Questões de Concurso Sobre pedagogia
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Em uma turma do segundo ano do Ensino Fundamental, a professora Laura solicitou que as crianças escrevessem, em pequenas cartelas, os nomes de suas/seus personagens preferidas/preferidos das histórias infantis e desenhassem a sua principal característica. No momento de compartilhar as produções, as crianças falavam pistas a respeito do que haviam registrado, até que alguém da turma acertasse o nome da/do personagem. Quando ocorria um acerto, a criança mostrava sua escrita e, coletivamente, verificavase se o nome estava grafado corretamente, fazendo, se necessário, a reescrita das palavras. Assim que todas as crianças apresentaram seus registros, a professora Laura levou a turma à biblioteca da escola e pediu que elas procurassem livros com as/os personagens que haviam escolhido para escrever nas cartelas. Cada criança teve como tarefa levar um livro para casa, pedir para algum familiar ler a história e, com ajuda da pessoa que leu o livro, escrever uma carta para a autora ou o autor do livro, contando como foi a experiência de ler aquela história. No dia seguinte, as cartas foram lidas pelas crianças, com ajuda da professora, e juntos organizaram uma exposição no pátio do colégio com as cartelas e as cartas escritas pela turma.
O relato acima evidencia que o planejamento da professora Laura está pautado no processo de alfabetização:
Sobre o assunto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Pedro se encontra no nível de escrita silábico-alfabético.
II. Flávia escreveu no nível pré-silábico.
III. Bernardo e Cristina apresentaram o mesmo nível de escrita: silábico.
No primeiro grupo, estariam as diversas modalidades da pedagogia _______________. No segundo grupo, situar-se-iam as diferentes modalidades da pedagogia ____________. Considera-se que, no primeiro caso, a preocupação se centra nas teorias do ensino, enquanto que, no segundo caso, a ênfase é posta nas teorias da aprendizagem.
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas acima.
I. O chamado modelo piramidal, que na década de 1970 norteou as diretrizes políticas para a Educação Física, passou na década seguinte a ser contestado, pois o Brasil não se tornou uma potência olímpica, tampouco ampliou significativamente o número de praticantes de atividades físicas.
II. Em sintonia com a vertente mais tecnicista, esportivista e biologicista, surgem novas abordagens crítico-progressistas na Educação Física escolar a partir do final da década de 1970.
III. As abordagens que tiveram maior impacto a partir de meados da década de 1970 são comumente denominadas de psicomotora, construtivista e desenvolvimentista.
IV. As abordagens críticas passaram a questionar o caráter alienante da Educação Física na escola, propondo um modelo de adaptação às contradições e injustiças sociais.
V. A Educação Física passou a ser entendida como uma área de conhecimento que trata da atividade física.
( ) Na inclusão escolar, nem todos os alunos com deficiência cabem nas turmas de ensino regular, pois há uma seleção prévia dos que estão aptos à inserção.
( ) A segregação institucional tratava do atendimento às pessoas com deficiência em instituições especializadas, já que estas eram mantidas à margem da sociedade.
( ) A integração escolar teve a normalização como princípio norteador e trata-se de uma concepção de inserção parcial, porque o sistema prevê serviços educacionais segregados.
( ) As escolas inclusivas propõem um modo de organização do sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades.
( ) A escola capitalista encarna objetivos (funções sociais) que adquire do contorno da sociedade na qual está inserida e encarrega aos procedimentos de avaliação, em sentido amplo, a tarefa de garantir a consecução de tais funções.
( ) A educação tem duas funções principais numa sociedade capitalista: 1) a produção das qualificações necessárias ao funcionamento da economia; e 2) a elevação cultural das massas para uma inserção política interessada.
( ) As transformações socioeconômicas de interesse dos países centrais, as quais atingem os países periféricos do capitalismo, têm sérias repercussões para a educação. O projeto orientador dessas transformações destaca especialmente a questão da qualidade e da avaliação do ensino e da escola.
( ) No paradigma decimológico clássico, definem-se critérios com fins classificatórios e seletivos, reforçando-se a função seletiva, disciplinadora e meritocrática da avaliação, o que consolida a legitimação do fracasso, a discriminação, a evasão e expulsão dos alunos oriundos, sobretudo, da classe trabalhadora.
( ) As práticas avaliativas produtivo-criativas e reiterativas buscam imprimir à avaliação uma perspectiva de busca constante da identificação de conflitos no processo ensino-aprendizagem, bem como da superação desses conflitos por meio tanto do esforço crítico e criativo coletivo dos alunos como das orientações dos professores.
I. A Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social.
II. As práticas corporais são entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história.
III. O movimento humano está sempre inserido no âmbito da cultura e não se limita a um deslocamento espaço-temporal de um segmento corporal ou do corpo todo.
IV. Nas aulas de Educação Física, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno natural, dinâmico, diversificado, unidimensional, singular e contraditório.
V. É possível assegurar aos alunos a (re)construção de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua consciência a respeito de seus movimentos e dos recursos para o cuidado de si e dos outros, bem como desenvolver autonomia para apropriação e utilização da cultura corporal de movimento.
VI. Há três elementos fundamentais comuns às práticas corporais: habilidade motora, organização externa e produto cultural.
( ) A oficialização de aulas mistas na Educação Física foi um fator legal significativo nos anos 1990, que possibilitou impulsionar a produção do campo acadêmico sobre Educação Física e gênero. Nesse sentido, a composição das turmas mistas garante o término de hierarquizações e desigualdades de gênero.
