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Q3916762 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Ter atenção, poder analisar


  No latim, a palavra auditor indica "o que ouve", sobretudo aquele que ouve com atenção, derivada do verbo audio, que é estar com os ouvidos atentos. Numa acepção mais técnica, auditor indicava o responsável por ouvir e analisar os atos de um administrador, quando este expunha oralmente as atividades por que fosse responsável. Depois, o termo se estendeu para quem julga a documentação escrita de atividades financeiras, escolhas administrativas, relatórios, prestação de contas etc.

   Também se chama audição o momento em que alguém, desejando atuar numa peça teatral, num filme, num evento artístico, numa gravação, submete-se à comprovação de um talento específico desejável. Também aqui o auditor (produtor, diretor, responsável pelo futuro espetáculo) é aquele que olhará e ouvirá com atenção o desempenho do ou da postulante. Permanece a tarefa final de um veredito, com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa.

   O verbo audio, no dicionário latino, está muito perto do verbo audeo, que significa ousar, ter a audácia de aventurar-se. A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora. Neste caso de audio / audeo parece estar de algum modo presente uma advertência singela: a quem se empenha em julgar o que ouve ou vê, cabe ouvir e ver muito bem, de modo aplicado.

   Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão “sapere aude", que significa “ouse saber”, isto é, “ouse pensar por si mesmo" (Kant). Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia do saber conhecer e do saber ouvir para bem analisar pessoas e fatos. As palavras podem ser sugestivas e inspiradoras em seus mais casuais entrelaçamentos. 


(Alcebíades Villares, a editar)
Observam-se plenamente as normas de pontuação no seguinte período:
Alternativas
Q3916761 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Ter atenção, poder analisar


  No latim, a palavra auditor indica "o que ouve", sobretudo aquele que ouve com atenção, derivada do verbo audio, que é estar com os ouvidos atentos. Numa acepção mais técnica, auditor indicava o responsável por ouvir e analisar os atos de um administrador, quando este expunha oralmente as atividades por que fosse responsável. Depois, o termo se estendeu para quem julga a documentação escrita de atividades financeiras, escolhas administrativas, relatórios, prestação de contas etc.

   Também se chama audição o momento em que alguém, desejando atuar numa peça teatral, num filme, num evento artístico, numa gravação, submete-se à comprovação de um talento específico desejável. Também aqui o auditor (produtor, diretor, responsável pelo futuro espetáculo) é aquele que olhará e ouvirá com atenção o desempenho do ou da postulante. Permanece a tarefa final de um veredito, com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa.

   O verbo audio, no dicionário latino, está muito perto do verbo audeo, que significa ousar, ter a audácia de aventurar-se. A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora. Neste caso de audio / audeo parece estar de algum modo presente uma advertência singela: a quem se empenha em julgar o que ouve ou vê, cabe ouvir e ver muito bem, de modo aplicado.

   Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão “sapere aude", que significa “ouse saber”, isto é, “ouse pensar por si mesmo" (Kant). Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia do saber conhecer e do saber ouvir para bem analisar pessoas e fatos. As palavras podem ser sugestivas e inspiradoras em seus mais casuais entrelaçamentos. 


(Alcebíades Villares, a editar)
[...] a quem se empenha em julgar o que ouve ou vê, cabe ouvir e ver muito bem, de modo aplicado.

A frase acima permanecerá correta e terá seu sentido básico preservado caso se substituam os elementos sublinhados, ordem dada, por:
Alternativas
Q3916760 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Ter atenção, poder analisar


  No latim, a palavra auditor indica "o que ouve", sobretudo aquele que ouve com atenção, derivada do verbo audio, que é estar com os ouvidos atentos. Numa acepção mais técnica, auditor indicava o responsável por ouvir e analisar os atos de um administrador, quando este expunha oralmente as atividades por que fosse responsável. Depois, o termo se estendeu para quem julga a documentação escrita de atividades financeiras, escolhas administrativas, relatórios, prestação de contas etc.

   Também se chama audição o momento em que alguém, desejando atuar numa peça teatral, num filme, num evento artístico, numa gravação, submete-se à comprovação de um talento específico desejável. Também aqui o auditor (produtor, diretor, responsável pelo futuro espetáculo) é aquele que olhará e ouvirá com atenção o desempenho do ou da postulante. Permanece a tarefa final de um veredito, com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa.

   O verbo audio, no dicionário latino, está muito perto do verbo audeo, que significa ousar, ter a audácia de aventurar-se. A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora. Neste caso de audio / audeo parece estar de algum modo presente uma advertência singela: a quem se empenha em julgar o que ouve ou vê, cabe ouvir e ver muito bem, de modo aplicado.

   Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão “sapere aude", que significa “ouse saber”, isto é, “ouse pensar por si mesmo" (Kant). Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia do saber conhecer e do saber ouvir para bem analisar pessoas e fatos. As palavras podem ser sugestivas e inspiradoras em seus mais casuais entrelaçamentos. 


(Alcebíades Villares, a editar)
Quando a expressão latina sapere aude (ouse saber) ganhou com Kant o sentido de ouse pensar por si mesmo, o filósofo acentuou a necessidade de que
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Q3916759 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Ter atenção, poder analisar


  No latim, a palavra auditor indica "o que ouve", sobretudo aquele que ouve com atenção, derivada do verbo audio, que é estar com os ouvidos atentos. Numa acepção mais técnica, auditor indicava o responsável por ouvir e analisar os atos de um administrador, quando este expunha oralmente as atividades por que fosse responsável. Depois, o termo se estendeu para quem julga a documentação escrita de atividades financeiras, escolhas administrativas, relatórios, prestação de contas etc.

   Também se chama audição o momento em que alguém, desejando atuar numa peça teatral, num filme, num evento artístico, numa gravação, submete-se à comprovação de um talento específico desejável. Também aqui o auditor (produtor, diretor, responsável pelo futuro espetáculo) é aquele que olhará e ouvirá com atenção o desempenho do ou da postulante. Permanece a tarefa final de um veredito, com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa.

   O verbo audio, no dicionário latino, está muito perto do verbo audeo, que significa ousar, ter a audácia de aventurar-se. A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora. Neste caso de audio / audeo parece estar de algum modo presente uma advertência singela: a quem se empenha em julgar o que ouve ou vê, cabe ouvir e ver muito bem, de modo aplicado.

   Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão “sapere aude", que significa “ouse saber”, isto é, “ouse pensar por si mesmo" (Kant). Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia do saber conhecer e do saber ouvir para bem analisar pessoas e fatos. As palavras podem ser sugestivas e inspiradoras em seus mais casuais entrelaçamentos. 


(Alcebíades Villares, a editar)
No contexto do 3º parágrafo, ao se constatar que A proximidade das palavras é caprichosa, segue-se como inferência que
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Q3916758 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Ter atenção, poder analisar


  No latim, a palavra auditor indica "o que ouve", sobretudo aquele que ouve com atenção, derivada do verbo audio, que é estar com os ouvidos atentos. Numa acepção mais técnica, auditor indicava o responsável por ouvir e analisar os atos de um administrador, quando este expunha oralmente as atividades por que fosse responsável. Depois, o termo se estendeu para quem julga a documentação escrita de atividades financeiras, escolhas administrativas, relatórios, prestação de contas etc.

   Também se chama audição o momento em que alguém, desejando atuar numa peça teatral, num filme, num evento artístico, numa gravação, submete-se à comprovação de um talento específico desejável. Também aqui o auditor (produtor, diretor, responsável pelo futuro espetáculo) é aquele que olhará e ouvirá com atenção o desempenho do ou da postulante. Permanece a tarefa final de um veredito, com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa.

   O verbo audio, no dicionário latino, está muito perto do verbo audeo, que significa ousar, ter a audácia de aventurar-se. A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora. Neste caso de audio / audeo parece estar de algum modo presente uma advertência singela: a quem se empenha em julgar o que ouve ou vê, cabe ouvir e ver muito bem, de modo aplicado.

   Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão “sapere aude", que significa “ouse saber”, isto é, “ouse pensar por si mesmo" (Kant). Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia do saber conhecer e do saber ouvir para bem analisar pessoas e fatos. As palavras podem ser sugestivas e inspiradoras em seus mais casuais entrelaçamentos. 


(Alcebíades Villares, a editar)
O verbo ouvir está empregado num sentido homólogo ao do desempenho funcional de um auditor em:
Alternativas
Q3916757 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal” aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, “escritor" e "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja o fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê. O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto.

   O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade - quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um ofício entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "Ilustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
Justifica-se plenamente o emprego do plural em todas as formas verbais em: 
Alternativas
Q3916756 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal” aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, “escritor" e "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja o fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê. O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto.

   O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade - quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um ofício entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "Ilustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
Em nova redação, a frase do texto que mantém adequada correlação entre os tempos e modos verbais é:
Alternativas
Q3916755 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal” aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, “escritor" e "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja o fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê. O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto.

   O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade - quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um ofício entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "Ilustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
A expressão em linguagem figurada aquilo que bota o motor pra rodar, no contexto do 2º parágrafo, encontra equivalência de sentido numa linguagem denotativa em
Alternativas
Q3916754 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal” aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, “escritor" e "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja o fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê. O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto.

   O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade - quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um ofício entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "Ilustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
A afirmação, no contexto do 2º parágrafo, de que O propósito terapêutico [...] não importa no mundo do texto ganha um reforço argumentativo quando se assevera, no 3º parágrafo, que
Alternativas
Q3916753 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal” aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, “escritor" e "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja o fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê. O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto.

   O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade - quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um ofício entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "Ilustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
Diante da afirmativa do romancista americano E. L. Doctorow (3º parágrafo), o autor do texto
Alternativas
Q3916752 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Escrever é verbo que briga com o sujeito


   No ofício da literatura, linguagem é mais do que meio: é princípio e fim. A literatura cria, à medida que é escrita, as regras pelas quais exigirá ser lida. É por isso que o terreno nunca vai estar inteiramente mapeado; o risco é parte inseparável do jogo. Se há algo de "universal” aí, é negativo: uma permanente insatisfação parece ser comum a gente de variadas épocas e escolas. O raciocínio não se aplica a quem lida com a linguagem como mero instrumento. "Profissionais do texto" que miram um objeto existente fora do mundo da linguagem podem se sentir plenos ao informar, relatar, dissertar, argumentar, resumir, requerer, inventariar etc. Não por acaso, são essas as funções da escrita em que a IA já se tornou competente.

   Na escrita criativa não se tem a mesma sorte. A insatisfação eterna sugere um ajuste precário entre sujeito e verbo, “escritor" e "escrever". É provável que exista um núcleo disfuncional em tudo isso, aquilo que bota o motor para rodar. Qualquer que seja o fenômeno psíquico que leva alguém à escrita, será informação de interesse para quem escreve, mas irrelevante para quem lê. O propósito terapêutico que possa ser extraído do conhecimento da ferida anímica que provoca o texto não importa no mundo do texto.

   O propósito estético da escrita literária não é apenas desvinculado de seu eventual propósito clínico; é, em certo sentido, o contrário dele. Olha para o lado oposto: para fora do sujeito, para o mundo das palavras. Então os escritores são todos uns neuróticos? O romancista americano E.L. Doctorow tem uma frase famosa que sugere distúrbio mais grave: "Escrever é uma forma socialmente aceita de esquizofrenia". Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade - quem escreve pode mesmo "ouvir" vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura. Escrever é só um ofício entre tantos, mas em certos aspectos não se assemelha a nenhum outro - o que é natural.


(RODRIGUES, Sérgio. "Ilustrada". Folha de S. Paulo. 20 agosto de 2025)
A justificativa da afirmação que dá título ao texto - Escrever é verbo que briga com o sujeito - expressa-se
Alternativas
Q3916751 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


  Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento político. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

    É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismo.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro.

A redação da frase acima permanecerá correta e coerente com a substituição do elemento sublinhado por:
Alternativas
Q3916750 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


  Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento político. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

    É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismo.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Encontra-se uma palavra com sentido figurado num segmento do texto em:
Alternativas
Q3916749 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


  Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento político. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

    É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismo.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Aos que pleiteiam o poder, Maquiavel oferece a esses postulantes as vantagens de um método político, a principal vantagem desse método está na segura vitória de quem adota tal método de modo inteiramente pragmático.

Evitam-se as viciosas repetições do período acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
Alternativas
Q3916748 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


  Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento político. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

    É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismo.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
No terceiro parágrafo do texto, o autor pondera conclusivamente que as ideias políticas de Maquiavel,
Alternativas
Q3916747 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


  Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento político. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

    É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismo.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Para Maquiavel, entre as virtudes a serem cultivadas por aquele que detém o poder está a faculdade de
Alternativas
Q3916746 Filosofia
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Acerca do pensamento político de Maquiavel


  Na Itália do Renascimento, reinava grande confusão. A tirania imperava em pequenos principados. É nesse panorama de crise econômica e política que Nicolau Maquiavel nasceu (1469). De formação erudita, ele deixará como legado principal de seu pensamento o livro O Príncipe, no qual distingue e analisa pragmaticamente as formas objetivas pelas quais se manifesta o poder da política. Até então, o estudo dos assuntos de Estado vinculava-se à moral e à religião, descarnados de uma base mais concreta, impondo-se como modelos ideais do bom governante de uma sociedade justa.

    Maquiavel mudou o curso do pensamento político. Passou a vê-lo associado às ações efetivas do poderoso, que deveriam vir à luz longe de qualquer abstração. Assim, seu conceito de virtude distingue, na política, a qualidade do homem que sabe aproveitar o momento exato criado pela fortuna, entendendo-se por esta o momento histórico que propicia a ocasião na qual o homem faz valer sua real inclinação política, conduzindo suas ações com método rigoroso, para alcançar o êxito pretendido: chegar ao poder e mantê-lo. O carisma da virtude é próprio de quem se adapta à natureza de seu tempo, de quem apreende seu sentido e se capacita para realizar na prática a necessidade latente de sua época. Maquiavel oferece aos pleiteantes do poder um modelo pragmático e astucioso de bem orientada ação política.

    É lícito discordar das ideias de Maquiavel, mas é difícil demonstrar que o convívio político entre os homens, ao longo dos séculos, tenha sido outro. Se existem boas teorias políticas, a prática é sempre diferente. Maquiavel simplesmente fez da prática uma teoria. O enunciado brutal dos princípios do maquiavelismo, com sua chocante amoralidade, explicitaria a realidade interna do poder político. E isso talvez seja uma contribuição preciosa, até hoje, para a superação desse amoralismo.


(Adaptado de: MARTINS, Carlos Estevam. Encarte a Maquiavel (passim) - Os pensadores. São Paulo: Ed. Abril, 1973)
Maquiavel mudou o curso do pensamento político, conforme assevera o autor do texto, porque
Alternativas
Q3916745 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Âs vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

   Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história.

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

   O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para os fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q3916744 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Âs vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

   Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história.

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

   O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para os fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
Indica-se uma adequada alternativa de redação para o segmento sublinhado na frase:
Alternativas
Q3916743 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arrependimentos


   Pentimento é a palavra italiana para arrependimento, mas designa, em muitas línguas, uma pintura, um desenho ou um esboço encoberto pela versão final de um quadro. Âs vezes, com o passar do tempo, a tinta deixa transparecer uma composição em cima da qual o artista pintou uma nova versão. Outras vezes, os raios X dos restauradores desvendam opções anteriores, que permaneceram debaixo da obra final. Esses esboços ou pinturas, que o artista rejeitou e encobriu, são os pentimentos, que foram descartados sem ser propriamente apagados.

   Visível ou não, o pentimento faz parte do quadro, assim como fazem parte da nossa vida muitas tentações e muitos projetos dos quais desistimos. São restos do passado que, escondidos e não apagados, transparecem no presente, como potencialidades que não foram realizadas, mas que, mesmo assim, integram a nossa história.

   A vida é abarrotada de caminhos que deixamos de trilhar; são todos pentimentos encobertos, histórias que não se realizaram. Por que não se realizaram? Em geral, pensamos que nos faltou coragem: não soubemos renunciar às coisas das quais era necessário abdicar para que outras escolhas tivessem uma chance. E é verdade que, quase sempre, desistimos de desejos, paixões e sonhos porque custamos a aceitar que nada se realiza sem perdas: por não querermos perder nada, acabamos perdendo tudo.

   O problema dos pentimentos é que eles esvaziam a vida que temos. O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa". Diante disso, de que adianta qualquer experiência presente? Os pentimentos podem ser maus conselheiros, até porque muitas vezes nós os inventamos como desculpas para os fracassos do presente. Hoje, é fácil esbarrar em espectros do passado: as redes sociais proporcionam reencontros improváveis e, com isso, criam pentimentos artificiais. Por conta da ação das redes, uma história que foi realmente apagada da memória (não apenas encoberta) pode renascer, como se representasse uma grande potencialidade à qual teríamos renunciado. Os falsos pentimentos, revisitados, são pequenas receitas para o desastre.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, pp. 25-27, passim)
O passado que não se realizou funciona como a miragem da felicidade que teria sido possível se tivéssemos feito a escolha "certa".

Mantêm-se o sentido, a correção e a coerência do período acima substituindo-se o segmento sublinhado por
Alternativas
Respostas
461: E
462: D
463: B
464: C
465: A
466: E
467: B
468: D
469: A
470: C
471: B
472: B
473: D
474: A
475: B
476: A
477: E
478: A
479: E
480: B