Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa em pedagogia
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Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo… e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.
MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo - Edição comemorativa - 60 anos. Global Editora: São Paulo, 2024.
Ao utilizar o poema em uma atividade de leitura nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o professor pretende desenvolver, de forma articulada, a fluência leitora e a análise linguística. Para isso, a prática pedagógica mais adequada consiste em
Adaptado de MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. p.93.
Com base nas concepções de oralidade, fala, escrita e letramento apresentadas no excerto, assinale a prática pedagógica que melhor traduz essas ideias no contexto dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Ora, a mera oralidade não caracteriza pedagogicamente a atividade de uso da linguagem em situações formais e informais de comunicação oral.
Adaptado de TEIXEIRA, Lucia. Gêneros orais na escola. In: https://doi.org/10.1590/S2176-45732012000100014
Considerando as críticas apresentadas no excerto sobre o trabalho com os gêneros orais na escola, é correto afirmar que o professor dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental deve
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 279
A concepção de gêneros discursivos apresentada por Bakhtin implica que o ensino de Língua Portuguesa deve considerar a linguagem em seus contextos de uso. Nessa perspectiva, assinale a prática pedagógica mais coerente com esse entendimento.
( ) A leitura, nos Anos Iniciais, deve possibilitar à criança interagir com diferentes gêneros textuais, ampliando gradativamente suas capacidades de interpretação, análise e construção de sentidos.
( ) A produção textual constitui prática social que favorece o desenvolvimento da linguagem escrita, permitindo ao aluno organizar ideias, comunicar experiências e considerar o interlocutor e a finalidade do texto.
( ) O trabalho pedagogico com leitura e escrita nos Anos Iniciais prioriza predominantemente a reprodução mecânica de estruturas linguísticas, em razão da necessidade de consolidação técnica do código escrito.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
I. A consciência fonológica reúne habilidades distintas, relacionadas a palavras, sílabas, rimas e fonemas.
II. A segmentação fonêmica plenamente desenvolvida deve anteceder o contato sistemático com a escrita alfabética.
III. A apropriação do sistema de escrita e o desenvolvimento de habilidades fonológicas influenciam-se reciprocamente.
IV. O bom desempenho em atividades de rima comprova que a criança compreendeu como a escrita alfabética representa a fala.
Assinale a alternativa correta.
● BNC para “boneca”.
● CVL para “cavalo”.
● PRLT para “pirulito”.
● SOL para “sol”, explicando que uma palavra não poderia ser escrita com uma única letra.
Com base na Psicogênese da Língua Escrita, de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, esses registros indicam:
Sobre o texto acima em relação ao uso de livros didáticos, é correto afirmar em relação ao comentário da personagem que:
Discussão – o que é isso?
A palavra discussão tem sentido bastante controverso: tanto pode indicar a hostilidade de um confronto insanável (“a discussão entre vizinhos acabou na delegacia”) como a operação necessária para se esclarecer um assunto ou chegar a um acordo (“discutiram, discutiram e acabaram concordando”). Mas o que toda discussão supõe, sempre, é a presença de um outro diante de nós, para quem somos o outro. A dificuldade geral está nesse reconhecimento a um tempo simples e difícil: o outro existe, e pode estar certo, sua posição pode ser mais justa do que a minha.
Entre dois antagonistas há as palavras e, com elas, os argumentos. Uma discussão proveitosa deverá ocorrer entre os argumentos, não entre as pessoas dos contendores. Se eu trago para uma discussão meu juízo já estabelecido sobre o caráter, a índole, a personalidade do meu interlocutor, a discussão apenas servirá para a exposição desses valores já incorporados em mim: quero destruir a pessoa, não quero avaliar seu pensamento. Nesses casos, a discussão é inútil, porque já desistiu de qualquer racionalização.
As formas de discussão têm muito a ver, não há dúvida, com a cultura de um povo. Numa sociedade em que as emoções mais fortes têm livre curso, a discussão pode adotar com naturalidade uma veemência que em sociedades mais “frias” não teria lugar. Estão na cultura de cada povo os ingredientes básicos que temperam uma discussão. Seja como for, sem o compromisso com o exame atento das razões do outro, já não haverá o que discutir: estaremos simplesmente fincando pé na necessidade de proclamar a verdade absoluta, que seria a nossa. Em casos assim, falar ao outro é o mesmo que falar sozinho, diante de um espelho complacente, que refletirá sempre a arrogância da nossa vaidade.
(COSTA, Teobaldo, inédito)
Entendendo-se a Linguagem como instrumento de interação social num contexto civilizado, deve-se incutir tal processo no âmbito de ensino-aprendizagem de forma ampla. Assim, diante do que fora exposto no texto IV enquanto mensagem, compreende-se que o ato de “discutir”
A prática de análise linguística/semiótica, tal como concebida para os Anos Iniciais, distingue-se do ensino tradicional de gramática. Analise as afirmativas a seguir:
I.A análise linguística articula-se às práticas de leitura e de produção de textos, tomando o texto como unidade de ensino e a reflexão sobre a língua a serviço dos sentidos produzidos.
II.A reflexão sobre os recursos linguísticos e semióticos abrange aspectos notacionais e gramaticais, mas os subordina à compreensão e à produção de textos em situações reais de uso.
III.A análise linguística consiste na aplicação prévia das regras da norma-padrão a frases descontextualizadas, das quais o texto constitui posterior campo de exercício.
É correto o que se afirma em: