Leia o caso clínico a seguir. M.E.R., do sexo feminino, em ...
M.E.R., do sexo feminino, em diálise peritoneal automatizada há sete anos, com boa adequação dialítica, apresenta há cerca de dois meses mudança do hábito intestinal com tendência a constipação, perda de apetite, ascite e perda ponderal de 4 kg no período. O rastreio para neoplasia foi negativo. A tomografia de abdome revela ascite moderada, espessamento significativo da membrana peritoneal com áreas de calcificação e múltiplas aderências ao mesentério. A hipótese diagnóstica da equipe assistente foi de peritonite esclerosante encapsulante.
Apesar de tratar-se de uma condição rara, alguns fatores de risco já foram identificados; dentre eles, o mais relevante é:
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: Na peritonite esclerosante encapsulante associada à diálise peritoneal, o fator de risco mais fortemente relacionado é a maior duração da exposição à técnica, especialmente acima de 5 anos. Como o enunciado informa que a paciente está em diálise peritoneal há sete anos, a alternativa correta é a que aponta tempo em diálise peritoneal maior que cinco anos.
- Em complicações da diálise peritoneal, valorize o tempo de exposição à técnica como dado epidemiológico decisivo.
- Se o enunciado sugere peritonite esclerosante encapsulante, procure o fator de risco clássico antes de considerar causas exóticas.
- Achados como espessamento peritoneal, calcificações e aderências reforçam lesão peritoneal crônica e devem ser associados ao tempo prolongado em diálise peritoneal.
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