Questões de Concurso
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Considerando o texto acima, é correto afirmar que:
I. A LDB garante o desenvolvimento de programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos povos indígenas, e propõe dois objetivos que compreendem a inserção do aluno indígena à escola.
II. A II Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena (CONEEI/RR) apresentou a necessidade de construção do currículo próximo à realidade da comunidade, que resgate e valorize os costumes, as memórias históricas, a reafirmação das identidades étnicas, sobretudo o respeito às suas línguas e especificidades de cada povo.
III. O Referencial Curricular para Escolas Indígenas (RCNEI, 1998) transformou a concepção de políticas públicas voltadas para a educação intercultural indígena, do ponto de vista de sua efetividade.
IV. A Educação do Campo se fundamenta na interculturalidade por considerar necessário o respeito às diferentes culturas.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. A Educação do Campo assume características de uma educação de classe em vista de seu empoderamento, tendo a pedagogia da alternância como um dos elementos metodológicos centrais, caracterizada pelo revezamento de atividades formativas no âmbito escolar e outras desenvolvidas na propriedade e/ou na comunidade de origem da criança, jovem ou adulto.
II. A pedagogia da alternância tem por objetivo possibilitar formação científica, tecnológica e humana aos jovens do campo sem que abandonem seu trabalho e ambiente de vida.
III. A pedagogia da alternância, com seu estatuto popular e integrador das diversas dimensões da vida humana, se contrapõe à pedagogia tecnicista impulsionada no Brasil durante a ditadura militar.
IV. A pedagogia da alternância, por sua vez, não só alterna metodologicamente tempo escola e tempo comunidade, mas também se constitui em uma proposta alternativa do ponto de vista político-pedagógico, incorporando aspectos das chamadas pedagogia libertadora, histórico-crítica e emancipatória, que tem como referência maior a obra de Paulo Freire.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. As práticas e tecnologias implementadas pela Revolução Verde levaram a uma crise socioambiental sem precedentes na história. Diante disso, a abordagem agroecológica nasce como contraponto à concentração tecnológica, à produção mecanicista, à monocultura e à concentração de renda, bem como aos produtos da Revolução Verde, ao trabalho assalariado no campo, às relações sociais de poder, ao machismo, racismo e etc.
II. A construção do conhecimento nestas duas áreas do conhecimento rompe com o paradigma científico e a predominância do cartesianismo da ciência, visto que as disciplinas não dão conta do estudo e compreensão de fenômenos complexos existentes na sociedade.
III. A perspectiva holística, alicerçada no diálogo dos saberes, necessita de métodos participativos para a construção do conhecimento e o fortalecimento da Educação em Agroecologia, bem como para o conhecimento sobre a trajetória humana, sua cultura e as implicações para as lutas sociais populares, a partir da construção coletiva capaz de efetivar uma educação agroecológica.
IV. A ação interdisciplinar e multidisciplinar, a contextualização e a troca de saberes são pressupostos indispensáveis à Educação em Agroecologia, porque possibilitam as inter-relações entre diversos campos de conhecimento, os quais são capazes de produzir respostas para os desafios enfrentados nos processos formativos e de vida.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. No processo de construção do currículo, o autor Miguel Arroyo (2015) parte de dois supostos: a educação do campo, indígena, quilombola não se efetivará enquanto os educadores/as não a efetivarem em sua formação, em suas práticas docentes e pedagógicas nas escolas. Esta não se efetivará enquanto não se avançar na construção de Currículos que traduzam as concepções, os conhecimentos, as culturas e valores de que são produtores e sujeitos os movimentos sociais.
II. Para o autor Gimeno Sacristan (2013), o currículo tem se convertido em um dos núcleos de significado menos denso e muito superficial para compreender a educação na diversidade de contextos sociais e culturais, bem como o currículo tem se convertido em ferramenta que não contribui com a regulação do conhecimento e bem com as práticas educativas.
III. Para Arroyo (2015), o currículo deve ser a síntese do conhecimento e da cultura, pois estes devem compor o processo de formação das escolas. Os conhecimentos, culturas, valores que vêm sendo produzidos pelos movimentos sociais do campo, indígenas, quilombolas devem ser incorporados nos currículos da educação básica.
IV. A educação do campo é um processo intencional e político em construção, bem como o currículo de formação de docentes-educadores/as e das escolas; é uma construção histórica política assumida pelos movimentos sociais e pelos intelectuais que analisam e teorizam essa nova consciência de mudança.
V. As escolas do campo devem incorporar os conteúdos culturais, para ajudar a inovar e quebrar a rigidez das “grades” em que nossa tradição curricular aprisiona os conhecimentos a serem trabalhados.
A proposta da Educação do Campo para a formação humana com objetivo de construir outro projeto de campo está intrinsecamente ligada à luta pela terra, mas também aos princípios da agroecologia e que implica numa relação direta com as escolas do campo. De acordo com Caldart (2015), essa relação já está sendo construída e se coloca no bojo do projeto de transformação e a favor dos interesses sociais e humanos das pessoas e da humanidade. Ao tratar de agroecologia, dentre diversas concepções, é correto afirmar:
I. A Agroecologia é entendida como um enfoque científico destinado a apoiar a transição dos atuais modelos de desenvolvimento rural e de agricultura convencionais para estilos de desenvolvimento rural e de agriculturas sustentáveis (Caporal e Costabeber, 2000; 2001, 2002).
II. Para Caldart (2015), aproximar a agroecologia das escolas do campo integra este movimento de transformação social mais amplo e nos exige “nadar contra a maré”. Por isso é preciso convicção de que vale o esforço. Não conseguimos ir mais fundo nestas relações sem compreendê-las e sem saber por que é necessário lutar para construí-las. Neste texto não pretendemos desenvolver todas as questões envolvidas nestas relações. Apenas buscamos organizar algumas ideias para uma agenda de trabalho em curso.
III. De acordo com Enrique Leff (2002), os saberes agroecológicos são uma constelação de conhecimentos, técnicas, saberes e práticas dispersas que respondem às condições ecológicas, econômicas, técnicas e culturais de cada geografia e de cada população. Estes saberes se forjam na interface entre as cosmovisões, teorias e práticas.
IV. A agroecologia visa ao projeto de desenvolvimento do campo a partir da implementação de pacotes de insumos e inserção de maquinários no trabalho da produção camponesa, pois assim é possível garantir a soberania alimentar para as populações do campo.
V. Para Miguel Altieri (2012), a agroecologia se configura como uma ciência e sua materialização garante sustentabilidade para a produção do trabalho no campo.
Nesse sentido, exige técnica e conhecimentos.
I. A pesquisa, como princípio educativo, acontece fundamentada num currículo capaz de valorizar a leituras, com aprofundamento teórico, sem relacionar com a prática e que através da investigação os sujeitos possam criar novas descobertas.
II. Para Demo (2006), a pesquisa como princípio educativo acontece fundamentada num currículo capaz de unir teoria e prática, ensino e pesquisa, saber e mudança, provocando a elaboração própria dos sujeitos e das novas descobertas, socialização do saber e a comunicação na perspectiva da emancipação.
III. O trabalho como princípio educativo, na sua concepção, implantado nas escolas de formação técnica profissional tem como único e exclusivo objetivo atender às necessidades para o mercado de trabalho e formar mão-de-obra barata.
IV. De acordo com Frigotto e Ciavatta (2012), o trabalho deve preparar tanto para as atividades laborais, bem como para a educação profissional nos termos da lei em vigor, mas também para compreensão dos processos técnicos, científicos e históricos-sociais.
Discussões à parte, é correto afirmar que: