Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3380043 Português
O bilhete é um tipo de texto comum, utilizado com frequência em situações informais, geralmente escrito entre pessoas que têm um vínculo afetivo.
Em relação as características do bilhete, analise as afirmações:

I.São textos comunicativos que contém mensagens simples, escritos em pequenos papéis e enviados para a amiga de escola, irmão, mãe, dentre outros.

II.Ainda que sua principal função seja informar alguém sobre algo, os usos dos bilhetes são muito amplos e podem ser escritos para fazer um convite, relatar um fato, solicitar ou avisar algo, dentre outros.

III.Por ser um texto que apresenta um grau de intimidade entre o emissor (quem escreve) e o receptor (quem recebe), os bilhetes admitem abreviações, apelidos, repetições, gírias, vícios de linguagem, e nem sempre estão de acordo com a norma gramatical da língua.
(Disponível em: https://www.todamateria.com.br/genero-textual-bilhete)


Estão corretas:
Alternativas
Q3379170 Português
O declínio dos insetos: uma ameaça silenciosa ao equilíbrio da vida na Terra


Vivemos em um planeta de insetos. Eles representam setenta por cento de todas as espécies conhecidas na Terra e sua biomassa combinada é dezesseis vezes maior que a dos humanos.

Eles também desempenham um papel crucial na vida terrestre, pois servem de alimento para diversos animais, incluindo a maioria dos pássaros, morcegos, lagartos, anfíbios e peixes de água doce.

Oitenta por cento das espécies de plantas selvagens do mundo também dependem de insetos para polinizá-las, assim como três quartos das plantas que cultivamos para alimentação. Não é exagero dizer que, sem os insetos, muitos de nós morreríamos de fome.

No entanto, muitos tipos de insetos em diferentes partes do mundo estão ameaçados. Embora medir suas populações seja algo complexo, existem sinais preocupantes.

Um importante estudo de 2020 estimou que os insetos que vivem na Terra diminuem em nove por cento por década em todo o mundo.

Um estudo alemão descobriu que a biomassa de insetos voadores nas reservas naturais reduziu de forma alarmante entre 1989 e 2016. Nos Estados Unidos, as populações de borboleta-monarca diminuíram oitenta por cento neste século.

Algumas espécies no Reino Unido, como a borboleta-vírgula e as borboletas-malhadinhas, contrariam a tendência. Entretanto, de maneira geral, a distribuição geográfica global das borboletas no Reino Unido diminuiu desde 1976.

As espécies invasoras também estão sofrendo. Ratos se alimentaram da tesourinha de Santa Helena, um tipo de lacraia, até levar a espécie à extinção e quase exterminaram o weta gigante da Nova Zelândia, um tipo de gafanhoto.

A poluição luminosa também representa um problema, pois atrai as mariposas e as condena à morte, perturbando o ciclo de vida dos insetos. Ela também desorienta alguns besouros que navegam usando a luz da Via Láctea.

Além de tudo isso, os insetos têm agora que lidar com as mudanças climáticas. Alguns insetos mais adaptáveis, como os mosquitos, as baratas e as moscas domésticas, serão beneficiados pelas temperaturas mais altas. Mas a maioria sofrerá.

Zangões desaparecem de seus habitats mais ao sul, superaquecendo em seus corpos peludos à medida que o clima esquenta. Secas, inundações e incêndios florestais também devastam as populações já ameaçadas.

Em 1962, a bióloga americana Rachel Carson publicou o livro Primavera Silenciosa, alertando que causávamos danos terríveis ao nosso planeta. Ela escreveu: "O homem é parte da natureza e sua guerra contra a natureza é uma guerra contra si mesmo inevitavelmente ".

A previsão de Carson era apenas o começo. Desde então, os habitats de vida selvagem ricos em insetos foram destruídos em grande escala. Os solos foram degradados e os rios obstruídos com lodo, poluídos ou drenados.

