Durante o Período Regencial (1831-1841), aconteceram algumas...
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
Tema central da questão:
A questão aborda o Período Regencial (1831-1840) e sua instabilidade política, marcada por diversas revoltas regionais. Para resolvê-la, é fundamental compreender a falta de unidade nacional e os conflitos entre o poder central e as províncias nesse momento da História do Brasil.
Resumo teórico:
Após a abdicação de D. Pedro I, o Brasil entrou em um período sem imperador adulto, governado por regentes. O país era composto por províncias com forte identidade regional e pouca integração política e econômica. Isso gerou rebeliões como a Cabanagem, a Balaiada, a Sabinada e a Farroupilha. O governo central tinha dificuldade para impor sua autoridade, o que evidenciou a fragilidade da unidade nacional.
Fonte: História Geral do Brasil, Boris Fausto; Constituição de 1824.
Justificativa da alternativa D:
A alternativa D afirma que o Brasil era “um arquipélago de províncias, sem unidade política e econômica e sem noção de patriotismo”, o que motivou as revoltas regenciais. Esse é o ponto central do período: a fragmentação regional e a ausência de um sentimento nacional consolidado. As diversas revoltas refletiam a insatisfação das elites e populações locais diante do controle central e das limitações impostas pela Constituição de 1824.
Análise das alternativas incorretas:
A - Fala em “processo planejado e sistemático de formação da unidade nacional em moldes liberais”, o que não ocorreu. Não havia planejamento, mas sim conflito e improviso diante das demandas regionais.
B - Indica “unidade nacional a partir da noção de pátria e sentimento de brasilidade”. Esse sentimento ainda era incipiente e limitado a grupos restritos, não abrangendo a sociedade como um todo.
C - Fala em “sentimento nacionalista que conflitava com concepções regionais”, sugerindo que o nacionalismo era dominante. Na verdade, as identidades regionais tinham mais força do que um projeto nacionalista homogêneo.
Estrategia para resolver questões assim:
Procure palavras-chave como “unidade”, “sentimento nacional”, “centralismo” e “fragmentação”. Desconfie de respostas que sugerem uma coesão nacional precoce ou planejamento político sofisticado naquele contexto.
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Comentários
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Vamos reexaminar o porquê de a alternativa D ser considerada a correta:
D) era um arquipélago de províncias, sem unidade política e econômica e sem noção de patriotismo, o que motivou as revoltas regenciais, cujos reflexos na identidade nacional permanecem até os dias atuais.
- "era um arquipélago de províncias": Esta é uma metáfora clássica e muito utilizada por historiadores para descrever o Brasil da época. Ela enfatiza o isolamento e a desconexão entre as províncias, que tinham pouca comunicação e laços econômicos frágeis entre si, funcionando como "ilhas".
- "sem unidade política e econômica": Embora existisse um governo central (a Regência), seu poder era extremamente frágil e constantemente desafiado. Na prática, o poder era exercido pelas elites locais, caracterizando uma fragmentação política. Economicamente, o Brasil não possuía um mercado nacional integrado; as províncias tinham economias voltadas para a exportação e se conectavam mais com o exterior do que umas com as outras. Portanto, a afirmação de falta de unidade é correta do ponto de vista prático.
- "sem noção de patriotismo": Este é o ponto mais forte. O "sentimento de brasilidade" ou um patriotismo nacional era algo muito incipiente e restrito a uma pequena elite letrada da corte. Para a imensa maioria da população, incluindo os que participaram das revoltas, a identidade e a lealdade estavam ligadas à sua província (sua "pátria"), sua localidade ou seu grupo social, e não a uma ideia abstrata de "Brasil". As revoltas são a maior evidência dessa ausência de um sentimento nacional coeso.
- "o que motivou as revoltas regenciais": A frase estabelece a conexão causal correta. Foi justamente essa fragmentação, a ausência de um poder central forte e a primazia dos interesses locais que criaram o ambiente para a eclosão de tantos e tão diversos conflitos pelo território.
Dessa forma, a alternativa D, apesar de usar termos fortes e aparentemente absolutistas ("sem unidade", "sem noção"), consegue sintetizar de maneira eficaz a interpretação padrão da historiografia sobre a profunda crise de unidade nacional que caracterizou o Período Regencial.
Boa questão!
Rumo a gloriosa PMES
era um arquipélago de províncias, sem unidade política e econômica e sem noção de patriotismo, o que motivou as revoltas regenciais, cujos reflexos na identidade nacional permanecem até os dias atuais.
A dúvida entre C e D ocorre porque ambas são plausíveis. A alternativa C aponta um sentimento nacional em formação, coexistindo com regionalismos, enquanto a D enfatiza a fragmentação do país, visto como um “arquipélago de províncias”. A banca considera a D correta por destacar de forma mais contundente a instabilidade e a frágil integração do Brasil no período regencial.
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