Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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A fotografia acima ganhou o mundo e foi capa das principais revistas de circulação mundial – Life, Vu, Paris-Sair e Regards – nos anos de 1936 e 1937.
LIMA, S. F.; CARVALHO, V. C. Fotografias: usos sociais e historiográficos. In: PINSKY, C. B. (Org.). Fontes Históricas. São Paulo: Contexto, 2006 (adaptado).
Dessa forma, considerando-se o ponto de vista da análise e reflexão sobre documentos feita no âmbito da História, é recomendável que a fotografia de guerra de Robert Capa seja abordada por um professor com foco na
A comemoração pelo Dia do Trabalho em 1940 não foi como qualquer outra. Naquele 1° de maio, Getúlio Vargas instituía o salário mínimo brasileiro, que entrava em vigor já naquela data, com prazo de vigência de três anos. Segundo a lei, o trabalhador deveria ganhar, então, pelo menos cerca de 240 mil réis. O salário mínimo já vinha se anunciando na década de 1930, regulamentado em uma lei, em 1936, e em um decreto-lei, em 1938.
BRASIL, B. Há 80 anos, Getúlio Vargas criava o salário mínimo. Biblioteca Nacional. 01 de maio de 2020. Disponível em: https://antigo.bn.gov.br/acontece/noticias/2020/05/ha-80-anos-getuliovargas-criava-salario-minimo. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
A relação do motorista de aplicativo com a plataforma é um vínculo de emprego? Ou ele é um trabalhador independente que contrata a tecnologia dessas empresas? Para enxergar de outro ângulo essa questão — motivo de disputas no mundo todo —, o procurador do Ministério Público do Trabalho Ilan Fonseca tirou uma licença de quatro meses para ser motorista de Uber nas ruas de Salvador. Antes de ser procurador, ele já havia sido advogado e auditor fiscal do trabalho. Mas sentiu que faltava uma peça para se aprofundar na discussão sobre os trabalhadores de aplicativo: viver o cotidiano de um motorista de aplicativo. Queria experimentar, entre outros pontos, como é a comunicação das plataformas com os motoristas e quanto poder de decisão eles realmente têm. Ele reconhece que fez o trabalho de motorista sem depender disso para pagar as contas — e que, “na qualidade de homem branco, enfrentou menos dificuldades do que enfrentaria se fosse mulher ou negro”. Procurada pela reportagem, a Uber criticou a pesquisa de Fonseca e respondeu que “os motoristas parceiros não são empregados e nem prestam serviço à Uber”.
ALEGRETTI, L. O procurador que foi Uber por 4 meses em Salvador: ‘Não tive sensação de ser meu próprio chefe’. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/. Acesso em: 20 maio 2024 (adaptado).
No mês de abril de 2024, em uma turma de Educação de Jovens e Adultos dos anos finais do Ensino Fundamental, a professora de História promoveu uma discussão acerca da proposta apresentada pelo Governo Federal para regulamentar o trabalho dos motoristas de aplicativos no Brasil, questionando se tal fato geraria resultados práticos para a vida desses atores. Uns concordavam e outros discordavam da proposta. A professora, então, propôs a leitura dos Textos 1 e 2, para comparar diferentes temporalidades em relação às questões trabalhistas.
Nessa situação, a discussão encaminhada pela professora privilegiou, como tema, as transformações na sociedade brasileira que resultaram
No que se refere à inserção de jogos eletrônicos como conteúdo das aulas de Educação Física no contexto social atual, é correto afirmar que a pesquisa desenvolvida pelos estudantes levaria a uma análise crítica na qual os jogos eletrônicos são tidos como
Disponível em: https://studymaps.com.br/direito-a-saude/. Acesso em: 18 jun. 2024 (adaptado).
Um professor da disciplina de Geografia, objetivando discutir com sua turma do Ensino Médio sobre direito à saúde, visto como um tema transversal e que integra o Projeto Pedagógico da Escola, ministrou uma aula em que utilizou um mapa conceitual sobre o Art. 196 da Constituição da República Federativa do Brasil (1988), como meio de instigar os discentes a pensar acerca dos direitos constitucionais.
Com base no mapa conceitual apresentado e nos objetivos da aula, o professor esperava que os alunos pudessem compreender que
MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2013 (adaptado).
Um professor de Física do Ensino Médio reconheceu os benefícios de utilizar tecnologias em sala de aula para facilitar a explanação de conceitos mais complexos para seus alunos. No entanto, para isso, é importante que ele identifique se os estudantes possuem habilidades para lidar com as tecnologias no âmbito da aprendizagem.
Nessa situação, para utilizar esses recursos em sala de aula no processo de ensino, aprendizagem e avaliação, o professor deve observar se os alunos são capazes de
Com base no exposto, a disseminação das fake news na atualidade tem
BRASIL. Guia de livros didáticos: PNLD 2012: Sociologia. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2011 (adaptado).
No ano de 2011, professores de Sociologia receberam, em suas escolas, o Guia do Livro Didático, cujo primeiro parágrafo está descrito acima. O objetivo deste material era apresentar o processo de avaliação dos livros de Sociologia até a chegada deles à escola.
Considerando-se a história do ensino de Sociologia na Educação Básica, é correto afirmar que a adoção do livro didático no período subsequente à lei da obrigatoriedade implicou a
Disponível em: https://www.estadao.com.br/educacao/ponto-edu/charge-tambem-serve-de-apoio-para-redacao/.
Acesso em: 28 ago. 2024.
Considerando a tirinha apresentada e as reflexões de Zygmunt Bauman na obra Confiança e Medo na Cidade (2009) a respeito de urbanização, medo e tecnologia, assinale a opção correta.
REIS, J. B. Mapeando redes: jovens, territórios digitais e de moradia. Ateliê Geográfico, Goiânia-GO, v. 17, n. 1, p. 114, abr. 2023.
Ao comentar sobre a postagem em sala de aula, a professora ouviu dos estudantes muitas outras queixas em relação à imagem negativa difundida sobre o bairro onde moravam. Impactada com o engajamento da turma na discussão, a docente decidiu incorporar a situação ao desenvolvimento de suas aulas. Promoveu, então, a criação de um perfil coletivo em uma rede social, no qual, em grupos, os estudantes fariam postagens sobre o bairro e as experiências de vida nele, contribuindo com a representação que gostariam que fosse propagada.
Nessa situação, a abordagem da professora teve como base
ATLAS DA VIOLÊNCIA 2023. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Rio de Janeiro: IPEA, 2023. Sumário executivo, p. 6. Disponível em: https://apidspace.universilab.com.br/server/api/core/bitstreams/. Acesso em: 22 abr. 2024 (adaptado).
Seria adequado um docente de Sociologia do Ensino Médio utilizar, em suas aulas, a pesquisa descrita no texto para ressaltar que os dados da violência no Brasil são
MELLO, A. G. de; AYDOS, V.; SCHUCH, P. Aleijar as antropologias a partir das mediações da deficiência. Horizontes Antropológicos, v. 28, n. 64, p. 16, set. 2022. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index. php/horizontesantropologicos/issue/view/4537/1259. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).
Com o objetivo de promover a inclusão de pessoas com deficiência, um docente de Sociologia no Ensino Médio pode usar as informações do texto apresentado para elaborar estratégias educacionais que identifiquem a
Assinale a opção que caracteriza adequadamente fenômenos no contexto da globalização, conforme a perspectiva da obra mencionada.
TEXTO 1
Palavras, em seu significado primário e imediato, nada significam senão as ideias na mente de quem as usam, por mais imperfeita e descuidadamente que estas ideias sejam apreendidas das coisas que elas supostamente representam. Estas palavras, então, são as marcas das ideias de quem fala.
LOCKE, J. Ensaio sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril cultural, 1978.
TEXTO 2
O significado de uma proposição constitui o método da sua verificação. A forma mais simples de uma definição indicativa consiste em um gesto indicativo combinado com a pronúncia de uma palavra, assim como quando ensinamos a uma criança o sentido do termo “azul’’ mostrando-lhe um objeto azul.
SCHILICK, M. Sentido e verificação. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
Nesse caso, pode-se inferir da comparação entre o Texto 1 e o Texto 2 que o significado está
TEXTO 1
Omama criou os xapiri, para podermos nos vingar das doenças e nos proteger da morte a que nos sujeitou seu irmão mau. Depois, escondeu-os, até que seu filho se tornasse xamã, no topo das montanhas e nas profundezas do mato. O pai de minha esposa conta que foi a esposa de Omama, a mulher das águas, quem primeiro pediu que os xapiri fossem trazidos à existência. A mulher das águas lhe disse então: “Crie os xapiri, para curarem nossos filhos!”. Omama concordou: “Awei! São palavras sensatas. Os espíritos irão afugentar os seres maléficos. Foi assim que ele fez aparecer os xapiri, tão numerosos e poderosos quanto os conhecemos hoje. Mais tarde, o filho de Omama tornou-se um rapaz e seu pai quis que ele aprendesse a fazer dançar os xapiri para poder tratar os seus.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (adaptado).
TEXTO 2
O médico é o moderno mestre do reino do mito, o guardião da sabedoria a respeito de todos os caminhos secretos e fórmulas poderosas. Seu papel equivale precisamente ao do Velho Sábio, presença constante nos mitos e contos de fadas, cujas palavras ajudam o herói nas provas e terrores da fantástica aventura. É ele que aplica o bálsamo curativo nas feridas quase fatais e, por fim, leva o conquistador de volta ao mundo da vida normal após a grande aventura na noite encantada.
CAMPBELL, J. O herói de mil faces. Tradução: Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Cultrix Pensamento, 2009 (adaptado).
Nesse caso, os fragmentos de texto apresentados possibilitam aos estudantes reconhecer
VATTIMO, G.; DERRIDA, J. (Orgs.). A religião: O Seminário de Capri. São Paulo: Estação Liberdade, 2000. p. 92.
Considerando o contexto do pós-guerra, depreende-se do texto acima que o retorno do religioso
CAPRA, F. O Ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Editora Cultrix, 1987 (adaptado).
Conforme as ideias de Capra apresentadas no fragmento de texto acima, a reflexão sobre os valores morais na contemporaneidade implica a
A intervenção era parte da exposição “Festa, Baia, Gira, Cura”, lançada pelo Museu da Cultura Cearense (MCC) no dia 30 de setembro de 2023, em homenagem à cultura de terreiros de Umbanda e Candomblé na história religiosa do estado. Em 11 de outubro, uma deputada da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará solicitou a remoção imediata da frase ou a inclusão de inscrições de todas as igrejas cristãs no espaço. No requerimento, a deputada alegou:
A título de exercício democrático do direito religioso, a inscrição, paradoxalmente, configura uma iniciativa agressiva aos valores de uma maioria cristã que tolera a existência de minorias defensoras de credos notoriamente pautados por devoções a entidades esdrúxulas.
Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/. Acesso em: 19 ago. 2024 (adaptado).
Partindo-se da análise da situação apresentada, verifica-se que a expressão da intolerância religiosa
A violência de gênero é um dos fatores relacionados à persistente desigualdade de gênero nos cursos e departamentos de Filosofia do país. Em seu compromisso de lutar contra o preconceito acadêmico, a Rede Brasileira de Mulheres Filósofas apresenta à comunidade filosófica brasileira este protocolo de enfrentamento da violência de gênero. Violência de gênero designa uma ou várias condutas que incorrem em injustiça no tratamento de pessoas em função do gênero. Esta injustiça não se define apenas no âmbito do direito positivo em vigor no país, mas também na dimensão moral e afetiva das relações profissionais dentro das instituições, entre agentes adultos e responsáveis. Trata-se, no ambiente acadêmico, de práticas de vilipêndio intelectual, desrespeito profissional, deslegitimação de discurso, agressão psicológica e de cunho sexual, motivadas por discriminação de gênero.
Protocolo de enfrentamento da violência de gênero. Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, 2003.
Nessa situação, a partir da leitura do texto, espera-se que os estudantes compreendam como
Nosso aluno não tinha, no início, senão sensações; agora tem ideias. Não fazia senão sentir, agora julga. Porque, da comparação de várias sensações sucessivas e simultâneas, e do julgamento que delas se faz, nasce uma espécie de sensação mista ou complexa a que chamo de ideia.
ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da educação. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
Considerando o texto apresentado na referida oficina, é possível inferir que
DUSSEL, E. En Búsqueda del Sentido. Buenos Aires: Editora Las Cuarenta, 2018.
Nesse sentido, sob a perspectiva da Filosofia Moderna e do pensamento crítico a respeito da hegemonia europeia, o texto acima apresenta uma concepção na qual a modernidade filosófica é