Leia os textos. Texto I “Não há razão para impor regra, ne...
Texto I
“Não há razão para impor regra, nem lei. Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.”
Texto II
“Quando era professora de Língua Portuguesa, ainda no Ensino Fundamental e Médio, sempre havia, em sala de aula, momentos inevitáveis nos quais era preciso 'ensinar análise sintática'. Aos poucos, comecei a questionar a própria utilidade de um ensino mecânico e repetitivo, pautado por uma nomenclatura complicada e por uma sequência exaustiva de exercícios e mais exercícios em forma de orações 'com termos grifados'. Sem que nenhum aluno me questionasse, passei a me perguntar o porquê de tudo aquilo.” (SAUTCHUK, 2010, p. XV)
Com base na leitura dos textos I e II, infere-se que ambos criticam o ensino de regras gramaticais, assim, sob o aspecto morfossintático, é correto afirmar que(,)
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a oposição entre um ensino sintático mecânico, repetitivo e descontextualizado e uma concepção de sintaxe ligada ao uso da língua. Isso é sustentado pelos trechos “Tudo se pode ignorar. Ninguém precisa saber análise léxica ou sintática.” / “comecei a questionar a própria utilidade de um ensino mecânico e repetitivo, pautado por uma nomenclatura complicada e por uma sequência exaustiva de exercícios”, o que conduz à alternativa que associa a construção sintática ao sentido e à situação discursiva.
- Se o texto critica ensino mecânico, repetitivo e nomenclatural, descarte alternativas que reforcem classificação formal como centro da sintaxe.
- Quando o comando pede inferência sobre sintaxe a partir de crítica pedagógica, procure a opção que ligue estrutura, sentido e contexto de uso.
- Desconfie de alternativas com linguagem técnica que recolocam a frase isolada, a correção de desvios ou exercícios fixos como prioridade.
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