Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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RAJAGOPALAN, K. Línguas nacionais como bandeiras patrióticas, ou a linguística que nos deixou na mão: observando mais de perto o chauvinismo linguístico emergente no Brasil. In: SILVA, F. L. da; RAJAGOPALAN, K. (org.). A linguística que nos faz falhar: investigação crítica. São Paulo: Parábola, 2004. p. 14 (adaptado).
Com base nas informações apresentadas, quanto ao uso de léxico estrangeiro associado à tecnologia computacional e à Internet, assinale a opção correta.
No processo de compreensão, desenvolvemos atividades inferenciais. Com esta posição, admitimos que compreender é partir dos conhecimentos (informações) trazidos pelo texto e dos conhecimentos pessoais (chamados de conhecimentos enciclopédicos) para produzir (inferir) um sentido como produto de nossa leitura. Compreender um texto é realizar inferências a partir das informações dadas no texto e situadas em contextos mais amplos.
MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008. p. 239 (adaptado).
TEXTO 2
Disponível em: https://eduardojunior.files.wordpress.com/.
Acesso em: 4 jun. 2024.
Considerando-se o Texto 1, é correto afirmar que a percepção do humor presente no Texto 2 consiste em
Acerca do uso dessas tecnologias em sala de aula, é conveniente lembrar que os games se distinguem da gamificação porque esta última consiste na incorporação de elementos de um jogo, como a estética, a mecânica e a dinâmica, em contextos não relacionados a jogos. Ambos podem ser utilizados de modo favorável à aprendizagem em ambiente escolar.
MATTE, A. C. F.; LISKA, G. J. R.; GOMES, S. A. Formação de professores de línguas: games, gamificação e cultura maker. Leitura: teoria e prática, Campinas, São Paulo, v. 40, n. 86, p. 55-67, 2022 (adaptado).
Estimulados pela nova gestão da escola de Ensino Médio onde trabalham, os professores de Português, História e Informática decidiram utilizar um software para a criação de um jogo, em uma plataforma que permite desenvolver games complexos e perfeitamente jogáveis em diferentes sistemas operacionais. Os professores definiram dois objetivos para os alunos: a) que o herói seja um personagem da corte brasileira do século XIX, o qual, por sua particularidade, faça uso de flexões verbais que concordem com o pronome “vós”; b) que o desafio das fases do game se baseie no empenho do herói pela libertação dos escravizados, seja ajudando-os a chegar aos quilombos, seja negociando sua alforria.
Considerando-se as reflexões apresentadas no texto e a situação descrita, o professor de Português deverá, relativamente à constituição do personagem, pedir aos estudantes que atentem para a
Considerando os conceitos apresentados nessa situação, assinale a opção que apresenta um fato seguido de uma opinião.
Disponível em: https://www.instagram.com/.
Acesso em: 15 maio 2024.
Nessa situação, para estimular uma postura crítica a partir da reflexão sobre a charge, o professor deve debater o tema de forma que os estudantes
FILHO, O. F. O que é falso sobre fake news. Revista USP, São Paulo, n. 116, p. 39-44, jan./fev./mar. 2018 (adaptado).
A fim de oferecer mais detalhamento sobre o conceito de fake news e, consequentemente, sobre sua identificação, um professor de Língua Portuguesa de uma turma do Ensino Médio refletiu, com seus alunos, sobre as características desse tipo de notícia. Em sua análise, o docente explorou o fato de que, além de consistirem em informações falsas, as fake news apresentam outros importantes aspectos a serem considerados. Na sequência, o docente apresentou aos alunos as charges a seguir e perguntou a eles o seguinte: “Qual dessas charges explora a capacidade das fake news de trazerem prejuízo a terceiros, utilizando-se da literalidade como recurso de humor?”.
FIGURA 1
Disponível em: https://www.oliberal.com/
charges/. Acesso em: 04 jun. 2024. FIGURA 2
Disponível em: https://br.ifunny.co/picture/.
Acesso em: 4 jun. 2024. FIGURA 3
Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/chargefake-news-3/. Acesso em: 4 jun. 2024. FIGURA 4
Disponível em: https://concursos.estrategia.com/public/. Acesso em: 4 jun. 2024.
Nessa situação, a charge que responde à pergunta do professor é a indicada na Figura
Os Ainu, embora tenham sido os primeiros habitantes de Hokkaido, foram oprimidos e marginalizados pelo domínio japonês durante séculos. Tiveram uma história difícil. Alguns acadêmicos acreditam que sejam descendentes de uma população indígena que se espalhou pelo norte da Ásia. Recentemente, as coisas começaram a melhorar para os Ainu. Em abril de 2019, eles foram legalmente reconhecidos pelo governo como um povo indígena do Japão, após muitos anos de debate.
