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Q4089685 Português
TEXTO



COMO O BRASIL CONSEGUE TRAZER FÓSSEIS NO EXTERIOR DE VOLTA

    A paleontóloga brasileira Taissa Rodrigues, professora na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), dedicava-se à sua principal pesquisa dos últimos 20 anos quando se deparou com anúncios suspeitos na internet. Especialista em pterossauros que viveram onde hoje é o Brasil, ela percebeu que os fósseis que estavam à venda em determinado site internacional de leilões muito provavelmente eram fruto de contrabando.

    Entre os exemplares, um réptil alado da espécie Anhanguera santanae, que viveu há cerca de 110 milhões de anos e estava com lance inicial de quase R$ 1 milhão. Rodrigues apresentou uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF).

     A questão se arrastou, entre investigações, perícias e tratativas entre autoridades. Em dezembro de 2023, nove anos depois da descoberta da professora, 998 fósseis brasileiros que estavam na França foram repatriados. Oriundas da bacia que corta a Chapada do Araripe, no Ceará, as peças foram incorporadas ao acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, da Universidade Regional do Cariri, na mesma região. São fósseis de pterossauros, peixes, plantas, insetos e outras espécies que viveram há mais de 90 milhões de anos.

    O Anhanguera e outros 45 fósseis, contudo, ainda não têm o veredito para retornarem ao Brasil. Em 2019, a Justiça francesa entendeu que cabe a repatriação. Contudo, a empresa que tentava comercializar esse conjunto de fósseis entrou com recurso e o caso ainda não foi concluído.

    “Muitos fósseis do Araripe estão em coleções particulares do mundo todo. Isso é um problema muito bem conhecido”, diz a cientista. O caso do Anhanguera não é isolado, mas não se sabe ao certo quantos fósseis foram retirados do país. Especialistas argumentam que isso é algo difícil de quantificar.

    Fósseis foram declarados patrimônio da União num decreto-lei de 1942. São, portanto, patrimônio público, do povo brasileiro e, por isso, segundo especialistas, não podem ser vendidos.

     “Assim, há mais de 80 anos, qualquer fóssil brasileiro só pode ser extraído, guardado, transportado e exportado com autorização expressa do governo federal”, esclarece o procurador da República Rafael Rayol, que atua desde 2009 no MPF pela repatriação de fósseis do Ceará e já conseguiu trazer de volta milhares deles, tanto da Europa quanto da América do Norte.

    Rayol diz que o caso dos 998 fósseis foi o mais emblemático no qual ele trabalhou. “Eles foram contrabandeados dentro de um carregamento de quartzo com destino à França e a carga, adquirida por uma empresa francesa especializada na comercialização de fósseis”, conta ele, lembrando que foram vários anos de discussão na Justiça francesa e reuniões com autoridades.

     Segundo a Agência Nacional de Mineração, autarquia federal que faz a gestão dos recursos minerais brasileiros, há 39 sítios paleontológicos no país. O levantamento é feito por uma comissão, fundamentado por artigos científicos elaborados por especialistas, e pode ser consultado.

    De acordo com Rodrigues, os fósseis do Ceará são os mais cobiçados no mercado internacional. “Existem muitas outras regiões no Brasil com fósseis. Essencialmente, o país quase todo é muito rico em fósseis. Mas existem alguns locais em que há uma convergência de fatores que contribuíram para a ilegalidade: abundância de fósseis, facilidade de coleta e transporte, e valor comercial nesse tráfico”, afirma. “Os do Araripe atingem preços maiores nesse mercado ilegal, porque são bem preservados. Alguns fósseis são de espécies mais raras... E eles são fáceis de transportar”, completa.

     Os cientistas argumentam que há várias razões para lutar pela repatriação dos fósseis brasileiros. Rodrigues atenta para o fato de que pesquisadores precisam ter acesso ao material para avançar nas pesquisas. “Se estão em coleções privadas, é praticamente impossível para qualquer cientista”, comenta. “Se estão em instituições estrangeiras, o acesso se torna muito caro para pesquisadores brasileiros.”

     Ghilardi ressalta que iniciativas assim estão dentro do que se chama de “decolonialismo científico” – ou seja, uma reparação histórica, sob o debate internacional acerca da manutenção, em coleções estrangeiras, de artefatos levados de outros países em circunstâncias morais ou eticamente questionáveis. Um marco dessa luta ocorreu no ano passado, quando um museu dinamarquês devolveu ao Brasil um manto tupinambá do século 17 que estava lá há 300 anos.

    Repatriar fósseis exige uma articulação entre cientistas e autoridades. Mas, em tempos de redes sociais, um empurrãozinho da opinião pública também parece ajudar. Foi o que aconteceu com um fóssil que até ganhou apelido: Bira.

    Trata-se de um exemplar de Ubirajara jubatus, fóssil descoberto no Brasil e que foi levado, em condições desconhecidas, para a Alemanha no início dos anos 1990. Estava no Museu de História Natural de Karlsruhe. Em 2020, a paleontóloga Aline Ghilardi, professora na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), encabeçou uma campanha para trazê-lo de volta. “Além de professora e pesquisadora, eu trabalho há 15 anos com divulgação científica nas redes, por meio de um blog, um canal no YouTube, minhas redes pessoais, etc.”, conta ela.

    A mobilização transcendeu o meio acadêmico e acabou pressionando o Ministério da Ciência, Pesquisa e Artes do estado de Baden-Württemberg. Depois de uma longa queda de braço, em 2023, o fóssil retornou ao Brasil. Ghilardi explica que fósseis como esse são importantes porque, além de raro, é um holótipo — ou seja, o exemplar definido como o primeiro para a descrição de uma nova espécie.

     “Tenho me envolvido em ações para o levantamento de fósseis holótipos brasileiros que estão fora do Brasil e trabalhado para sua repatriação de diferentes maneiras”, conta Ghilardi. Ela integra um grupo, chamado de Observatório de Repatriações, que une pesquisadores de diversas instituições. “A repatriação do Ubirajara foi um marco importante sob diferentes pontos de vista. A campanha teve forte contribuição para o seu retorno, mas principalmente para a popularização do tema e sensibilização da população e de autoridades com poder para tomadas de decisão”, avalia a cientista. [...]


VEIGA, Edison. Como o Brasil está conseguindo trazer fósseis no exterior de volta. Artigo publicado na página da Deutsche Welle Brasil. Disponível em: <https://www.dw.com/ptbr/como-o-brasil-está-conseguindo-trazer-fósseis-no-exteriorde-volta/a-73540395. Acesso em: 18 de agosto de 2025. (Texto adaptado) 
Assinale a alternativa CORRETA de acordo com o texto.
Alternativas
Q4036401 Saúde Pública
As ações de Educação em Saúde realizadas pelo Agente de Combate a Endemias (ACE) são fundamentais para a sustentabilidade do controle de vetores. Elas visam a mudança de comportamento e a corresponsabilização da população. Para isso, o ACE precisa desenvolver habilidades de comunicação que superem a simples transmissão de informação, adotando uma postura dialógica, que considere os saberes e a realidade socioeconômica da comunidade, conforme preconiza a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS).
Sobre as estratégias de Educação em Saúde do ACE, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A abordagem de Educação em Saúde deve ser verticalizada, onde o ACE apenas fala (transmite o conhecimento técnico) e o morador apenas escuta, não sendo permitido que o morador expresse suas dúvidas ou opiniões.
(__) A utilização de linguagem técnica e científica complexa (ex: termos como 'hipoclorito', 'artrópode', 'profilaxia') é recomendada para demonstrar autoridade e garantir o respeito da população.
(__) O ACE pratica a Educação Popular em Saúde ao utilizar materiais lúdicos (como maquetes ou teatros de fantoches) em escolas para explicar o ciclo de vida do Aedes aegypti de forma acessível às crianças.
(__) O diálogo durante a visita domiciliar, questionando o morador sobre suas dificuldades em manter o quintal limpo e buscando soluções conjuntas (ex: 'como podemos armazenar essa água sem que vire criadouro?'), é uma prática educativa eficaz.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4036400 Saúde Pública
A Política Nacional de Humanização (PNH), ou HumanizaSUS, propõe uma mudança no modelo de atenção e gestão, valorizando os diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde. Embora muitas vezes associada ao ambiente hospitalar ou ao das UBS, a PNH aplica-se a todas as práticas do SUS, incluindo as ações de campo do Agente de Combate a Endemias (ACE). O ACE, ao adentrar o domicílio e dialogar com a comunidade, é um agente central na construção de um cuidado mais humanizado, baseado no vínculo e no respeito, o que impacta diretamente a adesão da população às medidas de controle de vetores.
Acerca da aplicação das diretrizes da PNH na prática do ACE, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) O ACE aplica a diretriz do Acolhimento ao realizar uma escuta qualificada das dificuldades do morador em manter o ambiente livre de criadouros, compreendendo suas condições sociais (ex: falta de coleta de lixo) antes de apenas culpá-lo pelo foco.
(__) A humanização na prática do ACE se restringe a utilizar o crachá de identificação visível e o uniforme limpo, não tendo relação com a forma de comunicação ou o respeito à privacidade do morador durante a inspeção.
(__) O ACE fortalece a 'Clínica Ampliada' da PNH ao desconsiderar os saberes populares sobre o controle de vetores (ex: uso de plantas), impondo estritamente o conhecimento técnico (aplicação de larvicida) como a única solução válida.
(__) O ACE pratica uma abordagem não humanizada ao usar de autoridade para forçar a entrada no imóvel sem diálogo, pois a diretriz da PNH do 'Acolhimento' prioriza a técnica acima do vínculo.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4036399 Saúde Pública
A Esquistossomose mansônica, popularmente conhecida como 'barriga d'água', é uma doença parasitária crônica causada pelo verme Schistosoma mansoni. Sua transmissão depende da presença de um hospedeiro intermediário, um caramujo de água doce do gênero Biomphalaria. A infecção humana ocorre quando larvas (cercárias), liberadas pelo caramujo, penetram na pele de pessoas que entram em contato com essas águas contaminadas por fezes humanas. O Agente de Combate a Endemias (ACE) atua na vigilância e controle dessa endemia, focando no hospedeiro intermediário e na educação em saúde.
Sobre o controle da Esquistossomose, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) O controle da Esquistossomose pelo ACE é feito através da aplicação de larvicidas nos depósitos de água parada dentro dos domicílios (vasos, pneus), para matar o Biomphalaria.
(__) A principal medida de prevenção que o ACE deve orientar é o uso de repelentes e mosquiteiros, pois o Schistosoma mansoni é transmitido pela picada de um inseto vetor.
(__) O ACE atua no controle da doença ao realizar a vigilância de coleções hídricas (rios, córregos, valas) para identificar a presença do caramujo Biomphalaria e, se indicado, aplicar moluscicida.
(__) A Educação em Saúde realizada pelo ACE é fundamental, orientando a população a não utilizar coleções hídricas suspeitas (para banho ou lavagem de roupas) e a importância do saneamento básico (uso de banheiro) para evitar a contaminação da água.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4036398 Segurança e Saúde no Trabalho
O controle químico de vetores, seja através de larvicidas (aplicados em focos) ou adulticidas (nebulização espacial, UBV), é uma estratégia de saúde pública que exige extremo rigor técnico e obediência às normas de biossegurança. O Agente de Combate a Endemias (ACE) é o profissional treinado para esse manuseio, e sua segurança depende diretamente do uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e do cumprimento dos protocolos de diluição, aplicação e descarte, visando minimizar a intoxicação ocupacional e o dano ambiental. Assinale a alternativa correta sobre o manuseio de inseticidas. 
Alternativas
Q4036397 Saúde Pública
As Leishmanioses são zoonoses graves causadas por protozoários do gênero Leishmania e transmitidas pela picada de insetos vetores conhecidos como flebotomíneos (mosquito-palha). A Leishmaniose Visceral (LV) é sistêmica e pode ser fatal se não tratada, tendo o cão como principal reservatório urbano. A Leishmaniose Tegumentar (LT) causa úlceras na pele e mucosas. O Agente de Combate a Endemias (ACE) é essencial na vigilância e controle desses vetores e reservatórios.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as ações do ACE no controle das Leishmanioses:

I. O vetor da Leishmaniose Visceral (LV) é o Lutzomyia longipalpis (mosquito-palha), e uma das medidas de controle ambiental orientadas pelo ACE é a limpeza de quintais, recolhendo folhas e matéria orgânica, locais onde o vetor se desenvolve.
II. A transmissão da Leishmaniose Visceral ocorre diretamente de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva, sendo o ACE responsável por orientar o uso de máscaras nos domicílios com casos humanos.
III. O ACE atua na vigilância da Leishmaniose Tegumentar (LT) ao identificar em áreas rurais ou de mata pessoas com úlceras de pele que não cicatrizam e encaminhá-las à UBS, além de orientar sobre proteção individual (uso de repelentes e roupas longas).

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4036396 Saúde Pública
A visita domiciliar é a principal atividade do Agente de Combate a Endemias (ACE) e o momento central onde se desenvolvem a vigilância e o controle das endemias. Esta não é uma visita aleatória; ela segue um planejamento técnico, muitas vezes guiado por ciclos de trabalho e estratificação de risco do território. Durante a visita, o ACE realiza a inspeção minuciosa do imóvel (intradomicílio e peridomicílio) para identificar e eliminar criadouros de vetores, realizar o tratamento focal quando necessário e, crucialmente, orientar o morador sobre as medidas de prevenção. Assinale a alternativa correta sobre os procedimentos técnicos da visita domiciliar do ACE.
Alternativas
Q4036395 Saúde Pública
A Vigilância em Saúde é um pilar do SUS, composta por diferentes áreas, sendo a Vigilância Epidemiológica (VE) e a Vigilância Ambiental (VA) campos de atuação direta do Agente de Combate a Endemias (ACE). A VE monitora a ocorrência de doenças e agravos, enquanto a VA atua sobre os riscos presentes no ambiente. O ACE é o profissional que unifica essas práticas no território, pois ao mesmo tempo em que busca e elimina focos de vetores (VA), ele também está atento à ocorrência de casos suspeitos (VE), informando a equipe de saúde.
Sobre a atuação do ACE na Vigilância Epidemiológica e Ambiental, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A atuação do ACE na Vigilância Ambiental restringe-se ao controle do Aedes aegypti, não tendo qualquer atribuição relacionada a vetores de outras doenças, como o barbeiro (Doença de Chagas) ou o flebotomíneo (Leishmaniose).
(__) O ACE participa da Vigilância Epidemiológica ao identificar, durante a visita, pessoas com sinais e sintomas de arboviroses (como febre alta e dores no corpo) e comunicar imediatamente à equipe de saúde da UBS para investigação.
(__) A integração do ACE (Vigilância Ambiental/Controle de Vetores) com o ACS (Vigilância Epidemiológica/Atenção Básica) é desencorajada pelo Ministério da Saúde, pois as informações coletadas por eles são sigilosas e não devem ser compartilhadas.
(__) A principal ferramenta de Vigilância Ambiental do ACE é o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), que permite identificar os tipos de criadouros predominantes no bairro e direcionar as ações de controle.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4036394 Saúde Pública
A Doença de Chagas é uma infecção parasitária causada pelo Trypanosoma cruzi e classicamente transmitida pelas fezes de insetos vetores conhecidos como barbeiros (triatomíneos). Embora a transmissão vetorial esteja controlada em muitas áreas do Brasil, ela ainda persiste em algumas regiões, e a vigilância entomológica é crucial. O Agente de Combate a Endemias (ACE) é o profissional responsável pela busca ativa desses vetores, especialmente em áreas rurais ou periurbanas com moradias precárias (casas de pau a pique), que facilitam o abrigo do barbeiro. Assinale a alternativa correta sobre as ações de controle da Doença de Chagas.
Alternativas
Q4036393 Saúde Pública
O trabalho do Agente de Combate a Endemias (ACE) não é aleatório; ele é organizado com base em planejamento e estratégia. As operações de campo são estruturadas em ciclos de visitas, com definição de áreas prioritárias baseadas na estratificação de risco (epidemiológico e entomológico). O ACE é alocado em um território definido (setor ou microárea) e deve cumprir metas de cobertura de imóveis, garantindo que as ações de vigilância e controle cheguem onde são mais necessárias, especialmente em períodos epidêmicos. Assinale a alternativa correta sobre a organização das operações de campo. 
Alternativas
Q4036392 Segurança e Saúde no Trabalho
O trabalho do Agente de Combate a Endemias (ACE) envolve a exposição constante a diversos riscos ocupacionais, que vão muito além do risco biológico direto dos vetores. O ACE manuseia produtos químicos (inseticidas, larvicidas), enfrenta riscos físicos (radiação solar, calor, animais peçonhentos) e riscos ergonômicos (longas caminhadas, levantamento de peso). A adesão estrita às Normas de Biossegurança e o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são fundamentais para garantir a integridade física e a saúde do trabalhador.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as normas de biossegurança na rotina do ACE:

I. A vestimenta de trabalho (uniforme) com mangas compridas e o uso de calçado fechado (bota) são considerados EPIs essenciais para a proteção contra exposição solar, riscos biológicos (picadas de insetos) e acidentes com animais peçonhentos.
II. Ao manusear ou aplicar inseticidas (químicos), o ACE está dispensado do uso de luvas e máscaras, desde que realize o procedimento em área aberta e a favor do vento, pois a diluição no ar elimina o risco de intoxicação.
III. A higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel antes e após cada visita domiciliar, e antes de comer ou beber, é uma medida de biossegurança primária para prevenir a contaminação cruzada e a autoinoculação.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4036391 Saúde Pública
A Dengue é a arbovirose urbana mais prevalente no Brasil, causada por um vírus (DENV) e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O Agente de Combate a Endemias (ACE) é o principal ator no controle dessa endemia, realizando a vigilância e a eliminação de criadouros de forma rotineira, através das visitas domiciliares, e de forma estratégica, através de levantamentos entomológicos como o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti).
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre o controle da Dengue.

I. O LIRAa é uma metodologia que permite um diagnóstico rápido da infestação do Aedes aegypti no município, identificando os índices de infestação e os tipos de criadouros predominantes, o que ajuda o gestor a direcionar as ações de controle.
II. A transmissão da Dengue ocorre principalmente pela ingestão de água contaminada com larvas do Aedes aegypti, sendo função do ACE aplicar larvicida em todos os reservatórios de água potável.
III. O ACE deve orientar o morador que a eliminação de depósitos de água parada (controle mecânico) é a medida mais eficaz de prevenção, pois atua diretamente na causa (criadouro), devendo o larvicida ser usado apenas onde a eliminação não é possível.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4036390 Saúde Pública
A Política Nacional de Humanização (PNH) busca implementar princípios e diretrizes que qualifiquem a atenção e a gestão no SUS, sendo sua aplicação relevante também nas práticas do Agente de Combate a Endemias (ACE) no território. Acerca dos princípios e diretrizes da PNH aplicados ao trabalho do ACE, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A diretriz de Ambiência, no contexto do ACE, refere-se exclusivamente à manutenção da estrutura física dos postos de tratamento e unidades de controle vetorial, focando na organização dos equipamentos.
(__) O princípio da Transversalidade da PNH orienta que o ACE deve focar suas ações estritamente no controle vetorial, evitando discussões de gestão ou planejamento, que são de responsabilidade exclusiva dos níveis centrais.
(__) A Clínica Ampliada, aplicada ao ACE, consiste na autorização para que o agente prescreva tratamentos profiláticos em animais, como cães, visando ampliar o escopo clínico das ações de campo.
(__) O Acolhimento, enquanto diretriz da PNH, manifesta-se na prática do ACE através da escuta qualificada das demandas dos moradores durante a visita domiciliar, estabelecendo vínculo e corresponsabilização.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4036389 Saúde Pública
A Vigilância em Saúde articula diferentes práticas e saberes (Vigilância Sanitária, Epidemiológica e Ambiental) para uma atuação integral sobre os problemas de saúde do território. O Agente de Combate a Endemias é peça-chave nessa articulação, fornecendo dados essenciais para o planejamento de ações. Acerca do assunto, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A Vigilância Ambiental, no contexto do ACE, foca-se exclusivamente na análise da potabilidade da água distribuída à população, sendo esta sua única interface com o controle de endemias.
(__) A Vigilância Epidemiológica depende das informações coletadas pelo ACE no território, como a identificação de focos vetoriais e a notificação de casos suspeitos, para monitorar a tendência de doenças e direcionar bloqueios.
(__) A Vigilância Sanitária atua de forma totalmente independente do ACE, concentrando-se apenas na fiscalização de alimentos e medicamentos em grandes estabelecimentos comerciais, sem relação com o controle de vetores.
(__) A integração das três vigilâncias (Ambiental, Epidemiológica e Sanitária) é essencial para o trabalho do ACE, pois permite compreender a ocorrência de doenças a partir de seus múltiplos determinantes, como o saneamento, o manejo de resíduos e a presença de vetores.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4036388 Saúde Pública
A Leptospirose é uma zoonose grave causada por uma bactéria do gênero Leptospira, transmitida principalmente pelo contato com a urina de animais infectados, sendo os ratos (roedores sinantrópicos) os principais reservatórios. A doença tem alto potencial epidêmico, especialmente após enchentes e inundações, quando a urina dos ratos, presente em esgotos e bueiros, mistura-se à água. O Agente de Combate a Endemias (ACE) tem um papel importante na orientação da população sobre os riscos e as medidas de prevenção, atuando de forma integrada com a vigilância ambiental e sanitária.
Sobre as ações do ACE na prevenção da Leptospirose, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A principal ação de controle da Leptospirose pelo ACE é a vacinação em massa da população humana antes do período de chuvas, pois a vacina tem alta eficácia e está disponível no SUS.
(__) A transmissão da Leptospirose ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti, que se contamina ao picar um rato infectado e depois pica o ser humano.
(__) O ACE deve orientar a população a evitar o contato com água ou lama de enchentes e, se o contato for inevitável, a utilizar botas e luvas de borracha.
(__) O ACE atua no manejo ambiental para controle de roedores, orientando sobre o correto acondicionamento do lixo (para não atrair ratos), a limpeza de terrenos e a proteção de caixas d'água.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4036387 Saúde Pública
A Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose de alta complexidade cujo controle depende de um tripé de ações: tratamento dos casos humanos, controle do vetor (flebotomíneo, mosquito-palha) e controle dos reservatórios domésticos (cães infectados). O Agente de Combate a Endemias (ACE) atua principalmente no controle do vetor e, em muitas localidades, apoia as ações de vigilância canina. A transmissão ocorre quando o vetor pica um cão infectado e, posteriormente, pica um ser humano.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre o controle da Leishmaniose Visceral:

I. O controle do vetor (Lutzomyia longipalpis) baseia-se na aplicação de inseticida na residência (borrifação intradomiciliar) e, principalmente, no manejo ambiental, com limpeza de quintais e abrigos de animais, eliminando matéria orgânica.
II. A principal medida de controle da Leishmaniose Visceral é a eliminação de depósitos de água parada (pneus e garrafas), pois o mosquito-palha utiliza os mesmos criadouros do Aedes aegypti.
III. O ACE deve orientar os moradores sobre a posse responsável de animais e o uso de coleiras impregnadas com inseticida (deltametrina) nos cães, como medida auxiliar de proteção individual do animal, quebrando o ciclo de transmissão.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4036386 Direito Sanitário
A integração entre o Agente de Combate a Endemias (ACE) e o Agente Comunitário de Saúde (ACS) é uma diretriz fundamental da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). Embora tenham focos distintos − o ACE mais voltado ao ambiente/vetores e o ACS mais focado na família/indivíduo − , seus trabalhos são complementares. A troca de informações entre os dois é essencial para um controle de endemias eficaz: o ACS pode informar ao ACE sobre um caso suspeito de dengue, e o ACE pode informar ao ACS sobre uma família em vulnerabilidade sanitária.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a integração das competências do ACE e do ACS:

I. A Lei nº 11.350/2006 proíbe que o ACE e o ACS atuem no mesmo território, devendo as áreas de endemias ser isoladas das áreas da Estratégia Saúde da Família para evitar conflito de atribuições.
II. O trabalho integrado ocorre quando o ACS, em sua visita de rotina, identifica um quintal com muitos criadouros de mosquito e informa ao ACE, que pode priorizar aquela visita para realizar o controle vetorial.
III. O ACE, ao identificar um morador com sintomas de arbovirose (febre e dor no corpo), deve imediatamente encaminhá-lo ou comunicar o fato ao ACS da área ou à equipe da UBS para que a vigilância epidemiológica e o cuidado clínico sejam iniciados.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4036385 Segurança e Saúde no Trabalho
O Agente de Combate a Endemias (ACE) está exposto a diversos riscos ocupacionais durante suas atividades de campo, incluindo riscos biológicos, químicos e físicos. A adesão às normas de biossegurança é fundamental para mitigar esses riscos e garantir a segurança do trabalhador. Assim, analise as afirmativas a seguir:

I. O uso de luvas nitrílicas ou de PVC é essencial durante a manipulação e aplicação de larvicidas ou inseticidas, visando proteger o agente contra a exposição dérmica a riscos químicos.
II. A vacinação contra a febre amarela é a única imunização obrigatória exigida pela Norma Regulamentadora 32 (NR 32) para o ACE, visto que seu trabalho se concentra em áreas de risco para arboviroses.
III. O descarte de materiais perfurocortantes encontrados no peridomicílio, como agulhas ou lâminas, deve ser realizado pelo ACE utilizando caixas coletoras específicas (tipo Descarpack) e pinças, nunca com as mãos desprotegidas, para prevenir acidentes com risco biológico.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4036384 Saúde Pública
A Febre Amarela é uma doença viral aguda, grave e de alta letalidade, causada por um Flavivírus. Ela possui dois ciclos de transmissão: o silvestre (transmitido em áreas de mata pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, tendo os macacos como principais hospedeiros) e o urbano (transmitido pelo Aedes aegypti, erradicado no Brasil desde 1942). O Agente de Combate a Endemias (ACE) atua na vigilância do vetor urbano (Aedes) e na vigilância de epizootias (morte de macacos), que serve como um alerta precoce da circulação do vírus. Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a vigilância da Febre Amarela:

I. A principal medida de prevenção da Febre Amarela é a vacinação da população em áreas de recomendação, sendo uma ação que o ACE deve incentivar durante suas visitas.
II. O ACE, ao ser informado pela comunidade sobre a morte de macacos (epizootia), deve ignorar o fato, pois os macacos transmitem a doença diretamente aos humanos, e o foco do ACE é apenas o Aedes aegypti.
III. O controle do Aedes aegypti realizado pelo ACE é uma medida crucial de prevenção da Febre Amarela urbana, impedindo a reurbanização da doença caso uma pessoa infectada no ciclo silvestre se desloque para a cidade.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4036383 Legislação Federal
O Agente de Combate a Endemias (ACE) desempenha um papel crucial na vigilância, prevenção e controle de endemias, atuando diretamente nos territórios. Suas atividades são regulamentadas por legislação federal, que define claramente os limites e as responsabilidades de sua prática profissional. Considerando as competências legalmente estabelecidas para o ACE, assinale a alternativa que descreve corretamente uma de suas atribuições. 
Alternativas
Respostas
961: B
962: D
963: B
964: C
965: C
966: C
967: B
968: B
969: B
970: A
971: C
972: D
973: C
974: B
975: A
976: C
977: D
978: C
979: B
980: D