Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Geração instantânea de energia eólica bate recorde no Brasil
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que o Brasil bateu mais um recorde na geração instantânea de energia eólica. O feito aconteceu quando o gerador foi responsável por entregar o suficiente para atender a toda região Nordeste, durante um minuto, e ainda restar um excedente de mais de 23% do total da energia produzida.
O resultado evidencia a expansão da geração eólica no Brasil nos últimos anos. Hoje, a capacidade instalada é de 22 mil MW em 828 parques eólicos em operação. O Nordeste é destaque, concentrando mais de 90% desse total. A capacidade de geração pode aumentar ainda com a geração eólica offshore, também conhecida como energia eólica em alto-mar.
No entanto, o caminho das eólicas offshore é complexo. Em entrevista à Revista Valor, Robson Rodrigues informou que, dos 55 processos de licenciamento ambiental para geração eólica offshore em análise hoje pelo Ibama, apenas dois apresentaram documentos obrigatórios de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental e, em ambos os casos, os relatórios foram rejeitados por estarem em desacordo com os termos de referência.
Além dessas dificuldades, o setor ainda tenta compreender os efeitos do decreto 10.964, que definiu as regras gerais para geração eólica em alto-mar. "Os agentes identificaram áreas potenciais e entraram com o processo no Ibama para garantir lugar na fila. Porém, não existe claramente uma regra de como será essa cessão de uso de área marítima", disse Elbia Gannoum, a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).
(istoedinheiro.com.br). Adaptado.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O papel e o lápis
Uma folha em branco para mim é como um convite para criar e explorar um novo universo! Um lápis de grafite macio é o meu instrumento de construção de uma obra emocional e utópica. É quase impossível descrever o sentimento gerado por apenas estes dois itens diante dos meus olhos, no alcance da minha mão. O papel é representação das possibilidades infinitas. O lápis é a matéria-prima a ser moldada. O desenho é a expressão consumada dos pensamentos profundos, dos esforços e da alma.
Não importa que meus traços sejam infantis, ou toscos, que o tema seja lírico, abstrato ou mesmo natural. Não importa que signifique algo para quem olha e não vê, e também pouco importa que toda a obra seja apenas um ponto. Sou eu naquele papel, são os meus instintos e o peso da minha mão.
Aos poucos os esboços ganham contornos mais definidos. Passam-se os segundos, os minutos e as horas, em alguns, também se passam os dias, os meses e talvez os anos. Na mente, o desenho é dinâmico e mutante. O que antes era apenas um horizonte distante agora é um campo coberto por gramíneas e cravejado de árvores, ao longe se nota o velho casebre e a criação animal. Aos poucos a vida vai brotando da ponta do grafite.
O papel vai ganhando cores imaginárias, mesmo com o matiz de chumbo. O vento balança as folhas e os cabelos e sopra o nosso rosto. O som dos pássaros e dos cascos dos cavalos se faz presente. O cheiro da fumaça que corta o céu, saindo da pequena chaminé, fica impregnado no ar. A estradinha de terra faz o convite para se andar descalço e caminhar até o fim da última curva. As águas cristalinas serpenteiam os vales e refrescam nossos pensamentos com a sua brisa.
A relação entre a obra e o lápis é inversamente proporcional. À medida que os retratos, paisagens ou os subconscientes tomam forma e se definem, o grafite se desfaz na ponta do lápis, aos poucos o corpo longilíneo torna-se mais franzino e pequeno. O lápis e o papel vão tornando-se um, igual a um processo químico, são elementos distintos que ao serem combinados resultam numa mistura perfeita.
(...)
OLIVEIRA, Alice Elaine Teixeira de. O papel e o lápis. Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo. Disponível em <https://claudemirpereira.com.br/2016/04/0-papel-e-o-lapis-por-alice-elaine-teixeira-de-oliveira/>.
Leia o texto a seguir.
Excesso de proteína pode trazer riscos à saúde, alertam especialistas
Sophie Egan
Se você andou pelos corredores de alimentos embalados de um supermercado recentemente, ou deu uma olhada nas atuais diretrizes alimentares dos Estados Unidos, pode ter ficado com a impressão de que, quando se trata de proteína, quanto mais, melhor.
Cereais embalados, pipoca, mistura para panqueca e bebidas de café estão sendo enriquecidos com o nutriente. E a nova pirâmide alimentar invertida, que o governo Trump divulgou em janeiro, destaca a proteína de forma proeminente, com bife, frango e queijo no topo.
Pesquisas sugerem que a maioria dos adultos americanos está consumindo muito mais proteína do que o necessário para uma boa saúde. Uma pesquisa de 2025 com 3.000 adultos americanos mostrou que 71% estavam tentando comer mais proteína. O percentual era de 59% em 2022.
A proteína é um nutriente essencial. Mas [...] não é necessariamente melhor, diz Bettina Mittendorfer, professora de nutrição e fisiologia do exercício na Faculdade de Medicina da Universidade de Missouri. E em alguns casos, comer muito mais do que os especialistas em nutrição recomendam pode trazer alguns riscos.
Não existe uma regra rígida sobre quanta proteína é demais, dizem os especialistas, e muitas pessoas podem exceder as quantidades recomendadas sem problemas. Mas problemas potenciais podem surgir quando as pessoas consomem muito mais do que cerca de 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia, diz Mittendorfer.
