Questões de Concurso
Sobre geografia cultural em geografia
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Relacionando o trecho acima com o pensamento de Lana de Souza Calvacanti sobre o tema, pode-se afirmar que
Eu vou tomar um tacacá
Dançar, curtir, ficar de boa
Pois quando chego no Pará
Me sinto bem, o tempo voa
Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará
Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar
Ficar bem à vontade e fazer o que quiser
E matar minha saudade da pupunha com café
Eu vou
Na Estação das Docas, vou
Ver o Re x Pa no estádio
Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar
Eu vou
Lá no Mangai das Garças, vou
No Forte do Presépio
E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir
A categoria de análise da geografia que embasa o enfoque metodológico descrito na letra da música "Voando pro Pará", da cantora Joelma, precedente é:
Rap do Borel, William e Duda
Liberdade para todos nós djs (Borel)
O demorô pra abalar (Borel)
O demorô pra abalar (Borel)
O demorô pra abalar (Borel)
A-la-la-ôo a-la-la-uê
Chega de ser violento e deixa a paz nascer êê
A-la-la-ôo a-la-la-uê
Para os funkeiros sangue bom somos Borel até morrer
Se liga minha gente no que nós vamos falar
É de um morro tão querido
E as letras vão abalar
Lá no Borel amigo é união paz e amor
Depois na comunidade vai dizer pra gente abalou
É o morro mais humilde do bairro Tijucão
Porque meus amigos nós somos todos irmão
Lá é como uma família é gente de montão
No morro e na favela só tem gente sangue bom
Agora minha gente
William e Duda vai falar
No morro mais humilde o endereço eu vou te dar
É numa rua linda é lá na rua São Miguel, nós estamos é falando do morro do Borel
Fonte: Álbum: 30 Anos Nacional: O Melhor do Rap. Furacão 2000.
O conceito geográfico abordado pelos trechos da canção acima é o de:
( ) O primeiro momento, que pode ser visto como estendendo-se do começo da década de 1990 até o seu final, caracterizou-se pela aceitação incondicional do subcampo que, percebido como novo, foi visto, como qualquer subcampo novo, como capaz de abalar as estruturas do poder acadêmico.
( ) O segundo momento, entre 2001 e 2005 aproximadamente, caracterizou-se por uma total aceitação do subcampo, incluindo aqueles que no primeiro momento foram os seus críticos. A geografia cultural passa a ser vista imediatamente como uma novidade consolidada.
( ) O terceiro momento é o de sua vulgarização, no qual a antiga “novidade” é adotada, via de regra apressadamente, sem reflexões ou críticas consistentes, tendendo a cultura a ser tratada segundo noções do senso comum e por procedimentos usuais, positivistas em muitos casos.
( ) Cultura constitui-se em termo dotado de diversas acepções, sendo um termo empregado no senso comum e inteligível no âmbito das ideias em discussão. No âmbito das ciências sociais, a polissemia é ampla e os debates em torno do conceito são numerosos.
“Embora não seja exclusivo da Geografia, o conceito de região é um dos elementos-chave desta ciência. Em virtude da polissemia que o envolve e do próprio processo de evolução da ciência geográfica, este conceito está constantemente sendo repensado e redefinido, atravessando momentos em que sua importância é reconhecida em maior ou menor grau, de acordo com a corrente de pensamento geográfico prevalecente.”
SOARES, Bruno Ferreira. Nem morte matada, nem morte morrida: considerações sobre o conceito de região na Geografia”. In: Caminhos de Geografia, Uberlândia, v. 22, n. 84, dez./2021, p. 75.
Vários critérios podem ser utilizados no processo de regionalização de um espaço. O Continente Americano, por seu turno, apresenta diferentes tipos de regionalização, sendo uma delas aquela que o separa em duas regiões, cujas denominações são “América Anglo-Saxônica” e “América Latina”. Qual critério é utilizado nessa regionalização, considerando as alternativas?
Janeiro, mês que as matas ficam bem crescidas [...]. As plantas crescidas na roça ficam em ponto de colher [...] Março os homens começam a preparar as foices e machados para dar início à roçada [...] agosto é o mês de plantar roça [...] novembro, mês que as plantas já estão brotando [...].
SUYÁ, Thiayu. Geografia Indígena: Parque Nacional do Xingu. Brasília: Instituto Socioambiental, 1988. p. 57. [Adaptado].
Há diferentes modos de produzir em um espaço geográfico. O depoimento do indígena acima reflete
Considere o texto sobre a geografia e seus conceitos.
A geografia se torna humanista ao reivindicar a agência do indivíduo na criação de seu próprio mundo. Nesse mundo construído, as relações entre a sociedade e o entorno se consideram em termos de espaço vivido, dotando alguns pontos do espaço de significados e representações, especificando-os conceitualmente. Com esses espaços vividos, os indivíduos podem estabelecer relações afetivas que Yi-Fu Tuan designou de topofilia.
PÉREZ GAÑAN, R. La Geografía en 100 Preguntas. Madri: Nowtilus, 2021, p. 236. Adaptado.
O conceito geográfico especificado no texto é:
“A paisagem nada tem de fixo, de imóvel. Cada vez que a sociedade passa por um processo de mudança, a economia, as relações sociais e políticas também mudam, em ritmos e intensidades variados. A mesma coisa acontece em relação ao espaço e à paisagem que se transforma para se adaptar às novas necessidades da sociedade.” (SANTOS, 1997, p. 37)
SERPA, A. Milton Santos e a paisagem: parâmetros para a construção de uma crítica da paisagem contemporânea. Paisagem Ambiente: Ensaios – N. 27 – São Paulo – p. 131 -138. 2010.
De acordo com o texto, a paisagem resulta sempre de:
“Brasil, meu nego Deixa eu te contar A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo A mangueira chegou Com versos que o livro apagou Desde 1500 Tem mais invasão do que descobrimento Tem sangue retinto pisado Atrás do herói emoldurado Mulheres, tamoios, mulatos Eu quero um país que não está no retrato Brasil, o teu nome é Dandara Tua cara é de cariri Não veio do céu Nem das mãos de Isabel A liberdade é um dragão no mar de Aracati
Salve os caboclos de julho Quem foi de aço nos anos de chumbo Brasil, chegou a vez De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês
Mangueira, tira a poeira dos porões Ô, abre alas pros teus heróis de barracões Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões São verde- e- rosa as multidões.”
A canção aponta um problema social brasileiro, como sendo o/a: