Questões de Concurso
Comentadas para assistente social
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Leia o texto a seguir para responder à questão.
O cronista anuncia a primavera
Chega a primavera, a estação preferida de muitos cronistas, mas não deste. Enquanto a maioria vê na primavera um símbolo de esperança, representada pelo renascimento das flores, a filosofia de vida pessimista e niilista deste escrevinhador faz com que ele não espere nada de bom nesta época florida.
Distante que está dos grandes cronistas, não consegue ter para a natureza um olhar lírico e de uma simplicidade inatingível como o de Rubem Braga, que em “Recado da primavera” viu na varanda um “tico-tico com uma folhinha seca de capim no bico” como “o sinal mais humilde da chegada da Primavera”. Tampouco chega aos pés da Cecília Meireles, que escreveu que “só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz”. Sente inveja da ironia certeira de Luis Fernando Veríssimo, para quem a “primavera é um descontrole glandular da Natureza”, sendo que o “outono é a única estação civilizada”. (...)
Leon Eliachar, em crônica que ironiza os temas dos cronistas, diz que “fazer crônica não é escrever palavras bonitas” e nem, entre outras coisas, “anunciar a primavera”, o que Rubem Braga fazia costumeiramente. Pois este cronista aqui iniciou justamente como tantos outros, mas para dizer que não vê nada de bom na primavera; afinal, não sabe que roupa usar nesta época, pois ora sente calor, ora sente frio. Também não gosta do pólen das flores que suja o vidro do carro. Além disso, prefere os dias mais cinzentos do outono e do inverno, e não o colorido primaveril.
Sim, este cronista é um chato, que reclama do frio no inverno e do calor no verão, mas também não gosta de meia estação porque não faz nem frio nem calor. É um sujeito insuportável que não espera nada da vida, pois, quando entrou neste inferno que é a Terra, viu a mesma inscrição que se lê na Divina Comédia, de Dante: “Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança!”
O bom deste inferno é que você, leitor, pode discordar do cronista, e aproveitar a primavera que inicia.
PETRY, Cassionei Niches. O cronista anuncia a primavera. Gazeta do Sul, 22/09/2021 Disponível em <https://cassionei.blogspot.com/2021/09/o cronista-anuncia-primavera.html>
“O bom deste inferno é que você, leitor, pode discordar do cronista”
Em relação ao termo destacado no período acima, é correto afirmar que se trata de um:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O cronista anuncia a primavera
Chega a primavera, a estação preferida de muitos cronistas, mas não deste. Enquanto a maioria vê na primavera um símbolo de esperança, representada pelo renascimento das flores, a filosofia de vida pessimista e niilista deste escrevinhador faz com que ele não espere nada de bom nesta época florida.
Distante que está dos grandes cronistas, não consegue ter para a natureza um olhar lírico e de uma simplicidade inatingível como o de Rubem Braga, que em “Recado da primavera” viu na varanda um “tico-tico com uma folhinha seca de capim no bico” como “o sinal mais humilde da chegada da Primavera”. Tampouco chega aos pés da Cecília Meireles, que escreveu que “só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz”. Sente inveja da ironia certeira de Luis Fernando Veríssimo, para quem a “primavera é um descontrole glandular da Natureza”, sendo que o “outono é a única estação civilizada”. (...)
Leon Eliachar, em crônica que ironiza os temas dos cronistas, diz que “fazer crônica não é escrever palavras bonitas” e nem, entre outras coisas, “anunciar a primavera”, o que Rubem Braga fazia costumeiramente. Pois este cronista aqui iniciou justamente como tantos outros, mas para dizer que não vê nada de bom na primavera; afinal, não sabe que roupa usar nesta época, pois ora sente calor, ora sente frio. Também não gosta do pólen das flores que suja o vidro do carro. Além disso, prefere os dias mais cinzentos do outono e do inverno, e não o colorido primaveril.
Sim, este cronista é um chato, que reclama do frio no inverno e do calor no verão, mas também não gosta de meia estação porque não faz nem frio nem calor. É um sujeito insuportável que não espera nada da vida, pois, quando entrou neste inferno que é a Terra, viu a mesma inscrição que se lê na Divina Comédia, de Dante: “Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança!”
O bom deste inferno é que você, leitor, pode discordar do cronista, e aproveitar a primavera que inicia.
PETRY, Cassionei Niches. O cronista anuncia a primavera. Gazeta do Sul, 22/09/2021 Disponível em <https://cassionei.blogspot.com/2021/09/o cronista-anuncia-primavera.html>
“(...) chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz”
Referindo-se à estação da primavera, o trecho sublinhado acima apresenta-se sob a seguinte figura de linguagem:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
O cronista anuncia a primavera
Chega a primavera, a estação preferida de muitos cronistas, mas não deste. Enquanto a maioria vê na primavera um símbolo de esperança, representada pelo renascimento das flores, a filosofia de vida pessimista e niilista deste escrevinhador faz com que ele não espere nada de bom nesta época florida.
Distante que está dos grandes cronistas, não consegue ter para a natureza um olhar lírico e de uma simplicidade inatingível como o de Rubem Braga, que em “Recado da primavera” viu na varanda um “tico-tico com uma folhinha seca de capim no bico” como “o sinal mais humilde da chegada da Primavera”. Tampouco chega aos pés da Cecília Meireles, que escreveu que “só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz”. Sente inveja da ironia certeira de Luis Fernando Veríssimo, para quem a “primavera é um descontrole glandular da Natureza”, sendo que o “outono é a única estação civilizada”. (...)
Leon Eliachar, em crônica que ironiza os temas dos cronistas, diz que “fazer crônica não é escrever palavras bonitas” e nem, entre outras coisas, “anunciar a primavera”, o que Rubem Braga fazia costumeiramente. Pois este cronista aqui iniciou justamente como tantos outros, mas para dizer que não vê nada de bom na primavera; afinal, não sabe que roupa usar nesta época, pois ora sente calor, ora sente frio. Também não gosta do pólen das flores que suja o vidro do carro. Além disso, prefere os dias mais cinzentos do outono e do inverno, e não o colorido primaveril.
Sim, este cronista é um chato, que reclama do frio no inverno e do calor no verão, mas também não gosta de meia estação porque não faz nem frio nem calor. É um sujeito insuportável que não espera nada da vida, pois, quando entrou neste inferno que é a Terra, viu a mesma inscrição que se lê na Divina Comédia, de Dante: “Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança!”
O bom deste inferno é que você, leitor, pode discordar do cronista, e aproveitar a primavera que inicia.
PETRY, Cassionei Niches. O cronista anuncia a primavera. Gazeta do Sul, 22/09/2021 Disponível em <https://cassionei.blogspot.com/2021/09/o cronista-anuncia-primavera.html>
I. O Código de Ética de 1993 mantém foco em neutralidade política, orienta atuação distante de movimentos sociais e de defesa de direitos.
II. O Código de Ética do Assistente Social afirma compromisso com a liberdade, com direitos humanos e com a ampliação da cidadania, e orienta a intervenção em sintonia com esses valores.
III. A Lei 8.662/1993 define atribuições privativas do assistente social e vincula o exercício profissional à inscrição em Conselho Regional de Serviço Social.
IV. Relações humanas no trabalho social baseiam-se em hierarquias rígidas e em obediência passiva, de modo que a participação de usuários em decisões tende a comprometer a qualidade técnica das ações.
V. O debate ético na profissão envolve reflexão sobre projetos societários, análise das condições de trabalho e compromisso com qualidade dos serviços oferecidos à população.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. O Estatuto da Criança e do Adolescente considera a criança sujeito de proteção especial, mas afasta a ideia de prioridade em políticas públicas.
II. O ECA estabelece que crianças e adolescentes têm direito à educação, com acesso e permanência na escola, e indica dever compartilhado da família, da sociedade e do poder público.
III. Conselhos tutelares aparecem como órgãos permanentes e autônomos, com atribuições ligadas à aplicação de medidas de proteção e ao encaminhamento de situações de ameaça ou violação de direitos.
IV. Medidas socioeducativas previstas no ECA aplicam-se a qualquer adolescente em situação de pobreza, independentemente de ato infracional, e funcionam como complemento regular da escolarização.
V. Em contexto escolar, o trabalho do assistente social pode envolver comunicação estruturada com o Conselho Tutelar, articulação com a rede de proteção e acompanhamento de casos de violação de direitos.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. A assistência social, no Brasil pós Constituição de 1988, volta-se a ações pontuais de filantropia, afastada de reconhecimento como política pública de proteção social.
II. A LOAS define a assistência social como política integrante da Seguridade Social, voltada à garantia de mínimos sociais e ao enfrentamento de situações de vulnerabilidade.
III. A cidadania na política de assistência envolve acesso a serviços, benefícios e participação em instâncias de controle social, como conselhos e conferências.
IV. Em contexto educacional, o trabalho do assistente social contribui para que estudantes e famílias conheçam direitos socioassistenciais e participem de políticas públicas de forma informada.
V. A relação entre assistência social e cidadania restringe-se à concessão de benefícios monetários de caráter emergencial, afastada de serviços continuados no território e de processos de participação social.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.