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Para professor - história
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O sistema operacional GNU/Linux é fundamentado em princípios como o software livre, a multitarefa e o multiusuário, apresentando uma estrutura de diretórios e um sistema de permissões que são pilares de sua estabilidade e segurança. Para um professor de informática, o domínio desses conceitos básicos de utilização e administração é essencial para a gestão de laboratórios e para o ensino de seus alunos. Acerca dos princípios básicos e da administração do sistema GNU/Linux, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) A estrutura de diretórios do GNU/Linux é baseada em uma única árvore hierárquica que começa no diretório raiz ("C:\"), onde todos os arquivos, dispositivos e partições são montados para garantir a compatibilidade com outros sistemas operacionais.
(__) O comando "chmod 750 arquivo.sh" concede ao proprietário do arquivo permissão total (leitura, escrita e execução), enquanto remove todas as permissões de acesso para os membros do grupo e para outros usuários do sistema.
(__) Para atualizar o sistema em distribuições baseadas em Debian, como o Ubuntu, o comando correto para instalar as atualizações de segurança e novas versões dos pacotes já instalados é "sudo apt-get install".
(__) O usuário "root" possui privilégios administrativos irrestritos sobre o sistema, e o uso do comando "sudo" antes de um comando específico é uma prática de segurança que permite a um usuário autorizado executar tarefas como superusuário de forma temporária e controlada.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
A segurança da informação é sustentada por um conjunto de princípios básicos que formam o alicerce para a proteção de dados e sistemas contra ameaças. Esses pilares orientam a implementação de políticas, processos e tecnologias, e a sua correta compreensão é vital para a criação de um ambiente digital seguro. Qualquer falha em garantir um desses princípios pode comprometer toda a estrutura de segurança de uma organização ou de um indivíduo. Sobre os pilares da segurança da informação, analise as afirmativas a seguir.
I. O princípio da Integridade assegura que a informação seja mantida em seu estado original e fidedigno, protegida contra alterações não autorizadas, garantindo sua exatidão e completude ao longo de todo o seu ciclo de vida.
II. O princípio da Confidencialidade tem por objetivo garantir que os sistemas e os dados estejam sempre disponíveis e acessíveis para os usuários autorizados, sendo este o pilar diretamente afetado por um ataque de negação de serviço (DDoS).
III. O princípio da Disponibilidade refere-se à capacidade de um sistema de provar a autoria e a ocorrência de uma determinada ação ou transação, de modo que o autor não possa negá-la posteriormente, sendo garantido por meio de assinaturas digitais.
Está correto o que se afirma em:
A Unidade Central de Processamento (CPU), ou microprocessador, é o componente fundamental responsável pela execução de instruções e pelo processamento de dados em um computador. A sua performance é ditada por uma complexa combinação de fatores de sua arquitetura interna, como a velocidade de operação, o número de unidades de processamento e a forma como lida com as instruções. A compreensão desses elementos é crucial para analisar o desempenho de um sistema computacional. Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) A frequência de clock de um processador, medida em Gigahertz (GHz), representa o número de ciclos de processamento que ele pode realizar por segundo e é um dos fatores que influenciam diretamente sua velocidade de operação.
(__) Um processador com 8 núcleos físicos e tecnologia SMT (Simultaneous Multithreading) que o habilita a ter 16 threads é capaz de executar 16 processos de forma simultânea e paralela em hardware, pois cada thread equivale a um núcleo de processamento físico.
(__) Uma diferença fundamental entre as arquiteturas de 32 bits (x86) e 64 bits (x64) é que a de 64 bits pode endereçar uma quantidade de memória RAM exponencialmente maior, quebrando a limitação de aproximadamente 4 GB imposta pela arquitetura de 32 bits.
(__) A Unidade Lógica e Aritmética (ULA) e a Unidade de Controle (UC) são componentes essenciais de um núcleo de processador; a ULA executa as operações matemáticas e lógicas, enquanto a UC busca, decodifica e gerencia a execução das instruções.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
O sistema de memória de um computador é organizado em uma hierarquia de múltiplos níveis, na qual cada nível se diferencia em termos de velocidade de acesso, capacidade de armazenamento e custo por bit. O gerenciamento eficiente dessa hierarquia, realizado em conjunto pelo hardware e pelo sistema operacional, é um dos fatores mais críticos para o desempenho geral do sistema, pois busca minimizar o tempo que o processador aguarda por dados. Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
(__) A memória cache é uma memória de alta velocidade, geralmente localizada no próprio processador, que armazena cópias dos dados e instruções mais frequentemente acessados da memória RAM, a fim de reduzir a latência e acelerar o desempenho.
(__) A memória virtual é uma técnica de gerenciamento que utiliza uma porção da memória RAM para simular um disco de armazenamento mais rápido, permitindo que o sistema operacional salve arquivos temporários com maior velocidade do que em um SSD.
(__) Na hierarquia de cache de uma CPU, o cache de nível 1 (L1) é o de maior capacidade e menor velocidade, enquanto o cache de nível 3 (L3) é o menor, mais rápido e mais próximo dos núcleos de processamento.
(__) Os registradores, localizados no interior da CPU, estão no topo da hierarquia de memória, sendo o tipo de memória mais rápido e de menor capacidade, utilizados para armazenar os operandos e os resultados imediatos das operações lógicas e aritméticas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Leia os textos abaixo:
Texto I
A formação da opinião pública começou com a destruição da imprensa livre. Nas semanas e meses que se seguiram a 30 de janeiro de 1933, cerca de 2 mil jornalistas alemães, incluindo escritores judeus, liberais, conservadores, apolíticos, social-democratas e comunistas, sofreram a perda de seus empregos, prisão, exílio forçado ou, às vezes, uma combinação dessas três formas de perseguição. O controle da imprensa implicava tanto a expulsão como a repressão a suspeitos de dissidência, o que abria vagas para membros do Partido Nazista, como a adaptação oportunista de parte de jornalistas que adotaram a causa das elites conservadoras do novo regime. Ao todo, 200 jornais social-democratas e 35 jornais comunistas, de circulação conjunta de, aproximadamente, 2 milhões de unidades, foram fechados. Em 4 de outubro de 1933, a Lei de Controle Editorial formulada pelo diretor de imprensa do Reich, Otto Dietrich, colocou todos os editores de jornais e periódicos sob controle governamental, o que acabou, assim, com qualquer pretensão de liberdade de imprensa. Os diretores precisavam ser "arianos" e não podiam ser casados com alguém não ariano. Dessa forma, a lei bania judeus e todos aqueles casados com judeus da prática jornalística. Todos os editores deviam ser membros da Liga da Imprensa Alemã do Reich, cujo diretor era Dietrich.
(HERF, Jeffrey. Inimigo Judeu: Propaganda nazista durante a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto. Tradução de Walter Solon. São Paulo: EDIPRO, 2014. p. 60. Adaptado)
Texto II
A professora Ana Maria estava trabalhando Segunda Grande Guerra com seus alunos do 9º ano. Após discutir o Estado alemão nazista e suas características e, pensando nos nossos tempos, ela questionou seus alunos sobre o papel da imprensa livre na preservação da democracia. Alguns alunos levantaram a questão das fake news como fenômeno do nosso tempo e a aula seguiu discutindo sobre liberdade de expressão e fake news e o desafio de encontrar formas de equilíbrio e de regulação.
Sobre a discussão proposta pela professora Ana Maria, é CORRETO afirmar:
O significado fundamental de "nação", e também o mais frequentemente ventilado na literatura, era político. Equalizava "o povo" e o Estado à maneira das revoluções francesa e americana, uma equalização que soa familiar em expressões como "Estado Nação", "Nações Unidas" ou a retórica dos últimos presidentes do século XX. Nos EUA, o discurso anterior preferia falar em "povo", "união", "confederação", "nossa terra comum", "público", "bem-estar público" ou "comunidade", com o fim de evitar as implicações unitárias e centralizantes do termo "nação" em relação aos direitos dos estados federados. Na era das revoluções, fazia parte ou cedo se tornaria parte do conceito de nação que esta deveria ser "una e indivisa", como na frase francesa. Assim considerada, a "nação" era o corpo de cidadãos cuja soberania coletiva os constituía com um Estado concebido como sua expressão política. Pois, fosse o que fosse uma nação, ela sempre incluiria o elemento da cidadania e da escolha ou participação de massa.
(HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2004, p. 31)
A partir do trecho de Hobsbawm sobre o nacionalismo no século XX, é CORRETO afirmar:
Heleieth Saffioti é uma autora brasileira que ficou conhecida internacionalmente como uma das mais importantes pesquisadoras feministas do país. Ela fez um estudo pioneiro na década de 1960 sobre as desigualdades entre mulheres e homens no mercado de trabalho e, buscando compreender o alijamento dos elementos do sexo feminino, apontou para duas questões centrais: a tradição (de que os papéis domésticos cabem às mulheres) e as pseudoteorias (que explicitam deficiências do organismo e da personalidade das mulheres).
Levando em consideração as questões centrais de Saffioti e a História das relações de gênero, é CORRETO afirmar:
Leia os textos abaixo:
Texto I
Os professores de História, Língua Portuguesa e Geografia que trabalham no 8º ano do Ensino Fundamental, elaboraram um projeto disciplinar. Escolheram a obra literária Os Sertões, de Euclides da Cunha, publicada em 1902. A obra de estilo pré-modernista é uma narrativa da Guerra
de Canudos (Bahia, 1896-1897), sob a ótica do autor que atuou como
jornalista para cobertura do conflito. A obra se divide em 3 partes e cada
turma do 8º ano ficou responsável pela leitura e pelo estudo de cada uma
delas: A Terra, O Homem, A Luta. A obra descreve o Sertão (clima, vegetação, relevo e, principalmente, a seca), o sertanejo (sua origem, suas
características e a discussão das raças e o determinismo geográfico), a
liderança de Canudos, Antônio Conselheiro, e, por fim, narra, de forma
descritiva e realista, a Guerra de Canudos e suas expedições. No desenvolvimento do projeto, cada turma envolvida se responsabilizou pelo estudo de uma das partes, compreendendo a escrita no tempo do autor e
trabalhando as teorias que davam sustentação à compreensão das diversas categorias que são abrangidas pela obra. A professora de História
orientou a turma do 8º ano C, responsável pela última parte da obra: A
Luta.
Texto II
O jagunço, saqueador de cidades, sucedeu ao garimpeiro, saqueador da
terra. O mandão político substituiu o capangueiro decaído. [...] Ora, aqueles homens, depois de esboçarem talvez a única feição útil da nossa atividade naqueles tempos, tiveram desde o começo do século XVIII,
quando se desvendaram as lavras do Rio de Contas à Jacobina, perigosos agentes que, se lhes não derrancaram o caráter varonil, o nortearam
a lamentáveis destinos. De feito, transmudaram-se em contato com os
sertanistas gananciosos. Estes vinham, então, do oriente, espavorindo a
ferro e fogo o selvagem e fundando povoados que, ao revés dos já existentes, não tinham o germe de uma fazenda de gado, mas as ruínas das
malocas. Bateram rudemente a região, estacionando largo tempo ante a
barreira de serras que vão de Caetité para o norte; e quando as minas
esgotadas lhes demandaram aparelhos para a exploração intensiva, tiveram, logo adiante, entre as matas que vão de Macaúbas a Açuruá, novas
paragens opulentas, atraindo-os para o âmago das terras
(CUNHA, Euclides da. Os Sertões. 1984, p. 127).
A professora de História, responsável pela orientação da 3ª parte: a Luta, discutiu o autor no seu tempo e as representações do contexto histórico na transição para república e nos conflitos brasileiros.
Com relação à proposta da atividade interdisciplinar na disciplina de História e considerando os textos-base para esta questão, é CORRETO afirmar:
Leia os textos abaixo:
Texto I
Segundo Lilia Schwarcz, a lista dos títulos de nobreza no Brasil era longa
e abrasileirada: Bujuru, Sirinhaém, Batovi, Coruripe, Ingaí, Juruá, Paranagaba, Piaçabuçu, Saramenha, Sincorá, Uruçuí, Itapororoca, Aratanha,
Cascalho, Tacaruna, Aramaré, Icó, Poconé, Quissamã, Saicã, Sinimbu,
Toropi, Tracunhaém, Solimões, Jurumirim, Uraraí... para além desses,
também havia aqueles que indicavam uma localização geográfica relacionada, de alguma forma, à pessoa agraciada com a mercê (nascimento
ou de atividade política, propriedade ou batalha) como Amazonas, Paraná, Mauá.
(SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 178).
Texto II
Durante o Império brasílico (1822-1889), o Brasil experienciou sua própria
Corte, que, nos moldes do mundo europeu, definia a vida pública e dava
sustentação à estrutura social e política. Compunha o espaço público e
foi formalizada com a transferência de D. João VI, que incorporou no Brasil as tradições vindas da Europa. Quem concedia os títulos de nobreza
no Brasil, durante o Império, era o Poder executivo, geralmente como pagamento de favores às pessoas que obtinham status, títulos, honras e
distinções, cargos, funções e participação das formalidades e da intimidade do imperador.
Sobre a corte no império brasílico, é CORRETO afirmar:
Pensando nas festas religiosas e nas sociabilidades, a professora Cibele exibiu para seus alunos o documentário “50 anos de Reinado em Japaraíba”, realizado pela Prefeitura do município. A festa Reinado de Nossa Senhora do Rosário é uma festa popular religiosa que celebra a cultura negra local e é composta por rituais de dança e música. O documentário traz relatos da manifestação cultural e religiosa no município e, a partir dele, a professora propôs trabalhar as tradições e a religiosidade como forma de sociabilidade e suas permanências. Após o documentário, os alunos e a professora refletiram juntos e ela contou um pouco da origem e dos sentidos da festa, que acontecem em várias partes do Estado de Minas Gerais desde os primórdios do seu povoamento e são mantidas como tradição, remontando os tempos da escravidão. A festa compreende uma preparação e é seguida pelos cortejos, desfiles do rei/rainha, músicas e danças dos grupos que passam o dia a cantar e dançar pelas ruas da cidade. A professora pediu que os alunos registrassem por escrito e por imagens o que o documentário despertava em cada um e buscou construir os sentidos coletivos e da memória. Alguns alunos relataram a presença de parentes na festa e de suas próprias memórias e a atividade mobilizou a turma de forma muito positiva.
Pensando nos conteúdos mobilizados e nas competências trabalhadas pela professora, é CORRETO afirmar que a professora buscou a
A chegada dos europeus ao Brasil promoveu também o encontro com os indígenas Tupiniquins, pertencentes à Grande família Tupinambá (tronco Tupi-Guarani) que transmitiram todo o aprendizado sobre si mesmos e sobre os seus inimigos, chamados de tapuias (escravos). Essas impressões sustentaram a distinção entre os grupos indígenas brasileiros entre amigos e hostis, ou entre indígenas do litoral e do sertão. As necessidades econômicas acabaram por promover perseguição e expulsão, assim como o aldeamento e a catequese, sob controle dos jesuítas, para controle da terra e do seu povo originário. Durante o Brasil colonial, Tomé de Souza, padres jesuítas e depois o Marquês de Pombal criaram diretrizes para solucionar a questão indígena e dar segurança à colonização e ao interesse da busca por riquezas no território. Particularmente, as orientações pombalinas expulsaram os jesuítas, criando o Diretório dos índios, regulamentando as funções dos administradores, mantendo a determinação da catequese, e, depois, as Cartas Régias, de 1808, decretaram a “guerra justa” contra os Botocudos de Minas Gerais, autorizaram o cativeiro por 15 anos, a partir do batismo, e concederam terras para os nobres da corte, expulsando ainda mais os indígenas para o interior.
Sobre os indígenas no Brasil colonial, é CORRETO afirmar:
Por muito tempo, a História do Brasil se estruturou nos ciclos econômicos para organizar e compreender o desenvolvimento econômico brasileiro. Assim, durante o período colonial, foram estabelecidos grandes ciclos como o do pau-brasil, o do açúcar e o do ouro. Os historiadores do século XXI têm adotado uma concepção das temporalidades sociais, não mais sob o foco econômico, mas que combinem e redefinam, de modo constante, os períodos temporais e suas transições e características.
Sobre os ciclos econômicos e sua teoria nos estudos de Brasil colonial, é CORRETO afirmar:
O professor Daniel realizou uma atividade cultural com seus alunos. Inicialmente ele propôs a eles que, por meio de uma pesquisa, levantassem e identificassem instrumentos musicais que são originalmente brasileiros. Os alunos identificaram as violas (como a caipira e a de cocho, de Mato Grosso), o violão brasileiro, e o violão de sete cordas, o reco-reco, o berimbau, o repique, o tamborim ou pandeiro, o cavaco, o agogô. Ao mesmo tempo, identificaram também que esses instrumentos tiveram influência ou vieram de outras culturas como a africana e a portuguesa. Para atividade cultural, os alunos escolheram alguns instrumentos que conseguiram ou improvisaram com o apoio da professora de artes e fizeram uma roda de samba durante o intervalo da aula de sexta-feira. Foi uma festa para os alunos da turma do professor Daniel e de várias outras turmas que interagiram e participaram! Mas nem tudo foi festa. A diretora recebeu reclamações de alguns pais com relação às músicas e ao estilo escolhido. O professor Daniel, apesar de chateado, resolveu usar o resultado para aprendizagem e discutiu com seus alunos sobre a desvalorização da cultura de matriz africana por parte da sociedade brasileira e do preconceito que se afirma, principalmente, entre setores mais conservadores e religiosos, que demonizam as práticas do batuque e as suas representações.
