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Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576197 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelos termos em destaque no período: O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576196 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa cuja palavra seja acentuada pela mesma regra que justifica a acentuação da palavra responsável
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576195 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo advérbio em destaque no período: Foi um choque espiritual muito forte.
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576194 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa que apresente palavra proparoxítona: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576193 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa cuja divisão silábica da palavra esteja INCORRETA: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576192 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO possua dígrafo: 
Alternativas
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Q3576191 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Assinale a alternativa cuja palavra em destaque foi empregada no sentido conotativo: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Palmeira - PR Provas: FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Arquiteto Urbanista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização (P.T.A.V.M) | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Agente Municipal de Fiscalização de Obras | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Assistente Social | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Biblioteconomista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Cirurgião Dentista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Contador | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Enfermeiro | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Ambiental | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Engenheiro Civil | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Farmacêutico | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Bacharelado | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Professor de Educação Física - Licenciatura | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fiscal Tributário I | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fisioterapeuta | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Fonoaudiólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Clínico Geral | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Psicólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Terapeuta Ocupacional 30H | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Médico Veterinário | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Museólogo | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Nutricionista | FAU - 2023 - Prefeitura de Palmeira - PR - Pedagogo |
Q3576190 Português
Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos.

    Responsável pelo trabalho de restauro, Maria Helena Chartuni relembra o trabalho que fez para ‘salvar’ a imagem de Nossa Senhora Aparecida e diz ter sentido ajuda da Santa. Hoje protegida em um nicho de ouro blindado a quatro metros do chão no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde fica em exposição, a imagem original de Nossa Senhora precisou ser restaurada há 45 anos, após ser quebrada em mais de 200 pedaços.
    O atentado aconteceu no dia 16 de maio de 1978 durante uma missa na Basílica Velha em Aparecida. A imagem, que ficava em um cofre no altar, foi retirada por um jovem de 19 anos, que a derrubou no chão. A imagem, que ficou muito danificada - situação que causou comoção por parte dos devotos na época - foi encaminhada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para passar pelo processo de restauro.
    A missão de restaurar a imagem foi delegada à artista plástica e chefe do Departamento de Restauração do museu, Maria Helena Chartuni. Ela, que até então não era devota, teve a vida transformada pelo trabalho, que classifica como o mais marcante e especial da sua vida. “Assim que me escolheram eu perguntei: ‘Está muito quebrada?’. Responderam que seria tranquilo restaurar, mas quando eu vi foi um choque. A cabeça estava muito danificada. Aí, sim, tive a noção real do estrago. Era muito pesada e por isso quebrou muito, em mais de 200 pedaços”,lembra Chartuni.
    Apesar de ter sido escolhida para a restauração, a artista conta que não era devota de Nossa Senhora Aparecida e não tinha relação com a Santa. Para ela, era como se fosse mais um trabalho em uma obra normal. “Caiu no meu colo e foi um choque pela responsabilidade que estavam atribuindo a isso e pela dificuldade enorme do trabalho, mas para mim a imagem em si era indiferente. Eu não tinha ligação”, conta.
    Mesmo não sendo devota da Padroeira, Maria Helena Chartuni decidiu rezar e ‘conversar’ com a Santa para pedir ajuda, tendo em vista à comoção enorme dos devotos pela situação em que a imagem havia ficado com o atentado em Aparecida. “Eu então rezei um ‘Pai Nosso’ e uma ‘Ave Maria’. Fui aí que fui apresentada à Nossa Senhora. Ela já me conhecia muito bem. Falei para ela: ‘Agora somos nós. Preciso da sua ajuda. Você me ajuda e eu te ajudo’.”
    A partir disso, foi mais de um mês de dedicação intensa e exclusiva ao trabalho ao qual havia sido escolhido para fazer. Apesar da entrega ao serviço e da experiência que já tinha na área, Chartuni afirma que não teria sido capaz se não fosse uma ajuda especial. “Durante o processo aconteceram várias coisas curiosas. Às vezes eu sentia falta de algumas peças que eram essenciais na restauração, procurava de todas as formas e não encontrava, e no dia seguinte elas apareciam em cima da mesa, em locais muito visíveis, onde era muito difícil eu não ter visto antes.” “Eu tive certeza da ajuda dela (Nossa Senhora) quando terminei. Fui contar os dias que levei para fazer a restauração e vi que foram 33 dias. 33 anos é a idade de Cristo”, completa.
    De acordo com Chartuni, a restauração da imagem foi uma transformação completa vida na vida dela. Ela conta que, antes de receber essa missão, vivia um momento ruim. “A vida é feita de altos e baixos e eu estava em um ‘baixo’. Mas isso me mudou muito. Foi um choque espiritual muito forte. Ao mesmo tempo que eu restaurei a imagem, Nossa Senhora me restaurou, sem que eu soubesse. Já restaurei muitas coisas, mas essa me transformou muito. Guardo as emoções e as lembranças desse trabalho até hoje”, diz a artista plástica.
    Após os 33 dias de trabalho, Chartuni entregou a imagem restaurada de Nossa Senhora Aparecida à direção do Masp. A partir disso, foi elaborada uma operação para encaminhar a imagem de volta ao Santuário Nacional, no interior de São Paulo. Isso aconteceu no dia 19 agosto de 1978. O trajeto começou no vão do Masp e seguiu até Aparecida, em um caminhão do Corpo de Bombeiros em um cortejo acompanhado por milhares de fiéis. Uma multidão de devotos se aglomerava nos locais em que a operação passava.
    O episódio também é inesquecível para Maria Helena, que só aí teve real noção da importância do trabalho que havia acabado de fazer. “A fé das pessoas me chocou. Elas se ajoelhavam. Filas quilométricas na entrada do santuário. Eu estive lá e as pessoas me agradeciam, emocionadas. Beijavam a minha mão”, se recorda, também emocionada. “Foi a coisa mais linda que eu vi na minha vida. Foi impactante. Uma multidão acompanhando. Aprendi demais com a fé dos romeiros. É uma coisa muito verdadeira, genuína. Me transformou como pessoa e hoje sou muito devota também.” 
    O impacto foi tanto, que Chartuni comemora o fato de só ter descoberto a dimensão da importância da restauração da imagem, quando já a havia restaurado. Ela acredita que, se já tivesse essa noção, sentiria uma pressão muito maior durante o processo. “Ainda bem que eu não tinha a real noção do que aquilo significava. Acho que é a mesma coisa com um médico, por exemplo: a responsabilidade parece muito maior quando precisa fazer uma cirurgia de uma personalidade, do que quando se trata de um paciente normal”, pontua.

Fonte: Quebrada em 200 pedaços em atentado, imagem da Padroeira foi restaurada há 45 anos | Festa da Padroeira | G1 (globo.com)
Com base nas informações do texto e nas relações existentes entre as partes que o compõem, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q3576189 Pedagogia
De acordo com o Parecer nº. CEB 04/98, “Para orientar as práticas educacionais em nosso país, respeitando as variedades curriculares já existentes em Estados e Municípios, ou em processo de elaboração, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação estabelece as seguintes Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental”:

- Para isso, as escolas deverão estabelecer, como norteadores de suas ações pedagógicas: 
Alternativas
Q3576188 Pedagogia
Conforme o ECA (1990), no art. 16 que trata sobre: O direito à liberdade, eles compreendem os seguintes aspectos:

I - Ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais.
II - Opinião e expressão.
III - Crença e culto religioso.
IV - Brincar, praticar esportes e divertir-se.
V - Participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação.
VI - Participar da vida política, na forma da lei.
VII - Buscar refúgio, auxílio e orientação.
Alternativas
Q3576187 Pedagogia
No decorrer do percurso estudantil durante a Educação Básica, os alunos devem ser levados a desenvolver competências gerais, que tem como objetivo:
Alternativas
Q3576186 Pedagogia
A história da educação foi marcado por diversos fatos relevantes. Utilize V para verdadeiro e F para falso:

( ) Em 1549 vieram para o Brasil um grupo de padres jesuítas, chefiados por de Nóbrega, marcando o início “formal” da História da Educação no Brasil. Logo após a sua chegada, os jesuítas fundaram a primeira escola elementar. Aos poucos a pedagogia dos jesuítas é consolidada, onde o método era a repetição, a memorização e provas periódicas.
( ) Em 1759, objetivando reduzir a influência dos religiosos, o Primeiro-Ministro, Marquês de Pombal expulsou os jesuítas do Brasil.
( ) Enquanto na Metrópole buscava-se construir um sistema público de ensino moderno e popular, na colônia o que se percebeu foi o desmonte da estrutura educacional construída pelos jesuítas.
( ) Durante o período imperial é outorgada a primeira Constituição brasileira. O Art. 170 desta Lei determinava que a “instrução primária deveria ser gratuita para todos os cidadãos”.
Alternativas
Q3576185 Pedagogia
Segundo Neves (2008), em estudos realizados sobre o Plano Nacional da Educação (PNE), Lei n. 10.172, a democratização da gestão e, por conseguinte, da educação, é enfatizada como elemento fundamental para a mudança do contexto interno e externo a escola. Entretanto, a democratização não se restringe ao acesso à escola, nem é construída somente pela tríade: acesso, permanência e o sucesso dos alunos na sala de aula. Marque as sentenças que complementam essa questão:

I - As transformações que ocorrem no mundo contemporâneo devido à globalização, quebram padrões sociais, políticos, econômicos, culturais e educacionais, e exigem das instituições e das organizações a busca de alternativas para enfrentar as mudanças e respondê-las.
II - Nesse sentido, cresce a complexidade e os desafios aos profissionais que nelas atuam e interagem. Portanto, as incertezas geradas nesse processo requerem das entidades determinações necessárias para que interfiram de modo competente na comunidade em que estão inseridas.
III - No sistema educacional isso não é diferente. As decisões tomadas fazem parte do processo, para atender aos objetivos da educação com relação à sociedade e à formação dos indivíduos em sua totalidade.
IV - Embora todos os setores sociais tenham seus objetivos de existência, interferências de questões externas causam a desvirtuação do seu sentido real. No ambiente educacional brasileiro, isso é constatado pela grave situação em que o ensino público se encontra.
V - O caos instalado neste setor é percebido em questões latentes, como a falta de estrutura física, a escassez de recursos financeiros, a deficiência na formação acadêmica dos profissionais da educação, a falta de participação da comunidade escolar e no insuficiente empenho do governo priorizando a melhoria da Educação.
Alternativas
Q3576184 Pedagogia
Se tratando da história da educação brasileira, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3576183 Pedagogia
O Plano Nacional de Educação (PNE), o qual foi sancionado em 2014 traz 20 metas a serem atingidas durante um decênio, porém para que sejam cumpridas estabelece diretrizes:

1 - Erradicação do analfabetismo.
2 - Universalização do atendimento escolar.
3 - Superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da justiça social, da equidade e da não discriminação.
4 - Melhoria da qualidade da educação.
5 - Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade.
6 - Promoção do princípio da gestão democrática da educação pública.
7 - Promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país.
8 - Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade.
9 - Valorização dos profissionais da educação.
10 - Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental.
Alternativas
Q3576182 Pedagogia
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n. 8069, de 13 de julho de 1990, traz no Capítulo IV sobre: Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer. Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:

I - Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.
II - Direito de ser respeitado por seus educadores.
III - Direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.
IV - Direito de organização e participação em entidades estudantis.
V - Acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.845, de 2019)

Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Alternativas
Q3576181 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular é um documento nacional que define:

I - O trabalho proposto pela BNCC traz 08 competências a serem desenvolvidas com os alunos durante o percurso estudantil.
II - A BNCC é um documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. A primeira versão da Base foi elaborada em 2015. Em 2017, foi aprovada parte da BNCC para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.
III - As áreas do conhecimento previstas pela BNCC são: 1) Linguagens, 2) Matemática, 3) Ciências da Natureza e 4) Ciências Humanas, sendo que cada uma delas têm competências específicas de área – reflexo das dez competências gerais da BNCC – que devem ser promovidas ao longo de todo o Ensino Fundamental.
IV - Os fundamentos pedagógicos da BNCC possuem três premissas: o foco no desenvolvimento de competências, a permanência das disciplinas curriculares e o compromisso com a educação integral. Isso implica discutir o que os/as estudantes devem "saber" e o que devem "saber fazer". 
Alternativas
Q3576180 Pedagogia
Leia abaixo o que o Instituto Todos pela Educação, afirma sobre a implantação das Diretrizes curriculares Nacionais da Educação Básica (DCNs) em 2013. Marque V para verdadeiro e F para falso:

( ) As diretrizes curriculares visam respeitar a autonomia da escola e da proposta pedagógica, possbiilitando as instituições estabelecer seu currículo, dentro das áreas de conhecimento, com os conteúdos que contribuam para o desenvlvimento das competências explícitas nas DCNs.
( ) As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) são normas obrigatórias para a Educação Básica que orientam o planejamento curricular das escolas e dos sistemas de ensino. Elas são discutidas, concebidas e fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Mesmo depois que o Brasil elaborou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as Diretrizes continuam valendo porque os documentos são complementares.
( ) As Diretrizes Curriculares Nacionais são um conjunto de definições estabelecidas sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica que orientam as escolas na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas.
( ) As DCNs têm origem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que assinala ser incumbência do município “estabelecer, em colaboração com os estados, Distrito Federal e os municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e os seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar a formação básica comum”.
Alternativas
Q3576179 Pedagogia
“Tudo o que a gente puder fazer, no sentido de abrir mais a escola, de provocar, pedir, desafiar estudantes, merendeiras, zeladores, vigias, diretores, coordenadores pedagógicos, pais, médicos, dentistas, alunos, vizinhos, tudo o que a gente puder fazer para convocar os que vivem em torno e dentro da escola, no sentido de participarem, de tomarem um pouco o destino da escola na mão, é pouco ainda, considerando o trabalho imenso que se põe diante de nós, que é o de assumir esse país democraticamente, ter e ganhar voz e não apenas o de falar” (PAULO FREIRE, 2004).

Essa citação acima, mostra a relevância em que Freire dá a qual aspecto no âmbito educacional:
Alternativas
Q3576178 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organiza as práticas educativas brasileiras.
Complete o parágrafo abaixo com a sequência de palavras adequadas:

Na primeira _________________ da Educação Básica, o trabalho a ser desenvolvido é organizado de acordo com os ____________________________ da Educação Infantil (_________________________), devem ser assegurados seis ___________________, para que as crianças tenham condições de aprender e se desenvolver:
Alternativas
Respostas
10841: C
10842: D
10843: E
10844: A
10845: D
10846: C
10847: B
10848: A
10849: B
10850: B
10851: D
10852: E
10853: A
10854: D
10855: A
10856: D
10857: B
10858: E
10859: C
10860: C