Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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I. A Educação Física traz diversas propostas para o debate em educação. Uma delas questiona a imobilidade corporal dos alunos em sala de aula.
II. O ensino da Educação Física, assim como de qualquer outra disciplina, deve respeitar mais as diferenças entre as crianças do que considerar as teorias de desenvolvimento pertinentes às crianças.
III. Ter sete anos não significa, necessariamente, ter as mesmas características de outras crianças dessa idade. Assim, para que os diversos ritmos de desenvolvimento das crianças sejam respeitados, as atividades propostas em um currículo devem ser flexíveis.
IV. Se a habilidade de representação mental é tão importante, a escola deve investir no exercício dessa habilidade por meio de uma atividade simbólica por excelência: o esporte.
“Devir-infantil [...]. Não mais a ‘criança’ empírica idealizada, essencial, dotada de características comuns a um certo número de indivíduos; não mais a forma ‘criança’, destinada a entrar em oposição ou complementariedade, a vir-a-ser ou a deixar-de-ser cada uma das outras formas – recém-nascido, bebê, púbere, adolescente, jovem, adulto, ancião... Daqui para a frente, apenas um pensamento impessoal, inconsciente e involuntário, que pensa o infantil como paradoxo, acontecimento, devir” (CORAZZA, Sandra Mara. Uma vida de professora. Ijuí, RS: UNIJUÍ, 2005).
Sobre o assunto, é correto afirmar que a criança na Educação Infantil:
“O componente mais óbvio de uma teoria do currículo tem a ver com a questão do conhecimento e da verdade. Afinal, supõe-se que a questão central da teorização curricular é o ‘que deve ser ensinado?’, o que, por sua vez, remete à questão mais ampla ‘o que constitui conhecimento válido ou verdadeiro?’ Tradicionalmente, essa última pergunta tem sido respondida remetendo-se a teorias do conhecimento ou a epistemologias no sentido estrito, isto é, a teorias que adotam, de uma forma ou outra, uma concepção do conhecimento como representação (‘verdadeira’), como correspondência ou adequação a alguma suposta e pré-existente realidade, a alguma presumida coisa-em-si” (SILVA, Tomas Tadeu. Dr. Nietzsche, curriculista: com uma pequena ajuda do professor Deleuze. In: Reunião anual da anped, 24. Programa e resumos. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, 2001).
( ) Na concepção metafísica ou positivista, o currículo é a experiência do encontro com um composto de conhecimentos fixos e imutáveis, organizados de modo que sejam transmitidos, além do conhecimento, certos valores sociais.
( ) O currículo também pode ser entendido como o Plano Pedagógico que orienta as ações das instituições e, por ser formulado no início do ano letivo, está isento de acompanhamento e avaliação.
( ) De acordo com o Art. 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar.
( ) De acordo com a proposta curricular do Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), o termo “currículo” é resultante de um processo histórico-social liberto de conflitos, rupturas e contradições, vinculado aos contextos sociais, econômicos, culturais e políticos de uma dada sociedade.
( ) Desde seu nascimento, a criança insere-se num universo histórico-cultural, ou seja, em meio a uma trama de processos e conflitos sociais. Já o currículo pode ser entendido como um artefato social, um dispositivo subjetivante, que influencia a experiência de quem aprende.
I. O currículo pode contribuir com a formação do olhar através da realidade contemporânea, por meio do estudo histórico.
II. O currículo por ser construído a partir da realidade de cada escola, não precisa abrir-se para uma visão pluralista.
III. O currículo precisa estar articulado à compreensão da cultura visual de forma flexível, não elegendo conteúdos hegemônicos.
IV. O currículo, em seu caráter político, toma o conhecimento escolar como uma seleção particular desvinculada de interesses de certos grupos.
V. O currículo na história tradicional é visto como a intervenção racional na aula.
I. A BNCC organiza direitos de aprendizagem e campos de experiência, orientando objetivos por faixas etárias.
II. Interações e brincadeiras funcionam como eixos estruturantes para organizar propostas e acompanhar percursos de aprendizagem.
III. A documentação pedagógica, com registros e produções, torna visível o processo e apoia diálogo com famílias e equipe.
IV. Os objetivos se traduzem em experiências no cotidiano, e o planejamento considera tempos, espaços, materiais e agrupamentos.
V. A BNCC atua como referência nacional, e o currículo local detalha escolhas, sequências e contextos, mantendo alinhamento com direitos e campos.
Estão corretas as afirmativas: