Questões de Concurso
Sobre geografia cultural em geografia
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Com base nos fundamentos da diversidade cultural brasileira e nas garantias estabelecidas na Constituição Federal de 1988, analise as afirmações a seguir, assinalando (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas:
(__) As terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas são bens da União e a garantia do direito de posse permanente é inalienável, sendo-lhes assegurado o usufruto exclusivo das riquezas do solo, rios e lagos nelas existentes.
(__) O reconhecimento do direito territorial das comunidades remanescentes de quilombos está previsto na Constituição Federal (Art. 68 do ADCT), mas a titulação das terras se restringe apenas às áreas já demarcadas ou regularizadas pelo Estado antes de 1988.
(__) O estudo da diversidade cultural em Geografia deve fomentar o relativismo cultural, um princípio que afirma a validade intrínseca de toda e qualquer manifestação cultural, combatendo assim o etnocentrismo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo:
“Só o tempo vai dizer o quanto nós sofremos
Pra você ver, uns morrendo, outros vivendo no proceder
Tem que ter para se viver
Se não tem, então tenta Matança, droga, violência afeta toda comunidade Batalha sangrenta
E os que sofrem racismo, preconceito vivem como podem
Mas na comunidade prevalece a humildade
Sempre levando a palavra de verdade
Através do rap, mostrando a nossa realidade
Periferia da cidade, aldeia
A vida mais parece uma teia [...]”
(Trecho da canção Tupã, 2009, do grupo Brô MC’s)
Considerando os versos da canção, do grupo de rap Brô MC’s, composto com residentes das aldeias Bororo e Jaguapiru em Mato Grosso do Sul, assinale a alternativa que relaciona apenas povos que tradicionalmente vivem em terras indígenas no estado.
Para captar a representação de natureza, perguntei aos alunos o que essa palavra lembrava. Em seguida, pedi que dessem algum exemplo de natureza existente no local da entrevista (sala de aula, sala de biblioteca, pátio da escola). Também perguntei como, na opinião deles, era a relação da sociedade (ou dos homens em geral) com a natureza, o porquê dessa relação, qual a relação deles próprios com a natureza e, por fim, para que servia a natureza.
(CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 4. ed. Campinas: Papirus, 2003. Adaptado)
A autora pôde concluir que a imagem mais expressiva das representações dos alunos a respeito de natureza era a de

Em uma aula sobre os conceitos fundantes da Geografia, o professor solicitou aos estudantes que fizessem uma análise reflexiva dessa figura identificando o conceito ao qual ela se refere. Como resultado, os estudantes indicaram:
TEXTO 1

As fotografias da cidade do Rio de Janeiro dos anos 1930 e 2025 podem ser utilizadas como recurso didático em aulas sobre urbanização, patrimônio, meio ambiente, dentre outros temas. Qual categoria geográfica representa as transformações entre as duas fotografias?
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/diversidade-cultural-no-brasil/. Acesso em: 1 ago. 2025.
“O problema de rupturas e de continuidade paradigmática aparece nitidamente em uma ciência como a geografia. No século XIX, a concepção de um conhecimento apoiado na descrição dos lugares, com ênfase nas relações de causalidade entre o homem e o meio, colocou a geografia sob a égide da análise regional: uma ciência empírica, descritiva e de síntese. Entre as décadas de 1950-1970, o embate entre a geografia quantitativa, a geografia cultural e a geografia crítica, em relação ao seu objeto de estudo, ainda ocupava o centro das preocupações. O reducionismo epistemológico não tardou em classificar essas abordagens em ‘quase-escolas’”, as quais são baseadas, respectivamente:
Carla: — Prima, ganhei uma panela elétrica de pressão novinha, posso comprar uma pra você de presente. Faz tudo sozinha: feijão, carne, arroz, até bolo! Agora quero tudo elétrico.
Raquel: — Pois na minha cozinha, eu desconfio de panela que não chia!
Carla: — Mas é mais segura, mais rápida, você não precisa ficar mexendo e ela desliga sozinha. Lá onde moro, é moda, por ser prática. Quem não tem está atrasado.
