Leia o caso clínico a seguir. F.A.S., do sexo feminino, de ...
F.A.S., do sexo feminino, de 25 anos, previamente hígida, apresentou proteinúria de início recente, de até 7g na urina de 24 horas e hipertensão no momento do parto, compatível com pré-eclâmpsia. No pós-parto, a proteinúria persistiu e, seis meses após o parto, a excreção urinária de proteína ainda era de 2 g em 24 horas. Os níveis séricos de albumina e perfil lipídico estavam dentro da normalidade, sorologias negativas, índice de massa corporal normal, não fumante. Foi realizada biópsia renal.
Nesse caso, qual a lesão renal mais comumente associada a uma história de pré-eclâmpsia?
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: A lesão renal aguda típica da pré-eclâmpsia é a endoteliose glomerular, geralmente reversível após o parto; porém, neste caso, a proteinúria persiste por 6 meses, o que sugere glomerulopatia subjacente ou associada. Entre as alternativas, a glomeruloesclerose segmentar focal é a lesão mais reconhecidamente ligada a esse contexto por dano podocitário e proteinúria persistente.
- Primeiro separe a lesão típica da pré-eclâmpsia da nefropatia que deve ser suspeitada quando a proteinúria não regride no pós-parto.
- Se a proteinúria persiste por meses após o parto, não atribua o quadro apenas à pré-eclâmpsia transitória; pense em glomerulopatia subjacente ou associada.
- Entre alternativas histológicas, valorize a relação fisiopatológica com dano podocitário quando o contexto é pré-eclâmpsia com proteinúria persistente.
- Proteinúria elevada isoladamente não define síndrome nefrótica completa; use albumina e perfil lipídico para não superestimar alternativas classicamente nefróticas.
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