Foram encontradas 2.368 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3503397 História
Em seu ofício, o historiador não pode desprezar, como fontes relevantes, os espaços tradicionais que são representativos da memória coletiva. No entanto, além desses espaços tradicionais, despontam outros espaços tão importantes para a elucidação, recomposição dos processos históricos e reconstituição das redes de relações sociais, em parte definidoras e definidas por essa memória coletiva.

Essa descrição refere-se
Alternativas
Q3503396 História
Leia o excerto a seguir.

“É fácil avaliar a terrível força da engrenagem que se compõe de agências de notícias, agências de publicidade e cadeias de jornais e revistas, sua influência política, sua capacidade de modificar a opinião, de criar e manter mitos ou de destruir esperanças e combater aspirações. [...] Sem considerar esses dados, que a fria realidade apresenta, é impossível, entretanto, discutir problemas como o da liberdade de imprensa, aspecto parcial do problema da liberdade de pensamento.”

(SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa brasileira. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. 1966. Col. Retratos do Brasil. Vl. 51. P. 6)

Sobre o sistema de comunicação no Brasil, é correto afirmar que
Alternativas
Q3503395 História
Analisando as relações que constituíram, no Brasil, a estrutura de sustentação do poder político durante a República Oligárquica, Faoro (2001, p. 691-692) adverte:

“Sobranceiros os chefes ao eleitorado, passivo e inconsciente na soberania das atas falsas e das eleições a bico-de-pena, libertos de compromissos com os partidos, as decisões políticas obedecem a combinações e arranjos elitários, maquiavélicos. O problema do político era o poder, só o poder, para os chefes e para os Estados, sem programas para atrapalhar ou ideologias desorientadoras.”

(FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato brasileiro. Rio de Janeiro. Editora Globo. 2001. p. 691-692)

A partir da advertência feita por Faoro, é correto afirmar: 
Alternativas
Q3503394 História
Analise os documentos a seguir.

Documento 1

“Contra o inimigo em fuga não usam mais os agudos dardos, mas valem-se de pesados espadões de madeira preta; correm com velocidade incrível, saltam inteiramente nus por entre espinhos e cardos, lançando horrendos brados e acometem os opositores em tal alvoroço, derrubando-os entre cantares e danças, correndo novamente, como acima mencionado, com grandes berros para o meio dos seus, invocando incontinenti o demônio a quem, sem demora, tudo anunciam em relação à batalha travada.

(WAGENER, Zacharias. “Thierbuch”. Brasil Holandês. Volume II. Rio de Janeiro: Editora Index, 1997, p.168)

Documento 2

“Não é bem que passemos já do rio da Paraíba, onde se acaba o limite por onde reside o gentio potiguar, que tanto mal tem feito aos moradores das capitanias de Pernambuco e Itamaracá [...] pela banda do Rio Grande são fronteiriços dos tapuias, que é gente mais doméstica, com quem estão às vezes de guerra e às vezes de paz, e se ajudam uns aos outros contra os tabajaras, que vizinham com eles pela parte do sertão.”

SOUZA, Gabriel Soares de. Tratado descritivo do Brasil em 1587 (1851), p. 337.) Disponível em: <htttp.dominiopublico.gov.br/dowload/texto/me0003015.pdf> Acesso em 10/04/2025.

Ao analisar os documentos que descrevem as perspectivas dos dois observadores acerca dos grupos indígenas da capitania do Rio Grande no período da colonização, conclui-se que tais pontos de vista
Alternativas
Q3503393 História
Considere o excerto a seguir.

“A história chegou tarde a praticamente todos os outros encontros entre o homem e a vida selvagem. Quando Colombo fez a primeira vistoria da costa antilhana, mais de dez mil anos de ocupação humana já a haviam transformado de maneira incomensurável, até para os mais dedicados esforços arqueológicos. [...] Por isso os europeus em seu Novo Mundo encontraram uma natureza mais pura que a dos outros pontos dos trópicos e, assim, uma parte muito maior do processo de degradação ocorreu em uma era de registros escritos.”

(DEAN, Warren. A ferro e fogo: a história da Mata Atlântica Brasileira. São Paulo, Companhia das Letras, 1996, p.23)

A partir das informações do excerto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3503392 História
Analise os documentos a seguir.

Documento 1

[...] para certas atividades, como a de caçar, pescar ou pilotar canoa, que já exercia quando livre, o índio mostrou ser um bom escravo. Por isso, houve sempre a escravidão indígena [...] para a agricultura, porém, tiveram os portugueses de recorrer à escravidão africana, pois os negros já viviam na África na condição de escravos e eram muito mais resistentes que os índios.”

(HERMIDA, Antônio José Borges. Compêndio de história do Brasil. Companhia Editora Nacional. 10° Ed. São Paulo,l1963.

Documento 2

No Brasil, durante os períodos imperial e colonial, é possível perceber que houve um grande desprezo pelo trabalho, principalmente o braçal. [...] no que diz respeito à mão de obra, os portugueses, inicialmente, optaram pela escravização dos povos nativos e, em seguida, dos africanos. Durante o primeiro século da colonização, a mão de obra indígena foi largamente utilizada em todos os trabalhos. No entanto, a opção pelos africanos garantiu lucro aos traficantes de escravos e a consequente sustentação da economia brasileira por mais de três séculos.

(MOCELIN, Renato; CAMARGO, Rosiane de. História em debate. São Paulo. Editora do Brasil, 2016, p.133 (Coleção História em Debate V.1)

Considerando as correspondências e as contradições contidas nos dois documentos e que estas permitem subsidiar debates sobre o fazer do historiador e sobre os desafios do trabalho com documentos escritos, deve-se concluir que
Alternativas
Q3503391 História
Analise o trecho da BNCC a seguir.

“O exercício do ‘fazer história’, de indagar, é marcado, inicialmente, pela constituição de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o conhecimento de um “Outro”, às vezes semelhante, muitas vezes diferente. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo, sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação”

(BRASIL, 2019, p. 397-398).

O trecho da BNCC apresenta uma concepção de diversidade que deve balizar o ensino na ampla área das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Tomando como base o conceito de diversidade social e cultural no Ensino de História sob a perspectiva histórico-crítica, é correto afirmar que essa concepção da BNCC 
Alternativas
Q3503390 Pedagogia
O material didático para ter função significativa no aprendizado de história, para além do uso dos manuais e textos já existentes, pode ser concebido por meio de uma ação conjunta entre o professor e o aluno. Para isso, é de extrema importância que o professor tenha consciência de que é necessário se apropriar de aspectos que estão diretamente relacionados à produção desse material. Entre muitos desses aspectos, ressalta-se a compreensão das especificidades que compõem o plano de ensino e o diferenciam da sequência didática. Sendo assim, essas diferenças estão relacionadas
Alternativas
Q3503389 Direito Constitucional
No que diz respeito ao processo de elaboração da Constituição Brasileira a partir da instauração da Assembleia Constituinte em 1987, 
Alternativas
Q3503388 Pedagogia
Em relação ao Ensino de História, há muito instaurou-se um debate permanente sobre a necessidade de superação dos ditos métodos tradicionais, em favor de abordagens mais inovadoras. Em última instância, essa superação depende, primordialmente,
Alternativas
Q3503387 História
Analise o excerto a seguir.

“Concluída a unificação da Itália sob o domínio romano, em vésperas da primeira guerra púnica, a península dos Apeninos era povoada por uma série de comunidades dotadas de situações jurídicas diversas sob soberania romana. Além dos “aliados” com autonomia nominal (socii), havia “comunidades de semicidadãos” com cidadania romana, mas nem o direito de intervir na escolha dos funcionários romanos (civitates sine suffragio); colônias da liga latina chefiada por Roma (coloniae Latinae); comunidades de populações locais com cidadania romana e uma administração comunal própria (municipia); e, finalmente, colônias romanas (coloniae civium Romanorum).”

ALFÖLDY, GÉZA. A história social de Roma. Lisboa: Editorial Presença, 1989. P. 43.

A partir da leitura do excerto, é correto concluir que
Alternativas
Q3503386 História
Considere o excerto a seguir.

“[...] de um modo geral, consagrou-se no campo da história o predomínio do texto, da palavra e da retórica nos domínios da escrita, afirmando-se a tendência de utilizar a imagem como mera ilustração de um discurso. Historiadores, em princípio e por formação, estão familiarizados com o mundo da escrita, e é ainda bastante recente para eles a aceitação das imagens como uma linguagem tão expressiva quanto a do mundo do texto.”

(PESAVENTO, Sandra Jatahy. O mundo da imagem: território da história cultural. In: PESAVENTO, et al. Narrativas, imagens e práticas sociais: percurso em história cultural. Porto Alegre, Asterisco, 2008, p.108)

No que diz respeito ao Ensino de História, 
Alternativas
Q3503385 História
Considere o excerto a seguir.

“(...) O debate político desencadeou profundas divergências sobre as direções e os ritmos da perestroika. Os cidadãos começavam a murmurar que abriam a geladeira e não encontravam a perestroika lá. Escassez de produtos, filas. Não se atingia a almejada qualidade, e despencava a quantidade.”

REIS FILHO, Daniel Aarão. A aventura socialista no século XX. 2. Ed. São Paulo: Atual, 1999. (Coleção Discutindo a história). p.89.

O excerto trata das transformações no Socialismo Real, no final do século XX, cujo projeto objetivava a
Alternativas
Q3503384 História
Considere o excerto a seguir.

“’Estou intimamente convencido, em minha alma de cavalheiro, de que estou lutando pela civilização”, escreveu Louis Mariet, na Páscoa de 1915, antes de participar de seu primeiro ataque. “Compreendo muito bem qual é o meu dever; não deixarei de cumpri-lo... Não sou absolutamente um guerreiro; mas me tornarei um guerreiro por necessidade.’”

EKSTEINS, Modris. A sagração da primavera. 2. Ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1992. p. 231.

O excerto faz referência a grandes questões e contradições do Século XIX que repercutiram no Século XX. Entre essas repercussões, destaca-se
Alternativas
Q3503383 História

Leia a letra da canção a seguir.



PESADELO



Quando um muro separa, uma ponte une


Se a vingança encara, o remorso pune


Você vem, me agarra, alguém vem, me solta


Você vai na marra, ela um dia volta


E se a força é tua, ela um dia é nossa


Olha o muro, olha a ponte


Olha o dia de ontem chegando


Que medo você tem de nós?


Olha aí (olha aí, olha aí, olha aí, olha aí)



Você corta um verso, eu escrevo outro


Você me prende vivo, eu escapo morto


De repente, olha eu de novo


Perturbando a paz, exigindo o troco


Vamos por aí, eu e meu cachorro


Olha o verso, olha o outro


Olha o velho, olha o moço chegando


Que medo você tem de nós?


Olha aí (olha aí, olha aí, olha aí, olha aí)



O muro caiu, olha a ponte


Da liberdade guardiã


O braço do Cristo, horizonte


Abraço o dia de amanhã


Olha aí, olha aí, olha aí



(Artista: MPB4. Compositores: Mauricio Gomes Tapajós e Paulo Cesar Francisco Pinheiro. Álbum: Cicatrizes. Gravadora: Philips. Ano: 1972)



Supondo que a letra dessa canção foi parte integrante de uma atividade de culminância em sala de aula, cujo tema era “As ditaduras na América Latina e os processos de redemocratização.” Durante essa atividade, o professor solicitou que os alunos identificassem e discorressem sobre alguns aspectos abordados na letra da canção que mais se relacionassem com o tema estudado. Sendo assim, a sentença apresentada pelos alunos que melhor expressa essa relação é: 

Alternativas
Q3503382 História
Durante o Período Regencial (1831-1841), aconteceram algumas revoltas em diversas províncias brasileiras, o que configurou um desenho geopolítico instável que acentuava a necessidade de revigorar o centralismo da constituição de 1824. Nesse período, o Brasil
Alternativas
Q3503381 História
Analise o excerto a seguir.

