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Q4054299 Direito Administrativo
Sobre a modalidade de licitação denominada "Pregão", destinada à aquisição de bens e serviços comuns, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4054297 Direito Administrativo
De acordo com o Estatuto da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o órgão executivo máximo da Universidade é o(a): 
Alternativas
Q4054295 Direito Administrativo
No que se refere à instrução e decisão no Processo Administrativo Federal, assinale a alternativa que está em conformidade com a Lei nº 9.784/1999:
Alternativas
Q4054294 Direito Administrativo
Após as alterações trazidas pela Lei nº 14.230/2021, a Lei de Improbidade Administrativa passou a exigir um requisito específico para a configuração do ato ilícito. Sobre esse tema, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4054293 Direito Administrativo
O servidor público estável que, em virtude de processo administrativo disciplinar, é demitido, mas consegue a invalidação dessa demissão por decisão judicial, deve retornar ao cargo anteriormente ocupado. Esse instituto de provimento denomina-se: 
Alternativas
Q4054291 Português
Leia as frases a seguir:
I. Segundo filósofos de esquerda, a classe média tem medo de empobrecer.
II. Lins é um advogado que fala bonito e por isso encanta a todos.
III. Parece que há muito petróleo na foz do rio Amazonas.
IV. Andar de moto é perigoso, por isso prefiro o automóvel.
As palavras destacadas em negrito são formadas, respectivamente, pelo seguinte processo:
Alternativas
Q4054287 Português
Leia o poema “Congresso internacional do Medo”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), publicado no livro Sentimento do mundo (1940), em plena II Guerra Mundial:

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso
companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos
desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo
das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos
democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo depois da
morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e
medrosas.

Sobre o texto, fazem-se as afirmativas a seguir:
I. O clima de terror que perpassava o mundo, durante a II Guerra Mundial, sobrepõe-se a todos os sentimentos, inclusive ao amor e ao ódio.
II. As flores amarelas no último verso são uma referência ao sol e, embora elas sejam medrosas, indicam que o mundo poderá se renovar, uma vez finda a guerra.
III. Ao dizer que “cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas”, o poeta generaliza a guerra como um terror em si, independentemente de posições políticas.
IV.A repetição do vocábulo “medo” é uma antonomásia e essa característica estilística não se torna abusiva em virtude de evidenciar que o medo é maior do que tudo.
V. Com uma forte reflexão crítica, o poema ressalta a esperança de um mundo melhor, sentimento que invadiu os indivíduos durante a guerra.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4054285 Direito Constitucional
Ainda de acordo com as diretrizes do Manual de Redação da Presidência da República, assinale a alternativa que define corretamente o significado de Medida Provisória: 
Alternativas
Q4054284 Português
No Manual de Redação da Presidência da República, há várias recomendações sobre o uso da língua escrita (ver, a propósito, o capítulo III – Elementos de Ortografia e Gramática, item 11 Sintaxe). A partir do que se contém nesse manual, assinale a alternativa que apresenta erro de paralelismo: 
Alternativas
Q3973208 Legislação Federal
Em virtude de negativa de pedido de acesso à informação, caberá recurso, inicialmente à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, que deverá se manifestar no prazo de:
Alternativas
Q3973204 Direito Administrativo
A diplomática acata a classificação estabelecida pelo direito administrativo para os atos administrativos. Os documentos pactuais, representados por acordos de vontade em que, no caso da documentação pública, pelo menos uma das partes é a administração, seja federal, estadual ou municipal, são provenientes de atos:
Alternativas
Q3967450 Legislação Federal
Em relação às disposições da Lei nº 11.091/2005, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, no âmbito das Instituições Federais de Ensino vinculadas ao Ministério da Educação, e dá outras providências, assinale a assertiva incorreta.
Alternativas
Q3967449 Direito Administrativo
Em relação ao processo administrativo disciplinar conforme os preceitos da Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, assinale (V) verdadeiro ou (F) falso, diante de cada afirmativa a seguir.

( ) A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.

( ) Poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, desde que aprovado pela autoridade máxima do órgão ou entidade de lotação.

( ) Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, com prejuízo da remuneração.

( ) O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente, que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.


A sequência correta é:
Alternativas
Q3967448 Direito Administrativo
Considerando as disposições da Resolução nº 04/1999, que aprova o Estatuto da Universidade Federal de Minas Gerais, assinale a assertiva incorreta.
Alternativas
Q3967447 Direito Administrativo
Considerando as disposições do Regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, Lei nº 8.112/1990, analise as seguintes informações sobre o Estágio Probatório.

I. Caso o servidor não seja aprovado no estágio probatório será exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente ocupado.

II. Durante o período de estágio probatório, o servidor será avaliado para o desempenho do cargo e serão avaliados os seguintes fatores: assiduidade, disciplina, capacidade de iniciativa, produtividade e responsabilidade.

III. Ao servidor em estágio probatório poderá ser concedida, a critério da Administração, licença para tratar de interesses particulares.

IV. O servidor em estágio probatório não poderá exercer funções de direção, chefia ou assessoramento no órgão ou entidade de lotação.


Estão corretas as afirmações 
Alternativas
Q3967446 Português
Texto I


Rumo a um turboconsumidor


    Desde o fim dos anos 1970, enquanto a tecnologização moderna dos lares é quase generalizada, desenvolve-se seu pluriequipamento, que significa a passagem de um consumo ordenado pela família a um consumo centrado no indivíduo. Os efeitos dessa multiplicação dos objetos pessoais são importantes, podendo cada um, dessa maneira, organizar sua vida privada em seu próprio ritmo. Recursos de telefonia e de multimídia provocaram a hiperindividualização da utilização dos bens de consumo, das defasagens dos ritmos no interior da família, da dessincronização das atividades cotidianas e dos empregos do tempo. Em suas bandeiras, a sociedade de hiperconsumo pode escrever em letras triunfantes: “Cada um com seus objetos, cada um com seu uso, cada um com seu ritmo de vida”.

    A sociedade de hiperconsumo, longe de arruinar o sistema do desejo e do consumo, empenha-se, não sem sucesso, em mantê-lo cada vez mais desperto, ampliando seu regime temporal. A lógica do turboconsumismo encontra sua realização nas redes eletrônicas, graças às compras pela internet. O ciberconsumidor liberta-se de todos os entraves espaço-temporais. Há supressão das barreiras ligadas não apenas ao espaço, mas também ao acesso à informação: graças aos sites de comparação de preços, o internauta pode informar-se em tempo real sobre os produtos e serviços, compará-los a qualquer hora antes de fazer sua escolha. É um sistema de informação sem limite, sem coerção de tempo e de lugar que especifica a época do turboconsumismo.

    O turboconsumidor tornou-se, portanto, um doente da urgência, prisioneiro da ditadura do “tempo real”? É verdade que o hiperconsumidor expõe uma evidente preocupação em fazer mais e mais depressa, não suporta perder tempo, quer a acessibilidade dos produtos, das imagens e da comunicação a toda hora do dia e da noite. Mas, ao mesmo tempo, assiste-se à proliferação de desejos e de comportamentos cuja orientação para os prazeres sensoriais e estéticos, para o maior bem-estar, para as sensações corporais exprimem a valorização de uma temporalidade lenta, qualitativa e sensualista. Slow food¹, escutas musicais, passeios a pé, excursões, spas e banhos turcos, meditações e relaxamentos: contra a “vida corrida”, os lazeres lentos encontram amplo eco. Assim, somos testemunhas do gosto pelo flanar, pelas idas ao restaurante à noite, pela ociosidade na praia ou nos terraços dos cafés. Nada de temporalidade uniformemente urgencial, mas um sistema composto de temporalidades profundamente heterogêneas: ao tempo operacional opõe-se o tempo hedonista, ao tempo do trabalho, o tempo recreativo, ao tempo precipitado, o tempo descontraído. O regime do tempo na sociedade de hiperconsumo não tem nada de unidimensional; é, ao contrário, paradoxal, dessincronizado, heteróclito (desregrado), polirrítmico.

    Os consumidores atentos às causas humanitárias, preocupados com selos verdes e produtos éticos, mostram-se mais solidários? Mas, se a tendência ao consumo “cidadão” é inegável, em que ela faz sair da constelação do indivíduo, em outras palavras, dos engajamentos de tipo opcional, mínimo e indolor? Ela significa sobretudo que o individualismo não é sinônimo de egoísmo absoluto: este pode ser compatível com o espírito de responsabilidade, com a preocupação com certos valores, ainda que fosse segundo um regime de geometria variável, “sem obrigação nem sanção”.

    A multiplicação das informações e a elevação do nível de instrução da população favoreceram, sem nenhuma dúvida, a “profissionalização” das atividades consumidoras. Mas, do outro lado, observa-se uma infinidade de fenômenos sinônimos, ao contrário, de excesso e de descontrole de si: vítimas da moda, compras compulsivas, superendividamento das famílias, “fanáticos” por jogos de  

1. Slow food: movimento global que nasceu na Itália, em 1986, como resposta ao fast-food, promovendo uma alimentação que valoriza o prazer de comer, a sustentabilidade ambiental, a cultura local, a biodiversidade e o apoio a pequenos produtores, além de incentivar o consumo consciente e o resgate de tradições gastronômicas regionais.

vídeo, ciberdependentes, toxicomanias, práticas viciosas de todo tipo, anarquia dos comportamentos alimentares, bulimias e obesidades. O que se anuncia é tanto um individualismo desenfreado e caótico quanto um consumidor expert que se encarrega de si de maneira responsável.

    O relaxamento dos controles coletivos, as normas hedonistas, a escolha da primeira qualidade, a educação liberal, tudo isso contribuiu para compor um indivíduo desligado dos fins comuns e que, reduzido tão-só às suas forças, se mostra, muitas vezes, incapaz de resistir tanto às solicitações externas quanto aos impulsos internos. Assim, somos testemunhas de todo um conjunto de comportamentos desestruturados, de consumos patológicos e compulsivos. Por toda parte, a tendência ao desregramento de si acompanha a cultura de livre disposição dos indivíduos entregues à vertigem de si próprios no supermercado contemporâneo dos modos de vida. À medida que se amplia o princípio de pleno poder sobre a direção da própria vida, as manifestações de dependência e de impotência subjetivas se desenvolvem num ritmo crescente. Se o indivíduo é socialmente autônomo, ei-lo mais do que nunca dependente da forma mercantil para a satisfação de suas necessidades.



LIPOVETSKY, Gilles. Rumo a um turboconsumidor. In: A felicidade paradoxal: ensaios sobre a sociedade de hiperconsumo. Trad. Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. (Fragmento adaptado)






Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
A partir da relação entre os textos I e II, é correto afirmar que ambos desenvolvem uma crítica às
Alternativas
Q3967445 Português
Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
A palavra ‘que’ destacada foi utilizada para retomar um termo antecedente em:
Alternativas
Q3967444 Português
Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
De acordo com o texto II, qual é a função primordial da imprensa?
Alternativas
Q3967443 Português
Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
Leia as seguintes assertivas:

I. A imprensa apresenta um exercício paradoxal.
II. Dissemina o superconsumo, ao mesmo tempo em que estimula o endividamento de milhões de famílias.


Considerando-se o ponto de vista defendido no texto II, o conector que estabelece relação correta entre as assertivas é: 
Alternativas
Q3967442 Português
Texto II


O Natal e o Ano Novo que a mídia vende


    Todos os anos, entre novembro e janeiro, o mesmo ritual se repete: vitrines decoradas com neve artificial em um país tropical, trilhas sonoras natalinas ecoando em shopping centers, seguidas por contagens regressivas e promessas de recomeço. Uma avalanche de campanhas publicitárias promete transformar a compra do presente perfeito em prova irrefutável de amor, enquanto o réveillon surge como palco obrigatório para demonstrar sucesso, alegria e otimismo. A imprensa, entrelaçada a esse mecanismo, atua simultaneamente como vitrine, termômetro e promotora de um fenômeno que movimenta bilhões de reais e, paradoxalmente, endivida milhões de famílias. O Natal e o Ano Novo contemporâneos, tais como nos são apresentados pelos meios de comunicação, revelam menos sobre a celebração de valores transcendentes ou sobre renovação genuína do que sobre as contradições de uma sociedade que aprendeu a confundir afeto com capacidade de consumo e esperança com poder de compra.

     A questão não é recente, mas merece ser revisitada a cada ciclo, sobretudo quando se observa o papel central que a mídia desempenha na construção e manutenção desse modelo. Não se trata apenas de publicidade explícita, aquela que reconhecemos como tal e da qual podemos, ao menos teoricamente, manter distância crítica. O incentivo ao consumo nessa temporada opera em planos mais sutis e, por isso mesmo, mais eficazes: matérias jornalísticas sobre tendências de presentes, pesquisas que revelam quanto os brasileiros pretendem gastar (criando um parâmetro de normalidade), guias de compras apresentados como serviço ao leitor, reportagens sobre destinos de réveillon e o que vestir na virada do ano, coberturas sobre a movimentação do comércio que naturalizam a equação festividades-igual-consumo. A fronteira entre conteúdo editorial e publicitário se dilui estrategicamente, e o resultado é uma narrativa coesa que transforma o ato de comprar em imperativo moral e social.

    Problematizar essa dinâmica não significa demonizar o comércio, condenar quem compra presentes  ou vai à praia na virada do ano, ou propor a extinção dessas datas como celebrações coletivas. Significa, isto sim, criar espaço para que a sociedade possa refletir criticamente sobre os significados e as práticas que construiu em torno delas. Significa reconhecer que o modelo atual serve a determinados interesses econômicos, mas não necessariamente ao bem-estar coletivo ou individual. E significa, para a imprensa em particular, assumir que seu papel não pode se limitar a ser correia de transmissão de uma lógica econômica que ela mesma, em momentos de autocrítica episódica, reconhece como problemática. Uma imprensa que naturaliza a mercantilização de todas as dimensões da vida, inclusive as mais íntimas, afetivas e relacionadas à esperança e ao futuro, contribui para a perpetuação de um modelo insustentável em múltiplas dimensões.


ALBERTONI, Ramsés. O Natal e o Ano Novo que a mídia vende. In: Observatório da Imprensa, edição 1369, 18 de dezembro de 2025. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/consumo/o-natal-e-o-ano-novo-que-a-midiavende/. Acesso em: 28 dez. 2025. (Fragmento)
A alternativa em que a palavra entre colchetes substitui a palavra destacada, sem alteração do sentido do trecho, é: 
Alternativas
Respostas
1: A
2: E
3: A
4: B
5: D
6: A
7: A
8: B
9: D
10: D
11: D
12: D
13: C
14: C
15: A
16: D
17: C
18: D
19: A
20: B