Questões de Concurso Comentadas para fcm

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Q3877507 Pedagogia
A BNCC da área de Linguagens e suas Tecnologias prioriza cinco campos de atuação social: da vida pessoal, das práticas de estudo e pesquisa, jornalístico-midiático, de atuação na vida pública e artístico.
A esse respeito, é correto afirmar que o campo das práticas de estudo e pesquisa
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Q3877506 Pedagogia
Sobre as linguagens e suas tecnologias na BNCC, as práticas do universo digital englobam diferentes dimensões, EXCETO a
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Q3877503 Português
Antunes (2003) declara que “a compreensão deturpada que se tem da gramática da língua e de seu estudo tem funcionado como um imenso entrave à ampliação da competência dos alunos para a fala, a escuta, a leitura e a escrita de textos adequados e relevantes.” (Antunes, 2003, p.30)
A esse respeito, associe corretamente o tipo de gramática ao seu respectivo ensino.
TIPOS 1. Inflexível 2. Irrelevante 3. Fragmentada 4. Descontextualizada
ENSINOS ( ) Gramática que é muito mais "sobre a língua", desvinculada, portanto, dos usos reais da língua escrita ou falada na comunicação do dia a dia.

( ) Gramática de frases inventadas, da palavra e da frase isoladas, sem sujeitos interlocutores, sem contexto, sem função; frases feitas para servir de lição, para virar exercício.

( ) Gramática de uma língua supostamente uniforme e fixada num conjunto de regras que, conforme constam nos manuais, devem manter-se a todo custo (apesar dos muitos usos em contrário).

( ) Gramática com primazia em questões sem importância para a competência comunicativa dos falantes. A este propósito, valia a pena perguntarse qual a competência comunicativa que há em distinguir um adjunto adnominal de um complemento nominal, por exemplo.

A sequência correta dessa associação é:
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Q3877502 Linguística
Bechara (2009, p. 52) define alguns tipos de gramática e aquela que “é uma disciplina científica que registra um sistema linguístico em todos os aspectos (fonético-fonológico, morfossintático e léxico) [e que], por ser de natureza científica, não está preocupada em estabelecer o que é certo ou errado no nível do saber elocutivo, do saber idiomático e do saber expressivo” é a gramática
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Q3877501 Português
“A coesão, manifestada no nível microtextual, referese aos modos como os componentes do universo textual, isto é, as palavras que ouvimos ou vemos, estão ligados entre si dentro de uma sequência.” (Fávero, 1997, p.10)
A partir dessa explicitação, Fávero propõe uma classificação em termos de função que exerce a coesão na construção do texto.
Associe corretamente o tipo de coesão classificado por Fávero (1997) à sua respectiva função. 

TIPOS 1. Referencial 2. Recorrencial 3. Sequencial
FUNÇÕES ( ) Obtida por paralelismo e paráfrase. ( ) Obtida por substituição e por reiteração. ( ) Ocorre por ordenação temporal e por conexão.
A sequência correta dessa associação é:
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Q3877500 Português
Leia o texto.
“Maria é minha irmã. Maria é bonita. Maria tem um cachorrinho. O cachorrinho é branco. Maria brinca com o cachorrinho. Maria é feliz” (Kock, 2006, p.105)
Sobre a coerência e a coesão do texto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma.
( ) Considera-se um não texto por falta de coesão. ( ) Há coerência, pois existe lógica e progressão temática. ( ) Há palavras que indiquem sequência temporal ou causal. ( ) As palavras Maria e cachorrinho são elementos de coesão.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
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Q3877497 Pedagogia
Nos sistemas de ensino, promover-se-á a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público, EXCETO:
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Q3877496 Pedagogia
Sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), avalie as afirmações acerca da organização da educação básica, nos níveis fundamental e médio.

I- O ensino da arte constituirá componente curricular facultativo, nos diversos níveis da educação básica.
II- A educação física é componente curricular da educação básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos.
III- Os currículos devem abranger o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, exclusivamente do Brasil.
IV- O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e europeia.


Está correto apenas o que se afirma em
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Q3877495 Português
“O estudo da gramática de uma língua costuma ser feito, pedagogicamente, sob quatro aspectos, conforme as unidades linguísticas em estudo: fonemas, morfemas e palavras, sintagmas e frases, e unidades semânticas em geral. A cada um desses tipos de unidades linguísticas corresponde uma determinada área de estudo, ou seja, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica.” (Sautchuk, 2010, p. 1)
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir, com relação às unidades linguísticas focalizadas.
Quando a unidade é o fonema, pode-se, por exemplo, estudar fenômenos da língua como a ____________________. Fenômenos semânticos propiciam o estudo da ____________________. Agora, se estiver nos limites dos morfemas, pode-se estudar a ____________________. Já a ____________________ remete-se ao estudo comandado pelas relações entre as palavras formando sintagmas.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
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Q3877494 Pedagogia
Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê

Otto Lara Resende

    Depois que a redação voltou ao vestibular, o que mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro. Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
    Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer noção de gramática. Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.
    Como os mestres que sustentam este ponto de vista sustentam também que pouquíssimo ou quase nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
    No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até porque é muito difícil diagnosticar com precisão o grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que há anos se davam na escola primária, pode derrubar milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não falar da crase.
    A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais, do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação. A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se abala com a crase.
    Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados. São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora. 
    Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
Otto Lara Resende afirma que “No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões.”
Contrário ao que sugere essa constatação, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir sobre a Lei nº 9.994/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que define princípios, objetivos e normas para garantir a qualidade e a gestão democrática do ensino em todos os níveis e modalidades.

( ) A educação básica deve ser obrigatoriamente organizada em ciclos de aprendizagem de três anos, iguais em todo o território nacional.

( ) A educação a distância, organizada com abertura e regime especiais, será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União.

( ) O Estado garante atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

( ) O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como um conjunto universal de insumos iguais para todos.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é: 
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Q3877493 Português
Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê

Otto Lara Resende

    Depois que a redação voltou ao vestibular, o que mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro. Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
    Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer noção de gramática. Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.
    Como os mestres que sustentam este ponto de vista sustentam também que pouquíssimo ou quase nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
    No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até porque é muito difícil diagnosticar com precisão o grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que há anos se davam na escola primária, pode derrubar milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não falar da crase.
    A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais, do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação. A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se abala com a crase.
    Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados. São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora. 
    Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
Leia o fragmento.

“Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever.”
Tendo por base a afirmação de Otto Lara Resende, bem como o Eixo da Produção de Textos da BNCC, é correto afirmar que as práticas a seguir estão relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos, EXCETO:
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Q3877492 Português
Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê

Otto Lara Resende

    Depois que a redação voltou ao vestibular, o que mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro. Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
    Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer noção de gramática. Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.
    Como os mestres que sustentam este ponto de vista sustentam também que pouquíssimo ou quase nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
    No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até porque é muito difícil diagnosticar com precisão o grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que há anos se davam na escola primária, pode derrubar milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não falar da crase.
    A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais, do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação. A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se abala com a crase.
    Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados. São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora. 
    Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
Leia os textos.
Texto I
“Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.”
Texto II
“Quando era professora de Língua Portuguesa, ainda no Ensino Fundamental e Médio, sempre havia, em sala de aula, momentos inevitáveis nos quais era preciso 'ensinar análise sintática'. Aos poucos, comecei a questionar a própria utilidade de um ensino mecânico e repetitivo, pautado por uma nomenclatura complicada e por uma sequência exaustiva de exercícios e mais exercícios em forma de orações 'com termos grifados'. Sem que nenhum aluno me questionasse, passei a me perguntar o porquê de tudo aquilo.” (SAUTCHUK, 2010, p. XV)

Com base na leitura dos textos I e II, infere-se que ambos criticam o ensino de regras gramaticais, assim, sob o aspecto morfossintático, é correto afirmar que(,)
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Q3877491 Literatura
Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê

Otto Lara Resende

    Depois que a redação voltou ao vestibular, o que mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro. Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
    Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer noção de gramática. Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.
    Como os mestres que sustentam este ponto de vista sustentam também que pouquíssimo ou quase nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
    No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até porque é muito difícil diagnosticar com precisão o grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que há anos se davam na escola primária, pode derrubar milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não falar da crase.
    A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais, do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação. A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se abala com a crase.
    Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados. São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora. 
    Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
O texto de Otto Lara Resende é uma crônica. No componente Língua Portuguesa da BNCC, prevê-se a ampliação do “contato dos estudantes com gêneros textuais relacionados a vários campos de atuação e a várias disciplinas, partindo-se de práticas de linguagem já vivenciadas pelos jovens para a ampliação dessas práticas, em direção a novas experiências.” (BRASIL, 2018, p. 136)

Dentre as classificações previstas na BNCC, é correto afirmar que a crônica de Lara Resende é
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Q3877490 Português
Ninguém sabe crasear, mas ler todo mundo lê

Otto Lara Resende

    Depois que a redação voltou ao vestibular, o que mais se ouve nesta época do ano é uma jeremiada sobre o desprezo a que está hoje relegado o livro. Ninguém sabe escrever porque ninguém lê.
    Escrever é uma técnica e, como tal, pode ser ensinada e, claro, pode ser aprendida por quem quiser. Também é uma arte, mas isto é outra história. Há vários métodos de ensinar a técnica de escrever. O mais comum, ou o mais aceito, é o que elimina qualquer noção de gramática. Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.
    Como os mestres que sustentam este ponto de vista sustentam também que pouquíssimo ou quase nada se lê, sobretudo nas novas gerações, presumo que a técnica de escrever seja ensinada por um processo mediúnico. Com a moda universal do esoterismo, quem sabe já se chegou ao aprendizado da leitura sem livro. Ou sem texto de qualquer espécie.
    No Brasil, como sabemos há séculos, nossos compatriotas analfabetos se contam por milhões. Até porque é muito difícil diagnosticar com precisão o grau de analfabetismo de um cidadão. Há titulares de diplomas e canudos que não vão muito longe em matéria de alfabeto. Um simples ditado, daqueles que há anos se davam na escola primária, pode derrubar milhares de bacharéis de grau superior. Isto para não falar da crase.
    A crase é hoje um obstáculo tão difícil, ou mais, do que o “cujo”. Há 30 anos ou mais, o Ferreira Gullar formulou as novas tábuas da lei nessa matéria. O primeiro mandamento trazia o princípio da libertação. A crase não foi feita para humilhar ninguém. Era um tempo em que a crase ainda humilhava. Hoje chegamos a um tal nível de saúde mental que ninguém se abala com a crase.
    Mas afinal de contas, eu ia falar da leitura. E do livro, cujo dia passou quase despercebido. Pois há um Dia do Livro. Mera coincidência, é o dia de São Judas Tadeu, o santo dos impossíveis e dos desesperados. São Judas Tadeu, de quem sou devoto, atraiu à sua igreja milhares de fiéis no Rio e pelo Brasil afora. 
    Podia ser também o patrono do livro, já que o livro, pelo que ouço, só existe e resiste por força de um milagre. Cheguei até aqui e não disse o que queria. Digo agora assim de estalo o que é a minha tese. Seguinte: nada neste mundo é mais promovido do que o livro. Dessacralizado pela sociedade de consumo, o livro não perdeu status. Continua a seu modo sagrado. Quem ousaria, por exemplo, declarar de público que não lê? Conheço dois casos. O Graciliano, que nos últimos anos de sua vida não lia nada. É o que ele dizia. E o garoto que outro dia disse na televisão que detesta ler. Cara de pau? Não. Um bravo!


Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6549/ninguemsabe-crasear-mas-ler-todo-mundo-le Acesso em: 24 nov. 2025. Adaptado.
Considerando o texto de Otto Lara Resende e, também, o Eixo Leitura do componente Língua Portuguesa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é correto inferir que a leitura
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Q3877319 Artes Visuais
Em sua análise sobre a atualidade da arte, Anne Cauquelin (2005) aborda a Land Art como um movimento que desloca a prática artística para espaços não institucionais, alterando a relação entre a obra e o meio ambiente.

Sobre a conexão entre essas intervenções na paisagem, a escolha de materiais e o contexto socioambiental discutido pela autora, é correto afirmar que
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Q3877318 Artes Visuais
Em seu estudo sobre a arte afro-brasileira, Roberto Conduru (2007) analisa como o campo artístico brasileiro lidou com a produção de matriz africana, desde a sua marginalização em instituições não artísticas até o seu reconhecimento contemporâneo.

Sobre os conceitos de convenção, identidade e o processo de musealização desses artefatos, é correto afirmar que
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Q3877317 Pedagogia
De acordo com Ferraz e Fusari (2009), o ensino de arte no Brasil passou por transformações significativas, acompanhando o contexto sociopolítico e as diferentes concepções de educação e cultura.

Numere as tendências pedagógicas e os marcos históricos a seguir para que reflitam a ordem cronológica correta de sua predominância ou surgimento no cenário educacional brasileiro, do período mais antigo para o mais recente.

( ) Tendência Contemporânea: marcada pela abordagem triangular (fazer, ler, contextualizar) e pela busca de uma educação estética crítica e multicultural.
( ) Tendência Tecnicista: caracterizada pela implantação da "Educação Artística" como atividade e pela polivalência do professor.
( ) Tendência Tradicional Acadêmica: influenciada pela Missão Artística Francesa, com foco na imitação de modelos e no domínio técnico do desenho.
( ) Tendência Escolanovista: baseada no movimento da livre expressão e no desenvolvimento psicológico e criativo do aluno.

A sequência correta para essa numeração é:
Alternativas
Q3877316 Educação Artística
Complete as lacunas do texto a seguir sobre a tradução como operação criativa entre as artes, conforme a teoria de Julio Plaza (2003).

Para o autor, a tradução intersemiótica, que se pretende uma "transcriação de formas", não deve ser um simples decalque, mas sim um processo de _________ a forma original para gerar um aumento da _________. Esse trânsito entre diversas manifestações de arte é tecnicamente viabilizado pelas qualidades _________ dos signos de lei (legisignos), que permitem que a estrutura icônica penetre em diferentes meios e suportes.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Alternativas
Q3877315 Artes Visuais
Na obra Universos da Arte, Fayga Ostrower (1984) analisa como o estilo artístico transcende uma mera escolha estética pessoal, sendo, ao contrário, a materialização de uma forma específica de o ser humano se posicionar no mundo ao longo das diversas épocas. Cada época histórica molda o espaço e a forma conforme uma "cosmovisão" particular.

Ordene as descrições a seguir de modo que reflitam a sucessão cronológica das visões de mundo e seus respectivos estilos, do período mais antigo para o mais recente, conforme a análise histórica e estilística da autora.

( ) A expressão artística procura transmitir seu significado por meio do dinamismo, do conflito e do contraste dramático entre luz e sombra, evidenciando as tensões de um mundo em crescimento.
( ) O espaço da pintura é estruturado de maneira racional e matemática através da perspectiva, evidenciando a visão antropocêntrica e a aspiração por uma objetividade científica.
( ) A imagem exerce uma função predominantemente simbólica e transcendental, na qual a representação do espaço é bidimensional e o sentido é determinado por uma ordem teocêntrica.
( ) Verifica-se a desarticulação da forma representativa convencional e a valorização da subjetividade, do inconsciente e da fragmentação, em reação à complexidade do mundo atual.

A sequência correta para essa ordenação é:
Alternativas
Q3877313 Educação Artística
Na perspectiva pedagógica de Schafer (1991), é correto afirmar que, ao trazer o “compositor” para a sala de aula, a formação musical se fortalece quando o estudante é colocado em situação de
Alternativas
Respostas
321: B
322: E
323: E
324: C
325: B
326: C
327: B
328: D
329: D
330: A
331: D
332: E
333: B
334: D
335: D
336: E
337: A
338: E
339: B
340: A