“(...) E também formam redes umas com as outras – ou com as outras. Na Itália, mas também na Alemanha, elas exercem o essencial do poder – uma senhoria – por sistemas de alianças comerciais e políticas. Isso é particularmente claro na Itália, onde as cidades fazem oposição ao Império ou ao papa, e até contra os dois.”

LE GOFF, Jacques. Em busca da Idade Média. Rio de Janeiro: Civilização brasileira. 6ª ed. 2005. pg. 160.

O excerto assinala as mudanças ocorridas, a partir do século XI, no mundo feudal e se refere, mais precisamente,
Alternativas
Q3503380 História
Analise os textos a seguir.

Texto 1:
“[...] o sistema de fábrica representou a perda desse controle pelos trabalhadores domésticos. Na fábrica, a hierarquia, a disciplina, a vigilância e outras formas de controle tornaram-se tangíveis a tal ponto que os trabalhadores acabaram por submeter-se a um regime de trabalho, [...] o que representou, em última instância, o domínio do capitalista sobre o processo de trabalho.”

(DECCA, E. S. de. O nascimento das fábricas. São Paulo: Brasiliense, 1984. p. 24)

Texto 2:
O Uber anunciou nesta quarta-feira, 4, uma nova função em seu aplicativo para motoristas no Brasil. Já disponível na última atualização do app, a ferramenta vai começar a enviar notificações ao motorista quando ele se aproximar do limite de 12 horas dirigindo em um único dia. Caso atinja esse limite, o condutor será automaticamente desconectado e não poderá receber mais viagens.

ESTADÃO. Nova função do Uber vai impedir motorista de dirigir por mais de 12 horas. Disponível em: https://mobilidade.estadao.com.br/mobilidade-para-que/nova-funcao-do-uber-vai-impedirmotorista-de-dirigir-por-mais-de-12-horas/ Acesso em: 10 mai. 2025.

A partir da análise dos dois textos, conclui-se que 
Alternativas
Q3503379 História
Leia o episódio a seguir.

“Em meados de 1697, chegou a Salvador a notícia de que fora encontrado um ouro escuro e meio fosco misturado ao cascalho do córrego que havia no fundo de um vale coberto de mata úmida, varrido por finas rajadas de vento e cercado pela sequência de picos altíssimos que formam o maciço do Espinhaço: o córrego do Tripuí, cujo nome, de origem indígena, significa propriamente ‘água de fundo sujo’.”

SCHWARCZ, Lilia M. e STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. 2.ed. São Paulo: Companhia das letras, 2018. P. 109.

Esse episódio alude ao contexto da história colonial brasileira e está relacionado com
Alternativas
Q3503378 História
Considere o comentário a seguir.

“A cidade que se estrutura e constrói não o faz somente pela materialidade de suas construções e pela execução dos serviços públicos, intervindo no espaço. Há um processo concomitante de construção de personagens, com estereotipia fixada por imagens e palavras que lhes dá sentido preciso.”

PESAVENTO, Sandra Jatahy. Uma outra cidade: o mundo dos excluídos no final do século XIX. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2001. (Brasiliana novos estudos). p. 12-13.

Considerando o comentário e o complexo processo histórico de formação das cidades brasileiras e de suas identidades, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
501: D
502: A
503: C
504: C
505: B
506: B
507: D
508: A
509: C
510: D
511: B
512: A
513: D
514: A
515: D
516: D
517: B
518: C
519: C
520: D