Questões de Concurso Comentadas para técnico em gestão

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Q3576279 Regimento Interno
De acordo com o regimento interno da Câmara Municipal de Tatuí, a respeito das sessões extraordinárias, é correto afirmar que 
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Q3576278 Regimento Interno
Helena, com histórico de atuação no movimento estudantil, foi eleita vereadora da Câmara Municipal de Tatuí e está bastante empolgada com a missão de representar a população da cidade. Sua eleição para o cargo não era apontada como provável pelas pesquisas eleitorais realizadas antes da eleição, e ela mesma confessa que não tinha muita confiança na possibilidade real de se tornar vereadora. Por esse motivo, havia agendado uma série de compromissos profissionais e pessoais para o ano seguinte ao pleito. Agora, com esses compromissos previamente assumidos e com a nova função, ela procura o setor de pessoal da Câmara Municipal para saber exatamente quais licenças ou ausências são permitidas no exercício do mandato.

Com base na situação hipotética e no disposto no regimento interno da Câmara Municipal de Tatuí, é correto afirmar que
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Q3576277 Regimento Interno
De acordo com o regimento interno da Câmara Municipal de Tatuí, é correto afirmar que 
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Q3576276 Legislação Municipal
A respeito dos servidores públicos municipais, com base na Lei Orgânica do Município de Tatuí, assinale a alternativa correta.
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Q3576275 Legislação Municipal
Hipoteticamente, a Câmara Municipal de Tatuí instaurará uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar supostas sonegações fiscais cometidas por grupos empresariais em seus domínios, bem como as eventuais medidas que podem ser adotadas pelos órgãos de fiscalização para aprimorar o cumprimento da legislação tributária. A ideia da assessoria de imprensa da Câmara é noticiar o fato na página principal do site da Câmara Municipal, informando à população as características desse tipo de comissão, de acordo com a Lei Orgânica Municipal (LOM).

Com base na situação hipotética e no disposto na Lei Orgânica do Município de Tatuí, a notícia poderá informar, corretamente, que
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Q3576264 Português
Leia a passagem a seguir:

Todo filósofo está aberto ____ dúvida, está sempre em marcha; o porto ____ que chega é apenas etapa de uma viagem sem fim. É preciso estar sempre disposto ____ zarpar de novo.
(Norberto Bobbio, Elogio da serenidade e outros escritos morais, 2000. Adaptado)

As lacunas devem ser, correta e respectivamente, preenchidas por:
Alternativas
Q3576263 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de regência verbal.
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Q3576262 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3576261 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Sobre a barulheira e a verdade dos fatos


    Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente.

    A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática.

    Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento.


(Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)
No trecho “... e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado.” (3° parágrafo), a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por:
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Q3576260 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Sobre a barulheira e a verdade dos fatos


    Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente.

    A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática.

    Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento.


(Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)
Para o autor, a substituição da imprensa pelas redes sociais
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Q3576259 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Sobre a barulheira e a verdade dos fatos


    Para que serve a imprensa, afinal? Por que o cidadão não deveria simplesmente substituir os jornais pelos aplicativos de mensagem da vida? A resposta é: a imprensa é o único método social capaz de ajudar o público a examinar, com base nos fatos, o exercício do poder. Não há, em qualquer modelo de democracia conhecido, outra instituição que entregue esse serviço para a sociedade. As redes sociais não fazem isso. Não apuram os fatos e não fornecem relatos confiáveis para abastecer o debate político mais consequente.

    A imprensa nos entrega ainda outro benefício. Ela expande na prática a liberdade de expressão e o direito à informação. Com isso, dá mais vigor à política democrática.

    Portanto, se trocassem as redações profissionais por redes sociais, os cidadãos renunciariam a tudo aquilo que faz deles cidadãos e se reduziriam a meros espectadores do entretenimento generalizado. Estariam trocando uma assembleia por um programa de auditório. Em outras palavras, estariam deixando de lado o diálogo amparado em balizas racionais e abandonando o debate entre argumentos para embarcar no fanatismo. O barulho das redes, em lugar de contribuir para identificar os fatos, só faz soterrá-los e condená-los ao esquecimento.


(Eugênio Bucci, “Sobre a barulheira e a verdade dos fatos”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/eugenio-bucci/ sobre-a-barulheira-e-a-verdade-dos-fatos/. 29.06.2025. Adaptado)
Na opinião do autor, em uma sociedade democrática, a imprensa é a única instituição capaz de
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Q3576258 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma frase, elaborada a partir do texto, em que a norma-padrão de colocação pronominal foi plenamente respeitada. 
Alternativas
Q3576257 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Considere as passagens a seguir:

•  “... um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar...” (4° parágrafo)
•  “... já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.” (7° parágrafo)

Preservando-se o sentido original, os trechos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos por:
Alternativas
Q3576256 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “... alguém que ali chegasse para me velar” (3° parágrafo), o termo “para” apresenta o mesmo sentido da palavra destacada em:
Alternativas
Q3576255 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Considere as passagens do 4° parágrafo a seguir:

•  “... volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto...”
•  “... não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer...”

As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de
Alternativas
Q3576254 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “... Humberto Werneck havia morrido.” (1° parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por:
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Q3576253 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.” (6° parágrafo), o cronista emprega dois- -pontos a fim de
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Q3576252 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi empregada em sentido figurado.
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Q3576251 Português
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O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
No trecho “... um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional.” (4o parágrafo), a palavra destacada
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Q3576250 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


O céu pode esperar


    Certa manhã acordei com uma rádio de Belo Horizonte noticiando que Humberto Werneck havia morrido. Para quem, como eu, chama-se Humberto Werneck, não há pior maneira de começar o dia. 

    Nem um minuto se passou e em nossa casa começaram a desabar dezenas de telefonemas, de amigos e parentes consternados com o meu falecimento. Não me ocorreu saborear aquelas manifestações póstumas de estima e consideração. Estava ressabiadíssimo.

    Pelo meio-dia, já mais à vontade, veio-me a ideia macabra de comparecer a meu próprio velório. Só não fui porque minha mãe me alertou para as imprevisíveis consequências de encontrar, à beira do caixão, alguém que ali chegasse para me velar.

    Durante anos, de fato, volta e meia topei com pessoas que me julgavam morto − um conhecido deixou cair uma garrafa de cerveja ao me ver entrar, vivinho, na Lanchonete Nacional. Mas não foi desse susto, felizmente, que meu amigo veio a morrer, pouco tempo mais tarde.

    Quanto a mim, acabei tropeçando um dia com o que poderia ser o meu túmulo, enquanto procurava o de meus avós no cemitério Bonfim. Não há como descrever a sensação de ler, numa lápide negra, o nosso nome e as datas de nascimento e morte.

    Fui à Administração e exumei a ficha: o inquilino da sepultura era um segundo-sargento da Polícia Militar mineira.

    Fosse apenas o sargento − mas não: tempos depois, me morre outro Humberto Werneck, no Rio de Janeiro. Nunca mais me livrei da impressão de que, já tendo morrido dois, a bola da vez, agora, sou eu.


(Humberto Werneck, “O céu pode esperar”, O espalhador de passarinhos, 2010. Adaptado)
O cronista desistiu da ideia de ir ao velório porque
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Respostas
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31: C
32: D
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39: E
40: D