Questões de Concurso
Sobre dietoterapia em nutrição
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( ) A disbiose, geralmente resultante do uso de antibióticos de amplo espectro e de fórmulas enterais pobres em fibras, pode precipitar a diarreia por pelo menos dois mecanismos: supressão da fermentação e crescimento de agentes patogênicos.
( ) A gastroparesia é uma das causas mais frequentes de interrupção ou redução do volume administrado na TNE, comprometendo a nutrição dos pacientes em situação crítica. Quando os sintomas persistem, uma das estratégias de manejo é reduzir a velocidade da bomba de infusão contínua em 50% e associar procinéticos.
( ) Na síndrome de realimentação (SR), pacientes com IMC inferior a 18,5 kg/m² ou que estiveram em jejum por mais de 15 dias devem iniciar dieta com 10 kcal/kg ou 5 kcal/kg. Os distúrbios hidreletrolíticos devem ser corrigidos, especialmente sódio, magnésio, potássio e niacina.
I. As diretrizes nacionais e internacionais sugerem a ingestão máxima diária de sódio entre 2.000 e 2.400mg/dia. O uso de substitutos de sal contendo cloreto de potássio não deve ser recomendado.
II. A ingestão de grãos integrais, aves, peixes e nozes é estimulada na dieta DASH, além da ingestão de, aproximadamente, 8 a 10 porções por dia de frutas e hortaliças.
III. A recomendação de ingestão de fibra alimentar total para adultos é de 20-30g/dia, sendo 5 a 10g como fibras solúveis. Recomenda-se a suplementação de cálcio, potássio e magnésio como intervenções para o controle de níveis pressóricos.
( ) Para desnutridos graves, não é recomendado realizar recuperação nutricional nos primeiros dias de internação. Neste período, deve-se ficar atento ao risco de síndrome de realimentação, que é caracterizado por distúrbios hidroeletrolíticos (hiperpotassemia, hiperfosfatemia e hipermagnesemia).
( ) Na fase de reabilitação, o intuito é otimizar a terapia nutricional, a fim de corrigir o déficit nutricional. Assim, nessa fase, o alvo nutricional deve ser de 150 a 220 kcal/kg/dia e de 4 a 5g de proteína/kg/dia.
( ) A OMS preconiza o ganho de 5 a 10g/kg/dia para recuperação nutricional. Atenção deve ser dada ao exame físico e ao acompanhamento clínico do paciente, a fim de diferenciar edema de ganho de peso por anabolismo.
• Recomendação de energia para idade (VET): 80 kcal/kg/dia • Recomendação de proteína: 1,3g/kg/dia • Unidade dietética da dieta cetogênica 4:1 = 40 kcal
Qual das seguintes alternativas corresponde à quantidade de gramas diárias de gorduras, proteínas e carboidratos, respectivamente, que devem compor uma dieta cetogênica na proporção 4:1?
( ) A recuperação do peso deve ser separada em fases, controlada e planejada. Para pacientes em regime ambulatorial, deve-se atingir ganho semanal de 200 a 450g e o ganho deve ser de 500 a 900g semanais para aqueles em regime parcial de internação, e de 900 a 1.300g por semana para regimes em enfermaria.
( ) A síndrome de realimentação é caracterizada pela hipocalcemia, intolerância à glicose, disfunção gastrintestinal e arritmias cardíacas, que ocorrem em razão da repentina sobrecarga em ingestão calórica, principalmente advinda de gorduras.
( ) Para os critérios de internação, o baixo peso deve ser considerado como único fator de gravidade.
I. Terapia nutricional pré-operatória por via oral, enteral ou parenteral deve ser instituída aos pacientes candidatos à operação de moderado a grande porte que apresentem risco nutricional moderado a alto, acessado por qualquer um dos métodos disponíveis.
II. Em pacientes de maior risco e submetidos à operação de grande porte, a terapia nutricional não deve incluir imunonutrientes, tanto pelo uso de suplementos orais como por via enteral.
III. A realimentação oral ou enteral após operação abdominal eletiva deve ser precoce (em até 24h de pósoperatório), independentemente de o paciente estar hemodinamicamente estável.
( ) No período pré-operatório, a terapia nutricional deve contribuir para manter o bom estado nutricional, o que minimiza os agravos metabólicos decorrentes da doença e da quimioterapia prévia.
( ) Para crianças, há evidências que justifiquem indicar a imunonutrição perioperatória, além da indicação de suplementos orais pediátricos, corrigindo déficits na ingestão e garantindo oferta de nutrientes para o desenvolvimento da criança.
( ) No período pós-operatório, a realimentação oral ou enteral não deve ser precoce (em até 24h de pósoperatório), inclusive para os submetidos a cirurgias abdominais. O início precoce da dieta não favorece a cicatrização.
I. A dietoterapia do indivíduo idoso com diabetes envolve a seguinte recomendação: carboidratos devem permanecer entre 55% das necessidades energéticas totais, 30% de lipídeos, 15% de proteínas (1,0 a 1,2g por kg/peso) e 14 g de fibras dietéticas/1000 Kcal ao dia.
II. A recomendação de ingestão proteica no paciente idoso oncológico deve ser baseada na condição clínica, estado nutricional e estadiamento da doença. Considerar sempre uma oferta proteica acima de 1,0 g/Kg/dia. Pacientes com algum grau de desnutrição, deve-se aumentar a oferta proteica para 1,2 a 1,5 g por Kg/dia.
III. Para a pessoa idosa com sarcopenia, a melhor fonte proteica para manter a massa muscular no idoso é aquela com maior digestibilidade e absorção e com maior disponibilidade de aminoácidos pós-prandial. A proteína do soro do leite preenche esses critérios e ainda, por ser rico em leucina, se torna um potente ativador da sinalização anabólica no músculo esquelético. Contudo, as proteínas ofertadas na forma líquida são menos eficientes que proteínas na forma sólida.
IV. As recomendações de ingestão energética e proteica para idosos obesos devem ser individualizadas, considerando o nível de atividade física, comorbidades associadas e tolerância. Recomenda-se utilizar 30 Kcal por kg/dia e aplicar redução calórica moderada de 1000 Kcal/dia, assegurando uma ingestão proteica de 1,2 a 2,0 g por kg de peso corporal ao dia.
I. Uma dieta hipoproteica deve ser recomendada quando se utiliza o fármaco levodopa, pois fármaco e aminoácidos competem pelo mesmo mecanismo de transporte ativo no trato gastrointestinal e na barreira hematoencefálica, de modo que refeições hiperproteicas associadas à ingestão do medicamento favorecem esta interação, ocasionando prejuízos de flutuações motoras ao paciente.
II. A recomendação de jejum de 30 minutos a 1 hora antes da administração da levodopa pode fazer com que haja baixa ingestão alimentar, uma vez que o fármaco é administrado em múltiplas doses ao longo do dia, aumentando o risco de desnutrição e perda de peso.
III. Com o uso da levodopa, recomenda-se o monitoramento dos níveis de homocisteína plasmática e das vitaminas B6, B9 e B12, sendo que folato e B12 podem necessitar de suplementação.
IV. A levodopa pode influenciar a ingestão alimentar causando efeitos adversos como náusea, vômito, dor e desconforto gastrointestinal, diarreia e sensação de sabor amargo. A indução de discinesias também é apontada como um efeito adverso da levodopa e pode aumentar o gasto energético e ainda prejudicar a mastigação, impactando a ingestão alimentar.