Questões de Concurso Comentadas para polícia federal

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Q3448582 Português
Vianda: entre o feijão e a etimologia
(Marcelo Módolo e Henrique Braga) 

Há palavras que nunca circularam amplamente pelo País, mas que seguem firmes e ativas em certos cantos do mapa. “Vianda” é um caso assim. No Rio Grande do Sul, ela está nos cardápios, nos almoços de trabalho e designa, com naturalidade, a marmita, seja a simples do dia a dia ou aquela de alumínio, com divisórias caprichadas para separar os alimentos – impedindo que o intrépido feijão se espalhe sem ser autorizado. Mais do que um regionalismo resistente, “vianda” carrega algo de identidade. E aí vem a pergunta: como uma palavra tão localizada conseguiu permanecer tão presente?

         Uma pista importante está na própria história da palavra. Embora a origem remota esteja no latim vulgar vivanda, “aquilo que serve para viver”, o termo evoluiu no francês antigo para viande, com o sentido geral de “comida”. A partir daí – ou paralelamente, por via direta do latim – chegou ao espanhol como vianda, significando alimento preparado. É bastante provável, inclusive, que tenha sido por meio do espanhol – e não do português padrão – que o termo entrou e se enraizou no vocabulário gaúcho.  

No cotidiano gaúcho, “vianda” não é apenas uma palavra que resiste – é um termo ativo, incorporado ao dia a dia de quem prepara, leva e consome comida feita em casa. Refere-se à refeição completa, com sustança: arroz, feijão, carne, farofa, salada, ovo – o que couber na marmita. Não tem afetação nem verniz gourmet. Ao contrário: é palavra direta, popular, útil.

Esse uso está tão sedimentado que aparece até em recados de restaurante. Em uma visita a Gramado, um destes articulistas encontrou a seguinte mensagem colada à parede: “Viandas apenas com carne serão cobradas à parte”. A frase é simples, mas diz muito. Ali, “vianda” já não nomeava apenas o conteúdo alimentar, mas também o recipiente – a marmita – por um processo de metonímia, bastante comum nas línguas naturais, em que o conteúdo passa a ser representado pelo continente. Isso ajuda a entender a vitalidade do termo: se antes vianda era só o que se comia, agora é também – talvez, principalmente – o modo de transportar o alimento, o gesto de levar, de conservar, de cuidar da própria refeição.

Esse tipo de transformação – quando uma palavra se desloca de um significado para outro sem perder sua base cultural – é um dos modos mais sutis e eficientes de uma língua seguir respirando.

Não deixa de ser simbólico que “vianda” venha, ainda que de longe, de vivĕre – o verbo latino para “viver”. É uma palavra que, desde a origem, está associada ao essencial – ao ato de manter-se vivo. E, ainda hoje, guarda esse núcleo de sentido. Quando alguém diz que vai levar a vianda, está dizendo que carrega o que lhe mantém em pé. Que prepara, com as próprias mãos ou com o cuidado de alguém próximo, o alimento que lhe acompanhará no meio do caminho. É linguagem do cotidiano, mas também linguagem da resistência. (https://jornal.usp.br/artigos/vianda-entre-o-feijao-e a-etimologia/, com adaptações)

No último trecho do texto “É linguagem do cotidiano, mas também linguagem da resistência”, a conjunção “mas” cria uma oposição ao trecho anterior. 
Alternativas
Q3448581 Português
Vianda: entre o feijão e a etimologia
(Marcelo Módolo e Henrique Braga) 

Há palavras que nunca circularam amplamente pelo País, mas que seguem firmes e ativas em certos cantos do mapa. “Vianda” é um caso assim. No Rio Grande do Sul, ela está nos cardápios, nos almoços de trabalho e designa, com naturalidade, a marmita, seja a simples do dia a dia ou aquela de alumínio, com divisórias caprichadas para separar os alimentos – impedindo que o intrépido feijão se espalhe sem ser autorizado. Mais do que um regionalismo resistente, “vianda” carrega algo de identidade. E aí vem a pergunta: como uma palavra tão localizada conseguiu permanecer tão presente?

         Uma pista importante está na própria história da palavra. Embora a origem remota esteja no latim vulgar vivanda, “aquilo que serve para viver”, o termo evoluiu no francês antigo para viande, com o sentido geral de “comida”. A partir daí – ou paralelamente, por via direta do latim – chegou ao espanhol como vianda, significando alimento preparado. É bastante provável, inclusive, que tenha sido por meio do espanhol – e não do português padrão – que o termo entrou e se enraizou no vocabulário gaúcho.  

No cotidiano gaúcho, “vianda” não é apenas uma palavra que resiste – é um termo ativo, incorporado ao dia a dia de quem prepara, leva e consome comida feita em casa. Refere-se à refeição completa, com sustança: arroz, feijão, carne, farofa, salada, ovo – o que couber na marmita. Não tem afetação nem verniz gourmet. Ao contrário: é palavra direta, popular, útil.

Esse uso está tão sedimentado que aparece até em recados de restaurante. Em uma visita a Gramado, um destes articulistas encontrou a seguinte mensagem colada à parede: “Viandas apenas com carne serão cobradas à parte”. A frase é simples, mas diz muito. Ali, “vianda” já não nomeava apenas o conteúdo alimentar, mas também o recipiente – a marmita – por um processo de metonímia, bastante comum nas línguas naturais, em que o conteúdo passa a ser representado pelo continente. Isso ajuda a entender a vitalidade do termo: se antes vianda era só o que se comia, agora é também – talvez, principalmente – o modo de transportar o alimento, o gesto de levar, de conservar, de cuidar da própria refeição.

Esse tipo de transformação – quando uma palavra se desloca de um significado para outro sem perder sua base cultural – é um dos modos mais sutis e eficientes de uma língua seguir respirando.

Não deixa de ser simbólico que “vianda” venha, ainda que de longe, de vivĕre – o verbo latino para “viver”. É uma palavra que, desde a origem, está associada ao essencial – ao ato de manter-se vivo. E, ainda hoje, guarda esse núcleo de sentido. Quando alguém diz que vai levar a vianda, está dizendo que carrega o que lhe mantém em pé. Que prepara, com as próprias mãos ou com o cuidado de alguém próximo, o alimento que lhe acompanhará no meio do caminho. É linguagem do cotidiano, mas também linguagem da resistência. (https://jornal.usp.br/artigos/vianda-entre-o-feijao-e a-etimologia/, com adaptações)

O sentido atribuído à vianda no primeiro parágrafo é o mesmo no exemplo citado de Gramado (4º parágrafo). 
Alternativas
Q3448580 Português
Vianda: entre o feijão e a etimologia
(Marcelo Módolo e Henrique Braga) 

Há palavras que nunca circularam amplamente pelo País, mas que seguem firmes e ativas em certos cantos do mapa. “Vianda” é um caso assim. No Rio Grande do Sul, ela está nos cardápios, nos almoços de trabalho e designa, com naturalidade, a marmita, seja a simples do dia a dia ou aquela de alumínio, com divisórias caprichadas para separar os alimentos – impedindo que o intrépido feijão se espalhe sem ser autorizado. Mais do que um regionalismo resistente, “vianda” carrega algo de identidade. E aí vem a pergunta: como uma palavra tão localizada conseguiu permanecer tão presente?

         Uma pista importante está na própria história da palavra. Embora a origem remota esteja no latim vulgar vivanda, “aquilo que serve para viver”, o termo evoluiu no francês antigo para viande, com o sentido geral de “comida”. A partir daí – ou paralelamente, por via direta do latim – chegou ao espanhol como vianda, significando alimento preparado. É bastante provável, inclusive, que tenha sido por meio do espanhol – e não do português padrão – que o termo entrou e se enraizou no vocabulário gaúcho.  

No cotidiano gaúcho, “vianda” não é apenas uma palavra que resiste – é um termo ativo, incorporado ao dia a dia de quem prepara, leva e consome comida feita em casa. Refere-se à refeição completa, com sustança: arroz, feijão, carne, farofa, salada, ovo – o que couber na marmita. Não tem afetação nem verniz gourmet. Ao contrário: é palavra direta, popular, útil.

Esse uso está tão sedimentado que aparece até em recados de restaurante. Em uma visita a Gramado, um destes articulistas encontrou a seguinte mensagem colada à parede: “Viandas apenas com carne serão cobradas à parte”. A frase é simples, mas diz muito. Ali, “vianda” já não nomeava apenas o conteúdo alimentar, mas também o recipiente – a marmita – por um processo de metonímia, bastante comum nas línguas naturais, em que o conteúdo passa a ser representado pelo continente. Isso ajuda a entender a vitalidade do termo: se antes vianda era só o que se comia, agora é também – talvez, principalmente – o modo de transportar o alimento, o gesto de levar, de conservar, de cuidar da própria refeição.

Esse tipo de transformação – quando uma palavra se desloca de um significado para outro sem perder sua base cultural – é um dos modos mais sutis e eficientes de uma língua seguir respirando.

Não deixa de ser simbólico que “vianda” venha, ainda que de longe, de vivĕre – o verbo latino para “viver”. É uma palavra que, desde a origem, está associada ao essencial – ao ato de manter-se vivo. E, ainda hoje, guarda esse núcleo de sentido. Quando alguém diz que vai levar a vianda, está dizendo que carrega o que lhe mantém em pé. Que prepara, com as próprias mãos ou com o cuidado de alguém próximo, o alimento que lhe acompanhará no meio do caminho. É linguagem do cotidiano, mas também linguagem da resistência. (https://jornal.usp.br/artigos/vianda-entre-o-feijao-e a-etimologia/, com adaptações)

Em relação à tipologia textual, o texto classifica se como dissertativo-expositivo. Predomina no texto o objetivo de explicar e informar ao leitor o uso e a origem da palavra "vianda", explorando seus aspectos linguísticos, culturais e regionais. 
Alternativas
Q3448579 Português
Vianda: entre o feijão e a etimologia
(Marcelo Módolo e Henrique Braga) 

Há palavras que nunca circularam amplamente pelo País, mas que seguem firmes e ativas em certos cantos do mapa. “Vianda” é um caso assim. No Rio Grande do Sul, ela está nos cardápios, nos almoços de trabalho e designa, com naturalidade, a marmita, seja a simples do dia a dia ou aquela de alumínio, com divisórias caprichadas para separar os alimentos – impedindo que o intrépido feijão se espalhe sem ser autorizado. Mais do que um regionalismo resistente, “vianda” carrega algo de identidade. E aí vem a pergunta: como uma palavra tão localizada conseguiu permanecer tão presente?

         Uma pista importante está na própria história da palavra. Embora a origem remota esteja no latim vulgar vivanda, “aquilo que serve para viver”, o termo evoluiu no francês antigo para viande, com o sentido geral de “comida”. A partir daí – ou paralelamente, por via direta do latim – chegou ao espanhol como vianda, significando alimento preparado. É bastante provável, inclusive, que tenha sido por meio do espanhol – e não do português padrão – que o termo entrou e se enraizou no vocabulário gaúcho.  

No cotidiano gaúcho, “vianda” não é apenas uma palavra que resiste – é um termo ativo, incorporado ao dia a dia de quem prepara, leva e consome comida feita em casa. Refere-se à refeição completa, com sustança: arroz, feijão, carne, farofa, salada, ovo – o que couber na marmita. Não tem afetação nem verniz gourmet. Ao contrário: é palavra direta, popular, útil.

Esse uso está tão sedimentado que aparece até em recados de restaurante. Em uma visita a Gramado, um destes articulistas encontrou a seguinte mensagem colada à parede: “Viandas apenas com carne serão cobradas à parte”. A frase é simples, mas diz muito. Ali, “vianda” já não nomeava apenas o conteúdo alimentar, mas também o recipiente – a marmita – por um processo de metonímia, bastante comum nas línguas naturais, em que o conteúdo passa a ser representado pelo continente. Isso ajuda a entender a vitalidade do termo: se antes vianda era só o que se comia, agora é também – talvez, principalmente – o modo de transportar o alimento, o gesto de levar, de conservar, de cuidar da própria refeição.

Esse tipo de transformação – quando uma palavra se desloca de um significado para outro sem perder sua base cultural – é um dos modos mais sutis e eficientes de uma língua seguir respirando.

Não deixa de ser simbólico que “vianda” venha, ainda que de longe, de vivĕre – o verbo latino para “viver”. É uma palavra que, desde a origem, está associada ao essencial – ao ato de manter-se vivo. E, ainda hoje, guarda esse núcleo de sentido. Quando alguém diz que vai levar a vianda, está dizendo que carrega o que lhe mantém em pé. Que prepara, com as próprias mãos ou com o cuidado de alguém próximo, o alimento que lhe acompanhará no meio do caminho. É linguagem do cotidiano, mas também linguagem da resistência. (https://jornal.usp.br/artigos/vianda-entre-o-feijao-e a-etimologia/, com adaptações)

No trecho “Não tem afetação nem verniz gourmet” (3º parágrafo), a palavra “verniz” está sendo usada em sentido conotativo e, no texto, deve ser entendida como algo pejorativo, pois representa uma forma de sofisticação só aparente, artificial.  
Alternativas
Q3454258 Arquivologia

A respeito das normas arquivísticas e sistemas informatizados julgue. 1


O e‑ARQ Brasil estabelece que, em um SIGAD, os metadados de classificação, temporalidade, proveniência e integridade são obrigatórios na captura de documentos digitais, garantindo autenticidade e rastreabilidade ao longo de todo o ciclo de vida.

Alternativas
Q3454257 Arquivologia

Sobre microfilmagem julgue


Conforme a Lei 5.433/1968 e o Decreto 1.799/1996, para que o microfilme possa substituir plenamente o documento original em processos administrativos ou judiciais, o suporte deve ser filme de segurança (prata em gelatina) e o lote deve possuir certificado de autenticidade emitido por profissional habilitado. 

Alternativas
Q3454256 Arquivologia

A respeito da Classificação e Avaliação de documentos julgue.


A avaliação documental visa exclusivamente determinar a eliminação de documentos, razão pela qual valores secundários, como o valor histórico, não são considerados nos estudos de temporalidade. 

Alternativas
Q3454255 Arquivologia

A respeito da Classificação e Avaliação de documentos julgue. 


A classificação arquivística desenvolvida a partir das funções e atividades do órgão produtor preserva a organicidade do acervo e fornece base para a posterior avaliação e definição de prazos de guarda. 

Alternativas
Q3454254 Arquivologia

Sobre os conceitos e características do Protocolo julgue. 


A etapa de distribuição no serviço de protocolo consiste na expedição de documentos para destinatários externos, não abrangendo o encaminhamento interno entre unidades do órgão. 

Alternativas
Q3454253 Arquivologia

Sobre os conceitos e características do Protocolo julgue. 


O serviço de protocolo controla o fluxo de entrada e saída de documentos no órgão, registrando‑os e atribuindo número único, assegurando autenticidade, rastreabilidade e suporte à tramitação em todas as fases subsequentes.

Alternativas
Q3454252 Arquivologia

A respeito da Gestão de documentos e legislação arquivística brasileira julgue.


No contexto da realidade arquivística brasileira, o Decreto 10.148/2019 tornou obrigatória a digitalização de todos os documentos em papel produzidos pela administração pública federal até 2026, eliminando a necessidade de preservação dos originais após a captura digital.

Alternativas
Q3454251 Arquivologia

A respeito da Gestão documental e classificação de arquivos julgue.


Na implantação de um programa de gestão de documentos, é dispensável a criação formal de Comissão Permanente de Avaliação de Documentos (CPAD), pois cada unidade organizacional pode definir isoladamente os prazos de guarda e a eliminação de seus próprios documentos. 

Alternativas
Q3454250 Arquivologia

A respeito da Gestão documental e classificação de arquivos julgue.


A elaboração de um plano de classificação fundamentado nas funções e atividades da instituição é etapa indispensável na implantação de um programa de gestão de documentos, pois orienta produção, tramitação, avaliação e destinação dos documentos ao longo de todo o seu ciclo de vida. 

Alternativas
Q3454249 Arquivologia

A respeito das normas de descrição arquivísticas julgue. 


Conforme a NOBRADE, cada registro descritivo deve conter obrigatoriamente oito áreas (identificação, contexto, conteúdo e estrutura, condições de acesso e uso, fontes relacionadas, notas, controle de descrição e documentação associada), não havendo elementos opcionais.

Alternativas
Q3454248 Arquivologia

Sobre a legislação arquivística julgue o item a seguir. 


Segundo a Lei 12.527/2011 (LAI), toda informação contendo dados pessoais sensíveis deve permanecer sigilosa por prazo indeterminado, salvo decisão judicial, em consonância com a LGPD (Lei 13.709/2018) e a Lei 8.159/1991. 

Alternativas
Q3454247 Arquivologia

A respeito da Arquivística e Princípios arquivísticos julgue a questão como Certo ou Errado.


O princípio da organicidade estabelece que os documentos de arquivo refletem naturalmente as funções e atividades da entidade que os produziu, compondo um conjunto coerente e indivisível. 

Alternativas
Q3454236 Contabilidade Geral

Uma entidade apresentou as seguintes informações (em reais) durante o exercício financeiro.

  Imagem associada para resolução da questão

Com base nessas informações, a entidade apresentou uma situação líquida de passivo a descoberto no valor de R$ 33.000,00. 

Alternativas
Q3454234 Banco de Dados

Julgue o seguinte item, a respeito de big data.


Variabilidade em Big Data é a capacidade de lidar diferentes tipos de dados, como imagens, textos e vídeos, provenientes de múltiplas fontes, sejam estruturados ou não estruturados.

Alternativas
Q3454231 Sistemas de Informação

Com base na teoria geral de sistemas (TGS), julgue o próximo item.


Na Teoria Geral dos Sistemas (TGS), o princípio da equifinalidade é uma característica dos sistemas abertos, que indica que eles podem alcançar o mesmo objetivo por meio de caminhos distintos e a partir de condições iniciais diferentes.

Alternativas
Q3454230 Sistemas de Informação

Com base na teoria geral de sistemas (TGS), julgue o próximo item.


A negentropia ocorre quando o sistema entra em colapso e falha em organizar suas partes para evitar a desordem.

Alternativas
Respostas
1681: E
1682: C
1683: C
1684: C
1685: C
1686: C
1687: E
1688: C
1689: E
1690: C
1691: E
1692: E
1693: C
1694: E
1695: E
1696: C
1697: C
1698: E
1699: C
1700: E