Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4327096 Português

TEXTO I


O homem, o menino e o burro



Um Homem e o seu filho iam um dia com o seu Burro para o mercado. Enquanto caminhavam ao lado do Burro, um homem do campo passou por eles e disse:


 - Seus tolos, para que serve um burro senão para montar? Então o Homem pôs o Menino em cima do Burro e seguiram o seu caminho. Mas logo passaram por um grupo de homens, um dos quais disse:


- Vejam aquele Menino preguiçoso, deixa o pai andar enquanto ele monta!


Então o Homem mandou o Menino descer e montou ele próprio. Mas ainda não tinham ido longe quando passaram por duas mulheres, uma das quais disse à outra:


- É uma vergonha para aquele preguiçoso deixar o seu pobre filho a passear.


O Homem não sabia o que fazer, então acabou por levar o Menino junto de si em cima do Burro. Por esta altura, já tinham chegado à cidade e os transeuntes começaram a troçar e a apontar para eles. O Homem parou e perguntou-lhes de que é que estavam a zombar. Os homens disseram-lhe:


- Não tens vergonha de sobrecarregar esse teu pobre Burro com teu peso e o de teu filho?


O Homem e o Menino desceram e tentaram pensar no que fazer. Pensaram e pensaram, até que finalmente cortaram uma árvore, ataram os pés do burro a ele e levantaram o poste e Burro aos ombros. Foram andando no meio das gargalhadas de todos os que os encontravam até chegarem à Ponte do Mercado, quando o Burro, soltando uma das patas, deu um coice e fez com que o Menino deixasse cair a ponta do galho. Na luta, o Burro caiu sobre a ponte e, com as patas dianteiras atadas, afogou-se.


- Isto vai ensinar-vos, disse-lhes um velho que os tinha seguido: - Agradai a todos e não agradareis a ninguém.



ESOPO. 82 Histórias. Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/fabulas-esopo com.html#google_vignette. 

É correto afirmar sobre a natureza de elaboração do texto I que este pertence a um segmento:
Alternativas
Q4327095 Português

TEXTO I


O homem, o menino e o burro



Um Homem e o seu filho iam um dia com o seu Burro para o mercado. Enquanto caminhavam ao lado do Burro, um homem do campo passou por eles e disse:


 - Seus tolos, para que serve um burro senão para montar? Então o Homem pôs o Menino em cima do Burro e seguiram o seu caminho. Mas logo passaram por um grupo de homens, um dos quais disse:


- Vejam aquele Menino preguiçoso, deixa o pai andar enquanto ele monta!


Então o Homem mandou o Menino descer e montou ele próprio. Mas ainda não tinham ido longe quando passaram por duas mulheres, uma das quais disse à outra:


- É uma vergonha para aquele preguiçoso deixar o seu pobre filho a passear.


O Homem não sabia o que fazer, então acabou por levar o Menino junto de si em cima do Burro. Por esta altura, já tinham chegado à cidade e os transeuntes começaram a troçar e a apontar para eles. O Homem parou e perguntou-lhes de que é que estavam a zombar. Os homens disseram-lhe:


- Não tens vergonha de sobrecarregar esse teu pobre Burro com teu peso e o de teu filho?


O Homem e o Menino desceram e tentaram pensar no que fazer. Pensaram e pensaram, até que finalmente cortaram uma árvore, ataram os pés do burro a ele e levantaram o poste e Burro aos ombros. Foram andando no meio das gargalhadas de todos os que os encontravam até chegarem à Ponte do Mercado, quando o Burro, soltando uma das patas, deu um coice e fez com que o Menino deixasse cair a ponta do galho. Na luta, o Burro caiu sobre a ponte e, com as patas dianteiras atadas, afogou-se.


- Isto vai ensinar-vos, disse-lhes um velho que os tinha seguido: - Agradai a todos e não agradareis a ninguém.



ESOPO. 82 Histórias. Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/fabulas-esopo com.html#google_vignette. 

Pode-se dizer que a mensagem do texto se refere principalmente à ideia de que: 
Alternativas
Q4326912 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
O texto defende a ideia de que:  
Alternativas
Q4326908 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
De acordo com o texto: 
Alternativas
Q4326905 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Os digitais não acreditam no crescimento infinito da economia ocidental; entre eles se espalhou a notícia de que existem limites para o desenvolvimento. Têm uma atitude bastante positiva em relação à vida e ao destino do planeta e da humanidade. Sabem que em algum lugar – talvez em Boston, em Tóquio ou em Cupertino – o progresso da tecnologia, da farmacologia, da cirurgia, da biotecnologia, da nanotecnologia e da inteligência artificial está preparando medicamentos e próteses prodigiosas com os quais se pode prolongar e melhorar a própria saúde. Tendem a acreditar, em suma, que, graças ao progresso científico e à criatividade, os instintos vitais, no fim, prevalecerão sobre os autodestrutivos. Até porque, sendo jovens, diferentemente de seus pais e avós, não experimentaram diretamente nem o fascismo nem a guerra. Têm quase a ideia e a ilusão de que não pode surgir outro fascismo ou estourar outra guerra: você pode fechar os portos aos migrantes, pode fazer o que quiser, mas, no fim, chega-se a um acordo. A guerra e a ditadura, para eles, são algo que está em outro lugar, num Terceiro Mundo ou num Oriente de qualquer modo distante. Talvez, quem sabe, sejam só fake news.
    São predominantemente jovens e já estão em toda parte. A maior concentração é no Ocidente, mas, com o crescimento da população jovem, cresce o número de digitais na Índia, na China, na África do Sul, aonde quer que a internet chegue.
    Os digitais têm uma familiaridade com a informática e com a virtualidade que torna as relações interpessoais cada vez mais abstratas, mas ao mesmo tempo enriquece os sentidos com novas dimensões, ainda que a visão e a audição sejam estimuladas muito mais que o paladar e o olfato. Apreciam e vivem como algo completamente normal a onipresença permitida pela informática e pelos novos meios de transporte cada vez mais rápidos e menos dispendiosos. A maioria dos digitais fala mais de um idioma, sendo um deles quase sempre o inglês, usado como se fosse uma metalinguagem para ouvir uma música, para abordar uma pessoa para fins comerciais ou por razões eróticas. Encaram com naturalidade a globalização: nem se perguntam de onde vem uma roupa. Além disso, estão acostumados a ir de um país a outro da Europa sem mostrar o passaporte e sem mudar de moeda. Adotam o controle de natalidade já desembaraçado de qualquer significado ético. Aceitam a igualdade de oportunidades: as mulheres, com entusiasmo, os homens, com resignação. Confiam na engenharia genética e nos novos medicamentos, que permitem vencer as doenças e modificar o corpo humano e seu destino biológico. Tendem a várias formas de secularização; não são mais tão influenciados pela fé em algo além: têm como pressuposto, em vez disso, que é aqui na Terra que o jogo acontece. Temem mais o aquecimento global que o fogo do inferno, por isso são sensíveis à ecologia e à sustentabilidade. Não fazem muita distinção entre dias úteis e feriados oficiais; se dependesse deles, o debate se as lojas devem abrir ou não aos domingos não existiria. Enquanto a sociedade industrial fez com que nós, analógicos, nos acostumássemos a distinguir claramente as oito horas de trabalho, as oito de tempo livre e as oito de cuidado pessoal e sono, os digitais não fazem muita distinção entre as atividades de estudo, de trabalho e de lazer. Praticam o que chamo de ócio criativo, isto é, um tipo de atividade no qual é difícil saber se a pessoa está trabalhando, estudando ou se divertindo. Diferentemente de seus pais e avós, não amam o trabalho incondicionalmente, não o consideram como o fator central da própria existência, não lhe atribuem significados carregados de sacrifício, dever, orgulho; dão a ele mais ou menos a mesma importância que reservam ao tempo livre. Frequentemente acostumados com o trabalho precário, habituaram-se a combinar períodos de trabalho ocasional com fases de estudo, viagem, tempo com a família e com os amigos.


De Masi, Domenico. O mundo ainda é jovem. Conversas sobre o futuro próximo. São Paulo: Vestígio, 2019.  
A fé dos digitais, de acordo com De Masi: 
Alternativas
Q4326903 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Os digitais não acreditam no crescimento infinito da economia ocidental; entre eles se espalhou a notícia de que existem limites para o desenvolvimento. Têm uma atitude bastante positiva em relação à vida e ao destino do planeta e da humanidade. Sabem que em algum lugar – talvez em Boston, em Tóquio ou em Cupertino – o progresso da tecnologia, da farmacologia, da cirurgia, da biotecnologia, da nanotecnologia e da inteligência artificial está preparando medicamentos e próteses prodigiosas com os quais se pode prolongar e melhorar a própria saúde. Tendem a acreditar, em suma, que, graças ao progresso científico e à criatividade, os instintos vitais, no fim, prevalecerão sobre os autodestrutivos. Até porque, sendo jovens, diferentemente de seus pais e avós, não experimentaram diretamente nem o fascismo nem a guerra. Têm quase a ideia e a ilusão de que não pode surgir outro fascismo ou estourar outra guerra: você pode fechar os portos aos migrantes, pode fazer o que quiser, mas, no fim, chega-se a um acordo. A guerra e a ditadura, para eles, são algo que está em outro lugar, num Terceiro Mundo ou num Oriente de qualquer modo distante. Talvez, quem sabe, sejam só fake news.
    São predominantemente jovens e já estão em toda parte. A maior concentração é no Ocidente, mas, com o crescimento da população jovem, cresce o número de digitais na Índia, na China, na África do Sul, aonde quer que a internet chegue.
    Os digitais têm uma familiaridade com a informática e com a virtualidade que torna as relações interpessoais cada vez mais abstratas, mas ao mesmo tempo enriquece os sentidos com novas dimensões, ainda que a visão e a audição sejam estimuladas muito mais que o paladar e o olfato. Apreciam e vivem como algo completamente normal a onipresença permitida pela informática e pelos novos meios de transporte cada vez mais rápidos e menos dispendiosos. A maioria dos digitais fala mais de um idioma, sendo um deles quase sempre o inglês, usado como se fosse uma metalinguagem para ouvir uma música, para abordar uma pessoa para fins comerciais ou por razões eróticas. Encaram com naturalidade a globalização: nem se perguntam de onde vem uma roupa. Além disso, estão acostumados a ir de um país a outro da Europa sem mostrar o passaporte e sem mudar de moeda. Adotam o controle de natalidade já desembaraçado de qualquer significado ético. Aceitam a igualdade de oportunidades: as mulheres, com entusiasmo, os homens, com resignação. Confiam na engenharia genética e nos novos medicamentos, que permitem vencer as doenças e modificar o corpo humano e seu destino biológico. Tendem a várias formas de secularização; não são mais tão influenciados pela fé em algo além: têm como pressuposto, em vez disso, que é aqui na Terra que o jogo acontece. Temem mais o aquecimento global que o fogo do inferno, por isso são sensíveis à ecologia e à sustentabilidade. Não fazem muita distinção entre dias úteis e feriados oficiais; se dependesse deles, o debate se as lojas devem abrir ou não aos domingos não existiria. Enquanto a sociedade industrial fez com que nós, analógicos, nos acostumássemos a distinguir claramente as oito horas de trabalho, as oito de tempo livre e as oito de cuidado pessoal e sono, os digitais não fazem muita distinção entre as atividades de estudo, de trabalho e de lazer. Praticam o que chamo de ócio criativo, isto é, um tipo de atividade no qual é difícil saber se a pessoa está trabalhando, estudando ou se divertindo. Diferentemente de seus pais e avós, não amam o trabalho incondicionalmente, não o consideram como o fator central da própria existência, não lhe atribuem significados carregados de sacrifício, dever, orgulho; dão a ele mais ou menos a mesma importância que reservam ao tempo livre. Frequentemente acostumados com o trabalho precário, habituaram-se a combinar períodos de trabalho ocasional com fases de estudo, viagem, tempo com a família e com os amigos.


