Questões de Concurso Comentadas para professor - educação básica i

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Q3917852 Pedagogia
Carvalho (2004) propõe uma reflexão sobre a educação inclusiva, argumentando que incluir não significa apenas garantir a matrícula de alunos com deficiência no ensino regular, mas promover uma mudança sistêmica na cultura escolar. Para a autora, a escola deve ser capaz de remover barreiras e oferecer apoios que garantam a participação de todos, respeitando as singularidades. O conceito que define a oferta de recursos e estratégias diferenciadas para que cada aluno alcance seu máximo potencial é a: 
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Q3917851 Pedagogia
Bossa (2009) analisa as dificuldades de aprendizagem sob uma ótica multicausal, diferenciando o que são problemas de escolarização de transtornos específicos que exigem diagnóstico clínico. A autora enfatiza que a escola deve estar atenta aos sinais que indicam obstáculos no desenvolvimento cognitivo ou emocional, promovendo uma abordagem que integre os aspectos psicopedagógicos. O transtorno de aprendizagem que se caracteriza especificamente por dificuldades acentuadas no reconhecimento de palavras, na decodificação e na soletração é a:
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Q3917850 Pedagogia
Azenha (2000), ao traçar o percurso do construtivismo de Piaget a Emilia Ferreiro, destaca que a criança não é um receptor passivo de informações, mas um sujeito que constrói ativamente suas estruturas cognitivas por meio da interação com o objeto de conhecimento. No campo da escrita, essa perspectiva desloca o foco do ensino baseado na repetição e na memorização para a compreensão dos processos de pensamento do aluno. A base epistemológica que sustenta essa visão, defendendo que o conhecimento resulta de uma construção contínua, é o:
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Q3917061 Pedagogia
Gil e Almeida (2001) destacam que a brincadeira na creche não é atividade espontânea desprovida de intencionalidade pedagógica, mas contexto privilegiado de aprendizagem que demanda mediação qualificada do professor para ampliar repertório, linguagem e interações das crianças pequenas. Ao introduzir-se na brincadeira de faz de conta de crianças de 3 anos assumindo personagem que enriquecia o enredo sem dirigir nem interromper a narrativa infantil, a professora exercia papel mediador específico. Essa forma de participação docente intencional no jogo simbólico infantil sem assumir controle da brincadeira denomina-se: 
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Q3917059 Pedagogia
Abramowicz e Wajskop (1995) defendem que as atividades na creche devem superar a lógica assistencialista e custodial, integrando cuidado e educação mediante propostas intencionais que respeitem a singularidade e a capacidade expressiva das crianças de zero a seis anos. Ao planejar atividade de modelagem com argila para crianças de 2 anos sem modelo a copiar ou resultado esperado, a professora priorizou a exploração sensorial livre e a expressão criativa autônoma. Essa concepção de atividade que valoriza o processo expressivo em detrimento do produto final fundamenta-se na perspectiva de:
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Q3917058 Noções de Primeiros Socorros
O Ministério da Saúde (2003) orienta que profissionais que atuam com crianças pequenas devem reconhecer e agir corretamente diante de engasgamento por corpo estranho em lactentes. Ao identificar bebê de 8 meses com choro súbito interrompido, cianose labial e ausência de choro eficaz após sufocamento durante alimentação, a professora de creche aplicou a manobra recomendada para desobstrução de vias aéreas em lactentes, posicionando o bebê em decúbito ventral sobre o antebraço com cabeça mais baixa que o tronco e aplicando cinco golpes firmes na região interescapular. Essa manobra de primeiros socorros específica para desobstrução em lactentes denomina-se manobra de:
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Q3917057 Nutrição
O Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois Anos (2002) orienta as práticas nutricionais no ambiente escolar e doméstico para prevenir carências vitamínicas e obesidade infantil. O guia estabelece diretrizes rígidas sobre a introdução de alimentos complementares e a manutenção do aleitamento materno. De acordo com as recomendações para a promoção de hábitos saudáveis, é terminantemente desaconselhado o oferecimento a crianças menores de dois anos de produtos que contenham:
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Q3917056 Pedagogia
A Política Nacional de Educação Infantil (2006) estabelece os fundamentos para garantir o direito das crianças de zero a seis anos a uma educação de qualidade. O documento reafirma que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e deve ser integrada aos sistemas de ensino. Um dos pilares desta política é o reconhecimento de que o atendimento em creches e pré-escolas deve superar a herança histórica de fragmentação entre a assistência social e a educação, consolidando o binômio: 
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Q3917055 Pedagogia
Oliveira et al. (2009) abordam a importância do "faz de conta" na creche como uma linguagem fundamental para a criança pequena processar sua inserção na cultura. As autoras argumentam que o espaço físico da creche deve ser organizado para oferecer "cenários" que estimulem a exploração simbólica e a interação entre os pares. A função do professor, nesse contexto, é a de organizar o ambiente e observar as brincadeiras para intervir apenas quando necessário para ampliar as possibilidades de exploração. Essa postura docente é definida como:
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Q3917054 Pedagogia
Kishimoto (2002), ao organizar diferentes perspectivas teóricas sobre o brincar, analisa como o jogo simbólico permite à criança representar a realidade e elaborar conflitos internos. A autora ressalta que, ao brincar, a criança mobiliza processos mentais complexos que envolvem a imaginação e a regra interna. No pensamento de Vygotsky, citado na obra, o brincar cria uma situação imaginária que permite à criança atuar além de seu comportamento habitual, estabelecendo o que o autor denomina:
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Q3917053 Pedagogia
Jackson (2006) discute a especificidade do atendimento em creche, enfatizando que a qualidade das interações entre o educador e o bebê é o fator determinante para o desenvolvimento emocional e cognitivo. A autora destaca que as rotinas de cuidados corporais, como a troca de fraldas e a alimentação, não devem ser vistas como tarefas meramente mecânicas, mas como momentos privilegiados de aprendizagem e fortalecimento de vínculos. O conceito que define essa abordagem, onde o cuidado físico é indissociável da promoção do bem-estar psíquico, é o:
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Q3917051 Geografia
Em junho de 2025, o caso da jovem brasileira Juliana Marins, de 26 anos, ganhou repercussão internacional após seu corpo ser localizado em uma área de difícil acesso no sudeste asiático. A jovem teria sofrido uma queda durante uma trilha e, segundo as investigações, possivelmente sobreviveu por cerca de 32 horas antes de vir a óbito. O país e o acidente geográfico (monte) onde o episódio ocorreu são, respectivamente:
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Q3917050 Conhecimentos Gerais
O filme brasileiro "O Agente Secreto", dirigido por _____ e estrelado por Wagner Moura, recebeu quatro indicações ao Oscar 2026. O longa concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco. A cerimônia ocorrerá em 15 de março, desse ano.

Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:
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Q3917049 Meteorologia
O estado de São Paulo apresenta clima predominantemente tropical, com variações regionais significativas determinadas pela latitude, altitude e influência de massas de ar. A região do Vale do Paraíba e o litoral norte apresentam maior influência da Massa Tropical Atlântica, com elevados índices pluviométricos, enquanto o interior oeste apresenta estação seca definida. O tipo climático que predomina na maior parte do interior paulista, caracterizado por duas estações bem definidas — verão chuvoso e inverno seco — classifica-se como:
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Q3917048 Geografia
A região metropolitana de São Paulo constitui a maior aglomeração urbana do hemisfério sul e uma das maiores do planeta, concentrando população superior a 21 milhões de habitantes em 39 municípios. Esse processo de expansão urbana contínua para além dos limites do município central, integrando cidades vizinhas em mancha urbana coalescente com intensa interdependência econômica, demográfica e de serviços, caracteriza o fenômeno geográfico denominado:
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Q3917047 História
Durante os séculos XVI e XVII, grupos de homens partiam da Vila de São Paulo de Piratininga em direção ao interior do continente para capturar indígenas e buscar metais preciosos. Esses exploradores ficaram conhecidos como: 
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Q3917046 História
No início da colonização portuguesa, a primeira vila fundada no Brasil foi São Vicente, em 1532. O responsável pela expedição que deu origem a esse núcleo administrativo e militar no litoral paulista foi:
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Q3917044 História e Geografia de Estados e Municípios
Historicamente, o desenvolvimento inicial de Dracena foi impulsionado por uma cultura agrícola que dominou a economia do estado de São Paulo por décadas. Qual foi o principal produto responsável pelo rápido crescimento da cidade em seus primeiros anos? 
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Q3917031 Português
Leia para responder à questão

O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa", o verbo destacado classifica-se, quanto à sua transitividade, como:
Alternativas
Q3917030 Português
Leia para responder à questão

O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva", as vírgulas foram empregadas para isolar um elemento que exerce a função de:
Alternativas
Respostas
261: A
262: C
263: D
264: C
265: D
266: A
267: C
268: B
269: A
270: D
271: B
272: B
273: C
274: D
275: A
276: A
277: D
278: B
279: B
280: D