A agricultura, tão dependente dos insetos para a polinização, é responsável por grande parte do seu declínio. Estima-se que quatro milhões de toneladas de pesticidas sejam lançadas no meio ambiente todos os anos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedgnv3yvlpo.adaptado.
Vivemos em um planeta de insetos. Eles representam setenta por cento de todas as espécies conhecidas na Terra e sua biomassa combinada é dezesseis vezes maior que a dos humanos.
De acordo com o texto base, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3379160 Português
A presença de diferentes tipos de texto em sala de aula amplia as oportunidades de letramento e contribui para a formação de leitores competentes. Trabalhar com variedade textual permite que os alunos desenvolvam habilidades de leitura e escrita em contextos sociais diversos. Sobre o tema, relacione corretamente os termos da Coluna A com os exemplos da Coluna B:

Coluna A (termos):
1.Texto instrucional. 2.Texto narrativo. 3.Texto jornalístico.
Coluna B (exemplos):
(__)O Ministério da Saúde confirmou ontem a distribuição de novos lotes de vacinas para os estados do Norte. A medida visa conter o avanço de doenças respiratórias na região.

(__)No fim da tarde, Lucas correu até a pracinha para encontrar seus amigos. Eles passaram horas jogando bola e rindo das histórias do dia.

(__)Coloque duas xícaras de farinha em uma tigela e adicione uma colher de fermento. Misture bem antes de acrescentar os ovos e o leite.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência da associação correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3379054 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A tirana


    Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência, não sabe o que ali se esconde. Casou, teve filhos e lhe vieram netos, e sobre a descendência ela se repastou no gozo de mandar. Só queria dar ordens. Se um filho gostava de Maria, seria com Joana que haveria de casar, mesmo porque um filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse. Se outro queria estudar Medicina, deveria estudar Direito. Se a filha não queria engordar – ela a trataria especialmente a mingau de fubá e macarronada. Afinal, ela dera vida e criara todos eles, e agora chegara o seu momento. Sua casa era um quartel; ela gozava a delícia de implantar a disciplina mais feroz.

    Durante anos conseguiu ser mais adulada e festejada do que um ministro em viagem pelo interior. Depois, com os novos elementos, com os estranhos entrando na família, começou a derrocada do império. Primeiro foi a nora que não se quis desfazer de uma mobília de estimação e debandou de casa. O marido da fugitiva ainda se demorou uns dias em companhia da mãe, sem ter coragem de quebrar aquela disciplina que já lhe entrara pelos confins da consciência. Mas, certa manhã, à hora do café, ele não apareceu. Era a Revolução. Pouco a pouco foram imitando o rebelde. O filho, que fora obrigado a estudar Direito, largou a profissão e se permitiu ter negócios sem nenhum visto materno. A filha, que era engordada como peru de Natal, arranjou emprego e passou a almoçar tranquilamente as suas saladas.

    Os filhos e os netos se arranjaram, como puderam, fora de suas vistas. A senhora ficou sozinha em seu palacete. Agora, o dinheiro sobrava, o espaço sobrava.


(Dinah Silveira de Queiroz. Quadrante 1. Editora do Autor, 1962. Adaptado)
Na crônica, a autora emprega diferentes recursos. Entre eles estão ideias baseadas em comparações e toques de comicidade que contribuem para dar leveza à narrativa.

Assinale a alternativa cujos trechos do texto exemplificam, correta e respectivamente, esses recursos. 
Alternativas
Q3379052 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


A tirana


    Quem a vê, tão velhinha, tão honesta de aparência, não sabe o que ali se esconde. Casou, teve filhos e lhe vieram netos, e sobre a descendência ela se repastou no gozo de mandar. Só queria dar ordens. Se um filho gostava de Maria, seria com Joana que haveria de casar, mesmo porque um filho não tinha o direito de gostar senão de quem ela gostasse. Se outro queria estudar Medicina, deveria estudar Direito. Se a filha não queria engordar – ela a trataria especialmente a mingau de fubá e macarronada. Afinal, ela dera vida e criara todos eles, e agora chegara o seu momento. Sua casa era um quartel; ela gozava a delícia de implantar a disciplina mais feroz.