De Masi, Domenico. O mundo ainda é jovem. Conversas sobre o futuro próximo. São Paulo: Vestígio, 2019.  
Para o autor, os digitais: 
Alternativas
Q4326515 Português
A sopa

    Subiu lentamente a escada, arrastando os pés. Estacou para respirar apenas uma vez, no meio dos trinta degraus: ainda era um homem. Entrou na cozinha e, sem olhar para a mulher, sem lavar as mãos, sentou-se à mesa. Ela encheu o prato de sopa, colocou-o diante do marido.
    Olho vermelho de dorminhoco, o filho saiu do quarto e atravessou a cozinha. O homem batia as pálpebras, embevecido com os vapores capitosos.
    – Aonde é que vai?
    O filho abriu a torneira do banheiro:
    – Fazer a barba.
    – Hora da janta. Vem comer.
    Demorava-se o rapaz, torneira fechada. Com a toalha no pescoço, não olhou o pai.
    – Não quero jantar. Sem fome.
    O homem suspendeu a colher:
    – Não quer jantar, mas vem para a mesa. 
    Todas as noites, esfomeado. Enchia a colher, aspirava o caldo de feijão e, fazendo bico nos lábios; grossos, tragava-o com delícia. O filho desenhava com o garfo na toalha de flores estampadas. A mulher, essa, contemplava o fogo, mão no queixo.
    – Vou dar uma volta.
    O homem sugava ruidosamente e, a cada chupão, o filho revolvia a ponta do garfo no coração das margaridas.
    – Saiu agora do quarto, filho de barão! Mas eu... Quando me deitar de dia na cama! É para morrer!
    A mão do filho abandonou o garfo e não se mexeu.
    – Volta cedo, não é?
    A voz cansada da mãe, ainda de costas para a mesa. Não sabia ela que, ao defendê-lo, perdia a causa do filho? O homem esvaziou o prato e, descansando a colher, examinou as mãos enrugadas.
    – Estas mãos – sacudidas de ligeiro tremor – de um velho!
    A mulher apanhou o prato, encheu-o até a beirada. O marido retorceu as pontas úmidas do bigode:
    – Você não come?
    O filho contornava com o garfo as pétalas na toalha.
    – Não estou com vontade.
    – Depois o senhor vai para o quarto.
    Cheirava a colher e sorvia a sopa, estalando a língua. O filho ergueu-se da mesa.
    – O senhor fica sentado. Não tem pão nesta casa?
    A mulher trouxe o pão. Ele não o cortava: agarrava-o inteiro na mão e mordia várias vezes; em seguida partia-o em pedaços, alinhados diante do prato, atacando um por um, entre as colheradas.
    – Volta cedo, não é, meu filho?
    De novo a mãe, nunca aprenderia.
    – Agora não vou mais. O pai dizia a última palavra:
    – Uma vergonha! O chefe tem de jantar sozinho. O filho preguiçoso... até para comer. A mulher – com seus brados retiniam os talheres – tem o estômago delicado.
    Não se mexeu, curvada sobre o fogão.
    – Olhe para mim quando falo com a senhora!
    Ela se virou, a enxugar as mãos na saia.
    – Depois de velha, melindrosa. Não pode comer com o rei da casa, que lhe sustenta o filho e lhe dá o dinheiro?
    – Sabe por que não sento.
    Os dois a olharam com espanto, nunca discutiu as ordens do marido.
    – Sei não, dona princesa. Pois me conte.
    Ele pedia, a colher no ar:
    – Perdeu a coragem, que não fala?
    Outra vez a mulher deu-lhe as costas.
– Só nojo de você.
    Ele começou a soprar, manchava de borrifos a toalha.
    – O quê? O quê? Repita, mulher.
    A dona abriu o fogão, espertou as brasas, encheu-o de lenha:
    – Nada espero da vida. Mas não posso te ver comer. Sei que é triste para a mulher ter nojo do marido. Você chupa a colher se fosse tua última sopa. Come o pão como se eu fosse te roubar. Não sei o que fiz a Deus para esse castigo mais desgraçado. Fui boa mulher, ainda que tenha nojo. Lavo tua roupa, deito na tua cama, cozinho tua sopa. Faço isso até morrer. Me peça o que quiser. Não que me sente a essa mesa com você e tua sopa.
    O filho abandonou a cozinha e desceu a escada. Os dois ouviram bater a porta da rua.
    O marido encarou primeira vez a mulher. Baixou os olhos, cabelos de gordura boiavam no caldo frio. Erguendo um lado do prato, acabou o resto de sopa e lambeu a colher.

