Leia o caso clínico a seguir. J.S.A., negro, do sexo mascul...
J.S.A., negro, do sexo masculino, de 45 anos, apresentou edema generalizado por duas semanas. Os exames laboratoriais mostraram creatinina sérica (Scr) de 2,5 mg/dL, albumina sérica de 3,0 mg/dL e proteinúria na urina de 24h de 7g. A biópsia renal mostrou GESF variante NOS. Foi iniciado tratamento com prednisona oral, 120 mg, em dias alternados. Seis semanas após o início da terapia com prednisona, a proteinúria na urina de 24h era de 8g e a creatinina de 3,0 mg/dL. Ele se queixou de aumento do apetite e insônia.
Diante do exposto, qual conduta deve ser adotada nesse momento?
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: Na GESF primária/nefrótica do adulto, 6 semanas de prednisona em dose plena ainda é tempo insuficiente para declarar corticoresistência. Como o enunciado mostra apenas efeitos adversos leves (hiperfagia e insônia), sem toxicidade grave que imponha suspensão, a conduta sustentada pela base é manter a prednisona e reavaliar no tempo adequado.
- Em GESF primária do adulto, confirme primeiro se houve tempo adequado de corticosteroide antes de concluir falha terapêutica.
- Não trate persistência de proteinúria em poucas semanas como sinônimo automático de corticoresistência.
- Diferencie efeitos adversos comuns de corticoide de toxicidade grave que realmente obrigue mudança imediata do esquema.
- Só aceite troca para imunossupressor alternativo quando o enunciado trouxer resistência confirmada, intolerância relevante, dependência, recaída ou contexto específico.
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