Questões de Concurso Comentadas para professor

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Q3770729 Pedagogia
Marque a alternativa que apresenta práticas compatíveis com autoridade pedagógica na relação professor– aluno.
Alternativas
Q3770728 Pedagogia
Em uma escola pública, uma comissão pretende padronizar procedimentos para escolarização do públicoalvo da Educação Especial, alinhando matrícula, avaliação, planejamento e atendimento complementar. Considere: Plano Educacional Individualizado (PEI), Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).
Assinale a alternativa que estrutura um protocolo compatível com a perspectiva inclusiva.
Alternativas
Q3770727 Pedagogia
Assinale a alternativa que caracteriza, de forma conceitualmente correta, a pedagogia crítico-social dos conteúdos.
Alternativas
Q3770726 Noções de Informática
Assinale a alternativa correta sobre o modo como essas plataformas Zoom, Microsoft Teams e Google Meet definem as permissões de acesso dos participantes e registram as ações realizadas durante as reuniões.
Alternativas
Q3770724 Segurança da Informação
Assinale a alternativa correta sobre os princípios técnicos que garantem segurança e disponibilidade dos dados em políticas de backup. 
Alternativas
Q3770723 Segurança da Informação
Para aumentar a segurança de uma estação de trabalho sem causar conflito entre programas, qual configuração está tecnicamente correta e mantém o ambiente atualizado?
Alternativas
Q3770721 Noções de Informática
Sobre os atalhos de acesso à Faixa de Opções no Microsoft Excel 2016, considerando a interface em português e configurações padrão, o comando Alt + P direciona o usuário diretamente para:
Alternativas
Q3770713 Português
Em qual alternativa o uso das conjunções coordenativas e da pontuação está correto e coerente com o sentido do período? 
Alternativas
Q3770711 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço

        A literatura é amante das madrugadas. Eu, ao menos, quando menina, imaginava que escritores só escrevessem à noite, enquanto consumiam maços de cigarros e muito uísque, cercados por gatos (nunca por bebês) e tendo o silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar – uma casa em uma praia isolada, que outro cenário para produzir poemas dilacerantes, histórias que sangram e ensaios que revolucionam o mundo?

        Ei, ei! Despertador tocando.

        Patti Smith acorda cedo, faz alguns exercícios e sai com uma caderneta em busca de um lugar para escrever enquanto toma um café. Haruki Murakami se levanta da cama às 4h e escreve por cinco ou seis horas – de tarde, pratica esportes. Toni Morrison também começava a escrever antes do nascer do sol, quando não havia ninguém por perto para interrompê-la. Maya Angelou acordava às 5h50, tomava café com o marido e ia para um hotel trabalhar. Jack Kerouac acreditava que o primeiro pensamento era o melhor – escrevia pela manhã em fluxo livre e deixava as tardes e noites para revisões. Henry Miller, mesma coisa: começava seus textos pela manhã e, à noite, andava de bicicleta. Virginia Woolf debruçava-se sobre o caderno das 9h30 ao meio-dia, todos os dias.

        A despeito da fama de notívago e boêmio que todo artista carrega, escrever é um trabalho braçal, somos operários do ofício. A inspiração pode vir do escuro, mas a transpiração é solar e cedo já está em pé.

        Nada mal ter alguma coisa em comum com essa turma, mesmo que apenas com sua rotina criativa. Ninguém me perguntou, mas as manhãs também são coautoras da minha escrita. As primeiras horas do dia me encontram mais acesa. O problema é que é também quando estou mais disposta a me exercitar – à tarde não consigo levantar pesos, fazer abdominais e outras crueldades com meu corpo. É também pela manhã que prefiro ir ao supermercado, geralmente vazio e sem filas. Se preciso fazer compras no shopping, chego antes de as portas abrirem, pelo mesmo motivo: oferta de vagas para estacionar, corredores desimpedidos, provadores às moscas. Ou seja, prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço. Depois das 14h, a inspiração mingua, e depois das 18h, só relaxar me interessa. Ou seja, a continuar assim, morrerei de fome. Tenho que tomar vergonha e transferir todos os meus afazeres mundanos para o turno da tarde, a fim de usar as manhãs exclusivamente para a escrita. Se não conseguir, me restará o radicalismo: abandonar a administração da casa, desistir de manter o corpo saudável e fugir para uma praia isolada, onde aguardarei o sol nascer cercada apenas pelas garrafas vazias da noite anterior e dois ou três gatos.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Considerando os diferentes tipos de colocação pronominal da língua portuguesa, analise as assertivas:
I. Em “Ninguém me perguntou”, a forma pronominal é empregada em mesóclise, já que o termo “me” aparece entre o radical e a desinência verbal.
II. Em “não havia ninguém por perto para interrompê-la”, o pronome está em ênclise, ocorrendo a união do oblíquo ao verbo no infinitivo devido à ausência de fator atrativo.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3770709 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço

        A literatura é amante das madrugadas. Eu, ao menos, quando menina, imaginava que escritores só escrevessem à noite, enquanto consumiam maços de cigarros e muito uísque, cercados por gatos (nunca por bebês) e tendo o silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar – uma casa em uma praia isolada, que outro cenário para produzir poemas dilacerantes, histórias que sangram e ensaios que revolucionam o mundo?

        Ei, ei! Despertador tocando.

        Patti Smith acorda cedo, faz alguns exercícios e sai com uma caderneta em busca de um lugar para escrever enquanto toma um café. Haruki Murakami se levanta da cama às 4h e escreve por cinco ou seis horas – de tarde, pratica esportes. Toni Morrison também começava a escrever antes do nascer do sol, quando não havia ninguém por perto para interrompê-la. Maya Angelou acordava às 5h50, tomava café com o marido e ia para um hotel trabalhar. Jack Kerouac acreditava que o primeiro pensamento era o melhor – escrevia pela manhã em fluxo livre e deixava as tardes e noites para revisões. Henry Miller, mesma coisa: começava seus textos pela manhã e, à noite, andava de bicicleta. Virginia Woolf debruçava-se sobre o caderno das 9h30 ao meio-dia, todos os dias.

        A despeito da fama de notívago e boêmio que todo artista carrega, escrever é um trabalho braçal, somos operários do ofício. A inspiração pode vir do escuro, mas a transpiração é solar e cedo já está em pé.

        Nada mal ter alguma coisa em comum com essa turma, mesmo que apenas com sua rotina criativa. Ninguém me perguntou, mas as manhãs também são coautoras da minha escrita. As primeiras horas do dia me encontram mais acesa. O problema é que é também quando estou mais disposta a me exercitar – à tarde não consigo levantar pesos, fazer abdominais e outras crueldades com meu corpo. É também pela manhã que prefiro ir ao supermercado, geralmente vazio e sem filas. Se preciso fazer compras no shopping, chego antes de as portas abrirem, pelo mesmo motivo: oferta de vagas para estacionar, corredores desimpedidos, provadores às moscas. Ou seja, prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço. Depois das 14h, a inspiração mingua, e depois das 18h, só relaxar me interessa. Ou seja, a continuar assim, morrerei de fome. Tenho que tomar vergonha e transferir todos os meus afazeres mundanos para o turno da tarde, a fim de usar as manhãs exclusivamente para a escrita. Se não conseguir, me restará o radicalismo: abandonar a administração da casa, desistir de manter o corpo saudável e fugir para uma praia isolada, onde aguardarei o sol nascer cercada apenas pelas garrafas vazias da noite anterior e dois ou três gatos.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
O texto emprega humor e certo grau de ironia para construir uma autorrepresentação que oscila entre o rigor criativo e a autocrítica bem-humorada. Ao relatar preferências, procrastinações e fantasias sobre rotinas ideais, a autora problematiza a relação entre disciplina e cotidiano de forma leve e reflexiva. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta interpretação adequada dos efeitos expressivos do texto.
Alternativas
Q3770708 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço

        A literatura é amante das madrugadas. Eu, ao menos, quando menina, imaginava que escritores só escrevessem à noite, enquanto consumiam maços de cigarros e muito uísque, cercados por gatos (nunca por bebês) e tendo o silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar – uma casa em uma praia isolada, que outro cenário para produzir poemas dilacerantes, histórias que sangram e ensaios que revolucionam o mundo?

        Ei, ei! Despertador tocando.

        Patti Smith acorda cedo, faz alguns exercícios e sai com uma caderneta em busca de um lugar para escrever enquanto toma um café. Haruki Murakami se levanta da cama às 4h e escreve por cinco ou seis horas – de tarde, pratica esportes. Toni Morrison também começava a escrever antes do nascer do sol, quando não havia ninguém por perto para interrompê-la. Maya Angelou acordava às 5h50, tomava café com o marido e ia para um hotel trabalhar. Jack Kerouac acreditava que o primeiro pensamento era o melhor – escrevia pela manhã em fluxo livre e deixava as tardes e noites para revisões. Henry Miller, mesma coisa: começava seus textos pela manhã e, à noite, andava de bicicleta. Virginia Woolf debruçava-se sobre o caderno das 9h30 ao meio-dia, todos os dias.

        A despeito da fama de notívago e boêmio que todo artista carrega, escrever é um trabalho braçal, somos operários do ofício. A inspiração pode vir do escuro, mas a transpiração é solar e cedo já está em pé.

        Nada mal ter alguma coisa em comum com essa turma, mesmo que apenas com sua rotina criativa. Ninguém me perguntou, mas as manhãs também são coautoras da minha escrita. As primeiras horas do dia me encontram mais acesa. O problema é que é também quando estou mais disposta a me exercitar – à tarde não consigo levantar pesos, fazer abdominais e outras crueldades com meu corpo. É também pela manhã que prefiro ir ao supermercado, geralmente vazio e sem filas. Se preciso fazer compras no shopping, chego antes de as portas abrirem, pelo mesmo motivo: oferta de vagas para estacionar, corredores desimpedidos, provadores às moscas. Ou seja, prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço. Depois das 14h, a inspiração mingua, e depois das 18h, só relaxar me interessa. Ou seja, a continuar assim, morrerei de fome. Tenho que tomar vergonha e transferir todos os meus afazeres mundanos para o turno da tarde, a fim de usar as manhãs exclusivamente para a escrita. Se não conseguir, me restará o radicalismo: abandonar a administração da casa, desistir de manter o corpo saudável e fugir para uma praia isolada, onde aguardarei o sol nascer cercada apenas pelas garrafas vazias da noite anterior e dois ou três gatos.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
O texto articula lembranças da infância, referências a escritores consagrados e reflexões autobiográficas para desconstruir o estereótipo do artista notívago. A autora explora o contraste entre a ideia romantizada da escrita e as rotinas disciplinadas de grandes nomes da literatura, integrando esse movimento à própria relação que mantém com as manhãs. Considerando esse percurso argumentativo, assinale a alternativa que apresenta interpretação coerente com o sentido construído no texto.
Alternativas
Q3770707 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço

        A literatura é amante das madrugadas. Eu, ao menos, quando menina, imaginava que escritores só escrevessem à noite, enquanto consumiam maços de cigarros e muito uísque, cercados por gatos (nunca por bebês) e tendo o silêncio quebrado apenas pelas ondas do mar – uma casa em uma praia isolada, que outro cenário para produzir poemas dilacerantes, histórias que sangram e ensaios que revolucionam o mundo?

        Ei, ei! Despertador tocando.

        Patti Smith acorda cedo, faz alguns exercícios e sai com uma caderneta em busca de um lugar para escrever enquanto toma um café. Haruki Murakami se levanta da cama às 4h e escreve por cinco ou seis horas – de tarde, pratica esportes. Toni Morrison também começava a escrever antes do nascer do sol, quando não havia ninguém por perto para interrompê-la. Maya Angelou acordava às 5h50, tomava café com o marido e ia para um hotel trabalhar. Jack Kerouac acreditava que o primeiro pensamento era o melhor – escrevia pela manhã em fluxo livre e deixava as tardes e noites para revisões. Henry Miller, mesma coisa: começava seus textos pela manhã e, à noite, andava de bicicleta. Virginia Woolf debruçava-se sobre o caderno das 9h30 ao meio-dia, todos os dias.

        A despeito da fama de notívago e boêmio que todo artista carrega, escrever é um trabalho braçal, somos operários do ofício. A inspiração pode vir do escuro, mas a transpiração é solar e cedo já está em pé.

        Nada mal ter alguma coisa em comum com essa turma, mesmo que apenas com sua rotina criativa. Ninguém me perguntou, mas as manhãs também são coautoras da minha escrita. As primeiras horas do dia me encontram mais acesa. O problema é que é também quando estou mais disposta a me exercitar – à tarde não consigo levantar pesos, fazer abdominais e outras crueldades com meu corpo. É também pela manhã que prefiro ir ao supermercado, geralmente vazio e sem filas. Se preciso fazer compras no shopping, chego antes de as portas abrirem, pelo mesmo motivo: oferta de vagas para estacionar, corredores desimpedidos, provadores às moscas. Ou seja, prefiro as manhãs para tudo que exija algum esforço. Depois das 14h, a inspiração mingua, e depois das 18h, só relaxar me interessa. Ou seja, a continuar assim, morrerei de fome. Tenho que tomar vergonha e transferir todos os meus afazeres mundanos para o turno da tarde, a fim de usar as manhãs exclusivamente para a escrita. Se não conseguir, me restará o radicalismo: abandonar a administração da casa, desistir de manter o corpo saudável e fugir para uma praia isolada, onde aguardarei o sol nascer cercada apenas pelas garrafas vazias da noite anterior e dois ou três gatos.

Autora: Martha Medeiros - GZH (adaptado).
Considerando o valor semântico da locução “a despeito de” no contexto de ocorrência – “A despeito da fama de notívago e boêmio que todo artista carrega”, assinale a alternativa que apresenta expressão ou vocábulo que pode substituir adequadamente a locução, mantendo o sentido original.
Alternativas
Q3770524 Direito Constitucional
No âmbito da organização da educação prevista na Constituição Federal, assinale a alternativa que corresponde corretamente à atuação prioritária do Município dentro do regime de colaboração federativa:
Alternativas
Q3770523 Pedagogia
Durante o horário de aula, um aluno de 11 anos relata à professora que prefere não ir para casa após o encerramento das atividades, afirmando que “não se sente seguro” quando está com um responsável. O aluno não deseja fornecer mais detalhes e pede segredo absoluto à docente.
Considerando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e as responsabilidades legais atribuídas à instituição escolar e ao professor, assinale a afirmativa que apresenta corretamente a conduta que deve ser adotada pela professora.
Alternativas
Q3770521 Matemática
Considere o sistema linear em três incógnitas, interpretando cada equação como um plano no espaço tridimensional:
Imagem associada para resolução da questão

Assinale a alternativa que classifica corretamente o sistema em função do valor real de k:
Alternativas
Q3770514 Português
Texto 5


A menina que falava internetês


A mãe gostava de acreditar-se moderna. Do figurino à linguagem, esforçava-se para estar sempre up-to-date com as últimas tendências da moda. Seus objetivos eram claros: criar uma imagem de mulher mais jovem e fazer bonito para os filhos, os reis da tecnologia doméstica, que dominavam tudo na casa, dos controles remotos dos aparelhos eletrônicos aos computadores e laptops. Foi o propósito de não perder o bonde da história que levou Wanda a comprar um computador pessoal, assinar um provedor de acesso e começar a navegar pela internet. Nada poderia detê-la rumo à modernidade!

Depois de alguns dias, navegando em seu trabalho, encontrou sua filha pré-adolescente on-line. Não resistiu à tentação e iniciou uma conversa através de um programa de mensagens instantâneas. 

— Olá, filha, aqui é a sua mãe, navegando pela internet… Tudo bem com você, querida?

— blz.

— Como? Não entendi, filhinha. Seu teclado está com algum problema nas vogais?

— naum.

— Vejo que não é este o problema, já que você digitou duas vogais agora mesmo! Mas pode ser um defeito nas teclas de acentuação. Por favor, filha, teste o ‘til’.

— q tio?

— Não, não o tio, o til. O til é o irmão do papai, o tio Bruno. O til é aquele acento do não, do anão, da mamãe… Lembra quando a mamãe ensinou a você que o til parecia uma minhoquinha?

— nem

— Nem? Como assim, ‘nem’? Nem no sentido de conjunção coordenativa aditiva como “não lembro nem quero lembrar”? Ou seria “nem” como conjunção coordenativa alternativa, como em “não me lembro e nem parece uma minhoquinha”?

— ;-(

— Que foi isso, filhota?

— naum quero + tc com vc

— Você… não quer mais tecer comigo?

— teclar

— Assim mamãe fica triste, lindinha. Eu só queria conversar, puxar algum assunto. Mas está difícil. Eu não entendo o que você escreve e você não se interessa pelo que eu digito. Realmente, meu bem, parece que não é possível estabelecer um diálogo com você. Tudo bem, se eu tiver incomodando, eu paro agora mesmo.

— tá

— Antes de ir pra casa eu vou passar no supermercado. O que você quer que eu compre para… para… para vc? É assim que se diz em internetês?

— refri e bisc8

— Refrigerante e biscoito? Biscoito? Filha, francamente, que linguagem é essa? Você estuda no melhor colégio, seu pai paga uma mensalidade altíssima e você escreve assim na internet? Sem vogais, sem acentos, sem completar as palavras, sem usar maiúsculas no início de uma frase, com orações sem nexo e ainda por cima usando números no lugar das sílabas? Isso é inadmissível, Maria Eugênia!

— Xau, mãe, c ta xata.

— Maria Eugênia! Chata é com ch!

— Maria Eugênia?

— Desligou. Bem, pelo menos a tecla til está em ordem.


HERMANN, Rosana. A menina que falava internetês. In: CAMPOS, Carmen Lúcia da Silva; SILVA, Nilson Joaquim da. Lições de gramática para quem gosta de literatura. São Paulo: Panda Books, 2007.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) com base na leitura do texto 5.

( ) O texto inscrito no gênero discursivo/textual crônica tem por objetivo tematizar o conflito interacional de gerações na era digital.
( ) “Internetês” é uma língua natural, assim como português e inglês; portanto, tem gramática própria.
( ) O texto apresenta uma reflexão sobre a importância do respeito à variedade linguística em seu contexto de uso.
( ) Na passagem “sua filha pré-adolescente on-line” é um exemplo de concordância verbal já que o verbo “é” ocupa uma posição elíptica no texto.
( ) A frase escrita “Xau, mãe, c ta xata” reproduz a linguagem oral e é um exemplo típico do continuum entre oralidade e escrita proposto por Marcuschi.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3770513 Português
Texto 5


A menina que falava internetês


A mãe gostava de acreditar-se moderna. Do figurino à linguagem, esforçava-se para estar sempre up-to-date com as últimas tendências da moda. Seus objetivos eram claros: criar uma imagem de mulher mais jovem e fazer bonito para os filhos, os reis da tecnologia doméstica, que dominavam tudo na casa, dos controles remotos dos aparelhos eletrônicos aos computadores e laptops. Foi o propósito de não perder o bonde da história que levou Wanda a comprar um computador pessoal, assinar um provedor de acesso e começar a navegar pela internet. Nada poderia detê-la rumo à modernidade!

Depois de alguns dias, navegando em seu trabalho, encontrou sua filha pré-adolescente on-line. Não resistiu à tentação e iniciou uma conversa através de um programa de mensagens instantâneas. 

— Olá, filha, aqui é a sua mãe, navegando pela internet… Tudo bem com você, querida?

— blz.

— Como? Não entendi, filhinha. Seu teclado está com algum problema nas vogais?

— naum.

— Vejo que não é este o problema, já que você digitou duas vogais agora mesmo! Mas pode ser um defeito nas teclas de acentuação. Por favor, filha, teste o ‘til’.

— q tio?

— Não, não o tio, o til. O til é o irmão do papai, o tio Bruno. O til é aquele acento do não, do anão, da mamãe… Lembra quando a mamãe ensinou a você que o til parecia uma minhoquinha?

— nem

— Nem? Como assim, ‘nem’? Nem no sentido de conjunção coordenativa aditiva como “não lembro nem quero lembrar”? Ou seria “nem” como conjunção coordenativa alternativa, como em “não me lembro e nem parece uma minhoquinha”?

— ;-(

— Que foi isso, filhota?

— naum quero + tc com vc

— Você… não quer mais tecer comigo?

— teclar

— Assim mamãe fica triste, lindinha. Eu só queria conversar, puxar algum assunto. Mas está difícil. Eu não entendo o que você escreve e você não se interessa pelo que eu digito. Realmente, meu bem, parece que não é possível estabelecer um diálogo com você. Tudo bem, se eu tiver incomodando, eu paro agora mesmo.

— tá

— Antes de ir pra casa eu vou passar no supermercado. O que você quer que eu compre para… para… para vc? É assim que se diz em internetês?

— refri e bisc8

— Refrigerante e biscoito? Biscoito? Filha, francamente, que linguagem é essa? Você estuda no melhor colégio, seu pai paga uma mensalidade altíssima e você escreve assim na internet? Sem vogais, sem acentos, sem completar as palavras, sem usar maiúsculas no início de uma frase, com orações sem nexo e ainda por cima usando números no lugar das sílabas? Isso é inadmissível, Maria Eugênia!

— Xau, mãe, c ta xata.

— Maria Eugênia! Chata é com ch!

— Maria Eugênia?

— Desligou. Bem, pelo menos a tecla til está em ordem.


HERMANN, Rosana. A menina que falava internetês. In: CAMPOS, Carmen Lúcia da Silva; SILVA, Nilson Joaquim da. Lições de gramática para quem gosta de literatura. São Paulo: Panda Books, 2007.
Assinale a alternativa correta quanto à figura de linguagem:
Alternativas
Q3770512 Português

Texto 4


O show


O cartaz

O desejo



O pai

O dinheiro

O ingresso



O dia

A preparação

A ida



O estádio

A multidão

A expectativa



A música

A vibração

A participação



O fim

A volta

O vazio



KOCH, Ingedore. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 2001, p. 12.

Com base na leitura do texto 4, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3770511 Literatura
Texto 3


“Competências específicas de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental


9- Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da experiência com a literatura”.


Base curricular municipal da educação fundamental - Caderno 2 / Organizadores Claudia Maria da Cruz, Paulo Rogério de Rossi. – Concórdia-SC: Secretaria Municipal de Educação de Concórdia, 2023, p. 61.
Segundo o texto 3, excerto retirado da Base Curricular Municipal de Concórdia, e com base em seus conhecimentos sobre o ensino de literatura, é correto afirmar que a literatura deve ser:
Alternativas
Q3770510 Português
Texto 2


“O Eixo da Análise Linguística/Semiótica envolve os procedimentos e estratégias (meta)cognitivas de análise e avaliação consciente, durante os processos de leitura e de produção de textos (orais, escritos e multissemióticos), das materialidades dos textos, responsáveis por seus efeitos de sentido, seja no que se refere às formas de composição dos textos, determinadas pelos gêneros (orais, escritos e multissemióticos) e pela situação de produção, seja no que se refere aos estilos adotados nos textos, com forte impacto nos efeitos de sentido. Assim, no que diz respeito à linguagem verbal oral e escrita, as formas de composição dos textos dizem respeito à coesão, coerência e organização da progressão temática dos textos, influenciadas pela organização típica (forma de composição) do gênero em questão. No caso de textos orais, essa análise envolverá também os elementos próprios da fala – como ritmo, altura, intensidade, clareza de articulação, variedade linguística adotada, estilização etc. –, assim como os elementos paralinguísticos e cinésicos – postura, expressão facial, gestualidade etc. No que tange ao estilo, serão levadas em conta as escolhas de léxico e de variedade linguística ou estilização e alguns mecanismos sintáticos e morfológicos, de acordo com a situação de produção, a forma e o estilo de gênero”.


BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular [BNCC]. Brasília, 2018, p. 78.
A partir do texto 2 e dos seus conhecimentos sobre a prática de análise linguística/semiótica da BNCC, é correto afirmar que o eixo:
Alternativas
Respostas
10021: D
10022: A
10023: C
10024: B
10025: D
10026: C
10027: A
10028: B
10029: B
10030: C
10031: B
10032: A
10033: A
10034: C
10035: A
10036: B
10037: D
10038: B
10039: C
10040: A