Questões de Concurso Público IF-PA 2022 para Professor EBTT - Educação do Campo
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I. No processo de construção do currículo, o autor Miguel Arroyo (2015) parte de dois supostos: a educação do campo, indígena, quilombola não se efetivará enquanto os educadores/as não a efetivarem em sua formação, em suas práticas docentes e pedagógicas nas escolas. Esta não se efetivará enquanto não se avançar na construção de Currículos que traduzam as concepções, os conhecimentos, as culturas e valores de que são produtores e sujeitos os movimentos sociais.
II. Para o autor Gimeno Sacristan (2013), o currículo tem se convertido em um dos núcleos de significado menos denso e muito superficial para compreender a educação na diversidade de contextos sociais e culturais, bem como o currículo tem se convertido em ferramenta que não contribui com a regulação do conhecimento e bem com as práticas educativas.
III. Para Arroyo (2015), o currículo deve ser a síntese do conhecimento e da cultura, pois estes devem compor o processo de formação das escolas. Os conhecimentos, culturas, valores que vêm sendo produzidos pelos movimentos sociais do campo, indígenas, quilombolas devem ser incorporados nos currículos da educação básica.
IV. A educação do campo é um processo intencional e político em construção, bem como o currículo de formação de docentes-educadores/as e das escolas; é uma construção histórica política assumida pelos movimentos sociais e pelos intelectuais que analisam e teorizam essa nova consciência de mudança.
V. As escolas do campo devem incorporar os conteúdos culturais, para ajudar a inovar e quebrar a rigidez das “grades” em que nossa tradição curricular aprisiona os conhecimentos a serem trabalhados.
I. As práticas e tecnologias implementadas pela Revolução Verde levaram a uma crise socioambiental sem precedentes na história. Diante disso, a abordagem agroecológica nasce como contraponto à concentração tecnológica, à produção mecanicista, à monocultura e à concentração de renda, bem como aos produtos da Revolução Verde, ao trabalho assalariado no campo, às relações sociais de poder, ao machismo, racismo e etc.
II. A construção do conhecimento nestas duas áreas do conhecimento rompe com o paradigma científico e a predominância do cartesianismo da ciência, visto que as disciplinas não dão conta do estudo e compreensão de fenômenos complexos existentes na sociedade.
III. A perspectiva holística, alicerçada no diálogo dos saberes, necessita de métodos participativos para a construção do conhecimento e o fortalecimento da Educação em Agroecologia, bem como para o conhecimento sobre a trajetória humana, sua cultura e as implicações para as lutas sociais populares, a partir da construção coletiva capaz de efetivar uma educação agroecológica.
IV. A ação interdisciplinar e multidisciplinar, a contextualização e a troca de saberes são pressupostos indispensáveis à Educação em Agroecologia, porque possibilitam as inter-relações entre diversos campos de conhecimento, os quais são capazes de produzir respostas para os desafios enfrentados nos processos formativos e de vida.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. A Educação do Campo assume características de uma educação de classe em vista de seu empoderamento, tendo a pedagogia da alternância como um dos elementos metodológicos centrais, caracterizada pelo revezamento de atividades formativas no âmbito escolar e outras desenvolvidas na propriedade e/ou na comunidade de origem da criança, jovem ou adulto.
II. A pedagogia da alternância tem por objetivo possibilitar formação científica, tecnológica e humana aos jovens do campo sem que abandonem seu trabalho e ambiente de vida.
III. A pedagogia da alternância, com seu estatuto popular e integrador das diversas dimensões da vida humana, se contrapõe à pedagogia tecnicista impulsionada no Brasil durante a ditadura militar.
IV. A pedagogia da alternância, por sua vez, não só alterna metodologicamente tempo escola e tempo comunidade, mas também se constitui em uma proposta alternativa do ponto de vista político-pedagógico, incorporando aspectos das chamadas pedagogia libertadora, histórico-crítica e emancipatória, que tem como referência maior a obra de Paulo Freire.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
I. A LDB garante o desenvolvimento de programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos povos indígenas, e propõe dois objetivos que compreendem a inserção do aluno indígena à escola.
II. A II Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena (CONEEI/RR) apresentou a necessidade de construção do currículo próximo à realidade da comunidade, que resgate e valorize os costumes, as memórias históricas, a reafirmação das identidades étnicas, sobretudo o respeito às suas línguas e especificidades de cada povo.
III. O Referencial Curricular para Escolas Indígenas (RCNEI, 1998) transformou a concepção de políticas públicas voltadas para a educação intercultural indígena, do ponto de vista de sua efetividade.
IV. A Educação do Campo se fundamenta na interculturalidade por considerar necessário o respeito às diferentes culturas.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
Considerando o texto acima, é correto afirmar que:
I. O currículo como política cultural é composto por diversidades e se coloca no contexto da discussão sobre a desigualdade e marginalização daqueles que, historicamente, foram excluídos da educação e/ou da sociedade (DUARTE, 2008).
II. O currículo como política cultural considera a diversidade como reconhecimento histórico, cultural e sociopolítico das diferenças e rechaça as tentativas de homogeneização de ideias e sujeitos. Nesse sentido, a educação do campo se coloca na perspectiva de direito à vida e à cidadania plena (DUARTE, 2008).
III. O currículo como política cultural rechaça a mera transposição de propostas pedagógicas das escolas urbanas para as escolas do campo, o aligeiramento ou a superficialização do conhecimento (DUARTE, 2008).
IV. O currículo como política cultural organiza propostas pedagógicas que integram desenvolvimento humano e tecnológico, que superam a dicotomia urbano-rural, o que pressupõe uma mudança curricular e no trabalho pedagógico, prevê a diversificação dos espaços de aprendizagem e a realização da avaliação formativa e concebe teoria e prática como dimensões inseparáveis do processo pedagógico (DUARTE, 2008).
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
Após a leitura crítica do texto da autora, leia e análise as assertivas abaixo:
I. O projeto de Educação do Campo está contido na legislação da educação brasileira, porém o artigo 5º das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo de 2002 expressa a concepção das propostas pedagógicas das escolas do campo, as quais “contemplarão a diversidade do campo em todos os seus aspectos: sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia”.
II. A BNC formação de professores (2019) e a BNC formação continuada docente (2021) estão alinhadas com a BNCC da educação básica, tendo como objetivo favorecer a padronização de um currículo nacional prescrito, o qual centraliza a formação e a avaliação e descentraliza as responsabilidades pedagógica dos gestores e professores, a partir do padrão de qualidade do capital internacional (CURADO, 2018).
III. A BNCC (2017) atende às demandas da reestruturação produtiva em nível global, portanto a uma agenda global dos organismos internacionais e multilaterais, interferindo no perfil de homem /mulher e de sociedade, a partir de um perfil de competência para o século XXI que atende aos interesses do capital (CURADO, 2018).
IV. A Educação do Campo se configura em um projeto antagônico ao projeto da BNCC, pois segundo Katia Curado (2018) esses projetos estão em disputa na educação brasileira.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
Em consonância com o texto acima, é possível afirmar que:
A assertiva que mais resume o texto acima, de Roseli Salete Caldart, é:
Tomando-se por base o texto acima, que explicita as especificidades do “povo brasileiro que vive e trabalha no campo”, a Educação do Campo apresenta princípios que respeitam tais especificidades; dentre estes princípios, destaca-se:
I. A formação integral do ser humano, ou seja, uma educação que dê conta de todas as dimensões que comporte a vida humana.
II. A emancipação da sociedade, ou seja, uma educação emancipatória, libertadora, que propicie a análise crítica e comprometida com um projeto de sociedade em prol dos sujeitos oprimidos e da transformação das realidades opressoras.
III. Valorização da terra como meio de vida, de cultura e de capitalização.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
Para evitar “conteúdos fragmentados, ideias soltas, sem relação entre si e muito menos com a vida concreta”, conforme aponta Caldart no texto acima, a Educação do Campo se relaciona intrinsecamente com Currículo integrado e interdisciplinaridade. Sobre isso, podemos dizer:
I. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que rompa com os modelos de disciplinas herméticos e subordinados entre si.
II. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que integre saberes e vivências advindas da realidade concreta dos sujeitos, respeitando suas especificidades sociais e culturais.
III. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que proporcione a construção dialógica dos saberes pelos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem a partir de vivências educacionais relevantes e emancipatórias.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:
A relação entre Educação do Campo e Agroecologia, conforme aponta Caldart no texto acima, está pautada em princípios comuns às duas áreas, tais como:
( 1 ) Princípio da vida
( 2 ) Princípio da diversidade
( 3 ) Princípio da complexidade
( 4 ) Princípio da transformação
(___) Desenvolvimento de análises da realidade a partir de uma abordagem sistêmica e holística.
(___) Sustentabilidade nas dimensões ecológica, econômica, social, cultural, política e ética.
(___) A escola como o lócus para reflexão e ação transformadora sobre os problemas sociais e ecológicos geradores da insustentabilidade do planeta.
(___) Reconhecimento e valorização dos povos e comunidades tradicionais do campo e da cidade e os diferentes movimentos e organizações sociais, considerando as questões de gênero, diversidade sexual, étnica e geracional e reafirmando o território como espaço de identidades e de culturas
Enumere a segunda coluna, relacionando-a com os princípios constantes na primeira coluna; posteriormente, marque a sequência numérica da segunda coluna de cima para baixo: