Questões de Concurso Sobre português
Foram encontradas 251.547 questões
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Dinheiro na mão é vendaval
Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.
Walcyr Carrasco
Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasido, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: “Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: “Tudo bem, eu fago um Pix." AÍ ele frisou: “S6 aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saida. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possivel nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situagao assim. O segundo gargom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que ja conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.
Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? 0 exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dé a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.
As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de politico. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitéria. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.
Publicado em VEJA de 1° de margo de 2024, edição n° 2882.
De acordo com o texto, analise as assertivas abaixo:
I. O Sistema de compras on-line para entrega em casa é mais cômodo e privilegia o pagamento via cartão ou outro meio eletrônico.
II. A Pandemia ressaltou a comodidade e a segurança do dinheiro eletrônico e do próprio comércio on-line.
Ill. O Sistema de pagamento instantâneo por apps cresceu e as cédulas desapareceram.
Está(ão) CORRETA(s):
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Dinheiro na mão é vendaval
Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.
Walcyr Carrasco
Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: “Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse : “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." AÍ ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.
Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do taxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? 0 exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, á pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão:
"Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.
As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de politico. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.
Publicado em VEJA de 1° de margo de 2024, edição nº 2882.
"Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro.” 3°§
A conjugação do verbo destacado, na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, é:
I. O Sistema de compras on-line para entrega em casa é mais cômodo e privilegia o pagamento via cartão ou outro meio eletrônico.
Il. A Pandemia ressaltou a comodidade e a segurança do dinheiro eletrônico e do próprio comércio on-line.
III. O Sistema de pagamento instantâneo por apps cresceu e as cédulas desapareceram.
Está(ão) CORRETA(s):
Alguns acentos diferenciais foram abolidos pelo último Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Marque a alternativa em que a palavra sublinhada está corretamente ACENTUADA.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia
Agência Brasil
23/04/24
Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo Fronteiras da Informação — Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém.
O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa.
Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra a liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20).
Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022.
Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país.
“Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção — de ter um número de casos maior naquela região — para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia”, disse Galli à Agência Brasil.
O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. “[...] Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli.
Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral.
Adaptado
https://istoedinheiro.com.br
A oração grifada apresenta a mesma classificação que:
IA afetará cerca de 40% dos empregos do mundo, diz FMI.
Relatório do Fundo indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar.
14.jan.2024
WASHINGTON | AFP A inteligência artificial (IA) afetará 60% dos empregos nas economias avançadas, afirmou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pouco antes de partir para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
"As economias avançadas e alguns mercados emergentes verão 60% de seus empregos afetados", disse em uma entrevista em Washington, citando um novo relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o assunto.
"E depois diminui para 40% para os mercados emergentes, 26% para os países de baixa renda", acrescentou, referindo-se ao relatório do FMI, que aponta que, globalmente, quase 40% do emprego mundial está exposto à IA.
O relatório indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar do aumento da produtividade devido à IA.
"Seu trabalho pode desaparecer completamente, o que não é bom, ou a inteligência artificial pode aprimorar seu trabalho, tornando-o mais produtivo e aumentando sua renda", explicou Georgieva à AFP.
Embora inicialmente a IA tenha um impacto menor nos mercados emergentes e em economias em desenvolvimento, também é menos provável que se beneficiem das vantagens dessa nova tecnologia, de acordo com o FMI.
"Isso poderia agravar a lacuna digital e a disparidade de renda entre os países", continuou o relatório, acrescentando que os trabalhadores mais velhos provavelmente serão mais vulneráveis às mudanças causadas pela IA.
O FMI vê uma oportunidade significativa para as políticas abordarem essas preocupações, disse Georgieva à AFP.
"Devemos nos concentrar em ajudar os países de baixa renda, em particular, a agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades que a inteligência artificial apresentará", disse.
"Em outras palavras, abracem-na, está chegando", acrescentou. "Então, a inteligência artificial, sim, assusta um pouco. Mas também é uma tremenda oportunidade para todos."
https://www1.folha.uol.com.br
"E depois diminui para 40% para os mercados emergentes [...]." 3°§
É sinônimo da palavra destacada:
1. A multidão cercou o palácio, e logo começaram a gritar palavras de ordem.
2. Sua santidade é fofo.
3. Os milhões de brasileiros esperamos por vida melhor.
Sobre eles, são feitas as seguintes afirmações. Assinale a correta.
1. A palavra representação (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação sufixal.
2. A palavra processo (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação parassintética.
3. A palavra recriar (grifada no texto 4) sofreu processo de derivação prefixal.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. O texto é meramente informativo: atualiza o leitor sobre um evento.
2. Por ser texto argumentativo, percebe-se o autor conduzindo a reflexão.
3. Prevalece no texto a argumentação: o autor busca conduzir o leitor a uma reflexão sobre o fato.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
1. “O governo aspira por uma economia estável.”
2. “Os cientistas assistiram o show pacientemente.”
3. “O novo projeto implica em mudanças na educação.”
Assinale a alternativa correta.
1. Eu vi ela ontem.
2. Eu a vi ontem.
3. Falta 5 minutos pra acabar a aula.
4. O diretor pediu pra mim vir aqui.
Sobre elas são feitas as seguintes afirmações. Assinale a correta.
Definição
As variantes linguísticas são as duas ou mais formas que veiculam um mesmo sentido e compõem o conjunto de uma mesma variável linguística. A variação pode ocorrer no léxico (como no exemplo entre aipim e macaxeira…), na fonética (as pronúncias), na morfologia (como o apagamento ou não do morfema indicando o infinitivo) e na sintaxe (estrutura das frases).
REVISTA LÍNGUA PORTUGUESA, A LÍNGUA QUE APRENDEMOS, A LÍNGUA QUE FALAMOS, artigo de Edmilson José de Sá, edição número 20, p. 31.
Analise as afirmativas abaixo em relação ao texto.
1. O exemplo entre aipim e macaxeira é variação social, logo denota determinados grupos ou escolaridade, entre outros.
2. O Dicionário da Ilha, de Fernando Alexandre e de Andrea Ramos (edições Cobra Coralina), registra a palavra diarada, muitos dias. Eis um exemplo de variação regional, marcada por distinções no vocabulário e na pronúncia.
3. Os textos 2 e 3, de Euclides da Cunha, são classificados predominantemente de variação de registro, nos quais prepondera o emprego mais coloquial de linguagem. Um bom exemplo disso é a utilização do pronome oblíquo lhe.
4. As variações linguísticas devem ser sempre evitadas pelo falante por se constituírem erro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.”
São propostas três reescrituras.
1. O sertanejo é antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo, exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
2. O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem, o raquitismo, exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
3. O sertanejo é um forte antes de tudo. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
Assinale a alternativa que indica todas as reescrituras corretas, de acordo com a norma culta.