A tarefa do professor envolveu CORRETAMENTE a
Leia os textos abaixo:
Texto I
É importante destacar que se entende por raça a construção social forjada nas tensas relações entre brancos e negros, muitas vezes simuladas como harmoniosas, nada tendo a ver com o conceito biológico de raça cunhado no século XVIII e hoje sobejamente superado. Cabe esclarecer que o termo raça é utilizado com frequência nas relações sociais brasileiras, para informar como determinadas características físicas, como cor de pele, tipo de cabelo, entre outras, influenciam, interferem e até mesmo determinam o destino e o lugar social dos sujeitos no interior da sociedade brasileira.
(BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. p. 13. Disponível em: https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf)
Texto II
Em primeiro lugar, é importante esclarecer que ser negro no Brasil não se limita às características físicas. Trata-se, também, de uma escolha política. É importante tomar conhecimento da complexidade que envolve o processo de construção da identidade negra em nosso país. Processo esse, marcado por uma sociedade que, para discriminar os negros, utiliza-se tanto da desvalorização da cultura de matriz africana como dos aspectos físicos herdados pelos descendentes de africanos.
(BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. p. 15. Disponível em: https://download.inep.gov.br/publicacoes/diversas/temas_interdisciplinares/diretrizes_curriculares_nacionais_para_a_educacao_das_relacoes_etnico_raciais_e_para_o_ensino_de_historia_e_cultura_afro_brasileira_e_africana.pdf. Adaptado)
A partir dos dois textos, retirados das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações étnico-raciais, é CORRETO afirmar:
O processo didático tem por objetivo dar respostas a uma necessidade: ensinar. O resultado do ensinar é dar respostas a uma outra necessidade: a do estudante aprendiz. Ensinar e aprender envolvem o pesquisar. E essas três dimensões necessitam do avaliar. Esse processo não se faz de forma isolada, mas implica interação entre sujeitos e objetos.
Fonte: VEIGA, Ilma P.A. (org.). Lições de didática. Campinas, SP: Papirus, 2006.
Considerando a abordagem da autora, como se caracteriza a atividade de ensino no contexto da formação docente e quais são as implicações dessa complexidade para o desenvolvimento de práticas pedagógicas significativas?
O Projeto Político-Pedagógico (PPP) de uma escola é o documento que estabelece os objetivos, as diretrizes, as metas e os princípios fundamentais que orientam as práticas pedagógicas no ambiente escolar. Ele deverá expressar a identidade e os valores da comunidade e do território em que a escola está inserida, caracterizando os sujeitos atendidos, acolhendo e potencializando as suas particularidades.
Sobre o Projeto Político-Pedagógico e a estreita relação entre o Plano de Ensino, o Plano de Aula e a gestão da sala de aula, assinale a afirmativa que descreve corretamente como esses elementos se integram para garantir a coerência entre a visão institucional e as práticas pedagógicas cotidianas.
A prática da avaliação da aprendizagem, para manifestar-se como tal, deve apontar para a busca do melhor de todos os educandos, e não ser voltada para a seleção de uns poucos, como se comportam os exames. Por si, a avaliação, como dissemos, é inclusiva e, por isso mesmo, democrática e amorosa. Por ela, por onde quer que se passe, não há exclusão. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente, em busca do melhor. Sempre!
Fonte: LUCKESI, Cipriano Carlos. O que é mesmo o ato de avaliar a aprendizagem? Revista Pátio On-line. Porto alegre: Artmed, ano 3, n. 12, fev./abr. 2000. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2511.pdf Acesso em: 08 out. 2024.
Na perspectiva de Luckesi, a avaliação da aprendizagem vai além de sua função meramente classificatória e punitiva e deve ser compreendida como um processo que busca promover o desenvolvimento integral dos estudantes.
Considerando essa perspectiva, qual concepção é crucial para a prática avaliativa efetiva proposta pelo autor?