    Durante anos conseguiu ser mais adulada e festejada do que um ministro em viagem pelo interior. Depois, com os novos elementos, com os estranhos entrando na família, começou a derrocada do império. Primeiro foi a nora que não se quis desfazer de uma mobília de estimação e debandou de casa. O marido da fugitiva ainda se demorou uns dias em companhia da mãe, sem ter coragem de quebrar aquela disciplina que já lhe entrara pelos confins da consciência. Mas, certa manhã, à hora do café, ele não apareceu. Era a Revolução. Pouco a pouco foram imitando o rebelde. O filho, que fora obrigado a estudar Direito, largou a profissão e se permitiu ter negócios sem nenhum visto materno. A filha, que era engordada como peru de Natal, arranjou emprego e passou a almoçar tranquilamente as suas saladas.

    Os filhos e os netos se arranjaram, como puderam, fora de suas vistas. A senhora ficou sozinha em seu palacete. Agora, o dinheiro sobrava, o espaço sobrava.


(Dinah Silveira de Queiroz. Quadrante 1. Editora do Autor, 1962. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3379047 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O medo de ficar longe das telas


    Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.

     Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os adolescentes, em especial as meninas.

    Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas. Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à internet.

    Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos níveis de ansiedade e depressão.

    Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt* apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade tem privado os jovens dessas experiências importantes.

     Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do comportamento online responsável é fundamental.


(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/ nomofobia-o-medo-de-ficar-longe-das-telas-afeta-saude- -mental-de-criancas-e-adolescentes/?utm_source=estadao:mail Publicado em 30.09.2024. Adaptado)


*Jonathan Haidt: psicólogo social e professor da Universidade de Nova York.
Considerando a última frase do quinto parágrafo, assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, a relação estabelecida pelas expressões para que e contudo, assim como outras expressões que possam substituí-las preservando o sentido original.
Alternativas
Q3379046 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O medo de ficar longe das telas


    Muito se tem atribuído os altos índices de transtornos mentais de crianças e adolescentes ao uso irrestrito das telas.

     Um artigo do “The New York Times”, em 2024, comentou sobre a ligação entre a proliferação de algoritmos que viciam e o colapso da saúde mental dos jovens, incluindo fatores como depressão, pensamentos suicidas e automutilação. No artigo, a colunista Michelle Goldberg menciona os impactos catastróficos do uso excessivo das redes sociais, que estimulam padrões de beleza e de popularidade irreais, e afetam os adolescentes, em especial as meninas.

    Fato é que vivemos uma epidemia de excesso de telas. Nunca se cunharam tantos termos para denominar tantos vícios. Nomofobia é um deles, até então usado para pessoas com mais idade, mas que agora inclui os jovens. A palavra vem de no mobile phobia (fobia de ficar sem celular). É o termo para descrever o medo irracional de não ter acesso à internet.

    Um estudo da Western University, liderado pela professora de Neurociência Emma Duerden, no Canadá, coletou dados que revelaram que, durante a pandemia, as crianças passaram mais que o dobro do tempo recomendado em frente às telas. Ou seja, de pouco menos de 6 horas por dia para impressionantes 13 horas por dia, quase todos os minutos em que estavam acordadas, o que provocou o aumento dos níveis de ansiedade e depressão.

    Em seu best-seller “A Geração Ansiosa”, Jonathan Haidt* apresenta estatísticas sobre a saúde mental dos jovens e explica como a redução do tempo de brincadeiras ao ar livre e a supervisão excessiva dos pais prejudicam o desenvolvimento social e emocional das crianças. Segundo ele, as crianças precisam de brincadeiras livres para que se tornem resilientes e capazes de avaliar riscos, contudo a sociedade tem privado os jovens dessas experiências importantes.

     Para o Instituto de Ciências da Educação (IES), criar ambientes livres de tecnologia em casa, como durante as refeições ou na hora de dormir, pode reduzir a dependência dos dispositivos. Hoje, conversar abertamente com os jovens sobre os riscos do uso excessivo da internet e a respeito do comportamento online responsável é fundamental.


