Questões de Concurso Público IF-PA 2022 para Professor EBTT - Educação do Campo
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“Assumindo o trabalho como princípio educativo, a Pedagogia da Alternância permite aos jovens do campo a possibilidade de continuar os estudos e de ter acesso aos conhecimentos científicos e tecnológicos não como algo dado por outrem, mas como conhecimentos conquistados e construídos a partir da problematização de sua realidade, que passa pela pesquisa, pelo olhar distanciado do pesquisador sobre o seu cotidiano.” CORDEIRO, Giorgina N. Kalife; HAGE, Salomão Mufarrej; REIS, Neila da Silva. Pedagogia da Alternância e seus desafios para assegurar a formação humana dos sujeitos e a sustentabilidade do campo. In: Em Aberto, v. 24, n. 85, p. 115-125. Brasília, abr. 2011, p. 116.
A Pedagogia da Alternância é claramente a modalidade pedagógica que mais se enquadra nos projetos educacionais de Educação do Campo pelo Brasil a fora por motivos já esclarecidos nos textos acima. São princípios da Pedagogia da Alternância:
I. Formação profissional do ser humano voltada para as demandas do mercado de trabalho.
II. Articulação dos tempos e dos espaços de formação.
III. Princípio da cooperação, de ação e de autonomia.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
No texto acima, Sacristán alerta para a questão de se romper com a lógica homogeneizadora da modernidade. Trazendo esta questão para a Educação do Campo, pode-se afirmar que:
I. A Educação do Campo perpassa tangencialmente a Interculturalidade, pois o conceito de campo nega os povos que, mesmo com diferenças culturais marcantes, vivem na cidade.
II. A Educação do Campo é regida pelo princípio da igualdade e do respeito à diversidade cultural; portanto, se insere na resistência a esse modelo homogeneizador ao qual se refere Sacristán.
III. A relação entre Educação do Campo e Interculturalidade vai além de, meramente, reconhecer as diferenças culturais; deve ser engendrada na luta pela justiça, legitimidade e legalidade dos direitos constitucionais e das diferenças identitárias dos povos do campo, respeitando suas condições sociais e econômicas.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
Sobre a relação existente entre Educação do campo e Movimentos Sociais, muito bem explicitada no texto acima, é possível afirmar que:
“As políticas e práticas curriculares devem se alicerçar no reconhecimento e na afirmação da diversidade sociocultural, contribuindo com uma formação pautada na convivência das diferenças e na participação do conjunto de seus sujeitos, grupos e populações nos rumos de um projeto amazônico de educação e de desenvolvimento territorial inclusivo, sustentável e solidário.” HAGE, Salomão Mufarrej. Por uma escola do campo de qualidade social: transgredindo o paradigma (multi)seriado de ensino. Brasília, v. 24, n. 85, p. 97-113, abr/ 2011, p. 109.
A partir dos textos acima, é perceptível a íntima relação entre Educação do Campo, Currículo (ou política curricular) e Política Cultural. Na mesma consonância, é correto dizer que:
I. Quando se pensa em política curricular tendendo a se transformar em uma política cultural, deve-se levar em consideração que não é uma mera questão de adequação ou adaptação de uma cultura à outra no currículo, mas sim de explicitar, demarcar e reconhecer o valor das distinções socioculturais e identitárias.
II. Os processos culturais constituidores da política curricular emergem do conflito de forças econômicas antes mesmo do cultural, não havendo relação entre dominação cultural e dominação econômica; por isso mesmo, a Educação do Campo, devido ao teor marxista de seus princípios, tangencia a política curricular como política cultural.
III. A hegemonia cultural imposta pelo modelo da Ciência Moderna refletiu diretamente na escola do século XX; entretanto, à medida que a denominada “Educação 4.0” foi absorvida pela Educação do Campo no início deste século, a política cultural se sobrepôs à política curricular excludente.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:
Após fazer uma leitura crítica em relação aos trechos da BNCC alocados acima, tendo por base os pressupostos da Educação do Campo, leia as assertivas abaixo:
I. Ao avançar a barreira dos “parâmetros”, a exemplo dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a BNCC, revestida de caráter normativo e estrutura rígida (apesar de se rotular como flexível), com pormenores e designações esmiuçadas ao longo do documento, torna infactível a construção coletiva dos saberes e conteúdos formativos da Educação do Campo.
II. O que se anuncia com a BNCC, como é pregado pelos arautos do capital, não é somente uma alteração metodológica; mas sim um projeto apropriação e controle da formação docente pelo capital, tornando-o um mero repetidor do que está posto no documento sob os auspícios das “competências gerais” e suas habilidades, valores, atitudes, entre outros, que solapam a autonomia do professor do campo e, consequentemente, do sujeito do campo.
III. A BNCC, apesar de seu caráter normativo, traz espaços dentro da lei que permitem a autonomia do saber docente, bem como a construção curricular coletiva. Dessa forma, está condizente com a proposta da Educação do Campo e da formação de seus educadores.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: