[...] Se o currículo é a síntese do conhecimento e da cultu...
I. No processo de construção do currículo, o autor Miguel Arroyo (2015) parte de dois supostos: a educação do campo, indígena, quilombola não se efetivará enquanto os educadores/as não a efetivarem em sua formação, em suas práticas docentes e pedagógicas nas escolas. Esta não se efetivará enquanto não se avançar na construção de Currículos que traduzam as concepções, os conhecimentos, as culturas e valores de que são produtores e sujeitos os movimentos sociais.
II. Para o autor Gimeno Sacristan (2013), o currículo tem se convertido em um dos núcleos de significado menos denso e muito superficial para compreender a educação na diversidade de contextos sociais e culturais, bem como o currículo tem se convertido em ferramenta que não contribui com a regulação do conhecimento e bem com as práticas educativas.
III. Para Arroyo (2015), o currículo deve ser a síntese do conhecimento e da cultura, pois estes devem compor o processo de formação das escolas. Os conhecimentos, culturas, valores que vêm sendo produzidos pelos movimentos sociais do campo, indígenas, quilombolas devem ser incorporados nos currículos da educação básica.
IV. A educação do campo é um processo intencional e político em construção, bem como o currículo de formação de docentes-educadores/as e das escolas; é uma construção histórica política assumida pelos movimentos sociais e pelos intelectuais que analisam e teorizam essa nova consciência de mudança.
V. As escolas do campo devem incorporar os conteúdos culturais, para ajudar a inovar e quebrar a rigidez das “grades” em que nossa tradição curricular aprisiona os conhecimentos a serem trabalhados.