(TREVISAN, D. Novelas Nada Exemplares. Rio de Janeiro: Record, 2020. Adaptado) 
No 2º§ do conto, o narrador descreve a reação do patriarca ao se acomodar para a refeição na cozinha: “O homem batia as pálpebras, embevecido com os vapores capitosos.”. Considerando o contexto da cena e a relação do personagem com o alimento, o vocábulo “embevecido” assume o sentido de:
Alternativas
Q4325234 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

No trecho "Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48" (8º parágrafo), a expressão destacada introduz uma informação que funciona como:
Alternativas
Q4325233 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

“Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem” (2º parágrafo). Nesse trecho, o pronome em destaque estabelece uma relação direta de sentido com:
Alternativas
Q4325231 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

Uma informação explicitamente comprovada no texto é que:
Alternativas
Q4325230 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

A informação de que 289 jogadores foram convocados por seleções diferentes de seus países de nascimento permite concluir que:
Alternativas
Q4325229 Português

Leia o texto a seguir. 

Qual é a média de idade das seleções? E a mais caseira? Qual clube cede mais atletas à Copa?

A partir de 11 de junho, 1.248 jogadores disputarão a Copa do Mundo de 2026, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista ofi cial foi divulgada pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) na terça-feira (2).

O amor dos atletas pela camisa que vestem vai além do local de nascimento. Segundo dados da Opta, empresa de estatísticas esportivas, coletados às 12h desta terça, 289 foram convocados por seleções que não são aquelas de seus países de origem. O grupo representa 23% dos chamados, quase um quarto.

A equipe de Curaçao é a que mais tem jogadores não nascidos no país. Dos 26 convocados, 25 nasceram na Holanda – que colonizou o território de 1634 até 1954. A ilha integrava as Antilhas Holandesas até 2010, quando tornou-se um país autônomo dentro do Reino dos Países Baixos.

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 não nasceram no país: são da França, da Bélgica, da Inglaterra e da Suíça.

A França é o país com mais atletas em diferentes seleções. Dos 97 jogadores, 22 defendem a camisa francesa, e outros 75 estão distribuídos em 12 equipes, sendo 13 na Argélia, 11 no Congo, 11 no Haiti e 10 em Senegal.

Apenas 8 das 48 seleções da Copa terão um time em que todos os jogadores nasceram no próprio território do país. É o caso do Brasil, com 26 convocados locais. O mesmo ocorre com Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade é uma realidade para 549 atletas, 43,9% do total.

A Copa de 2026 conta com 416 competidores a mais do que a edição anterior. Isso porque o número de times cresceu de 32 para 48. E a Fifa manteve a quantidade de 26 nomes convocados por seleção — regra alterada na última Copa devido ao calor no Qatar e à pandemia de Covid-19; até 2018, eram 23.

Dentro dos 26 nomes de cada seleção, a distribuição dos atletas por posição é uma escolha estratégica. A Áustria, por exemplo, levará três pessoas para o ataque e 11 opções para o meio de campo. Gana, por sua vez, terá dez atacantes e quatro meias – há, claro, atletas versáteis, que conseguem jogar em mais de uma posição.

O Egito é o único país com quatro goleiros na disputa. As outras 47 seleções terão três nomes da posição.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/um-quarto-dos-convocadospara-o-mundial-defende-pais-em-que-nao-nasceu.shtml. Excerto. Acesso em 03/06/2026

O objetivo central do texto é apresentar a(s):
Alternativas
Q4325198 Português



Disponível em https://www.estadao.com.br/cultura/quadri nhos/ acesso em 01 de setembro de 2026. 

Na tirinha, a expressão “pelo menos por enquanto”, associada à seção “Ficção científica”, produz o efeito de
Alternativas
Q4325193 Português
Filantropia sem critério distribui privilégios, não
oportunidades


        Agosto, o mês da filantropia negra, convida o Brasil a responder a uma pergunta central para qualquer estratégia de investimento social: afinal, para que serve a filantropia? A resposta parece simples: a filantropia existe para reduzir desigualdades.

     Seu papel é ampliar oportunidades onde foram historicamente negadas, fortalecer organizações de transformação social e financiar soluções que nem Estado, nem mercado alcançam sozinhos. Se esse é o propósito, a lógica dita que, quanto maior for a desigualdade, maior é a prioridade do investimento.

   Na prática, a realidade é outra. Decisões de financiamento nascem de afinidades, interesses institucionais ou estratégias de reputação. Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?

     Nenhuma política pública séria ignora indicadores. A saúde baseia-se em dados epidemiológicos; a educação acompanha índices de aprendizagem que melhoram as condições de vida, a assistência social identifica vulnerabilidades. Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?

       Proponho o termo "filantropia recreativa": um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores. Gera iniciativas importantes, mas frequentemente conforta consciências antes de enfrentar estruturas.

       O Brasil é exemplo dessa contradição. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negros representam 56% da população e concentram os piores índices de pobreza, desemprego, insegurança alimentar e violência. Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.

      Ao escolher quem apoiar, definimos quais problemas serão enfrentados e quais ficarão à espera. O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas que volume investido, mas o critério da decisão.

    Enquanto as preferências dos financiadores pesarem mais do que os indicadores produzidos pela sociedade, continuaremos praticando uma filantropia recreativa: generosa nas intenções, mas insuficiente para as desigualdades que justificam sua existência.


Guibson Trindade (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/
2026/09/ - acesso em 01de setembro de 2026.

No período “Proponho o termo ‘filantropia recreativa’: um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores”, os doispontos introduzem um segmento que

Alternativas
Q4325192 Português
Filantropia sem critério distribui privilégios, não
oportunidades


        Agosto, o mês da filantropia negra, convida o Brasil a responder a uma pergunta central para qualquer estratégia de investimento social: afinal, para que serve a filantropia? A resposta parece simples: a filantropia existe para reduzir desigualdades.

     Seu papel é ampliar oportunidades onde foram historicamente negadas, fortalecer organizações de transformação social e financiar soluções que nem Estado, nem mercado alcançam sozinhos. Se esse é o propósito, a lógica dita que, quanto maior for a desigualdade, maior é a prioridade do investimento.

   Na prática, a realidade é outra. Decisões de financiamento nascem de afinidades, interesses institucionais ou estratégias de reputação. Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?

     Nenhuma política pública séria ignora indicadores. A saúde baseia-se em dados epidemiológicos; a educação acompanha índices de aprendizagem que melhoram as condições de vida, a assistência social identifica vulnerabilidades. Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?

       Proponho o termo "filantropia recreativa": um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores. Gera iniciativas importantes, mas frequentemente conforta consciências antes de enfrentar estruturas.

       O Brasil é exemplo dessa contradição. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negros representam 56% da população e concentram os piores índices de pobreza, desemprego, insegurança alimentar e violência. Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.

      Ao escolher quem apoiar, definimos quais problemas serão enfrentados e quais ficarão à espera. O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas que volume investido, mas o critério da decisão.

    Enquanto as preferências dos financiadores pesarem mais do que os indicadores produzidos pela sociedade, continuaremos praticando uma filantropia recreativa: generosa nas intenções, mas insuficiente para as desigualdades que justificam sua existência.


Guibson Trindade (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/
2026/09/ - acesso em 01de setembro de 2026.
Ao recorrer a exemplos da saúde, da educação e da assistência social, o autor
Alternativas
Q4325190 Português
Filantropia sem critério distribui privilégios, não
oportunidades


        Agosto, o mês da filantropia negra, convida o Brasil a responder a uma pergunta central para qualquer estratégia de investimento social: afinal, para que serve a filantropia? A resposta parece simples: a filantropia existe para reduzir desigualdades.

     Seu papel é ampliar oportunidades onde foram historicamente negadas, fortalecer organizações de transformação social e financiar soluções que nem Estado, nem mercado alcançam sozinhos. Se esse é o propósito, a lógica dita que, quanto maior for a desigualdade, maior é a prioridade do investimento.

   Na prática, a realidade é outra. Decisões de financiamento nascem de afinidades, interesses institucionais ou estratégias de reputação. Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?

     Nenhuma política pública séria ignora indicadores. A saúde baseia-se em dados epidemiológicos; a educação acompanha índices de aprendizagem que melhoram as condições de vida, a assistência social identifica vulnerabilidades. Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?

       Proponho o termo "filantropia recreativa": um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores. Gera iniciativas importantes, mas frequentemente conforta consciências antes de enfrentar estruturas.

       O Brasil é exemplo dessa contradição. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negros representam 56% da população e concentram os piores índices de pobreza, desemprego, insegurança alimentar e violência. Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.

      Ao escolher quem apoiar, definimos quais problemas serão enfrentados e quais ficarão à espera. O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas que volume investido, mas o critério da decisão.

    Enquanto as preferências dos financiadores pesarem mais do que os indicadores produzidos pela sociedade, continuaremos praticando uma filantropia recreativa: generosa nas intenções, mas insuficiente para as desigualdades que justificam sua existência.


Guibson Trindade (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/
2026/09/ - acesso em 01de setembro de 2026.
A referência aos dados do IBGE fortalece a argumentação porque
Alternativas
Q4325189 Português
Filantropia sem critério distribui privilégios, não
oportunidades


        Agosto, o mês da filantropia negra, convida o Brasil a responder a uma pergunta central para qualquer estratégia de investimento social: afinal, para que serve a filantropia? A resposta parece simples: a filantropia existe para reduzir desigualdades.

     Seu papel é ampliar oportunidades onde foram historicamente negadas, fortalecer organizações de transformação social e financiar soluções que nem Estado, nem mercado alcançam sozinhos. Se esse é o propósito, a lógica dita que, quanto maior for a desigualdade, maior é a prioridade do investimento.

   Na prática, a realidade é outra. Decisões de financiamento nascem de afinidades, interesses institucionais ou estratégias de reputação. Embora apoiar causas relevantes seja válido, o problema surge quando critérios subjetivos substituem a pergunta fundamental: onde este recurso produzirá maior impacto na redução das desigualdades?

     Nenhuma política pública séria ignora indicadores. A saúde baseia-se em dados epidemiológicos; a educação acompanha índices de aprendizagem que melhoram as condições de vida, a assistência social identifica vulnerabilidades. Se essas áreas pautam decisões em evidências, por que a filantropia opera de forma distinta?

       Proponho o termo "filantropia recreativa": um modelo que prioriza preferências de quem financia em vez de indicadores. Gera iniciativas importantes, mas frequentemente conforta consciências antes de enfrentar estruturas.

       O Brasil é exemplo dessa contradição. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), negros representam 56% da população e concentram os piores índices de pobreza, desemprego, insegurança alimentar e violência. Ainda assim, esses marcadores raramente ocupam o centro da definição de prioridades no investimento social.

      Ao escolher quem apoiar, definimos quais problemas serão enfrentados e quais ficarão à espera. O mês da filantropia negra deve ampliar esse debate, questionando não apenas que volume investido, mas o critério da decisão.

    Enquanto as preferências dos financiadores pesarem mais do que os indicadores produzidos pela sociedade, continuaremos praticando uma filantropia recreativa: generosa nas intenções, mas insuficiente para as desigualdades que justificam sua existência.


Guibson Trindade (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/
2026/09/ - acesso em 01de setembro de 2026.
A concepção de filantropia defendida no texto pressupõe 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Intérprete de Libras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Almoxarifado | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Secretário Escolar I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Municipal de Controle Interno | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Patrimônio | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Setor de Esportes, cultura e Lazer | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auxiliar de Classe | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Ambiental | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal de Obras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Sanitário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico em Saúde Bucal | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Nutrição | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Enfermagem | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Assistência Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Contabilidade e Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Obras e Serviços de Engenharia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Agrícola/Agropecuária | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Topógrafo |
Q4324797 Português

Leia o texto a seguir.


Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos


    Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.


    Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.


    Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.


    Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.


    O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.


    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.


    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2026/06/1059916-brasileiros-

sacaram-em-abril-rs-4828-milhoes-esquecidos-em-bancos.html. Excerto

adaptado. Acesso em 11/06/2026

“Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas” (6º parágrafo). Nesse trecho, a vírgula após “consulta” foi empregada para:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Intérprete de Libras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Almoxarifado | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Secretário Escolar I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Municipal de Controle Interno | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Patrimônio | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Setor de Esportes, cultura e Lazer | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auxiliar de Classe | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Ambiental | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal de Obras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Sanitário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico em Saúde Bucal | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Nutrição | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Enfermagem | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Assistência Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Contabilidade e Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Obras e Serviços de Engenharia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Agrícola/Agropecuária | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Topógrafo |
Q4324793 Português

Leia o texto a seguir.


Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos


    Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.


    Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.


    Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.


    Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.


    O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.


    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.


    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2026/06/1059916-brasileiros-

sacaram-em-abril-rs-4828-milhoes-esquecidos-em-bancos.html. Excerto

adaptado. Acesso em 11/06/2026

“Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber” (7º parágrafo). Nesse trecho, o conectivo em destaque estabelece sentido de:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Araçás - BA Provas: SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Secretaria de Saúde | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Intérprete de Libras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Almoxarifado | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Secretário Escolar I | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Municipal de Controle Interno | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Agente de Patrimônio | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Setor de Esportes, cultura e Lazer | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Auxiliar de Classe | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Ambiental | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal de Obras | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Fiscal Sanitário | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico em Saúde Bucal | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Nutrição | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico de Enfermagem | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Assistência Social | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Contabilidade e Finanças | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Assistente Administrativo - Obras e Serviços de Engenharia | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Técnico Agrícola/Agropecuária | SELECON - 2026 - Prefeitura de Araçás - BA - Topógrafo |
Q4324790 Português

Leia o texto a seguir.


Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos


    Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários.


    Até abril, ainda havia R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, o governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.


    Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.


    Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.


    O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.


    Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.


    Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.


Fonte: https://www.jb.com.br/economia/2026/06/1059916-brasileiros-

sacaram-em-abril-rs-4828-milhoes-esquecidos-em-bancos.html. Excerto

adaptado. Acesso em 11/06/2026

A partir das informações do texto, conclui-se que a transferência de parte dos recursos do SVR para o FGO:
Alternativas
Respostas
501: A
502: C
503: A
504: C
505: B
506: D
507: A
508: A
509: D
510: D
511: C
512: D
513: C
514: A
515: E
516: B
517: C
518: D
519: B
520: C