Questões de Concurso
Sobre geografia cultural em geografia
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(PORTAL, T. M.; PONTES, C. V. A educação escolar indígena ka'apor: seus processos de resistência e luta na construção por autonomia. In: xv Reunião de Antropologia do Mercosul, 2025, Salvador.)
A formação do espaço social brasileiro é indissociável da imposição de uma racionalidade hegemônica que, historicamente, buscou a subordinação de territorialidades subalternizadas. Na modernidade tardia, a experiência do povo Ka’apor, por meio do Jumue’ha Renda Kehuru (CFSK), ilustra uma dinâmica de resistência espacial e cultural. A partir da análise do texto e das teorias sobre a produção do espaço e relações de poder no Brasil, assinale a alternativa correta.
A BNCC está organizada com base nos principais conceitos da Geografia contemporânea. Além do conceito de espaço, fundamental nas análises geográficas, é necessário que os alunos também dominem outros conceitos operacionais que expressam aspectos diferentes do espaço geográfico.
(BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. A Etapa do Ensino Fundamental – Geografia (4.4.1 e 4.4.1.2). Brasília: MEC, 2018. P. 361. Disponível em: https://basenacionalcomum. mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf)
São eles:
IBAMA COMBATE GARIMPO ILEGAL E DESARTICULA INFRAESTRUTURA CRIMINOSA EM MATO GROSSO
Operação Xapiri faz parte da força-tarefa de desintrusão da Terra Indígena Sararé, onde mais de 400 acampamentos utilizados por garimpeiros foram destruídos
Brasília/DF (25/08/2025) – Desde o início do mês, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem conduzido a Operação Xapiri-Sararé para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Sararé, em Mato Grosso. A ação já resultou na destruição de uma vasta infraestrutura utilizada pelos garimpeiros.
As equipes de fiscalização inutilizaram, até o momento, 100 escavadeiras hidráulicas, 317 motores estacionários, 431 acampamentos, 61 mil litros de combustível (diesel e gasolina), 43 motocicletas, 9 caminhonetes, 12 caminhões, além de outros equipamentos usados na extração ilegal de ouro.
A Operação Xapiri-Sararé conta com a parceria das seguintes instituições: Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), além do apoio da Polícia Civil de Goiás (CORE/ GT3) [...].
Disponível em: https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/noticias/2025/ibama-combate-garimpo-ilegal-e-desarticula-infraestrutura- -criminosa-em-mato-grosso (adaptado). Acesso em: 28 ago. 2025.
A Terra Indígena mencionada no texto é o lar do povo:
Considerando as teorias contemporâneas sobre os conceitos fundamentais da Geografia, assinale a alternativa que define corretamente a categoria "Território":
I. O espaço absoluto é estático, responde à geometria euclidiana e serve de suporte à delimitação de malhas físicas, de fronteiras e de propriedades privadas.
II. O espaço relativo caracteriza-se pelo quadro natural intocado, definindo a porção da superfície terrestre que ainda não sofreu os impactos da atividade econômica.
III. O espaço relacional baseia-se na premissa de que o espaçotempo não possui existência própria, sendo moldado e produzido pelas relações e processos sociais.
Está correto o que se afirma, apenas, em
A atual competição geopolítica entre EUA e China se aprofundou em uma Segunda Guerra Fria. Diferentemente da Primeira Guerra Fria, os EUA não podem conter a China territorialmente, pois ela é indispensável à economia global. O novo campo de disputa envolve o controle de redes globais, como cadeias de suprimentos de semicondutores, produção de veículos elétricos, plataformas digitais, infraestrutura de transporte e sistemas financeiros. EUA, China e outras potências regionais estão expandindo seu papel como atores econômicos, competindo para definir a geografia dessas redes, estabelecer regras de participação, erguendo barreiras de entrada para os oponentes e controlando seus nós mais estratégicos. Referimo-nos a isso como geopolítica capitalista de Estado.
Adaptado de https://www.tni.org/en/article/the-new-frontline.
A respeito das organizações e dos atores que promovem diretamente a geopolítica capitalista de Estado, assinale (V) para afirmativa verdadeira e (F) para falsa.
( ) Empresas estatais corporativizadas, utilizadas por potências globais e emergentes para assumir o controle acionário e operacional de nós logísticos, redes de transporte e infraestruturas críticas.
( ) Fundos soberanos de riqueza e fundos de risco estatais que canalizam capital público para fusões e aquisições, além de investimentos em startups de tecnologias disruptivas e de defesa, como inteligência artificial e semicondutores.
( ) Bancos públicos de desenvolvimento e fomento nacional, cuja atuação foi expandida e reformulada para subsidiar e garantir crédito de longo prazo a projetos de infraestrutura alinhados a interesses geoestratégicos.
As afirmativas são, respectivamente,
( ) A compreensão dos conceitos de paisagem e transformação contribui para que os estudantes entendam o papel de diferentes povos e civilizações na produção do espaço e na transformação da interação sociedade/natureza.
( ) As disputas por recursos e territórios expressam apenas conflitos econômicos contemporâneos, não envolvendo os modos de vida das sociedades originárias e tradicionais.
( ) O estudo da paisagem dispensa o uso de diferentes linguagens de representação, uma vez que a observação direta é suficiente para compreender a produção do espаço.
Assinale a alternativa correta.
Os organizadores e colaboradores da obra defendem que a ciência da religião se constitui como uma “ciência integral das religiões” que opera mediante um intercâmbio permanente com outras disciplinas, cujo saber específico contribui para um conhecimento mais profundo e completo sobre a religião e suas manifestações múltiplas. O texto afirma que, embora a geografia da religião tenha começado a adquirir seu próprio perfil como subcampo disciplinar apenas na segunda metade do século XX (com obras paradigmáticas de Fickeler e Deffontaines), sua importância para o estudo das religiões é reconhecida como uma das “matérias óbvias” pela maioria das introduções à ciência da religião publicadas nas últimas décadas.
Segundo a obra, a geografia da religião desenvolveu-se conceitualmente em torno de três tarefas centrais: a teoria da divulgação (disseminação das religiões no espaço), a teoria da dependência do ambiente (impacto do ambiente sobre a religião) e a teoria da modulação do ambiente (impacto da religião sobre o território). Essas abordagens evoluíram de uma perspectiva inicial de geodeterminismo para uma compreensão dialética da relação entre religião e espaço.
Os autores argumentam que os conceitos geoteológicos — construções religiosas sobre espaços suprassensíveis, como as concepções de paraíso, as esferas de renascimento budistas ou a montanha Meru do hinduísmo — devem ser desvalorizados como irrelevantes para a pesquisa em geografia da religião, por serem de “natureza” diferente das proposições comprometidas com as normas científicas modernas.
A obra destaca que a situação institucional da geografia da religião ainda é precária no âmbito internacional, sendo um dos indicadores desse status o fato de a disciplina possuir atualmente apenas uma única cátedra na Universidade de Cracóvia (Polônia). No Brasil, a geografia da religião também não desempenha um papel expressivo no âmbito nacional de estudo das religiões, embora haja esforços notáveis de alguns acadêmicos na área.
Considerando as formulações apresentadas na obra organizada por Frank Usarski e após análise das afirmações, conclui-se que está correto o que se afirma em:
“(...) é resgatado na Geografia como conceito fundamental, passando a ser analisado de forma mais abrangente, constituindo a dimensão da existência que se manifesta por meio de um cotidiano compartilhado entre as mais diversas pessoas, firmas e instituições, marcado tanto pela cooperação quanto pelo conflito, sendo a base da vida em comum. O conceito induz a análise geográfica a uma outra dimensão — a da existência —, pois se refere a um tratamento geográfico do mundo vivido. Esse tratamento vem assumindo diferentes dimensões. De um lado, singulariza-se a partir de visões subjetivas vinculadas a percepções emotivas, a exemplo do sentimento topofílico (experiências felizes), ao qual se refere Yu-Fu Tuan (...)”.
Texto adaptado de SUERTEGARAY, Dirce Maria Antunes. Notas sobre espistemologia da Geografia. Cadernos Geográficos / Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de Geociências. – n.1. (Florianópolis: Imprensa Universitária, 1999.p 54)
A partir da citação de Dirce Maria Antunes Suertegaray (1999, p. 54) e considerando seus conhecimentos acerca dos conceitos operacionais utilizados na compreensão da ciência geográfica, indique a qual conceito a autora está se referindo.
Considerando a abordagem geográfica do conceito de lugar e sua aplicação à análise de Santa Catarina e de Ipumirim, assinale a alternativa CORRETA.