(Carolina Delboni. www.estadao.com.br/emais/carolina-delboni/ nomofobia-o-medo-de-ficar-longe-das-telas-afeta-saude- -mental-de-criancas-e-adolescentes/?utm_source=estadao:mail Publicado em 30.09.2024. Adaptado)


*Jonathan Haidt: psicólogo social e professor da Universidade de Nova York.
Assinale a alternativa que traz afirmação correta a respeito das informações do texto.
Alternativas
Q3378852 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Longe de mim querer matar você de inveja, mas dias atrás cravei os dentes numa coxinha de camarão com requeijão. Numa, não; em três. E saiba que o “inha”, aí, não é diminutivo, é tratamento carinhoso, da parte de quem por 13 anos esteve privado dessa rechonchuda maravilha.

   Bobagem minha: para morrer de inveja, você precisaria saber o que vem a ser uma coxinha de camarão com requeijão. Falo da legítima, da única, que existiu em Belo Horizonte durante pouco mais de 20 anos, até desaparecer, no ano de 1998.

   Nunca me conformei com o sumiço do pitéu com que me regalei décadas a fio, toda vez que minhas papilas gustativas visitavam a capital mineira. Alguns meses atrás, numa crônica que publiquei, escrevi logo no título: “Saudade da coxa de requeijão.” Na última linha, joguei sem maior esperança uma garrafa ao mar: “Tem por aí alguma pessoa que faz?”

   Pois não é que apareceu uma? E não qualquer pessoa: ninguém menos que Thereza Oliveira, a inventora da supracitada perdição gastronômica. De Tiradentes, para onde se mudou faz uns anos, ela ergueu um dedo, olha eu aqui!, e deixou no ar a tentação: que eu fosse aplacar a saudade da coxinha de camarão com requeijão.

   Quis a sorte que recentemente me viesse convite para lançar um livro ali, e quando escrevi a Thereza para dizer que estava a caminho, ela anunciou a coincidência: eu ia me hospedar ao lado de seu charmoso mocó tiradentino − num alto de morro onde de uns anos para cá se construíram várias casas “antigas”. Lá fui bater, salivando, mal pus a mala na pousada.

   Além de três formidáveis coxas de requeijão, Thereza me serviu a história do fabuloso salgado por ela concebido. Seu irmão Pedro morava no Rio e, nas confeitarias, achava constrangedor ter que pedir um monte de salgadinhos para matar a fome − será que não dava para fazer um salgadão? Thereza, primeiro, foi de peito de frango, que teve a ideia inédita de revestir de requeijão − até que lhe viesse a ideia melhor ainda de trocar o frango pelo camarão.


(Humberto Werneck. Esse inverno vai acabar, 2011. Adaptado)
Considere as passagens:

•  Na última linha, joguei sem maior esperança uma garrafa ao mar: “Tem por aí alguma pessoa que faz?” (3o parágrafo)
•  ... num alto de morro onde de uns anos para cá se construíram várias casas “antigas”. (5o parágrafo)

O autor colocou entres aspas o trecho e a palavra destacados para indicar, correta e respectivamente,
Alternativas
Q3378850 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Longe de mim querer matar você de inveja, mas dias atrás cravei os dentes numa coxinha de camarão com requeijão. Numa, não; em três. E saiba que o “inha”, aí, não é diminutivo, é tratamento carinhoso, da parte de quem por 13 anos esteve privado dessa rechonchuda maravilha.

   Bobagem minha: para morrer de inveja, você precisaria saber o que vem a ser uma coxinha de camarão com requeijão. Falo da legítima, da única, que existiu em Belo Horizonte durante pouco mais de 20 anos, até desaparecer, no ano de 1998.

   Nunca me conformei com o sumiço do pitéu com que me regalei décadas a fio, toda vez que minhas papilas gustativas visitavam a capital mineira. Alguns meses atrás, numa crônica que publiquei, escrevi logo no título: “Saudade da coxa de requeijão.” Na última linha, joguei sem maior esperança uma garrafa ao mar: “Tem por aí alguma pessoa que faz?”

   Pois não é que apareceu uma? E não qualquer pessoa: ninguém menos que Thereza Oliveira, a inventora da supracitada perdição gastronômica. De Tiradentes, para onde se mudou faz uns anos, ela ergueu um dedo, olha eu aqui!, e deixou no ar a tentação: que eu fosse aplacar a saudade da coxinha de camarão com requeijão.

   Quis a sorte que recentemente me viesse convite para lançar um livro ali, e quando escrevi a Thereza para dizer que estava a caminho, ela anunciou a coincidência: eu ia me hospedar ao lado de seu charmoso mocó tiradentino − num alto de morro onde de uns anos para cá se construíram várias casas “antigas”. Lá fui bater, salivando, mal pus a mala na pousada.

   Além de três formidáveis coxas de requeijão, Thereza me serviu a história do fabuloso salgado por ela concebido. Seu irmão Pedro morava no Rio e, nas confeitarias, achava constrangedor ter que pedir um monte de salgadinhos para matar a fome − será que não dava para fazer um salgadão? Thereza, primeiro, foi de peito de frango, que teve a ideia inédita de revestir de requeijão − até que lhe viesse a ideia melhor ainda de trocar o frango pelo camarão.


(Humberto Werneck. Esse inverno vai acabar, 2011. Adaptado)
Assinale a alternativa cujo trecho apresenta palavra empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q3378849 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Se é verdade que o preconceito de grupo golpeia geralmente as minorias, há ao menos uma exceção que nos deve fazer refletir. A série de preconceitos antifemininos dos homens não diz respeito a uma minoria: quanto ao número, as mulheres são mais ou menos como os homens e não vivem separadas em grupos minoritários. Entre homens e mulheres há desigualdades naturais que seria estupidez esquecer. Mas é inegável que muitas das desigualdades entre a condição masculina e a feminina são de origem social, tanto que as relações entre homem e mulher mudam segundo as diversas sociedades. A emancipação da mulher, a que assistimos há anos, é uma emancipação que também deve avançar por meio da crítica aos preconceitos, isto é, de verdadeiras atitudes mentais radicadas no costume, nas ideologias, na literatura, no modo de pensar das pessoas, tão radicadas que, tendo sido perdida a noção da sua origem, continuam a ser defendidas por pessoas que as consideram como juízos fundados em dados de fato.

    Precisamente porque estes preconceitos interpostos entre o homem e a mulher dizem respeito à metade do gênero humano e não apenas a pequenas minorias, é de considerar que o movimento pela emancipação das mulheres e pela conquista, por elas, da paridade dos direitos e das condições seja a maior (eu estaria até mesmo tentado a dizer a única) revolução de nosso tempo.


(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que o trecho do 1o parágrafo “... muitas das desigualdades entre a condição masculina e a feminina são de origem social, tanto que as relações entre homem e mulher mudam segundo as diversas sociedades.” foi reescrito sem alteração do sentido original.
Alternativas
Q3378848 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Se é verdade que o preconceito de grupo golpeia geralmente as minorias, há ao menos uma exceção que nos deve fazer refletir. A série de preconceitos antifemininos dos homens não diz respeito a uma minoria: quanto ao número, as mulheres são mais ou menos como os homens e não vivem separadas em grupos minoritários. Entre homens e mulheres há desigualdades naturais que seria estupidez esquecer. Mas é inegável que muitas das desigualdades entre a condição masculina e a feminina são de origem social, tanto que as relações entre homem e mulher mudam segundo as diversas sociedades. A emancipação da mulher, a que assistimos há anos, é uma emancipação que também deve avançar por meio da crítica aos preconceitos, isto é, de verdadeiras atitudes mentais radicadas no costume, nas ideologias, na literatura, no modo de pensar das pessoas, tão radicadas que, tendo sido perdida a noção da sua origem, continuam a ser defendidas por pessoas que as consideram como juízos fundados em dados de fato.

    Precisamente porque estes preconceitos interpostos entre o homem e a mulher dizem respeito à metade do gênero humano e não apenas a pequenas minorias, é de considerar que o movimento pela emancipação das mulheres e pela conquista, por elas, da paridade dos direitos e das condições seja a maior (eu estaria até mesmo tentado a dizer a única) revolução de nosso tempo.


(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado) 
Considere as passagens do 1o parágrafo:

•  “... verdadeiras atitudes mentais radicadas no costume, nas ideologias, na literatura...”
•  “... pessoas que as consideram como juízos fundados em dados de fato.”

Considerando o contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas podem ser, correta e respectivamente, substituídas pelos sinônimos:
Alternativas
Q3378686 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Se é verdade que o preconceito de grupo golpeia geralmente as minorias, há ao menos uma exceção que nos deve fazer refletir. A série de preconceitos antifemininos dos homens não diz respeito a uma minoria: quanto ao número, as mulheres são mais ou menos como os homens e não vivem separadas em grupos minoritários. Entre homens e mulheres há desigualdades naturais que seria estupidez esquecer. Mas é inegável que muitas das desigualdades entre a condição masculina e a feminina são de origem social, tanto que as relações entre homem e mulher mudam segundo as diversas sociedades. A emancipação da mulher, a que assistimos há anos, é uma emancipação que também deve avançar por meio da crítica aos preconceitos, isto é, de verdadeiras atitudes mentais radicadas no costume, nas ideologias, na literatura, no modo de pensar das pessoas, tão radicadas que, tendo sido perdida a noção da sua origem, continuam a ser defendidas por pessoas que as consideram como juízos fundados em dados de fato.

    Precisamente porque estes preconceitos interpostos entre o homem e a mulher dizem respeito à metade do gênero humano e não apenas a pequenas minorias, é de considerar que o movimento pela emancipação das mulheres e pela conquista, por elas, da paridade dos direitos e das condições seja a maior (eu estaria até mesmo tentado a dizer a única) revolução de nosso tempo.


(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado) 
De acordo com o texto, é correto concluir que os preconceitos em relação às mulheres 
Alternativas
Q3378617 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


   Se é verdade que o preconceito de grupo golpeia geralmente as minorias, há ao menos uma exceção que nos deve fazer refletir. A série de preconceitos antifemininos dos homens não diz respeito a uma minoria: quanto ao número, as mulheres são mais ou menos como os homens e não vivem separadas em grupos minoritários. Entre homens e mulheres há desigualdades naturais que seria estupidez esquecer. Mas é inegável que muitas das desigualdades entre a condição masculina e a feminina são de origem social, tanto que as relações entre homem e mulher mudam segundo as diversas sociedades. A emancipação da mulher, a que assistimos há anos, é uma emancipação que também deve avançar por meio da crítica aos preconceitos, isto é, de verdadeiras atitudes mentais radicadas no costume, nas ideologias, na literatura, no modo de pensar das pessoas, tão radicadas que, tendo sido perdida a noção da sua origem, continuam a ser defendidas por pessoas que as consideram como juízos fundados em dados de fato.

    Precisamente porque estes preconceitos interpostos entre o homem e a mulher dizem respeito à metade do gênero humano e não apenas a pequenas minorias, é de considerar que o movimento pela emancipação das mulheres e pela conquista, por elas, da paridade dos direitos e das condições seja a maior (eu estaria até mesmo tentado a dizer a única) revolução de nosso tempo.


(Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais, 1998. Adaptado) 
Para o autor, a importância revolucionária da emancipação feminina está relacionada
Alternativas
Q3377497 Português
Leia a anedota.

    Na estrada, o policial mandou parar um carro que vinha voando baixo. Lá dentro do carro estava uma moça toda risonha. O guarda foi chegando e dizendo:
    – Senhorita, você estava a mais de cento e vinte por hora!
    E a mocinha, feliz da vida:
    – O senhor não achou bárbaro? Aprendi a dirigir ontem e já estou assim...
(Ziraldo. O livro do riso do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2000)

É correto afirmar que o efeito de humor se deve ao fato de 
Alternativas
Q3377493 Português
Leia o texto para responder à questão.


Billy adora ouvir música clássica. De smoking.


    Sentado em uma almofada no meio de uma sala de ensaio de orquestra, um filhote de pastor alemão vestindo um smoking fechou os olhos pacificamente para absorver a música ao vivo ao seu redor.

    Billy, um fã de música clássica, com 2 anos e meio de idade e resgatado de uma fazenda no Texas, foi convidado pela Orquestra Metropolitana de Vancouver, no Canadá, para assistir, no início de setembro, ao primeiro ensaio da temporada.

    Os músicos Lucian Barz, um violinista e violista de 33 anos, e Teresa Bowes, uma pianista de 27 anos, casados, adotaram Billy em junho de 2022, completamente alheios à sua admiração pela música clássica.

    “Mas eu fiquei surpreso”, conta Barz. “Você ouve muitas coisas sobre animais que gostam de música. Eu cresci em uma fazenda e costumava levar meu violino e tocar para as vacas.” Barz explica que Bowes frequentemente toca música clássica em casa. E, logo que adotaram Billy, eles perceberam o quanto ele era receptivo aos sons que ouvia todos os dias.

    “É principalmente um alimento para a alma, apenas ver a pureza de um animal desfrutando música, lembrando que ela é a linguagem universal”, diz Barz.

    Ken Hsieh, maestro da orquestra, decidiu executar a Sinfonia n° 4 de Schumann para Billy, e notou o quão sociável o filhote era com os músicos e pensou que ele ficaria agitado durante a apresentação, mas, para sua surpresa, Billy ficou quieto e envolveu-se com a música respeitosamente. 

    “Ele levantava a cabeça quando ouvia algo grandioso acontecendo na música e abaixava quando em momentos mais tranquilos”, conta Hsieh. “Ele realmente se relaciona, de maneira ativa, com o que fazemos, e isso é o que eu realmente desejo que meu público esteja fazendo. Quero dizer, passando por esse mesmo estado emocional.”


(Jiselle Lee, The Washington Post. O Estado de S.Paulo, 21 de setembro de 2024. Adaptado) 
Leia os trechos.

•  ... um filhote de pastor alemão vestindo um smoking fechou os olhos pacificamente para absorver a música ao vivo ao seu redor. (1° parágrafo)
•  ...e notou o quão sociável o filhote era com os músicos e pensou que ele ficaria ativo durante a apresentação, mas, para sua surpresa, Billy ficou quieto e envolveu- -se com a música respeitosamente. (6° parágrafo)

As palavras em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de
Alternativas
Q3377488 Português
Leia o texto para responder à questão.


Billy adora ouvir música clássica. De smoking.


    Sentado em uma almofada no meio de uma sala de ensaio de orquestra, um filhote de pastor alemão vestindo um smoking fechou os olhos pacificamente para absorver a música ao vivo ao seu redor.

    Billy, um fã de música clássica, com 2 anos e meio de idade e resgatado de uma fazenda no Texas, foi convidado pela Orquestra Metropolitana de Vancouver, no Canadá, para assistir, no início de setembro, ao primeiro ensaio da temporada.

    Os músicos Lucian Barz, um violinista e violista de 33 anos, e Teresa Bowes, uma pianista de 27 anos, casados, adotaram Billy em junho de 2022, completamente alheios à sua admiração pela música clássica.

    “Mas eu fiquei surpreso”, conta Barz. “Você ouve muitas coisas sobre animais que gostam de música. Eu cresci em uma fazenda e costumava levar meu violino e tocar para as vacas.” Barz explica que Bowes frequentemente toca música clássica em casa. E, logo que adotaram Billy, eles perceberam o quanto ele era receptivo aos sons que ouvia todos os dias.

    “É principalmente um alimento para a alma, apenas ver a pureza de um animal desfrutando música, lembrando que ela é a linguagem universal”, diz Barz.

    Ken Hsieh, maestro da orquestra, decidiu executar a Sinfonia n° 4 de Schumann para Billy, e notou o quão sociável o filhote era com os músicos e pensou que ele ficaria agitado durante a apresentação, mas, para sua surpresa, Billy ficou quieto e envolveu-se com a música respeitosamente. 

