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Q3503397 História
Em seu ofício, o historiador não pode desprezar, como fontes relevantes, os espaços tradicionais que são representativos da memória coletiva. No entanto, além desses espaços tradicionais, despontam outros espaços tão importantes para a elucidação, recomposição dos processos históricos e reconstituição das redes de relações sociais, em parte definidoras e definidas por essa memória coletiva.

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Alternativas

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Alternativa correta: D

1. Tema central:

A questão aborda memória coletiva e os diferentes tipos de lugares de memória (ou espaços de memória) utilizados pelo historiador. Compreender esses conceitos é essencial, pois faz parte dos debates atuais da História e da historiografia, especialmente a partir de autores como Pierre Nora.

2. Resumo teórico:

O conceito de “lugares de memória” (lieux de mémoire), desenvolvido por Pierre Nora, refere-se a espaços físicos ou simbólicos onde a memória coletiva é cristalizada. Essa memória pode ser preservada em arquivos, monumentos, práticas sociais, tradições, e até mesmo em experiências de grupos ou gerações, refletindo as relações entre o passado e o presente na construção das identidades. Fontes: Pierre Nora, “Entre memória e história: a problemática dos lugares”.

3. Justificativa da alternativa correta:

A alternativa D está correta porque menciona os estados, meios sociais e políticos e comunidades de experiências históricas. Esses são exemplos de coletividades que constroem, organizam e utilizam arquivos e outras formas de memória, conforme o uso e as necessidades históricas de cada grupo. Isso se encaixa perfeitamente na perspectiva contemporânea sobre memória coletiva em História.

4. Análise das alternativas incorretas:

A: Enumera tipos de lugares de memória, porém apenas de forma descritiva e não aborda o uso da memória coletiva por diferentes grupos sociais, como pede o enunciado.

B: Restringe-se à memória oral de comunidades ágrafas (sem escrita), o que não contempla a amplitude dos espaços de memória coletiva tratados na questão.

C: Refere-se a mitos, genealogias e saberes técnicos, que são formas de transmissão cultural, mas não abrangem o conceito de redes de relações sociais e experiências históricas como destaca o texto-base.

5. Estratégia para interpretação:

Atente-se a palavras-chave do enunciado, como “recomposição dos processos históricos” e “redes de relações sociais”. Isso direciona para alternativas que falem de grupos coletivos e seus arquivos, e não apenas de elementos físicos ou tradições isoladas.

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A memória coletiva em História, conceito originalmente desenvolvido por Maurice Halbwachs, refere-se ao conjunto de lembranças, símbolos, narrativas e imagens que são compartilhados, construídos e mantidos por um grupo social (comunidade, nação, etc.).

Ela é diferente da História (disciplina acadêmica) porque é mais subjetiva, plural e está sempre em construção, influenciando a identidade do grupo e a forma como o passado é lembrado e usado no presente. Autores como Pierre Nora e Michel Pollak aprofundaram esse conceito, crucial para entender as dinâmicas sociais do passado e a construção de Lugares de Memória.

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