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Q3255480 Pedagogia
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino de Língua Inglesa busca promover o desenvolvimento integral dos estudantes, visando à sua participação social em contextos diversos. Quando se fala em mobilizar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas, a BNCC está se referindo a:
Alternativas
Q3255479 Inglês
Considerando o pensamento de SILVA na obra Letramento crítico e o ensino de língua inglesa: fomentando o senso crítico e a cidadania nas aulas de leitura (2018), julgue as sentenças abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).

1.(__) O letramento crítico está focado no ensino formal de textos canônicos para que o estudante desenvolva o senso crítico com equidade.
2.(__) Silva argumenta que o ensino de inglês deve ir além das competências linguísticas, promovendo a construção de cidadãos críticos e reflexivos, capazes de atuar de forma consciente no mundo globalizado.
3.(__) A autora propõe que o ensino de leitura deve integrar a análise de discursos midiáticos, literários e cotidianos.

A sequência correta é:
Alternativas
Q3255478 Inglês
Considere o excerto abaixo: De acordo com W. M. Tagata (2018), o conceito de_______busca uma abordagem integrativa, onde o inglês é ensinado em diálogo com culturas locais e globais, promovendo diversidade e letramento crítico.

Complete a lacuna acima e assinale a alternativa correta
Alternativas
Q3255477 Pedagogia
Leia o excerto abaixo:

A obra Atividade social nas aulas de língua estrangeira (2009) de LIBERALI aborda como as atividades sociais nas aulas de língua estrangeira podem ser pensadas como práticas que vão além do ensino técnico da língua, promovendo a interação e a transformação do aprendiz. Baseada na teoria de _________, a autora propõe que a aprendizagem ocorre por meio de interação social e da mediação, destacando que o aprendizado não é individual, mas sim uma construção coletiva. A linguagem, nesse contexto, assume um papel central como mediadora de experiências.

Complete a lacuna corretamente e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3255476 Pedagogia
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a avaliação das aprendizagens em Língua Inglesa é orientada por elementos que detalham habilidades específicas, indicando o que se espera que os estudantes sejam capazes de realizar em cada etapa de ensino. Esses elementos são conhecidos como: 
Alternativas
Q3255475 Pedagogia
Na obra de Ana R.S. Carolino de Abreu Nunes (2004), o uso do lúdico no ensino de uma segunda língua é fundamentado em abordagens pedagógicas que valorizam a conexão entre os novos conhecimentos e os conhecimentos prévios dos aprendizes, promovendo uma aprendizagem mais relevante e engajada. Essa abordagem está alinhada a qual das teorias educacionais apresentadas abaixo?
Alternativas
Q3255474 Pedagogia
Sobre o conceito de Inglês como Língua Franca (ILF), abordado por Flavius Almeida dos Anjos em O inglês como língua franca global da contemporaneidade (2016), é possível identificar desafios e propostas pedagógicas que questionam as abordagens tradicionais de ensino de língua inglesa. Tendo isso em vista, assinale a alternativa que melhor reflete as implicações do ILF no contexto educacional:
Alternativas
Q3255473 Inglês
A obra A oralidade no ensino de línguas estrangeiras (2022) de PINHO destaca uma abordagem pedagógica que valoriza a oralidade no ensino de línguas estrangeiras por meio de tarefas que simulam situações reais de uso da língua. Essa abordagem visa desenvolver a competência comunicativa dos aprendizes de forma prática e contextualizada. Estamos falando da:
Alternativas
Q3255472 Pedagogia
Segundo Luiz Paulo Moita Lopes, em Inglês no Mundo Contemporâneo: Ampliando Oportunidades Sociais por Meio da Educação (2005), o ensino de língua inglesa deve considerar seu papel no enfrentamento de desigualdades sociais. Sobre as práticas pedagógicas sugeridas por Moita Lopes, analise as afirmativas e assinale a correta.
Alternativas
Q3255471 Inglês
Sobre Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Língua Inglesa, julgue as sentenças abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).

1.(__)O eixo Conhecimentos linguísticos consolida-se pelas práticas de uso, análise e reflexão sobre a língua, sempre de modo contextualizado, articulado e a serviço das práticas de oralidade, leitura e escrita.
2.(__)A proposição do eixo Dimensão intercultural nasce da compreensão de que as culturas, especialmente na sociedade contemporânea, estão em contínuo processo de interação e (re)construção.
3.(__)Do ponto de vista metodológico, a apresentação de situações de leitura organizadas em pré-leitura, leitura plena e pós-leitura deve ser vista como potencializadora dessas aprendizagens de modo contextualizado e significativo para os estudantes, na perspectiva de um dimensionamento das práticas e competências leitoras já existentes, especialmente em língua franca.

A sequência correta é:
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Q3255470 Linguística
A abordagem proposta por Rajagopalan em Por uma linguística crítica (2000) estabelece conexões entre linguagem, ideologia e poder. Sobre os fundamentos dessa perspectiva, assinale a alternativa que melhor reflete os conceitos centrais da obra.
Alternativas
Q3255469 Inglês
Com base no conceito de "desestrangeirização" apresentado por Flavius Almeida dos Anjos em O inglês como língua franca global da contemporaneidade (2016), julgue as sentenças abaixo como (V) para verdadeiras ou (F), para falsas.

1.(__) O conceito de "desestrangeirização" enfatiza o uso do inglês como ferramenta para conectar-se a contextos locais e globais, rompendo com a ideia de língua "estrangeira".
2.(__) O objetivo principal da "desestrangeirização" é reduzir o papel do inglês como língua de comunicação intercultural.
3.(__) A "desestrangeirização" é uma abordagem que propõe o ensino de inglês à comunicação funcional, para além dos contextos culturais e históricos.

A sequência correta é:
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Q3255468 Pedagogia
De acordo com Flávia Matias Silva em Letramento crítico e o ensino de língua inglesa (2018), o desenvolvimento do senso crítico nas aulas de inglês envolve práticas que integram cidadania e leitura crítica do mundo. Sobre as implicações do letramento crítico para o ensino de inglês, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3255467 Pedagogia
Considerando o pensamento de MOITA na obra Inglês no Mundo Contemporâneo: Ampliando Oportunidades Sociais por Meio da Educação (2005), julgue as sentenças abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).

1.(__) O ensino de inglês, segundo o autor, precisa ser situado no panorama local e global. Isso significa considerar as realidades dos alunos, suas necessidades específicas e o impacto da língua inglesa em suas vidas.
2.(__) Ele sugere que as práticas pedagógicas devem estimular os alunos a questionarem o uso da língua em discursos midiáticos, políticos e econômicos, entendendo suas implicações para a construção de identidades e relações de poder.
3.(__) Segundo ele, ensinar inglês dessa forma reduz a língua a uma ferramenta de comunicação, ignorando sua carga simbólica e política.

A sequência correta é: 
Alternativas
Q3255466 Pedagogia
Em Língua Estrangeira e Formação Cidadã (ROCHA; MACIEL, 2015), os autores propõem uma relação entre ensino de línguas e práticas de cidadania. Considerando essa perspectiva, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3255440 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 
O texto "Comida é dinheiro vivo", de Fabrício Carpinejar, apresenta uma visão cultural sobre os hábitos alimentares mineiros, utilizando-se de recursos discursivos e linguísticos. Considerando a análise do texto, escolha a alternativa que interpreta corretamente o uso dos elementos linguísticos e culturais apresentados pelo autor.
Alternativas
Q3255438 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 
Com base no texto "Comida é dinheiro vivo", de Fabrício Carpinejar, e nos conhecimentos sobre pontuação, analise as alternativas abaixo e assinale a opção correta. A alternativa correta identifica a justificativa gramatical para o uso de vírgulas na seguinte passagem:

"Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar."
Alternativas
Q3255435 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 
Analise as funções desempenhadas pela palavra "que" na frase: "Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio" e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3255434 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 
Considerando os elementos discursivos presentes no texto e a maneira como o autor utiliza estratégias linguísticas para caracterizar o comportamento cultural de um povo, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3255433 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 
Sobre o emprego dos pronomes presentes na frase: "Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais", assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: A
4: A
5: B
6: D
7: B
8: B
9: C
10: D
11: A
12: A
13: D
14: D
15: A
16: B
17: A
18: C
19: B
20: C