Sobre os mecanismos de coesão textual empregados no Texto 1...
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Ano: 2026
Banca:
Grupo TALENT
Órgão:
Prefeitura de São Valentim do Sul - RS
Provas:
Grupo TALENT - 2026 - Prefeitura de São Valentim do Sul - RS - Almoxarife
|
Grupo TALENT - 2026 - Prefeitura de São Valentim do Sul - RS - Atendente de Consultório Dentário |
Grupo TALENT - 2026 - Prefeitura de São Valentim do Sul - RS - Monitor de Educação |
Grupo TALENT - 2026 - Prefeitura de São Valentim do Sul - RS - Professor Séries Iniciais |
Q4320900
Não definido
Texto associado
Leia o TEXTO 1 e responda a questão:
Há quem diga que a memória é um arquivo morto,
um depósito de fotografias amareladas onde
guardamos o que já não serve. Nada mais
enganoso. A memória é viva, lateja, reorganiza-se
a cada instante. Não somos nós que recordamos o
passado; é o passado que nos recorda, que nos
convoca para um diálogo incessante entre o que
fomos e o que estamos por vir. O ato de lembrar é
sempre um ato de criação: ao revisitar uma
lembrança, inevitavelmente a recriamos,
acrescentamos novos matizes, suprimimos arestas
que doem. Por isso, dois irmãos que cresceram na
mesma casa, sob o mesmo teto, podem narrar a
infância de maneiras tão diversas que um
observador externo juraria tratar-se de famílias
distintas. A memória, afinal, não reproduz o real
— ela o significa.
Nesse sentido, a literatura sempre compreendeu o
que a ciência demorou séculos para confirmar: a
narrativa não é um ornamento da experiência,
mas sua matéria-prima. Quando Proust mergulha
na madeleine, não está apenas evocando um
sabor; está demonstrando que o sentido da vida
não está nos acontecimentos em si, mas na
tessitura que criamos entre eles. Somos, antes de
tudo, contadores de histórias — e a primeira
história que contamos é a de quem fomos.
Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir das
ideias de PROUST, Marcel. Em busca do tempo
perdido. Trad. de Fernando Py. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 2016; e de ECO, Umberto. Seis
passeios pelos bosques da ficção. Trad. de
Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das
Letras, 1994.
Sobre os mecanismos de coesão textual
empregados no Texto 1, analise as afirmativas:
I. Em “Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda”, os pronomes “nós” e “nos” fazem referência aos mesmos participantes do discurso.
II. A expressão “Nesse sentido” retoma o raciocínio desenvolvido anteriormente e estabelece continuidade entre os parágrafos.
III. Em “a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima”, o pronome possessivo “sua” retoma o termo “experiência”.
IV. No trecho “A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa”, o termo “afinal” reforça e justifica a conclusão apresentada pelo autor.
Estão corretas apenas as afirmativas:
I. Em “Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda”, os pronomes “nós” e “nos” fazem referência aos mesmos participantes do discurso.
II. A expressão “Nesse sentido” retoma o raciocínio desenvolvido anteriormente e estabelece continuidade entre os parágrafos.
III. Em “a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima”, o pronome possessivo “sua” retoma o termo “experiência”.
IV. No trecho “A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa”, o termo “afinal” reforça e justifica a conclusão apresentada pelo autor.
Estão corretas apenas as afirmativas: