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Qual é a importância do currículo na prática docente e sua relação com a formação continuada?
Tendo como referência a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assinale a alternativa que expressa adequadamente a concepção contemporânea da Educação Física escolar
Em 2021, o PIB per capita era de R$ 25.271,28. Na comparação com outros municípios do estado, ficava nas posições 289 de 853, e na 2.589 de 5.570 entre todos os municípios.
IBGE CIDADES. Bom Sucesso. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/bom-sucesso/ panorama. Acesso em: 10 ago. 25 (adaptado).
O PIB per capita é uma referência importante sobre determinado território, por revelar uma condição
“Art. 11 ‑ A instalação, a construção, a ampliação e o funcionamento de indústrias e de quaisquer empreendimentos que venham a sobrecarregar a infraestrutura urbana ou repercutir significativamente no meio ambiente e no espaço urbano ficam sujeitos a licenciamento ambiental e avaliação de impacto urbanístico pelos órgãos municipais competentes, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis.”
BOM SUCESSO. Lei Municipal nº 2.530/99, de 17 de agosto de 1999. Plano Diretor do Município. p. 13.
Trata‑se de um exemplo de estudo documental para fins de licenciamento ambiental:
“Uma das atrações turísticas do município é o lago formado pela Usina Hidrelétrica do Funil, tornando o Distrito de Macaia um dos locais mais visitados no município.”
Disponível em: https://camarabomsucesso.mg.gov.br/ nossa-cidade.html. Acesso em: 10 ago. 2025.
As usinas hidrelétricas representam a principal fonte de geração de energia elétrica no Brasil, mas suas instalações provocam consequências no território.
Sobre possíveis impactos socioambientais dessa atividade, assinale a alternativa correta.
Ritmo de safra do café arábica ganha intensidade e alcança 28% da produção total
As chuvas dos últimos dias no Sul de Minas Gerais, principal região produtora de café no Brasil, não tiveram impacto relevante para a colheita nacional, que atingiu 28% da produção esperada em 2025, de acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado nesta sexta‑feira (6).
Disponível em: https://forbes.com.br/forbesagro/2025/06/ colheita-de-cafe-do-brasil-atinge-28-do-total-apesar-dechuvas-no-sul-de-mg/. Acesso em: 10 ago. 2025.
A associação entre produção de café e ocorrência de chuvas no Sul de Minas Gerais apresentada na matéria justifica‑se pelo fato de que
Minas Gerais tem intensificado o uso da tecnologia para garantir a proteção de seus recursos naturais e o combate eficaz aos crimes ambientais. Por meio de investimentos em digitalização de processos, uso de imagens geoespaciais e parcerias estratégicas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) modernizou a fiscalização ambiental e ampliou sua capacidade de resposta a infrações.
Disponível em: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/ tecnologia-impulsiona-combate-aos-crimes-ambientaisem-minas-gerais. Acesso em: 10 ago. 2025.
Assinale a alternativa que apresenta um método associado à política de estado e relacionamento, que independe de sistemas computacionais.
Qual a forma mais eficiente de adicionar essa nova coluna sem precisar recriar a tabela inteira?
Sobre o armazenamento de dados pessoais sob a ótica da LGPD, analise as afirmativas a seguir.
I. O armazenamento de dados pessoais deve ser limitado ao mínimo indispensável para a realização de suas finalidades, evitando a retenção de informações desnecessárias.
II. A LGPD determina um prazo máximo e fixo para o armazenamento de todos os dados pessoais, independentemente da sua finalidade, obrigando a eliminação após a expiração deste período.
III. O titular dos dados tem o direito de solicitar a eliminação dos seus dados pessoais que estejam sendo tratados, exceto em situações específicas, como cumprimento de obrigação legal ou regulatória.
Estão corretas as afirmativas
Sobre o processo de criação e funcionamento da Mala Direta, analise as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) O Word é capaz de utilizar diversas fontes de dados para a Mala Direta, como planilhas do Excel, listas de contatos do Outlook e bases de dados do Access.
( ) A inserção de campos de mesclagem no documento principal é feita de forma manual, exigindo que o usuário digite o nome de cada campo da fonte de dados.
( ) A mala direta do Word é gerada em um único documento fixo, que pode ser enviado para diferentes destinatários.
Assinale a sequência correta.
Analise as afirmativas a seguir sobre as operações básicas com pastas e arquivos e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) A operação de “mover” um arquivo para outra pasta no mesmo disco local é equivalente a “copiar” e “excluir” o arquivo original, resultando em um novo arquivo no destino e na remoção do arquivo na origem.
( ) Utilizar o atalho Ctrl + X para um arquivo e, em seguida, o atalho Ctrl + V em outra pasta cria uma cópia do arquivo, mantendo o original em seu local de origem.
( ) A ação de renomear um arquivo ou pasta é realizada exclusivamente clicando com o botão direito e selecionando a opção “Renomear”, não havendo outra forma padrão de realizar essa alteração.
Assinale a sequência correta.
Sobre os conceitos de ameaça, ataque e vulnerabilidade, analise as afirmativas a seguir.
I. Vulnerabilidade: É uma falha ou fraqueza em um sistema, processo ou controle que pode ser explorada por uma ameaça para causar danos.
II. Tipos de Ataques: Um ataque de negação de serviço (DoS) tem como objetivo sobrecarregar um sistema para torná‑lo indisponível para seus usuários legítimos.
III. Ameaça: Consiste na exploração de uma vulnerabilidade por um agente mal‑intencionado, resultando em um impacto negativo ao sistema.
Estão corretas as afirmativas
• 50% dos estudantes de uma turma obtiveram média abaixo de 6,0;
• 35% obtiveram média igual ou superior a 6,0 e menor que 8,0;
• 30 estudantes obtiveram média igual ou superior a 8,0.
Com base nessas informações, qual é o número total de estudantes da escola?
Com base nas DCNs, analise as ações a seguir.
I. Instituição da Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, com a finalidade de organizar, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, a formação inicial e continuada dos profissionais do Magistério para as redes públicas da educação (Decreto nº 6.755, de 29 de janeiro de 2009).
II. Padronização rígida e nacionalmente uniforme de currículos e metodologias, com foco prioritário em indicadores numéricos de desempenho e ranqueamento entre escolas como critério principal de qualidade, orientando o trabalho pedagógico por metas padronizadas.
III. Ampliação da visão política expressa por meio de habilidades inovadoras, fundamentadas na capacidade para aplicar técnicas e tecnologias orientadas pela ética e pela estética.
IV. Responsabilidade social, princípio educacional que norteia o conjunto de sujeitos comprometidos com o projeto que definem e assumem como expressão e busca da qualidade da escola, fruto do empenho de todos.
De acordo com as DCNs, todas as ações estão em conformidade, exceto:
Se o estudante fez 50 pontos em cada uma das três primeiras etapas, qual deve ser sua pontuação mínima na quarta etapa para ser aprovado?
Quanto tempo Érika gastou para reproduzir o vídeo inteiro?
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica (DCNs), para “que se conquiste a inclusão social, a educação escolar deve fundamentar‑se na ____________ e nos valores da liberdade, na justiça social, na pluralidade, na solidariedade e na _______________, cuja finalidade é o pleno desenvolvimento de seus sujeitos, nas dimensões individual e social de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, compromissados com a transformação social” (Brasil, 2013, p. 16).
Com base nas DCNs, assinale a alternativa que apresenta as palavras que completam correta e respectivamente, as lacunas da afirmativa anterior.
Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!
Sabichonismo é uma doença que explora e
agrava nossa insegurança com a língua
Sérgio Rodrigues
O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.
Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)
É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.
Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.
Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.
O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.
Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.
O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.
Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.
A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.
Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.
Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.
E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.
Todo cuidado com ele!
FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,
Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).
Leia os textos a seguir.
TRECHO DO TEXTO I
“A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar”.
TEXTO IV


Disponível em: https://x.com/Quadrinhorama/status/1691057077882609664. Acesso em: 11 ago. 2025.
Segundo Sarmento (2013, p. 13), “Para que haja comunicação bem‑sucedida, é fundamental que os produtores dos textos e seus leitores / ouvintes compartilhem conhecimentos e conheçam as convenções que regem as situações sociais de que participam. Palavras, gestos, expressões corporais e faciais fazem parte da linguagem e têm seus significados convencionados socialmente. [...] Além da linguagem verbal, existem as linguagens não verbais. Há, ainda, as linguagens mistas.”
Com base no enunciado de Sarmento, assinale a alternativa que apresenta corretamente a principal diferença entre o trecho do texto I e o texto IV (tirinha), segundo o conceito de linguagem.
Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!
Sabichonismo é uma doença que explora e
agrava nossa insegurança com a língua
Sérgio Rodrigues
O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.
Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)
É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.
Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.
Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.
O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.
Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.
O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.
Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.
A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.
Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.
Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.
E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.
Todo cuidado com ele!
FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,
Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).
TRECHO DO TEXTO I
“Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.”
TEXTO III
Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2024/07/09/piratas‑do-tiete-laerte.shtml. Acesso em: 11 ago. 2025. Analise as afirmativas a seguir, relativas a aspectos fonéticos e gramaticais, de acordo com a norma‑padrão da língua portuguesa.
I. As palavras “África”, “América” e “Ásia” são acentuadas por serem terminadas em “a”, e todas as proparoxítonas com essa terminação recebem acento gráfico.
II. A expressão “mapa mundi” está grafada corretamente, pois palavras estrangeiras não devem ser hifenizadas ou acentuadas quando incorporadas ao português.
III. O hífen em “má‑fé” está de acordo com a norma‑padrão, pois o referido sinal gráfico foi usado para ligar elementos que formam uma unidade lexical com sentido próprio.
IV. O emprego da crase no trecho modificado do trecho do texto I “Devemos estar atentos à sabedoria e à honestidade” está correto, porque o adjetivo “atentos” exige a preposição “a”, e os substantivos femininos admitem o artigo definido “a”.
Estão corretas as afirmativas
Cuidado, os sabichões querem seu cérebro!
Sabichonismo é uma doença que explora e
agrava nossa insegurança com a língua
Sérgio Rodrigues
O sabichonismo linguístico é uma doença social oportunista que se aproveita da insegurança do falante médio, intimidado com a normatividade da língua, para convencê‑lo de que contraria regras em série — todas imaginárias.
Por exemplo: “É pleonasmo vicioso dizer que um filme é baseado em fatos reais. Todo fato é real; se não for real, não é fato!”, grita o sabichão. (Por alguma razão, sabichões gostam de gritar)
É mentira dele, claro: além de existir algo que se chama ênfase, o mundo sempre foi cheio de fatos falsos, para não mencionar os hipotéticos, os fictícios, os que dependem de fé etc.
Mesmo assim, é comum que o fato sabichão seja acolhido. O mecanismo psíquico que nos leva a encarar quem nos “corrige” como detentor de um saber superior é o mesmo que garante o sucesso internético de vídeos como “você bebeu água errado a vida inteira: aprenda”.
Sim, todo mundo sempre usou a expressão “dois pesos e duas medidas”, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto. Aí vem o sabichão e, por saber pouco, anuncia na praça: “O certo é um peso e duas medidas!”.
O sabichonismo pode ser do tipo literalista, que eu chamo de podólatra da letra: “Não existe gol de bola parada, bola parada não entra”; “Risco de vida está errado, o certo é risco de morte”.
Também pode ter corte lógico‑matemático, encrencado com a dupla negativa do português: “Se você diz que não viu nada, então viu alguma coisa”. Pode ser purista, amalucado: “O certo é ab‑rupto”.
O único objetivo do sabichonismo é afirmar a posição de poder de quem o exerce. Embora seja muitas vezes diletante, seu caráter falsamente educativo faz com que assuma com frequência a forma de atividade profissional, caso em que provoca estragos maiores.
Como regra, sabichões exercem o sabichonismo por convicção. Estão convencidos da sabedoria de sua bobagem, que gostariam de ver abraçada por todos. No entanto, sobretudo nos casos em que a atividade produz ganho material, não se deve descartar a hipótese da má‑fé.
A fragilidade do organismo social de que o sabichonismo tira partido — a autoconfiança precária que, como povo, sentimos diante de uma língua que é nossa e ao mesmo tempo não é — acaba, sob seus ataques, por se agravar.
Quando nos deixamos convencer de que o certo é “esculpido em Carrara” — em vez de “cuspido e escarrado”, bela versão lusófona de uma ideia presente no inglês “spitting image” e em outras línguas —, podemos ter a sensação inebriante de que nada no mundo é o que parece.
Contentes de descobrir tal joia perdida do conhecimento universal — “O certo é quem tem boca vaia Roma, buuu!” —, saímos espalhando a boa nova.
E assim o sabichão cumpre o seu papel final, reprodutivo, que é o mesmo dos zumbis: comer o cérebro do maior número possível de pessoas para transformá‑las em sabichonas também.
Todo cuidado com ele!
FOLHA DE SÃO PAULO. Folha de S.Paulo,
Cotidiano, 1 maio 2025, p. A 41 (adaptado).
TRECHO DO TEXTO I
“Sim, todo mundo sempre usou a expressão ‘dois pesos e duas medidas’, de impecáveis credenciais bíblicas. Não há nada nela, sob nenhum aspecto, que esteja errado: refere‑se a dois pesos (para a farinha) e duas medidas (para o tecido), artimanhas de comerciante desonesto.”
TEXTO II
Disponível em: https://www.saposefadas.com.br/tag/tirinhas/page/10/. Acesso em: 11 ago. 2025.
Analise as afirmativas a seguir acerca do emprego e das funções dos sinais de pontuação.
I. No trecho do texto I, o uso da vírgula após a palavra “sim” está incorreto, pois não se deve separar interjeições do restante da frase.
II. No texto II, o ponto de interrogação foi utilizado na frase “Sabia que existe um fungo que transforma formigas em zumbis?” indica surpresa diante de um fato curioso.
III. No trecho do texto I, os parênteses têm a função de acrescentar explicações acessórias que especificam ou esclarecem os termos “dois pesos” e “duas medidas”, sem interromper o fluxo principal da frase.
IV. No texto II, as aspas destacam as palavras “salário” e “sal” como termos da língua, usados para explicação etimológica, e não com seus sentidos usuais no contexto da frase; trata‑se, portanto, de uma função metalinguística.
Estão corretas as afirmativas