BBC. Ainu, o povo indígena do Japão que vivia com ursos. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cultura, humor e violência. É neste entrelaçamento que o anime Golden Kamuy traz referências históricas e consegue mesclar fatos com ficção. O campo ético dos homens é ameaçado por catástrofes naturais amenizadas pela sabedoria da guerreira Ainu, que ensina métodos de sobrevivência na selva. Na trama, o povo Ainu está em busca de 75 quilos de ouro, que representam 800 milhões de ienes, ouro este que os Ainus estavam juntando para formar um exército com o objetivo de lutar contra os japoneses que haviam tomado suas terras.
BARRO, B. Análise – Golden Kamuy. Disponível em: https://artejaponesaunifesp.medium.com/. Acesso em: 9 jun. 2024 (adaptado).
Uma professora de Língua Portuguesa de uma turma do Ensino Médio pretende elaborar uma proposta didática que relacione a literatura brasileira com a história do povo indígena japonês chamado Ainu (apresentada no Texto 1) e com o anime Golden Kamuy (resenhado no Texto 2), que tem como referência essa tribo pouco conhecida. Seu objetivo é que os alunos adaptem o anime com base em uma obra literária brasileira que guarde semelhanças com o confronto travado entre os japoneses e o povo Ainu.
Para alcançar seu objetivo, a professora deve propor a atividade de adaptação do anime tomando como base
Disponível em: https://web.facebook.com/tirinhasinteligentess/posts/. Acesso em: 3 jun. 2024.
Considerando o contexto escolar dessa estudante, assinale a opção correta, a respeito do texto produzido por ela.
Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama, agarrada a nós, ela nos protegia com seu abraço. E com os olhos alagados de prantos balbuciava rezas a Santa Bárbara, temendo que o nosso frágil barraco desabasse sobre nós. E eu não sei se o lamento-pranto de minha mãe, se o barulho da chuva... Sei que tudo me causava a sensação de que a nossa casa balançava ao vento. Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?
[...]
E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas as nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as suas próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas de que cor eram os olhos de minha mãe?
EVARISTO, C. Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas. Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
Nessa situação, para promover uma discussão com a turma, é adequado o professor explicar aos alunos que a narrativa apresentada pelo texto
Redes sociais: varrendo o desrespeito para debaixo do tapete
“A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.” (Marina Colasanti).
Da mesma forma como Marina Colasanti, em sua crônica, nos faz refletir, estamos acostumados a ler ofensas, humilhações e falta de respeito nas redes sociais e, uma vez acostumados, passamos a achar tudo normal.
A má educação e o sentimento de “posso tudo” nas redes sociais estão cada vez mais nítidos e só refletem o que a própria sociedade vem vivendo: pessoas cada vez mais centradas nos seus problemas e nas suas opiniões. “O meu certo é o certo e o seu certo é o errado”.
Um cidadão entra para ofender uma empresa, uma marca, um político, uma figura pública, e não só achamos normal como, muitas vezes, até nos divertimos, achando tudo isso muito engraçado.
Não podemos nos acostumar com o errado e pensar que é normal ofender. Mesmo que a ofensa ou o desrespeito sejam direcionados a alguém de quem também não gostamos. Respeitar o próximo é uma premissa básica para a convivência humana.
Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/. Acesso em: 10 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Disponível em: https://x.com/Karolconka/status/. Acesso em: 10 jun. 2024 (adaptado).
Considerando a relação entre as ideias expostas no Texto 1 e a postagem ilustrada no Texto 2, assinale a opção correta.
Conforme estudos interacionistas da linguagem, o processo de produção, recepção e circulação dos textos escritos deve levar em conta o contexto de produção, que corresponde ao conjunto de parâmetros que podem exercer influência sobre a forma como um texto é organizado. Assim, a produção de todo texto inscreve-se no quadro das atividades de uma formação social e, mais precisamente, no quadro de uma forma de interação comunicativa que implica o mundo social (normas, valores, regras etc.) e o mundo subjetivo (imagem que o agente dá de si ao agir).
BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999 (adaptado).
TEXTO 2
O bêbado e as 10 garrafas
Eu tinha lá em casa dez garrafas de cachaça, da boa.
Mas tão boa que resolvi levar dez garrafas para casa, mas Dona Patroa obrigou-me a jogá-las fora.
Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia.
Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
Peguei a terceira garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia.
Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
Peguei o quinto copo, joguei a rolha na pia e bebi a garrafa.
Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia.
Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.
Não me lembro do que eu fiz com a patroa.
Disponível em: http://www.fontedoriso.com.br/. Acesso em: 8 maio 2024 (adaptado).
Um aspecto fundamental para a produção do efeito de sentido de uma produção escrita é a consideração de parâmetros contextuais relativos a conhecimentos coletivos, seja da ordem do mundo social, seja do mundo subjetivo, conforme descrito no Texto 1.