Doenças cardíacas e diabetes tipo 2
A maioria da proteína que os americanos consomem vem de carne e outros produtos de origem animal. Em um estudo publicado em 2021, pesquisadores do Departamento de Agricultura descobriram que alimentos de origem animal (incluindo carne bovina, frango e carnes curadas) representavam quase 70% do consumo de proteína das pessoas.
Pesquisas sugerem que aqueles que consomem maiores quantidades de carne vermelha e processada tendem a ter riscos mais elevados de doenças cardíacas e diabetes tipo 2, diz Donald Hensrud, professor associado de nutrição e medicina preventiva na Faculdade de Medicina da Mayo Clinic.
Em uma grande análise publicada em 2023, por exemplo, pesquisadores descobriram que comer 100g extras de carne vermelha (equivalente a cerca de uma costeleta de porco fina e desossada) por dia aumentava o risco de doenças cardíacas em 11% — e cada 50g adicionais de carne vermelha processada (equivalente a cerca de uma salsicha padrão) por dia aumentava em 26%.
Outro estudo, também publicado em 2023, descobriu que entre os quase 217 mil participantes (majoritariamente mulheres), aqueles que consumiam mais carne vermelha tinham um risco 40% maior de desenvolver diabetes tipo 2 do que aqueles que consumiam menos, e que aqueles que consumiam mais carne vermelha processada tinham um risco 51% maior.
Carnes vermelhas e processadas tendem a conter altos níveis de gorduras saturadas, que podem elevar os níveis sanguíneos de colesterol LDL (ou "ruim") e aumentar o risco de infarto e AVC. Esses alimentos também podem aumentar a inflamação e a resistência à insulina, diz Hensrud, o que também poderia elevar os riscos de doenças cardíacas e diabetes tipo 2.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/06/excesso-
de-proteina-pode-trazer-riscos-a-saude-alertam-especialistas.shtml. Adaptado.
Acesso em 03/06/2026
Entre a informação e o conhecimento
Nunca tivemos acesso a tantas informações e, paradoxalmente, talvez nunca tenha sido tão necessário aprender a selecionar aquilo que merece nossa atenção. A facilidade de encontrar respostas modificou a relação que estabelecemos com o conhecimento: diante de uma dúvida, já não somos obrigados a percorrer longos caminhos para chegar a uma informação. Bastam alguns segundos para que mecanismos de busca apresentem milhares de resultados.
O problema começa quando a disponibilidade da informação é confundida com a construção do conhecimento. Saber onde encontrar uma resposta não significa, necessariamente, compreender o problema que a originou. Do mesmo modo, acumular conteúdos não equivale a desenvolver capacidade crítica para avaliá-los.
Nesse cenário, a educação assume uma tarefa que ultrapassa a simples transmissão de informações. Mais do que ensinar a localizar respostas, torna-se necessário desenvolver a capacidade de formular perguntas, estabelecer relações, reconhecer diferentes perspectivas e avaliar a confiabilidade das fontes. Afinal, em uma sociedade saturada de informações, talvez o verdadeiro privilégio não seja ter acesso a mais dados, mas saber o que fazer com eles.
Considerando a tese defendida, a progressão argumentativa, as informações implícitas e os efeitos de sentido produzidos pelas escolhas linguísticas, assinale a alternativa CORRETA.
A cidade que não dorme
Em algumas cidades, as luzes permanecem acesas durante toda a noite. Ruas movimentadas, vitrines iluminadas e veículos circulando dão a impressão de que o dia simplesmente decidiu não terminar. Para quem observa de fora, pode parecer sinal de progresso: quanto mais tempo a cidade funciona, mais oportunidades ela oferece. Entretanto, há outro lado nessa aparente vitalidade. Quando o comércio, os serviços e as atividades de lazer ocupam continuamente os espaços urbanos, o silêncio torna-se quase um luxo. Descansar deixa de ser apenas uma necessidade individual e passa a depender das condições oferecidas pelo próprio ambiente.
Talvez uma cidade verdadeiramente desenvolvida não seja aquela que permanece acordada o tempo inteiro, mas aquela que sabe equilibrar movimento e pausa, produção e descanso, atividade e silêncio.
A construção do texto apresenta uma reflexão sobre a organização da vida urbana e, especialmente, sobre a ideia de que o funcionamento contínuo de uma cidade seria necessariamente um indicador de desenvolvimento. Considerando o assunto, a relação entre as ideias, os sentidos implícitos e a conclusão apresentada pelo autor, assinale a alternativa CORRETA.
Considerando os sentidos dos vocábulos 'aprofundar' e 'gargalos' no contexto do texto, assinale a alternativa correta.
I. Em “Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda”, os pronomes “nós” e “nos” fazem referência aos mesmos participantes do discurso.
II. A expressão “Nesse sentido” retoma o raciocínio desenvolvido anteriormente e estabelece continuidade entre os parágrafos.
III. Em “a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima”, o pronome possessivo “sua” retoma o termo “experiência”.
IV. No trecho “A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa”, o termo “afinal” reforça e justifica a conclusão apresentada pelo autor.
Estão corretas apenas as afirmativas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Não se questiona a utilidade do novo sistema. Questiona-se, isto sim, a ideia de que sua implantação, por si só, resolverá problemas cuja origem também está na organização dos processos de trabalho.
A estratégia argumentativa predominante nesse fragmento consiste em: