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( ) As tipologias textuais são os tipos de textos criados em determinados contextos e que vão depender da intenção e necessidade de comunicação das pessoas.
( ) As tipologias textuais são divididas em cinco tipos de textos: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção.
( ) Tipologia narrativa (narração): significa contar uma história, acontecimentos e ações de personagens dentro de um espaço e um tempo determinado. Através de um enredo (história) é relatado por um narrador os acontecimentos e ações de maneira linear, ou não linear. Assim, se o enredo seguir uma sequência cronológica, trata-se de um enredo linear. Do contrário, se existir uma mistura entre o passado, o presente e o futuro, estamos diante de um enredo não linear.
( ) Para facilitar o entendimento, podemos resumir os elementos da narrativa da seguinte forma: O quê? - revela a história, o assunto central da trama. Quem? - são as personagens envolvidas na trama e que podem ser principais (protagonistas) e secundárias (coadjuvantes). Quando? - indica o momento em que a história se passa. Onde? - representa o local (espaço) onde a narrativa ocorre, que podem ser ambientes físicos, ou psicológicos. Por quem? - aquele que conta a história é o narrador (foco narrativo). Ele pode fazer parte da história (narrador personagem), ou não participar dela (narrador observador, ou narrador onisciente).
( ) Características da tipologia narrativa: revela a sequência de acontecimentos de uma história; os fatos e as ações são relatados por um narrador (foco narrativo) que participa ou não da trama; presença de personagens principais (protagonistas), que aparecem com maior frequência e são mais importantes na história, e personagens secundários (coadjuvantes); marcação de tempo (tempo cronológico) através de datas e momentos históricos, ou o tempo individual de cada personagem (tempo psicológico); indicação do local onde se desenvolve a história e que podem ser físicos (reais, ou imaginários) ou psicológicos (na mente das personagens).
( ) Não devemos confundir língua com escrita, pois são dois meios de comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua. A língua falada é mais espontânea, abrange a comunicação linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias. A língua escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.
( ) No Brasil, por exemplo, todos falam a Língua Portuguesa, mas existem usos diferentes da língua devido a diversos fatores. Dentre eles, destacam-se: Fatores regionais: é possível notar a diferença do português falado por um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil. Dentro de uma mesma região, também há variações no uso da língua. No Estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a língua utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um cidadão do interior do Estado.
( ) Fatores culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da língua. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente da pessoa que não teve acesso à escola.
( ) Fatores contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos, não usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma solenidade de formatura.
( ) Fatores profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em termos específicos, essas formas têm uso praticamente restrito ao intercâmbio técnico de engenheiros, químicos, profissionais da área de direito e da informática, biólogos, médicos, linguistas e outros especialistas.
Coluna I. A- Gradação. B- Apóstrofe. C- Elipse. D- Zeugma.
Coluna II. 1- Ó céus, é preciso chover mais? 2- Tomara você me entenda. 3- Fiz a introdução, ele a conclusão. 4- Inicialmente calma, depois apenas controlada, até o ponto de total nervosismo.
“Egocentrismo (o indivíduo é encarado como o centro do mundo); sentimentalismo exacerbado; tom depressivo (típico de diversos autores, sendo facilmente encontrável, entre eles, um discurso que exalta a fuga da realidade, seja pela morte, seja pelo sonho, ou ainda pela própria arte). Estrutura do texto em prosa, longo; O indivíduo passa a ser o centro das atenções; Uso de versos livres e brancos; Exaltação do nacionalismo, da natureza e da pátria; Idealização da sociedade, do amor e da mulher; Criação de um herói nacional; Sentimentalismo e supervalorização das emoções pessoais.”
A.S.S., do sexo feminino, de 64 anos, tem história de diabetes mellitus tipo 1 desde os 16 anos e desenvolveu insuficiência renal estágio final por doença renal do diabetes aos 40 anos. Seu marido era compatível e ela recebeu transplante renal de doador vivo na ocasião. Apesar da estrita adesão ao regime imunossupressor, ela desenvolveu disfunção crônica do enxerto devido a complicações infecciosas e por toxicidade do inibidor de calcineurina. Tem um histórico de carcinoma de células renais em rim nativo há sete anos, curado após nefrectomia nativa. Ela atualmente tem uma taxa de filtração glomerular (TFG) estimada de 15 mL/min/1,73 m2, ainda possui fistula arteriovenosa funcionante, não tem nenhum sintoma urêmico ou sinais de hipervolemia. Seu nefrologista começou a planejar nova terapia renal substitutiva. Dada a sua experiência positiva com o transplante e alta qualidade de vida durante os últimos 20 anos, a paciente deseja ser considerada para repetir o transplante renal.
Nesse caso, qual é o melhor plano de tratamento?
M.E.R., do sexo feminino, em diálise peritoneal automatizada há sete anos, com boa adequação dialítica, apresenta há cerca de dois meses mudança do hábito intestinal com tendência a constipação, perda de apetite, ascite e perda ponderal de 4 kg no período. O rastreio para neoplasia foi negativo. A tomografia de abdome revela ascite moderada, espessamento significativo da membrana peritoneal com áreas de calcificação e múltiplas aderências ao mesentério. A hipótese diagnóstica da equipe assistente foi de peritonite esclerosante encapsulante.
Apesar de tratar-se de uma condição rara, alguns fatores de risco já foram identificados; dentre eles, o mais relevante é:
F.A.S., do sexo feminino, de 25 anos, previamente hígida, apresentou proteinúria de início recente, de até 7g na urina de 24 horas e hipertensão no momento do parto, compatível com pré-eclâmpsia. No pós-parto, a proteinúria persistiu e, seis meses após o parto, a excreção urinária de proteína ainda era de 2 g em 24 horas. Os níveis séricos de albumina e perfil lipídico estavam dentro da normalidade, sorologias negativas, índice de massa corporal normal, não fumante. Foi realizada biópsia renal.
Nesse caso, qual a lesão renal mais comumente associada a uma história de pré-eclâmpsia?
I.E.R., do sexo feminino, de 70 anos, é trazida ao prontosocorro com confusão mental, náuseas e vômitos há um dia. Iniciou tratamento com clortalidona, 25 mg/dia, há uma semana, para tratar hipertensão recém-diagnosticada. Ao exame físico, tem mucosas secas, encontra-se desorientada no tempo e no espaço, sem edema e afebril; frequência cardíaca de 105 bpm, pressão arterial de 95/60 mm Hg, frequência respiratória de 14 rpm e saturação de oxigênio de 100% em ar ambiente. O clínico geral inicia o tratamento com solução salina a 0,9%, 1 L nas primeiras duas horas e pede avaliação da nefrologia com urgência, após checar o resultado dos exames laboratoriais: sódio sérico de 104 mmol/L, potássio sérico de 2,8 mmol/L, ureia sérica de 77 mg/dL e creatinina sérica de 1,4 mg/dL. Durante avaliação, a paciente apresenta uma crise convulsiva generalizada. Após o tratamento adequado, não ocorre mais atividade convulsiva e o [Na+] de controle é 108 mEq/L.
Nesse caso, qual conduta específica foi tomada no momento da crise e qual estratégia de seguimento é mais adequada?
L.U., de 36 anos, do sexo masculino, de etnia chinesa, apresenta hipertensão (160/90 mmHg) e queixa de hematúria macroscópica intermitente, discreta, durante avaliação para admissão em um novo emprego. Encaminhado ao nefrologista, investigação posterior revela creatinina sérica de 1,4 mg/dL e 0,6g de proteinúria na urina de 24 horas. Foi indicada biópsia renal, apresentada abaixo, com pontuação MEST-C M1, E1, S1, T1, C1.
Nesse caso, qual o próximo passo da propedêutica clínica?
B.B.S., do sexo feminino, asiática, de 46 anos, nulípara, é encaminhada ao nefrologista para avaliar ganho de peso gradual de 10 kg e edema de membros inferiores de início recente, bem como proteína (3+) e sangue residual no EAS. Ela nega infecções recentes, dores nas articulações ou erupções cutâneas. Ao exame físico, pressão arterial 146/86 mmHg e edema depressível (2+) até raiz da coxa. Os exames laboratoriais mostram creatinina sérica de 1,03 mg/dL, albumina sérica de 3,1 g/dL, colesterol total de 278 mg/dL e relação proteína-creatinina urinária de 6,7. Anticorpos antinucleares, sorologia para hepatite e níveis de complemento estão todos normais. Ela já faz acompanhamento regular com o clínico geral e ginecologista. Início de tratamento de suporte com inibição do sistema renina-angiotensina, diuréticos, restrição de sódio e estatina.
Qual exame complementar adicional seria mais útil, com melhor risco x benefício nesse momento?
J.S.A., negro, do sexo masculino, de 45 anos, apresentou edema generalizado por duas semanas. Os exames laboratoriais mostraram creatinina sérica (Scr) de 2,5 mg/dL, albumina sérica de 3,0 mg/dL e proteinúria na urina de 24h de 7g. A biópsia renal mostrou GESF variante NOS. Foi iniciado tratamento com prednisona oral, 120 mg, em dias alternados. Seis semanas após o início da terapia com prednisona, a proteinúria na urina de 24h era de 8g e a creatinina de 3,0 mg/dL. Ele se queixou de aumento do apetite e insônia.
Diante do exposto, qual conduta deve ser adotada nesse momento?
M.P.V., do sexo feminino, de 20 anos, foi encaminhada ao ambulatório de nefrologia para avaliação de hipertensão resistente diagnosticada aos 16 anos, com várias medidas de pressão arterial maiores que 150/90, em tratamento com amlodipino 10 mg/dia, valsartana 320 mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia. A paciente também relatava síndrome do ovário policístico e estava tomando anticoncepcional oral (etinilestradiol/drospirenona). Ela se absteve de álcool, drogas ilícitas, tabaco e medicamentos de venda livre. Ambos os pais tinham hipertensão diagnosticada na faixa dos 30 anos e nenhum deles apresentava uma causa secundária conhecida de hipertensão. Ao exame físico, achados normais, exceto pela pressão arterial; índice de massa corporal de 20,4 kg/m², sem alterações retinianas, hirsutismo, estrias ou edema periférico. Os exames laboratoriais revelaram atividade de renina plasmática (PRA) > 181,7 ng/mL/h e concentração plasmática de aldosterona de 215 ng/dL, repetida e confirmada. A paciente fez uma arteriografia (imagens abaixo), o anticoncepcional foi suspenso definitivamente e um tratamento específico foi instituído, com bom controle dos níveis pressóricos.
O diagnóstico e a conduta instituída, são, respectivamente:
Paciente de 40 anos, do sexo masculino, portador de doença renal crônica secundária a GESF, em hemodiálise há dez anos, com queixa de dor óssea e prurido. Relatava dieta adequada, Estava em uso de carbonato de cálcio 2 cp no café, almoço e jantar; calcitriol 0,25 2cp/dia. Peso seco de 85 kg, Kt/V 1,0 e banho [Ca+] 3,0; trazia os seguintes exames: PTH de 790, fosfatase alcalina 462, cálcio de 9,5, fósforo de 6,7 e raio X a seguir.
Com o objetivo de melhorar o controle do distúrbio mineral e ósseo desse paciente, qual é a conduta correta?