Considerando-se o exposto, é correto afirmar que a condição de produção capaz de materializar de forma mais direta o efeito de sentido da embriaguez, posto em cena no Texto 2, é
“Entregue-o aos barcos”. De acordo com o livro A Vida de Artaxerxes, escrito pelo biógrafo grego e filósofo platônico Plutarco de Queroneia, essa frase seria atribuída a um suposto tipo de sentença de morte criada pelo Império Persa no século V a.C. para punir, da pior maneira possível, aquele que cometesse crimes bárbaros, como assassinato ou traição. O método chamado de “escafismo”, mais conhecido como “os barcos”, começava com o criminoso tendo suas mãos e pernas amarradas. O carrasco fazia a pessoa beber uma mistura de mel e leite até que ela não aguentasse mais, depois a encharcava com o líquido antes de forçá-la a se deitar em um pequeno barco que ficaria à deriva em um pântano.
ARAÚJO, J. C. Escafismo: o suposto método de tortura dos persas. Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/. Acesso em: 13 maio 2024 (adaptado).
A partir de uma análise do excerto apresentado, percebe-se a predominância de características da tipologia expositiva, pois o texto
COSSON, R. Círculos de leitura e letramento literário. São Paulo: Contexto, 2014 (adaptado).
No que se refere aos círculos de leitura como estratégia para o letramento literário, assinale a opção correta.
Nessa situação, a produção do cordel evidenciou que a função alfabetizadora da Geografia
A pesquisa intitulada Educação Popular e Movimentos Sociais no Brasil: Uma Análise dos Processos Educativos no Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) examina os processos educativos no Brasil, destacando a educação popular como uma ferramenta de luta e transformação social. Além disso, analisa os métodos de ensino utilizados, a participação comunitária e os resultados educacionais, mostrando como a educação no MST contribui para a construção de uma consciência crítica e coletiva.
CALDART, R. S.; SAUER, S.; HECK, S. Educação Popular e Movimentos Sociais no Brasil: Uma Análise dos Processos Educativos no MST. Disponível em: http://www.ccm.ufpb.br/vepopsus/wp-content/uploads/2018/02/ . Acesso em: 20 set. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
É possível visualizar a luta das pessoas que vivem no campo em busca da valorização de seus conhecimentos, suas culturas e suas identidades por meio de um projeto político que poderá se concretizar em diferentes práticas educativas, que contribuam para um novo jeito de lutar e de pensar a educação. O povo do campo tem um jeito próprio de viver e de trabalhar, distinto da realidade urbana. Sua raiz cultural define diferentes maneiras de ser e de se relacionar com o tempo, o espaço e o meio ambiente. O camponês se produz como ser humano na medida em que produz sua existência, tendo um modo diferenciado, também, na forma de organizar a família, a comunidade, o trabalho e a educação.
PACHECO, L. M. Educação do campo: valorização da cultura e promoção da cidadania? Quaestio, Sorocaba, SP, v. 17, n. 2, p. 425-440, nov. 2015 (adaptado).
De acordo com o exposto, os processos educativos do campo contribuem para a valorização dos conhecimentos e das culturas das pessoas que nele vivem por meio da
Biblioteca Viva é um conceito que convida entidades humanas a se transformarem em pistas vivas, socializando os saberes e vivências que compõem a memória coletiva do seu habitar, constituindo-se em importante espaço de catalogação e compartilhamento dessa memória que não está presente em livros ou obras de arte.
LEHNEMANN, R. M. Biblioteca viva: uma metodologia inventiva no âmbito da plataforma de interação ecológica Disponível em: http://www.repositorio.jesuita.org.br/. Acesso em: 29 maio 2024 (adaptado).
Nesse caso, o projeto proposto parte do princípio de que
GOHN, D. Aspectos tecnológicos da experiência musical. Revista Hodie, v. 7, n. 2, p. 14, 2007 (adaptado).
A partir das informações apresentadas, é correto afirmar que
Antes, tínhamos que silenciar para sobreviver. Hoje, temos que falar, escrever e protagonizar as nossas histórias.
KAYAPÓ, E., BRITO, T. A pluralidade étnico-cultural indígena no Brasil: o que a escola tem a ver com isso? Caicó, v. 15, n. 35, p. 38-68, jul./dez. 2014 (adaptado).
TEXTO 2
Atualmente, mais de 160 línguas e dialetos diferentes são falados por povos indígenas no Brasil. Antes da chegada dos portugueses, estima-se que eram mais de mil.
Disponível em: www.pib.org.br. Acesso em: 30 ago. 2024 (adaptado).
Considerando o campo atual da pesquisa em Música, assinale a opção na qual o conceito apresentado representa o apagamento desses povos, de sua língua, de sua música e de seus rituais.
História para ninar gente grande. Samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, 2019. In: DE ALMEIDA JESUS, A. C. Carnaval e “A História que a História Não Conta”: Uma Análise dos Sambas de Enredo. LICERE - Revista do Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer, v. 23, n. 1, p. 157, 2020.
A Estação Primeira de Mangueira, em 2019, foi campeã do grupo especial com o enredo apresentado acima, que teve como objetivo questionar uma perspectiva de História e contar uma versão diferente dos acontecimentos, a qual
A partir dessa situação, assinale a opção que contém uma explicação para a crítica dos estudantes.