Leia o caso clínico a seguir. J.S.A., negro, do sexo mascul...

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Q4153217 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

J.S.A., negro, do sexo masculino, de 45 anos, apresentou edema generalizado por duas semanas. Os exames laboratoriais mostraram creatinina sérica (Scr) de 2,5 mg/dL, albumina sérica de 3,0 mg/dL e proteinúria na urina de 24h de 7g. A biópsia renal mostrou GESF variante NOS. Foi iniciado tratamento com prednisona oral, 120 mg, em dias alternados. Seis semanas após o início da terapia com prednisona, a proteinúria na urina de 24h era de 8g e a creatinina de 3,0 mg/dL. Ele se queixou de aumento do apetite e insônia.

Diante do exposto, qual conduta deve ser adotada nesse momento?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na GESF primária/nefrótica do adulto, 6 semanas de prednisona em dose plena ainda é tempo insuficiente para declarar corticoresistência. Como o enunciado mostra apenas efeitos adversos leves (hiperfagia e insônia), sem toxicidade grave que imponha suspensão, a conduta sustentada pela base é manter a prednisona e reavaliar no tempo adequado.

Tema central: Corticoresistência na GESF
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o tratamento inicial clássico da GESF primária no adulto é corticosteroide, e a resposta pode ser tardia. Persistência ou até aumento da proteinúria após apenas 6 semanas não basta, neste contexto de prova, para declarar falha definitiva do esquema. Além disso, os efeitos adversos descritos são compatíveis com uso de prednisona e, isoladamente, não configuram toxicidade maior que obrigue troca imediata do imunossupressor.
B
Errada
Está errada porque ciclofosfamida oral não é a substituição de rotina após somente 6 semanas de corticoterapia inicial na GESF. Para trocar o esteroide por esse agente, seria necessário cenário mais bem caracterizado, como resistência adequadamente definida, intolerância relevante ou outra indicação específica. Fazer essa troca agora significaria rotular falha terapêutica antes do tempo adequado.
C
Errada
Está errada porque o MMF não é a troca padrão diante de ausência de remissão em apenas 6 semanas de prednisona na GESF do adulto. A base é clara ao dizer que ele costuma entrar em contextos específicos, e não como substituição obrigatória do esquema inicial antes de completar avaliação adequada da resposta ao corticoide.
D
Errada
Está errada porque rituximab não é a opção preferencial para substituir a prednisona nesse ponto do caso. A simples persistência de proteinúria após 6 semanas não caracteriza, por si só, resistência confirmada nem cria indicação padrão para rituximab. A proposta da alternativa antecipa indevidamente uma escalada imunossupressora fora do momento típico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre falta de remissão precoce e corticoresistência comprovada. Também tenta fazer o candidato interpretar hiperfagia e insônia como motivo obrigatório para suspender o corticoide, quando esses efeitos, isoladamente, não configuram toxicidade grave no enunciado.
Dica para questões semelhantes
  • Em GESF primária do adulto, confirme primeiro se houve tempo adequado de corticosteroide antes de concluir falha terapêutica.
  • Não trate persistência de proteinúria em poucas semanas como sinônimo automático de corticoresistência.
  • Diferencie efeitos adversos comuns de corticoide de toxicidade grave que realmente obrigue mudança imediata do esquema.
  • Só aceite troca para imunossupressor alternativo quando o enunciado trouxer resistência confirmada, intolerância relevante, dependência, recaída ou contexto específico.

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