Questões de Concurso
Sobre psicofarmacologia em psiquiatria
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(1) As ações terapêuticas dos antipsicóticos convencionais devem-se ao bloqueio dos receptores D2, especificamente na via dopaminérgica mesolímbica. Esse bloqueio tem o efeito de reduzir a hiperatividade dessa via, que se acredita ser a causa dos sintomas positivos da psicose.
(2) Todos os antipsicóticos convencionais reduzem os sintomas psicóticos positivos de modo aproximadamente igual nos pacientes com esquizofrenia estudados em ensaios clínicos multicêntricos de grande porte, quando administrados em doses que bloqueiam uma quantidade substancial de receptores D2 na via dopaminérgica mesolímbica.
(3) Para bloquear uma quantidade adequada de receptores D2 na via dopaminérgica mesolímbica com o objetivo de eliminar os sintomas positivos, é preciso bloquear simultaneamente a mesma quantidade de receptores D2 em todo o cérebro, e isso provoca efeitos colaterais indesejáveis.
(4) A quase paralisação da via dopaminérgica mesolímbica necessária para melhorar os sintomas positivos da psicose pode contribuir para o agravamento da anedonia, da apatia e dos sintomas negativos, o que pode explicar, em parte, a elevada incidência de tabagismo e uso abusivo de drogas ilícitas na esquizofrenia.
Estão corretas
O paciente com esquizofrenia pode apresentar dificuldade de se comunicar e de cooperar durante o tratamento odontológico. Efeitos colaterais importantes do medicamento em uso são comumente encontrados, podendo ocorrer interação entre os medicamentos psiquiátricos e os de uso odontológico.
O atendimento odontológico ambulatorial do paciente com esquizofrenia deverá seguir algumas recomendações, entre as quais destaca-se
Uma pessoa que, há um dia, passou por grave situação de violência sexual mediante ameaça à sua vida chega ao pronto atendimento. Apresenta-se insone, ansiosa, aos prantos, hipervigil, taquicárdica e com resposta de sobressalto quando abordada por terceiros.
O medicamento que pode facilitar a consolidação da memória traumática, aumentando o risco de desenvolvimento de transtorno de estresse pós-traumático nessa paciente, é o seguinte:
Paciente do sexo feminino, de 22 anos, queixa-se de insônia inicial. Apresenta há mais de um ano quadro em que sente intenso mal-estar nas pernas, descrito como uma “agonia” e necessidade de ficar movimentando repetidamente para obter alívio. O sintoma é muito leve durante o dia e se intensifica muito à noite, sobretudo quando se deita. Por isso, acaba tendo dificuldade de iniciar o sono. Nega edema, câimbras ou dores. Apresenta ferritina e ferro sérico em níveis abaixo do normal.
Sabe-se que há medicamentos que pioram e outros que melhoram esse quadro como, por exemplo:
Paciente do sexo masculino, de 16 anos, estudante do ensino médio, vive com os pais. Aos sete anos, começou a apresentar pensamentos intrusivos e repetitivos de contaminação, simetria e dúvidas. Apresenta comportamento de lavar as mãos várias vezes ao dia e checagens ritualísticas que levam a importante perda de tempo e sofrimento. Ao exame, nota-se tiques motores (piscar os olhos, fazer caretas) e vocálicos (grunhidos e pigarro). A mãe relatou que esses últimos ocorrem desde a infância e resultam em sofrimento e prática de bullying pelos colegas.
Nesse caso, a opção terapêutica indicada para o quadro do paciente é:
Paciente do sexo feminino, de 15 anos, apresenta preocupação mórbida com a imagem corporal e compulsão alimentar seguida de métodos compensatórios (vômitos, uso de laxantes e diuréticos).
Apresenta-se com sobrepeso. Nesse caso, está formalmente contraindicada a prescrição de