Questões de Concurso Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa  em pedagogia

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Q3997775 Pedagogia
Em uma turma de 5º ano do Ensino Fundamental, um professor hipotético precisa elaborar um material para reforçar as distinções entre os pretéritos perfeito, imperfeito e mais-que-prefeito na Língua Portuguesa.
Para tal, considerando as orientações do MEC quanto ao ensino da Língua Portuguesa na abordagem discursiva, esse professor poderia propor a seguinte atividade:
Alternativas
Q3993697 Pedagogia
Leia o Texto I para responder à questão.

Inteligência Artificial pode ser usada na escola? Entenda os limites e saiba como estabelecer regras

Uso ético da IA na Educação depende do incentivo a discussões a respeito do tema, mas também da criação de diretrizes para orientar boas práticas

Por Dimítria Coutinho - 27/08/2025

        Dentro da escola, os alunos podem usar a Inteligência Artificial (IA) para criar textos? E para corrigir produções? Já os professores, estão autorizados a criarem planos de aula com a IA? Ou isso é proibido? Essas são algumas das várias perguntas que surgem quando o assunto é o uso da IA, sobretudo a generativa, dentro das escolas.

        Embora muitos docentes e estudantes já estejam fazendo uso dessas plataformas, os limites ainda não parecem bem estabelecidos. Diante disso, fica evidente a importância de trabalhar a ética relacionada à IA, garantindo que seu uso seja crítico, seguro e responsável.

        “Dentro do processo de aprendizagem, o estudante precisa ser capaz de navegar por um mundo altamente mediado por tecnologias e depois saber fazer suas próprias escolhas. Para o professor, é a mesma coisa: ele tem que se sentir capaz de fazer escolhas pedagógicas e entender que não precisa ser um expert em IA para utilizá-la”, afirma Giselle Santos, consultora pedagógica de inovação e gestão de portfólio do Instituto Escolas Criativas.

        Enquanto alguns professores ainda têm medo da IA, outros já estão usando e abusando dela, muitas vezes sem pensar muito nas consequências. É preciso, porém, encontrar um caminho do meio, defende Soraya Lacerda, coordenadora do maker space da Casa Thomas Jefferson, um centro binacional conhecido pelo ensino da Língua Inglesa, em Brasília. “Vivemos um momento no qual todos estão testando os limites não só das ferramentas de IA, mas também do seu conhecimento, do uso e da interação dessas tecnologias com sua sala de aula”, observa ela. 

        IA: riscos e potenciais

        Nesse meio do caminho sugerido pela especialista, estão as boas práticas de uso pedagógico da IA. Em primeiro lugar, é necessário entender as potencialidades da IA na educação básica, mas sem ignorar seus riscos, que não são poucos.

        Para Lynn Alves, doutora em Educação e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), um dos grandes potenciais da IA em sala de aula é seu uso como uma assistente. É ela quem vai otimizar tarefas, indicar diferentes formas para resolver um problema, mostrar erros em um texto e ajudar a buscar informações. Vale a pena esclarecer que, mesmo que sirva de apoio ou suporte, está nas mãos de quem a usa a IA a tarefa de orientar e mediar as interações com a plataforma escolhida. 

        A escola, por sua vez, precisa impulsionar a autonomia dos estudantes e seu protagonismo. Mas abraça a responsabilidade de ensiná-los a se tornarem curadores do que a IA entrega. Isso significa checar, procurar outras fontes, se inspirar para resolver os problemas por si só e, acima de tudo, utilizar as informações para construir um pensamento crítico acerca do mundo e, também, das tecnologias. Acima de tudo, é fazer reflexões críticas a ponto de perceber se os resultados são confiáveis, atualizados e não tendenciosos. “Primeiro, o próprio professor tem que aprender a usar a IA dessa forma para que ele possa orientar os alunos para o uso cuidadoso, ético e de qualidade”, defende a professora. 

        Entre os riscos da IA, um dos mais importantes é a possibilidade de gerar informações falsas, sem qualquer tipo de referência ancorada na realidade. A isso, dá-se o nome de alucinações: é quando a IA entrega um conteúdo de forma muito convincente, com cara de verdade, mas é mentira. Ao interagir com os chatbots de IA sem recorte crítico, os estudantes tendem a acreditar em suas respostas, não colocando em cheque as informações devolvidas. Caso o aluno não esteja bem fundamentado nos conteúdos – ou seja, não aprendeu –, existe o risco de delegar a gestão do conhecimento para a IA em vez de fazer uso dessas ferramentas de forma produtiva. 

        “Quando você pergunta a uma IA generativa sobre um tema muito específico da nossa cultura, corre o risco de vir uma informação totalmente enviesada e equivocada, com questões ideológicas inclusive, que comprometem a fidedignidade daquele fato histórico”, exemplifica Lynn. 
        
        Para que os estudantes tenham autonomia para tomar esse tipo de decisão, vale abordar a questão da ética dentro da escola. Giselle aconselha não se resumir a orientações, mas ensinar a turma a questionar sempre que acessar uma plataforma: quem a programou? Qual a intenção da empresa? Qual o contexto em que essa IA foi criada? Por que será que ela me deu essa resposta?

        “É interessante trabalhar a ética na forma de perguntas que estimulem o pensamento e que esses estudantes passem a ser também decisores, não só consumidores. A formação é muito mais cidadã quando você não decide pelo estudante, mas o informa para que ele decida por ele mesmo”, argumenta Giselle.

Fonte: COUTINHO, Dimítria. Inteligência Artificial pode ser usada na escola? Entenda os limites e saiba como estabelecer regras. In: Revista Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/22442/diretrizes-uso-etico-de-inteligencia-artificial-ia-nas-escolas Acesso em: 23 dez. 2025. [adaptado]
Considerando o Texto I, os estudos sobre letramentos digitais e as orientações curriculares contemporâneas para o ensino de Língua Portuguesa, é CORRETO afirmar que a leitura e a produção de textos em ambientes digitais pressupõem:
Alternativas
Q3985527 Pedagogia
Indique a alternativa que não apresenta, segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, gêneros adequados para o trabalho com a linguagem oral no segundo ciclo. 
Alternativas
Q3962204 Pedagogia
As práticas de linguagem desenvolvidas na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental envolvem diferentes formas de interação com a oralidade e com a escrita. Nesse contexto, o trabalho pedagógico com gêneros textuais contribui para inserir as crianças em práticas sociais de uso da linguagem, ampliando suas possibilidades de comunicação, expressão e participação nas atividades escolares. Ciente dessa abordagem pedagógica, classifique as afirmativas abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( ) Os gêneros textuais orais são fundamentais no processo de alfabetização, pois favorecem o desenvolvimento de habilidades linguísticas e discursivas, mesmo antes do domínio pleno da leitura e da escrita.
( ) A contação de histórias, as rodas de conversa e os relatos de experiências constituem exemplos de gêneros textuais escritos, determinantes para a formação discursiva da criança.
( ) O trabalho pedagógico com gêneros textuais deve iniciar-se apenas nos anos finais do ensino fundamental, quando os alunos já dominam plenamente a leitura e a escrita.
( ) A abordagem de gêneros textuais na educação infantil deve levar em conta a função social da linguagem e a inserção da criança em práticas reais de comunicação.

Com base nas afirmações acima, assinale a sequência correta:
Alternativas
Q3961136 Pedagogia
“Formar leitores autônomos na Escola também significa formar leitores capazes de aprender a partir dos textos. O ensino de estratégias de compreensão contribui para dotar os alunos dos recursos necessários para aprender a aprender.” (SOLÉ, Isabel, in Estratégias de Leitura, Artes Médicas, p. 72). A partir deste fragmento apresentado, analise as afirmativas a seguir:

I. O professor deve disponibilizar, em sala, livros, revistas, gibis etc., de diferentes tipos e temas, que tenhas ou não tenha imagens, figuras, ilustrações.
II. O professor deve, sempre, explicitar para os alunos o motivo da leitura que será realizada para o grupo.
III. O professor deve orientar as crianças a só terem acesso a livros de imagens ou outras ilustrações.

Marque a sequência correta:
Alternativas
Q3957919 Pedagogia
As práticas de linguagem desenvolvidas na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental envolvem diferentes formas de interação com a oralidade e com a escrita. Nesse contexto, o trabalho pedagógico com gêneros textuais contribui para inserir as crianças em práticas sociais de uso da linguagem, ampliando suas possibilidades de comunicação, expressão e participação nas atividades escolares. Ciente dessa abordagem pedagógica, classifique as afirmativas abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):

( ) Os gêneros textuais orais são fundamentais no processo de alfabetização, pois favorecem o desenvolvimento de habilidades linguísticas e discursivas, mesmo antes do domínio pleno da leitura e da escrita.
( ) A contação de histórias, as rodas de conversa e os relatos de experiências constituem exemplos de gêneros textuais escritos, determinantes para a formação discursiva da criança.
( ) O trabalho pedagógico com gêneros textuais deve iniciar-se apenas nos anos finais do ensino fundamental, quando os alunos já dominam plenamente a leitura e a escrita.
( ) A abordagem de gêneros textuais na educação infantil deve levar em conta a função social da linguagem e a inserção da criança em práticas reais de comunicação.

Com base nas afirmações acima, assinale a sequência correta:
Alternativas
Q3924862 Pedagogia
O planejamento de atividades de produção textual na EJA deve priorizar gêneros de circulação social que sejam funcionais e significativos para os estudantes, como a escrita de um e-mail de trabalho ou o preenchimento de um formulário, em detrimento da prática exclusiva de gêneros escolares tradicionais.
Alternativas
Q3924861 Pedagogia
O desenvolvimento da consciência fonológica em jovens e adultos em processo de alfabetização é um componente crucial, pois a habilidade de manipular os sons da fala facilita a compreensão do princípio alfabético e a aprendizagem da leitura e da escrita.
Alternativas
Q3919589 Pedagogia
As práticas de letramento e multiletramentos no contexto escolar buscam:  
Alternativas
Q3919403 Pedagogia
As reflexões acerca da produção textual no contexto escolar apontam para a necessidade de superar práticas centradas apenas no produto final. Assim, a produção textual deve ser compreendida como: 
Alternativas
Q3884154 Pedagogia
Assinale a alternativa que apresenta a postura pedagógica correta:
Alternativas
Q3880282 Pedagogia

De acordo com Gomes (2025, p. 4), “Ao abraçar a hibridização e a mestiçagem cultural e midiática, os multiletramentos permitem uma educação que reflete a diversidade e a complexidade do mundo contemporâneo, preparando os alunos para navegarem em um cenário de comunicação cada vez mais diversificado e interconectado”.


Fonte: GOMES, Luiza Carlinda Oliveira. Estratégias de ensino de aprendizagem de produção de textos: a aula de Língua Portuguesa mediada pelos multiletramentos. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa) – Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2025.


Nesse contexto, qual das seguintes competências está diretamente associada ao desenvolvimento dos multiletramentos nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio?

Alternativas
Q3880279 Pedagogia

Ferrarezi Jr. (2007, p. 31), em resposta à pergunta “O que, afinal, o professor de língua materna deve ensinar?”, responde: “Creio que cabe a um professor de língua materna ensinar seus alunos a: 1. Gostar muito de ler e saber ler bem; 2. Gostar muito de escrever e saber escrever bem; 3. Gostar muito de ouvir e saber ouvir bem; 4. Gostar de falar [...] e saber falar bem; 5. A semântica da língua; 6. Os princípios gramaticais estruturais que regem nossa língua [...]”.


Fonte: FERRAREZI JR., Celso. Ensinar o brasileiro: respostas a 50 perguntas de professores de língua materna. São Paulo: Parábola Editorial, 2007 (Série Estratégias de Ensino; v.7).


Acerca dessa afirmação do autor, analise as seguintes assertivas.



I- O ensino de gramática normativa deve ser priorizado pelo professor, em detrimento das demais competências.


II- A proficiência em leitura é considerada uma das competências a serem ensinadas pelo professor na Educação Básica.


III- Textos orais devem fazer parte do ensino de Língua Portuguesa.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q3864451 Pedagogia
A articulação entre ler, escrever e as áreas do conhecimento, conforme preconizado pelos documentos curriculares, pressupõe que a língua portuguesa é um instrumento para a construção de saberes em todas as disciplinas, mas isso não implica que o professor de língua portuguesa deva se responsabilizar pela alfabetização científica ou matemática dos alunos, já que essas são atribuições exclusivas de suas respectivas áreas específicas.
Alternativas
Q3864430 Pedagogia
A concepção da linguagem como interação, fundamental para o ensino de Português, pressupõe que o sentido de um texto é inerente à estrutura linguística em si, independentemente do contexto de produção e recepção, o que simplifica o processo de compreensão em ambientes escolares.
Alternativas
Q3860876 Pedagogia
Embora a Língua Portuguesa possua uma rica variedade de gêneros textuais, o ensino deve privilegiar apenas aqueles considerados 'clássicos' da literatura, em detrimento dos gêneros do cotidiano e digitais, para garantir um repertório cultural mais robusto.
Alternativas
Q3860875 Pedagogia
Situação hipotética: Uma professora de português propõe atividades de leitura e produção de textos científicos em diferentes mídias. Assertiva: Essa abordagem contribui para a articulação entre ler, escrever e as áreas do conhecimento, tal como preconizado pela BNCC, desenvolvendo a competência leitora e escritora em contextos variados.
Alternativas
Q3860874 Pedagogia
Uma prática pedagógica que se baseia na memorização de regras gramaticais descontextualizadas para o ensino da língua portuguesa está em desacordo com a concepção de linguagem como interação social, que valoriza o uso funcional da língua.
Alternativas
Q3860854 Pedagogia
Em um planejamento educacional alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a articulação entre ler, escrever e as diversas áreas do conhecimento visa promover a interdisciplinaridade e a construção de um saber mais significativo para o aluno.
Alternativas
Q3860853 Pedagogia
A leitura e a produção textual, como processos indissociáveis, devem ser trabalhadas de forma contextualizada, permitindo que o aluno compreenda a função social da escrita e se aproprie de estratégias para interagir em diferentes esferas comunicativas.
Alternativas
Respostas
41: C
42: A
43: D
44: D
45: B
46: C
47: C
48: C
49: B
50: B
51: B
52: A
53: E
54: E
55: E
56: E
57: C
58: C
59: C
60: C