Raquel: — E onde fica o sabor do bacon e do alho fritinho? Panela elétrica não sabe o ponto do feijão que minha avó me ensinou.
A partir desse diálogo, o professor pode trabalhar o conteúdo da aula partindo dos pressupostos teóricos que configuram
“A glorificação do consumo acompanha-se da diminuição gradativa de outras sensibilidades, como a noção de individualidade, que, aliás, constitui um dos alicerces da cidadania. Enquanto constrói e alimenta um individualismo feroz e sem fronteiras, o consumo contribui ao aniquilamento da personalidade, sem a qual o homem não se reconhece como distinto, a partir da igualdade entre todos”.
A partir desse texto e considerando o assunto da conversa dos alunos no dia anterior, o professor trabalhou com os alunos o tema
( ) Uma possibilidade para a professora seria trabalhar o conceito de “lugar” na perspectiva histórico-dialética, segundo a qual “lugar” é compreendido nas suas particularidades e como expressão concreta da globalização, sendo definido como o espaço onde se manifestam tanto os impactos globais quanto as resistências locais, identitárias e subjetivas.
( ) A professora pode trabalhar o conceito de “lugar” na perspectiva da geografia humanística, em que “lugar” é compreendido como o espaço que se torna próximo e significativo para o indivíduo, um espaço vivido e experienciado, considerando tanto o comportamento geográfico quanto os sentimentos e ideias sobre o espaço e o lugar.
( ) A perspectiva pós-moderna é uma alternativa para a professora trabalhar o conceito de “lugar”, já que enfatiza a noção de totalidade, alinhando-se à concepção crítica e valorizando a razão como fundamento da explicação da realidade.
( ) A concepção do determinismo geográfico é uma possibilidade para a professora trabalhar o conceito de “lugar”, que é visto como um espaço humanizado, o qual expressa identidades coletivas e memórias sociais, sendo fundamental para compreender a diversidade das formas de viver e organizar o espaço.
As produções evidenciaram distintas formas de apreensão do espaço — umas mais voltadas à materialidade do lugar, outras associadas a experiências, memórias e relações sociais.
Com base nas concepções téoricas contemporâneas e conforme as orientações da Base Nacional Comum Curricular, é correto afirmar que:
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Leia, a seguir, sobre o conceito geográfico de região.
A região “integra lugares vividos e espaços sociais com um mínimo de coerência e de especificidade, que fazem dela um conjunto com uma estrutura própria (a combinação regional) e que a distinguem por certas representações na percepção dos habitantes ou dos estranhos (as imagens regionais). A região é menos nitidamente conhecida e percepcionada do que os lugares do quotidiano ou os espaços sociais da familiaridade. Mas, na organização do espaçotempo vivido, constitui um invólucro essencial antes do acesso a entidades muito mais abstratas, muito mais desconcertantes em relação ao hábito... Seria a região o espaço que podemos visitar sem nos sentirmos incomodados, um conjunto-regulação de nível superior na organização do espaço de vida e na percepção e valorização do espaço vivido?”
FRÉMONT, Armand. A região, espaço vivido. Coimbra: Livraria Almedina, 1980.
Assinale a alternativa correta que indica precisamente a escola de pensamento geográfico que está alinhada ao conceito de região do enunciado.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre os conceitos norteadores da Geografia:
I. Território, na perspectiva da Geografia Política e Crítica (influenciada por Raffestin), é definido como um espaço delimitado e controlado por relações de poder, sejam elas estatais (fronteiras), econômicas (zona de influência de uma empresa) ou simbólicas (território de um grupo cultural).
II. Paisagem refere-se à totalidade do espaço geográfico, incluindo os fluxos de informação, as redes invisíveis de capital e as relações sociais que o produzem, sendo, portanto, um sinônimo de espaço geográfico em sua completude.
III. Lugar, segundo a Geografia Humanística (como em Yi-Fu Tuan), é o espaço dotado de significado, vivência e afeto, sendo uma construção subjetiva e identitária que se opõe ao 'não-lugar' (espaços de passagem impessoais, como aeroportos).
Está correto o que se afirma em: