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Q3992308 Direito Previdenciário
Sobre o auxílio-inclusão, assinale a afirmativa correta. 
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Q3992304 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
É assegurado às crianças e adolescentes, entre outros, o direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer. Nesse sentido, é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
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Q3992300 Direito Constitucional
“Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.” Tal afirmação encontra- -se na: 
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Q3992299 Direito Constitucional
Considerando os direitos individuais e coletivos estabelecidos em Lei, assinale a afirmativa correta.
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Q3992296 Direito Sanitário
Sobre os principais direitos dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Ser identificado e tratado pelo nome ou sobrenome e não por números, códigos ou de modo genérico, desrespeitoso ou preconceituoso.
( ) Ser acompanhado por familiar ou pessoa indicada, se assim desejar, nas consultas e exames, durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
( ) Consentir ou recusar, de forma voluntária e esclarecida, procedimentos médicos de qualquer natureza.

A sequência está correta em
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Q3992294 Enfermagem
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferta aos pacientes à Atenção Domiciliar (AD), que consiste na forma de atenção à saúde ao paciente em sua moradia, composta por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação, garantindo a continuidade do cuidado integrado à Rede de Atenção à Saúde. Sobre a Atenção Domiciliar, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Q3992288 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando a norma culta da Língua Portuguesa, há ERRO de concordância em:
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Q3992287 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando que o advérbio, palavra que indica uma circunstância (modo, lugar, tempo), pode modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, assinale a afirmativa transcrita do texto que NÃO evidencia tal classe gramatical. 
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Q3992286 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
No fragmento “De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras.” (4º§), o sinal indicativo de crase foi empregado apropriadamente. Tal fato NÃO ocorre em: 
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Q3992285 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando as classes de palavras, assinale, a seguir, a associação INCORRETA.
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Q3992284 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Em “Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia?” (2º§), as indagações feitas pela autora têm como objetivo: 
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Q3992283 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
No trechoMas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano?” (2º§), o termo evidenciado pode ser substituído, sem alteração de sentido, por, EXCETO: 
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Q3992282 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
No excerto “O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista.” (3º§), a expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo semântico, por: 
Alternativas
Q3992281 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
De acordo com as informações textuais, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3992280 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
No excerto “Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo.” (2º§), a expressão destacada expressa: 
Alternativas
Q3992279 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando as ideias textuais, é possível inferir que a autora, Cora Rónai:
Alternativas
Q3992258 Português

Maneira de amar


O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
    Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
    O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
    Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não”, respondeu. “Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”


(Armazém de Textos. Em: 08/08/2019. Carlos Drummond de Andrade. Adaptado.)

Considerando as afirmativas transcritas do texto, assinale a que indica ação verbal que expressa ideia de continuidade.
Alternativas
Q3992257 Português

Maneira de amar


O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
    Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
    O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
    Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não”, respondeu. “Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”


(Armazém de Textos. Em: 08/08/2019. Carlos Drummond de Andrade. Adaptado.)

Em “Você o tratava mal, agora está arrependido?” (4º§), o ponto de interrogação ( ? ) tem como finalidade:
Alternativas
Q3992256 Português

Maneira de amar


O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
    Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
    O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
    Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não”, respondeu. “Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”


(Armazém de Textos. Em: 08/08/2019. Carlos Drummond de Andrade. Adaptado.)

Considerando que o sujeito é o termo essencial da oração sobre o qual se diz alguma coisa, trata-se de afirmativa que expressa sujeito oculto:
Alternativas
Q3992255 Português

Maneira de amar


O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
    Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
    O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
    Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não”, respondeu. “Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”


(Armazém de Textos. Em: 08/08/2019. Carlos Drummond de Andrade. Adaptado.)

Considerando que o advérbio é uma palavra invariável que acompanha o verbo, modificando seu sentido, podendo, também, se relacionar com adjetivos ou até mesmo outros advérbios, assinale a afirmativa citada no texto que exprime circunstância de modo.
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: D
4: D
5: A
6: D
7: B
8: A
9: C
10: A
11: A
12: C
13: C
14: C
15: C
16: A
17: A
18: A
19: C
20: D