Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...
Paciente do sexo feminino, de 22 anos, queixa-se de insônia inicial. Apresenta há mais de um ano quadro em que sente intenso mal-estar nas pernas, descrito como uma “agonia” e necessidade de ficar movimentando repetidamente para obter alívio. O sintoma é muito leve durante o dia e se intensifica muito à noite, sobretudo quando se deita. Por isso, acaba tendo dificuldade de iniciar o sono. Nega edema, câimbras ou dores. Apresenta ferritina e ferro sérico em níveis abaixo do normal.
Sabe-se que há medicamentos que pioram e outros que melhoram esse quadro como, por exemplo:
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: A
Fundamento decisivo: O caso é compatível com síndrome das pernas inquietas, e a decisão depende da comparação entre fármacos que pioram e que melhoram esse quadro.
- Em síndrome das pernas inquietas, compare sempre os fármacos que agravam os sintomas com os que atuam favoravelmente sobre o sistema dopaminérgico.
- Em alternativas mistas, não basta uma metade estar correta; a relação completa entre pioradores e melhoradores precisa estar certa.
- Antidepressivos tricíclicos e outros serotoninérgicos podem piorar a síndrome das pernas inquietas.
- Agonistas dopaminérgicos são a referência clássica de melhora sintomática do quadro.
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