Leia o caso clínico a seguir. A.S.S., do sexo feminino, de ...
A.S.S., do sexo feminino, de 64 anos, tem história de diabetes mellitus tipo 1 desde os 16 anos e desenvolveu insuficiência renal estágio final por doença renal do diabetes aos 40 anos. Seu marido era compatível e ela recebeu transplante renal de doador vivo na ocasião. Apesar da estrita adesão ao regime imunossupressor, ela desenvolveu disfunção crônica do enxerto devido a complicações infecciosas e por toxicidade do inibidor de calcineurina. Tem um histórico de carcinoma de células renais em rim nativo há sete anos, curado após nefrectomia nativa. Ela atualmente tem uma taxa de filtração glomerular (TFG) estimada de 15 mL/min/1,73 m2, ainda possui fistula arteriovenosa funcionante, não tem nenhum sintoma urêmico ou sinais de hipervolemia. Seu nefrologista começou a planejar nova terapia renal substitutiva. Dada a sua experiência positiva com o transplante e alta qualidade de vida durante os últimos 20 anos, a paciente deseja ser considerada para repetir o transplante renal.
Nesse caso, qual é o melhor plano de tratamento?
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: Na falência crônica do enxerto com TFG estimada de 15 mL/min/1,73 m², a avaliação para retransplante deve ser iniciada precocemente, antes da diálise, quando não há contraindicação relevante. No caso, a idade de 64 anos não é impedimento absoluto e a neoplasia renal remota tratada não sustenta veto automático, o que torna o encaminhamento imediato ao centro de transplante a conduta correta.
- Em falência de enxerto ou DRC estágio 5, pense primeiro no momento do encaminhamento: candidato potencial a transplante deve ser avaliado antes do início da diálise, quando possível.
- Não trate retransplante como exceção proibitiva; perda do primeiro enxerto não elimina a opção de novo transplante.
- Idade isolada não fecha contraindicação em transplante renal; procure no caso dados de fragilidade, comorbidades graves ou risco cirúrgico proibitivo.
- Neoplasia prévia tratada não é veto automático: o que importa é a avaliação individualizada e, na questão, se o enunciado realmente fornece elemento para contraindicação absoluta.
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