    “Ele levantava a cabeça quando ouvia algo grandioso acontecendo na música e abaixava quando em momentos mais tranquilos”, conta Hsieh. “Ele realmente se relaciona, de maneira ativa, com o que fazemos, e isso é o que eu realmente desejo que meu público esteja fazendo. Quero dizer, passando por esse mesmo estado emocional.”


(Jiselle Lee, The Washington Post. O Estado de S.Paulo, 21 de setembro de 2024. Adaptado) 
O que causou a maior admiração no músico Lucian Barz com relação a Billy foi
Alternativas
Q3377440 Português
Os gêneros textuais são considerados como meios reais de manifestação da linguagem humana e podem facilitar o processo de letramento. Nesse contexto, o ensino passa a contemplar atividades ______________________ a partir de textos que circulam no cotidiano do aluno, a fim de que ele possa inserir-se em uma sociedade letrada. Essa inserção é importante em todos os níveis, especialmente no Ensino Fundamental I, haja vista que é o momento em que a criança entra em contato com saberes variados, sendo assim, a escola torna-se um espaço que pode estimular a aprendizagem de forma reflexiva e crítica, utilizando a diversidade de gêneros textuais expressos nas diferentes situações comunicativas. 

Acesse:https://sguweb.unicentro.br/app/webroot/arquivos/atsubmissao/ ARTIGO_VERS_O_FINAL_DEFESA.pdf


Marque a alternativa que preenche corretamente a lacuna:
Alternativas
Q3377156 Português
Lobo Bobo
João Gilberto


Era uma vez um lobo mau
Que resolveu jantar alguém
Estava sem vintém
Mas arriscou
E logo se estrepou

Um chapeuzinho de maiô
Ouviu buzina e não parou
Mas lobo mau insiste
E faz cara de triste
Mas chapeuzinho ouviu
Os conselhos da vovó
Dizer que não pra lobo
Que com lobo não sai só

Lobo canta, pede
Promete tudo, até amor
E diz que fraco de lobo
É ver um chapeuzinho de maiô

Mas chapeuzinho percebeu
Que o lobo mau se derreteu
Pra ver você que lobo
Também faz papel de bobo

Só posso lhe dizer
Chapeuzinho agora traz
O lobo na coleira
Que não janta nunca mais

Lobo bobo
Assinale a alternativa na qual o uso da palavra SÓ apresente o mesmo sentido que em “Que com lobo não sai só”.
Alternativas
Q3377153 Português
Lobo Bobo
João Gilberto


Era uma vez um lobo mau
Que resolveu jantar alguém
Estava sem vintém
Mas arriscou
E logo se estrepou

Um chapeuzinho de maiô
Ouviu buzina e não parou
Mas lobo mau insiste
E faz cara de triste
Mas chapeuzinho ouviu
Os conselhos da vovó
Dizer que não pra lobo
Que com lobo não sai só

Lobo canta, pede
Promete tudo, até amor
E diz que fraco de lobo
É ver um chapeuzinho de maiô

Mas chapeuzinho percebeu
Que o lobo mau se derreteu
Pra ver você que lobo
Também faz papel de bobo

Só posso lhe dizer
Chapeuzinho agora traz
O lobo na coleira
Que não janta nunca mais

Lobo bobo
A canção LOBO BOBO dialoga com o conto CHAPEUZINHO VERMELHO, na qual a personagem central, Chapeuzinho Vermelho, desobedece aos conselhos de sua avó, optando por seguir um caminho perigoso que a coloca frente a frente com o perigo: o Lobo Mau. Esse diálogo entre os dois textos promove uma
Alternativas
Q3376932 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “ponto” foi empregada no sentido denotativo.
Alternativas
Respostas
20441: D
20442: B
20443: B
20444: C
20445: D
20446: E
20447: D
20448: C
20449: E
20450: B
20451: A
20452: C
20453: D
20454: B
20455: E
20456: D
20457: B
20458: C
20459: B
20460: A