem em direção à pistinha, as turbinas gritavam em dramática desaceleração.

Assaltou-me a inconveniente lembrança de que meu sobrenome é Castelo Branco e certo marechal, com o mesmo nome, morrera num famoso desastre de avião.

O solo veio se aproximando. Foquei na minha janela. Antes de atingirmos a cabeceira, o trem de pouso triscou o galho de uma araucária. Bah, tri legal!" - urrou o gaúcho no rádio ao presenciar a descida.

Saí bambo da aeronave e, feito João Paulo II, beijei o asfalto.

O chefão me deu as boas-vindas e comunicou:

"Reunião ficou pra amanhã. O bão é que dá tempo de nóis assar um costelão pra ti".


(CASTELO BRANCO, Carlos. Um voo por entre os buracos das nuvens. Estadão. 17/01/2024. Disponível em https://www.estadao.com.br/emais/cronica-por-quilo/discordia-em-concordia/. Acesso em 20 de março de 2024.)
A construção inicial da narrativa, nos primeiros parágrafos do texto, é marcada por um recurso denominado 
Alternativas
Q3509246 Português
Analise esse texto verbo-visual. 

Q10.png (692×180)

(DAHMER, André. Disponível em https://diplomatique.org.br/novas-tirinhas-de-andre-dahmer-transformam-algoritmo-empersonagem-intrometido/. Acesso em 16/03/2024.)

Assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Respostas
47321: C
47322: B
47323: A
47324: B
47325: D
47326: A
47327: B
47328: C
47329: D
47330: B
47331: D
47332: A
47333: C
47334: D
47335: B
47336: B
47337: C
47338: A
47339: D
47340: C