( ) A atribuição dos papéis masculinos desde a socialização primária, como, por exemplo, jogar bola na rua, soltar pipa, escalar muros e outras atividades que envolvem riscos e desafios, mostram que as aptidões motoras são parte do processo biológico/natural do ser humano.
( ) O termo gênero se constitui num conjunto de significados culturalmente construído sobre um corpo sexuado, sendo o resultado causal do sexo e aparentemente fixo quanto a este, pois os sujeitos e seus corpos são elementos passivos num processo de moldagem de papéis de gênero.
( ) A incorporação da pedagogia queer tem sido sugerida no currículo escolar de Educação Física. Essa teoria permite pensar a ambiguidade, fluidez e multiplicidade das identidades para além da lógica binária e da heterossexualidade compulsória.
( ) São alguns dos elementos necessários para engendrar um modelo coeducativo na escola: o reconhecimento das discriminações de gênero e das potencialidades dos indivíduos independentemente do sexo; a igualdade de condições para desenvolver aptidões físicas e intelectuais sem distinção de gênero; e a transformação dos estereótipos sexistas.
I. É necessário considerar que o ensino de movimentos se concentra sobre a criança/o adolescente que “se-movimenta” e não sobre os movimentos da criança/do adolescente.
II. O desenvolvimento do saber humano enquanto capacidade de “saber-sentir”, “saber-pensar” e “saber-agir” se separa do desenvolvimento da subjetividade.
III. A reificação ou o controle da subjetividade pelo processo de civilizar a criança acontece quando esta, para tornar-se adulta, precisa perder a fascinação pelo mundo natural.
IV. Na escola, os conteúdos teóricos e práticos ministrados de modo repetitivo e mecânico nas disciplinas promovem a retirada de significados individuais, próprios das realizações humanas.
( ) Para desenvolver com os alunos metas emancipatórias, considera-se condição primordial promover a capacidade de ser crítico.
( ) A criança, quando consegue inserir-se no mundo social, cultural e linguístico de seu meio, começa a gerar o seu eu autônomo.
( ) A linguagem e o movimento humano, como diálogo com o mundo, são as poucas possibilidades que ainda nos restam para uma melhor compreensão de quem somos.
( ) A criança recebe do mundo adulto, antes de poder se questionar quem ela é, todas as referências para a construção da sua subjetividade.
( ) O ensino de brincadeiras, jogos e esportes orientados pela cópia irrefletida desses conteúdos pode implicar a formação de crianças e adolescentes com incapacidade de autoconhecimento de suas reais possibilidades e condições.
I. Essa perspectiva busca, por meio de intervenções pedagógicas, valorizar os conhecimentos de populações historicamente silenciadas, que produziram predominantemente as manifestações da cultura corporal de movimento que identificam o povo brasileiro.
II. Essa perspectiva é realizada por meio de um ensino voltado à eliminação das desigualdades cotidianas, sendo, portanto, uma perspectiva transformadora, pautada na possibilidade de diálogo. É um movimento contra as fronteiras e para além delas, que transforma a educação na prática da liberdade.
III. Essa perspectiva trata de um modo de gerenciar as relações de gênero na escola, de maneira a questionar e reconstruir as ideias sobre o feminino e sobre o masculino. É um conjunto de medidas educacionais para a igual valorização do que se pode perceber como múltiplos masculinos e femininos, buscando até mesmo a desconstrução do binarismo entre esses elementos.
IV. Essa perspectiva enfatiza a identidade afro-brasileira, não só na questão das raízes (africanidade), mas, principalmente, no processo histórico que desenvolve o enfrentamento e a resistência afrobrasileira. Por esse motivo, envolve a incorporação dos saberes identitários, políticos e estéticos/corpóreos.
( ) Tanto as teorias da construção do conhecimento como as teorias da aprendizagem, com raras exceções, são desencarnadas – é o intelecto que aprende.
( ) Hoje é interessante perceber um movimento no sentido de recuperar a dignidade do corpo no que diz respeito aos processos de aprendizagem.
( ) Para as teorias crítico-superadora e crítico-emancipatória, as formas culturais dominantes do movimentar-se humano reproduzem os valores e princípios da sociedade capitalista.
( ) Até o advento das ciências do esporte nos anos 1970, o teorizar no campo da Educação Física era sobretudo de perspectiva dialógica, isto é, voltado para a intervenção ginástica sobre o corpo.
( ) A dimensão que a cultura corporal ou de movimento assume na vida do cidadão atualmente é tão significativa que a escola é chamada não a reproduzi-la simplesmente, mas a permitir que o indivíduo se aproprie dela criticamente.
( ) No ciclo de organização da identidade dos dados da realidade, cabe ao professor organizar a identificação dos dados constatados e descritos pelo aluno para que este possa formar sistemas e encontrar as relações entre as coisas, identificando as semelhanças e as diferenças.
( ) No ciclo de consolidação da identificação dos dados da realidade, o aluno começa a estabelecer classificações e generalizações conceituais a partir das relações de semelhança e diferença.
( ) No ciclo de iniciação à sistematização do conhecimento, o aluno vai adquirindo a consciência de sua atividade mental e suas possibilidades de abstração, confrontando os dados da realidade com as representações do seu pensamento sobre eles.
( ) No ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento, o aluno toma consciência da atividade teórica e dá um salto qualitativo quando reorganiza a identificação dos dados da realidade através do pensamento teórico.
( ) No ciclo de aprofundamento da sistematização do conhecimento, os estudantes do ensino médio apreendem as características especiais dos objetos, percebendo, compreendendo e explicando que há propriedades comuns e regulares nos objetos. O aluno lida com a regularidade científica.