Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4330231 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

É possível concluir que o trecho “Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead?” (1º§) apresenta ideias: 
Alternativas
Q4330227 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Em “O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante.” (14º§), o vocábulo destacado pode ser substituído, sem perda semântica, por: 
Alternativas
Q4330225 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Em “Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe.” (18º§), a expressão destacada se refere aos: 
Alternativas
Q4330224 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Assinale a alternativa cujo trecho do texto expressa circunstância de modo. 
Alternativas
Q4330221 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

Analise o trecho “– Um dos senhores tem que descer.” (7º§). Mesmo ouvindo a determinação para descer, nenhum dos sete passageiros em pé se movimentou, pois:
Alternativas
Q4330220 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

De acordo com o conteúdo exposto, é correto afirmar que a finalidade da crônica é: 
Alternativas
Q4330219 Português

O último a entrar

 

Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.

O chofer viu, no momento de dar partida:

– Tem um sobrando aí atrás.

E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.

– Quem é que entrou por último?

O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.

– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.

– Como é? Alguém tem de sair.

O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.

– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.

Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:

– Salte o último a entrar.

O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?

– Ainda tem um sobrando.

E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.

– Um vai ter que sair.

Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:

– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.

Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:

– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.

O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:

– E o senhor?

– Esperando ônibus.

– Então entre.

O velhinho entrou, o ônibus partiu.

 

(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)

A crônica bem-humorada de Fernando Sabino narra a confusão em um ônibus em que o cobrador permite apenas seis passageiros em pé, mas há sete. De acordo com as informações textuais, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q4330025 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios


Com a expansão da tecnologia e do acesso à internet, o governo federal passou a investir na digitalização dos serviços públicos, apostando em maior eficiência e praticidade. Embora a mudança prometa comodidade e redução da burocracia, ela também pode criar barreiras para quem tem dificuldade de utilizar recursos digitais. Entre 2017 e 2024, o número de serviços oferecidos digitalmente no País passou de pouco mais de 500 para mais de 4 mil, e o Meu INSS, com mais de 830 milhões de acessos em 2024, consolidou-se como um dos mais utilizados.

Segundo a pesquisadora Ana Soares Braga, a digitalização dos serviços do INSS transferiu para o cidadão um protagonismo que antes era exercido pelos servidores públicos. Agora, cabe ao usuário realizar o autoatendimento, um processo que não é simples. A exclusão digital não se resume à falta de acesso à internet, pois envolve dificuldades de navegação e de compreensão das regras previdenciárias, e muitos usuários ainda dependem da ajuda de familiares ou de intermediários para acessar os serviços oferecidos.


SOUZA, Talita de Paula. Digitalização dos serviços públicos amplia acesso, mas impõe novos desafios. Jornal da USP, São Paulo, 18 jun. 2026. Disponível em: https://jornal.usp.br/noticias/digitalizacao-dos-servicos-publicos-ampliaacesso-mas-impoe-novos-desafios/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.) 
Com base nas informações do texto, analise as afirmativas a seguir.

I.A transferência de protagonismo ao cidadão faz que a abertura do pedido passe a depender da iniciativa do usuário.
II.A permanência de intermediários no acesso indica que a autonomia digital não decorre da simples oferta da plataforma.
III.O crescimento do número de acessos ao aplicativo comprova que a exclusão digital foi superada entre os usuários.
IV.A dificuldade de compreensão das regras previdenciárias figura como causa externa da exclusão digital, e não como uma de suas formas de manifestação.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4329644 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
A relação estabelecida entre o pequeno príncipe e a flor sugere que: 
Alternativas
Q4329643 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
A descrição do preparo da flor (“Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente...”) contribui para:
Alternativas
Q4329642 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
O trecho “Podia ser uma nova espécie de baobá” revela que o pequeno príncipe:
Alternativas
Q4329641 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
A respeito da caracterização da flor no texto, é correto afirmar que ela é apresentada como:
Alternativas
Q4329576 Português

Ο texto seguinte servirá de base para responder à questão.



COMBO-FAMILIA



Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meios-irmãos, e diante do rearranjo veloz dos relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão "arcar com o pacote".


Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.


Mesmo soando como uma manifestação de amor ("se eu não te amasse não assumia todo o pacote"), a frase tem um quê de pesar. É, na verdade, uma confissão de sacrifício


A declaração é infeliz pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.


As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade.


Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como fardo e juros de antigos amores


É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.


Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.


O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça com o decorrer do tempo.


Não hả como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente; que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.


Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.


A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida, com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.


(CARPINEJAR, Fabrício. Amizade é também amor. Bertrand Brasil. p. 143/144)

A crônica tem como tema:
Alternativas
Q4329518 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



O homem de negócios era um homem sério, não podia perder tempo. Ele não tinha tempo para que que? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4329517 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



A atitude do principezinho durante o diálogo mostra que ele é:
Alternativas
Q4329516 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



Segundo o texto, por que o homem de negócios diz que não tem tempo para passeios?
Alternativas
Q4329515 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



O que o homem de negócios estava fazendo quando o principezinho começou a conversar com ele?
Alternativas
Q4329035 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Algoritmos que fazem política


Vivemos em um mundo regido por algoritmos. Eles ditam boa parte dos nossos movimentos, as notícias que lemos, os impostos que pagamos e as pessoas com quem nos relacionamos, além de influenciarem políticas públicas e resultados de eleições. Na última década, o aumento do poder do hardware dos computadores e a grande quantidade de dados disponíveis para análise impulsionaram o avanço dos algoritmos de aprendizado de máquina, que passaram a obter resultados expressivos em aplicações como a detecção de fraudes no imposto de renda ou em licitações.

Ao propor que os algoritmos sejam compreendidos como instituições, os autores de Política dos algoritmos fogem de abordagens superficiais, tanto daquelas que os tratam, em um extremo, como agentes autônomos animados quanto das que os reduzem a ferramentas neutras. Por fim, o livro enfatiza a necessidade de a sociedade impor limites ao modo como os algoritmos são inseridos em nossas vidas, ressaltando que valores da ética, da responsabilidade e da democracia devem prevalecer.


KON, Fabio. Algoritmos que fazem política. Pesquisa FAPESP, São Paulo, 1 jun. 2026. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/algoritmos-que-fazem-politica/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.)
Após a leitura do texto, analise as afirmativas a seguir a respeito das estratégias argumentativas e dos sentidos produzidos pelo texto.

I.Ao afirmar que os algoritmos "ditam boa parte dos nossos movimentos", o autor faz uso de linguagem não literal para intensificar a percepção de influência dos sistemas algorítmicos sobre a vida social.
II.A referência aos algoritmos de aprendizado de máquina funciona apenas como exemplificação técnica, não contribuindo para sustentar a tese central do texto.
III.A defesa de que valores éticos e democráticos devem prevalecer pressupõe que a incorporação dos algoritmos à sociedade não constitui um processo inteiramente neutro.

E correto afirmar que estão corretas a(s) afirmativa(s): 
Alternativas
Q4328663 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo

A dificuldade crescente de acesso à casa própria e o aumento do custo da moradia têm levado pesquisadores e gestores públicos a olhar com mais atenção para o aluguel social como parte da solução para a crise habitacional. De acordo com o Censo do IBGE, cerca de 22% das famílias brasileiras viviam em domicílios alugados em 2022, e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais mostrou que 67,7% dos municípios afirmam possuir alguma política de aluguel social. Cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Recife adotam o instrumento por meio de iniciativas municipais ou federais, nas quais as unidades residenciais são oferecidas pelo poder público, que pode intermediar a oferta ou ser proprietário dos imóveis, enquanto o morador paga um aluguel que não compromete excessivamente sua renda.

O déficit habitacional envolve diferentes formas de precariedade, como moradias inadequadas e o chamado ônus excessivo do aluguel, situação em que famílias com renda de até três salários mínimos comprometem mais de 30% do orçamento com o pagamento da moradia. Em São Paulo, esse problema é especialmente expressivo: em 2022, 65% desse público ultrapassava esse limite, segundo dados da Fundação João Pinheiro.


GARCIA, Ana Beatriz. Aluguel social como alternativa à crise habitacional em São Paulo. Pesquisa FAPESP, São Paulo, 7 jul. 2026. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/aluguel-social-como-alternativa-a-crise -habitacional-em-sao-paulo/. Acesso em: 26 ago. 2026. (Adaptado.)
Considerando as informações apresentadas no texto e as relações estabelecidas entre a crise habitacional, o déficit de moradia e as políticas públicas mencionadas, assinale a alternativa cuja interpretação está em conformidade com o ponto de vista defendido no texto.
Alternativas
Q4328449 Português
TEXTO I

O GALO E A RAPOSA



(Esopo)

   No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na floresta. Ouvindo aquele som tão conhecido, uma raposa que estava caçando se aproximou da árvore. Ao ver o galo lá no alto, a raposa começou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:

   - Ó meu querido primo, por acaso você ficou sabendo da proclamação de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos da terra, da água e do ar? Acabou essa história de ficar tentando agarrar os outros para comê-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desça para a gente conversar com calma sobre as grandes novidades!

   O galo, que sabia que não dava para acreditar em nada do que a raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa lá longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar tão preocupado.

   - Bem, disse o galo, acho que estou vendo uma matilha ali adiante.

   - Nesse caso é melhor eu ir embora – disse a raposa.

   - O que é isso, prima? Por favor, não vá ainda! Já estou descendo! Não vá me dizer que está com medo dos cachorros neste tempo de paz?!

   - Não, não é medo – disse a raposa –, mas... e se eles ainda não estiverem sabendo da proclamação?


Fonte: https://armazemdetexto.blogspot.com/2018/09/fabula-o-galo-e-raposa-esopocom.html#google_vignette. Adaptado.
“No meio dos galhos de uma árvore bem alta, um galo estava empoleirado e cantava a todo volume. Sua voz esganiçada ecoava na floresta.”. Em relação ao fragmento, pode-se afirmar sobre as palavras destacadas que:
Alternativas
Respostas
461: A
462: C
463: D
464: D
465: A
466: A
467: B
468: A
469: D
470: A
471: B
472: C
473: B
474: A
475: C
476: D
477: C
478: D
479: D
480: A