Questões de Concurso Sobre neurologia em medicina

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Q3884344 Medicina
Uma mulher de 79 anos, advogada aposentada, hipertensa e diabética, vem em consulta médica acompanhada da filha com queixa de esquecimento progressivo há 2 anos. A filha relata que a mãe repete as mesmas perguntas várias vezes, esquece compromissos e tem dificuldade em lidar comas finanças da casa, atividade que desempenhava antes com autonomia. Sem queixas de humor e não há história de abuso de álcool ou medicamentos psicotrópicos. Ao exame físico: Pressão arterial 130x80 mmHg, sem déficits neurológicos focais. O rastreio cognitivo tem MiniExame do Estado Mental (MEEM) = 22/30, com prejuízo na evocação das três palavras e na orientação temporal.
Considerando a investigação inicial da síndrome demencial nesta paciente, a conduta mais adequada ao caso é
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Q3884335 Medicina
Sobre a síndrome de compressão medular (SCM), é INCORRETO afirmar: 
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Q3883468 Medicina
Dentre os comportamentos abaixo, o que é considerado um sinal de alerta para TEA (transtorno do espectro autista) em uma criança de 7 anos é o seguinte:
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Q3883428 Medicina
Um juiz aposentado, 72 anos, procura o geriatra relatando esquecimento progressivo há cerca de 6meses. Refere dificuldade em lembrar nomes de pessoas e de compromissos recentes, mas ainda realiza suas atividades cotidianas de forma independente.
Exame neurológico: sem alterações significativas.
MiniExame do Estado Mental: 27 pontos.
Teste de fluência verbal: normal.
Ressonância magnética de crânio: sem alterações relevantes.
Exames laboratoriais (VDRL, HIV, vitamina B12, ácido fólico, TSH e T4 livre): dentro da normalidade.
Diante do caso descrito, o diagnóstico mais provável é
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Q3883414 Medicina

Helena, mulher cis, 56 anos, é levada ao pronto atendimento devido a episódio de fraqueza súbita em membro inferior direito, que dificultou a marcha, há cerca de 6 horas, evoluindo com crises convulsivas. O acompanhante informa que a paciente é acompanhada em UBS por hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes mellitus, com antecedente de AVE isquêmico há 8 anos, do qual se recuperou sem déficits. Ao exame neurológico, apresenta Glasgow 14, déficit neurológico focal restrito a membro inferior direito, preservando força nos demais membros, sem alteração de fala, com reflexos pupilares normais, sem desvio de rima labial e ausência de sinais de irritação meníngea. Sinais vitais estáveis, exceto temperatura axilar de 37,7°C. Teste rápido para HIV na admissão foi reagente. Realizada RM de crânio abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


O diagnóstico mais provável para este caso é 

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Q3858588 Medicina

Mulher de 67 anos chega a uma unidade básica de saúde (UBS) acompanhada pelo filho. Ele relata que a mãe, há cerca de 30 minutos, passou a apresentar intensa dor de cabeça e dificuldade para falar. A paciente é hipertensa, faz uso de anti-hipertensivos, estatina e antiagregante plaquetário em dose profilática. Há 6 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) sem sequelas. Durante o exame físico, pontuou 14 na Escala de Coma de Glasgow e apresentou seguintes sinais vitais: 


                                                               Imagem associada para resolução da questão


Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada pelo médico da UBS? 

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Q3858214 Medicina
Mulher de 55 anos, sem história de doenças crônicas, procura atendimento por queixa de cefaleia persistente em ambos os lados do crânio, associada a alterações de visão (amaurose fugaz e diplopia), cansaço e artralgias. Relata dor em todo o couro cabeludo. Notou perda de peso (2 kg em 2 meses). Nega fotofobia ou fonofobia, febre ou náuseas, e afirma que não acorda de madrugada por conta da cefaleia. Nega qualquer problema de ordem emocional. Ao exame, a paciente encontrase afebril, com pupilas isocóricas e sem rigidez de nuca.
Qual é o tipo de cefaleia dessa paciente, e qual exame seria útil na sua investigação preliminar, respectivamente?
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Q3858181 Medicina

Paciente do sexo masculino, 23 anos, foi vítima de acidente automobilístico no qual o veículo em que estava colidiu com caminhão. Usava cinto de segurança e foi retirado consciente do carro pela equipe de resgate. Apresentava amnésia anterógrada. Após atendimento pré-hospitalar, o paciente foi levado ao pronto-socorro, sem déficits motores ou sensitivos. No hospital, o médico pede uma tomografia computadorizada de crânio para avaliação. Alguns minutos depois, a equipe de enfermagem solicita avaliação de emergência para o paciente, com necessidade de intubação orotraqueal por rebaixamento do nível de consciência e anisocoria com pupila esquerda dilatada. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste

Imagem associada para resolução da questão


Ao considerar a situação clínica do paciente e a imagem tomográfica apresentada, o médico diagnosticou

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Q3858157 Medicina
Homem de 68 anos, em tratamento crônico irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e fibrilação atrial, é admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de rebaixamento do nível de consciência e déficit neurológico do lado esquerdo, de predomínio braquiofacial. Segundo o acompanhante, o paciente tinha ido se deitar havia 90 minutos, sem qualquer sintoma antes de ser encontrado com o transtorno observado. Foi levado ao hospital, onde deu entrada 30 minutos após constatado o déficit focal. Ao exame físico, paciente com 9 pontos na escala de coma de Glasgow modificada, exibindo hemiparesia acentuada à esquerda, pressão arterial de 170 x 100 mmHg em ambos os membros superiores, com ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca média de 96 bpm. Não há outras alterações expressivas ao exame físico. Glicemia capilar de 285 mg/dL; demais exames laboratoriais não revelam anormalidades. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste revela área de atenuação de densidade em cerca de 40% do território da artéria cerebral média direita, cujo laudo é obtido cerca de 3 horas após o último momento em que o paciente foi visto sem déficits.
O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de
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Q3858150 Medicina
Mulher de 65 anos iniciou quadro de lentidão dos movimentos há 6 meses, com dificuldade para amarrar sapatos, abotoar roupas e digitar. Ao caminhar, apresentava passos mais curtos e sensação de instabilidade, com 1 episódio de queda. Concomitantemente apresentou tremores nas mãos, de repouso, associados à rigidez e alteração do padrão do sono. Nega alterações de memória e cognição. Ao exame físico apresentava fácies em máscara, marcha em pequenos passos, frequência cardíaca de 88 bpm com ausculta sem alterações, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, tremores assimétricos na manobra dos braços estendidos, hipertonia em roda dentada. A ressonância nuclear magnética realizada há 2 semanas constatou atrofia cerebral compatível com a idade.
O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico será
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Q3858135 Medicina
Homem de 20 anos, com diagnóstico de esquizofrenia, chega à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) acompanhado de familiares, que descrevem que o paciente acordou “torto”. Há 5 dias, foi realizada a troca de risperidona por haloperidol, pois aquela estava em falta na farmácia. Paciente nega outras queixas clínicas. Ao exame, apresenta contratura de região cervical e fácies de dor.
Quais são, respectivamente, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta mais adequada?
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Q3858106 Medicina
Uma criança de 9 anos apresenta quadro de cefaleia matinal progressiva, vômitos em jato e episódios de diplopia. O exame físico mostra papiledema bilateral e paralisia do VI par à direita. A ressonância magnética evidencia lesão intra-axial de fossa posterior, infiltrativa, envolvendo o hemisfério cerebelar esquerdo e estendendo-se para o pedúnculo cerebelar superior, com hipersinal em T2/FLAIR, realce heterogêneo pós-contraste e restrição à difusão na porção central. Há disseminação leptomeníngea sutil na cisterna magna. O espectro de ressonância magnética revela aumento de colina, redução de N-acetil-aspartato e elevação discreta de lactato.
Considerando a idade, os achados clínicos, radiológicos e a biologia tumoral típica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
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Q3858104 Medicina
Um menino de 6 meses é levado à consulta por aumento progressivo da circunferência cefálica. A história pregressa inclui parto a termo sem intercorrências e desenvolvimento neurológico adequado até o momento.
No exame físico:
Macrocefalia evidente (circunferência cefálica > 98º percentil).
Fontanela anterior tensa, pulsátil.
Sinais de irritabilidade e sono agitado, mas sem déficit motor focal.
Reflexos tendinosos normais, sem hipertonia.
Olhos com desvio para baixo (sinal de "sunset").
A ultrassonografia transfontanelar evidencia dilatação simétrica dos ventrículos laterais e terceiro ventrículo, com quarto ventrículo de tamanho normal. A RM confirma os achados e não mostra massa expansiva nem hemorragia intraventricular.

Com base na apresentação clínica, achados de neuroimagem e fisiopatologia, qual é a forma de hidrocefalia mais provável neste caso? 
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Q3858103 Medicina
Uma criança previamente saudável, de 4 anos, inicia quadro progressivo de regressão do desenvolvimento, ataxia, distúrbios de movimento e episódios de perda de visão transitória. A ressonância magnética evidencia hipersinal em T2 simétrico em substância branca occipitoparietal, com relativa preservação subcortical anterior e envolvimento do corpo caloso. O estudo metabólico demonstra elevação de ácidos graxos de cadeia muito longa, com razão C24:0/C22:0 aumentada.
Qual hipótese diagnóstica é mais compatível com esse conjunto de achados?
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Q3858102 Medicina
Uma criança de 10 anos apresenta cefaleia diária, de intensidade moderada a grave, em região difusa, associada a náuseas leves, fotofobia e irritabilidade. A dor piora ao final do dia e melhora parcialmente com analgésicos simples. A mãe relata que a criança passa longos períodos em frente a telas e apresenta dificuldade de concentração na escola. O exame neurológico e oftalmológico são normais.
Considerando a apresentação clínica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial mais adequada?
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Q3858101 Medicina
Uma menina de 7 anos apresenta, há 6 meses, episódios de breves ausências caracterizados por:
Parada súbita da atividade durante a escola, com olhar fixo por 5−10 segundos.
Retorno espontâneo à atividade sem confusão pós-ictal.
Frequência diária, variando de 10 a 20 episódios.
Nenhum relato de crises tônico-clônicas.
O exame neurológico e o desenvolvimento psicomotor estão normais.
O EEG mostra:
Descargas generalizadas de ondas lentas de 3 Hz associadas a espículas, evocadas ou espontâneas, especialmente com hiperventilação.
A ressonância magnética de crânio é normal.
Com base nos critérios da International League Against Epilepsy (ILAE), qual é o diagnóstico mais apropriado?
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Q3858100 Medicina
Uma criança de 6 anos apresenta episódios noturnos recorrentes caracterizados por: início súbito entre 60 e 90 minutos após adormecer, choro inconsolável, taquicardia e olhar fixo, permanecendo não responsiva ao chamado dos pais. Os episódios duram cerca de 10 minutos, seguidos de retorno rápido ao sono, sem lembrança pela manhã. O EEG interictal e o EEG com registro durante o evento são normais, e a polissonografia demonstra aumento de atividade delta profunda. Os pais relatam que, em algumas noites, a criança também desperta parcialmente, senta-se na cama e executa comportamentos motores complexos e estereotipados, sem consciência.
Considerando os transtornos do sono em neurologia pediátrica e seus diagnósticos diferenciais com epilepsia noturna, qual é a hipótese mais consistente, e qual conduta é mais apropriada?
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Q3858097 Medicina
Um menino de 3 anos é levado ao pronto-socorro com alteração súbita do nível de consciência após quadro de infecção respiratória viral de 2 dias. A história clínica e exames prévios são normais.

Exame físico:
Criança letárgica, reativa apenas a estímulos dolorosos.
Reflexos tendinosos normais, sem déficit motor focal.
Sinais meníngeos negativos.
Temperatura: 38,5°C.
Laboratórios iniciais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática levemente elevada (AST/ALT <2x).
O EEG mostra atividade difusa lenta, sem descargas epiléptiformes.
A RM de encéfalo apresenta hipersinal difuso bilateral em substância branca e núcleos da base em T2/FLAIR, sem lesão focal.
O líquor mostra leve pleocitose e proteína discretamente aumentada, sem alterações de glicose.
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e de neuroimagem, qual é o diagnóstico mais provável? 
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Q3858026 Medicina
Uma mulher de 63 anos apresenta quadro de disartria progressiva há 10 meses, seguido de dificuldade para deglutir e perda ponderal de 6 kg no período. O exame neurológico mostra:
Disartria espástica, reflexo de gag exaltado e labilidade emocional.
Fasciculações em língua e atrofia discreta de musculatura intrínseca lingual.
Hiperreflexia generalizada, sem fraqueza significativa nos membros.
Sem alterações sensitivas e sem distúrbios esfincterianos.
A EMG revela:
Sinais de desnervação ativa e crônica em região bulbar e em membros superiores, com unidades motoras de padrão neuropático.
Ausência de bloqueio de condução, sem potenciais sensitivos anormais.
A RM de encéfalo e crânio não mostra alterações estruturais. Sorologias e exames metabólicos são normais. Critérios mimetizadores (miastenia gravis bulbar, neuropatia motora, miopatias e lesões infiltrativas do tronco encefálico) foram excluídos.
Considerando os critérios diagnósticos e os fenótipos clínicos da ELA, qual é a classificação diagnóstica MAIS adequada para este caso?
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Q3858025 Medicina
Um homem de 52 anos, etilista pesado há mais de 20 anos, é encontrado confuso em casa e levado ao pronto-socorro. Na admissão apresenta:
Confusão mental com desatenção importante.
Oftalmoparesia com abdução limitada à direita.
Ataxia de tronco com marcha impossível sem apoio.
Temperatura normal; sem rigidez de nuca.
Laboratório mostra deficiência nutricional marcada, sem hipoglicemia. A RM ponderada em FLAIR e T2 revela hipersinal simétrico nos corpos mamilares e na região periaquedutal, sem realce anormal.
O paciente recebe tiamina intravenosa de maneira tardia (apenas após 18 horas do início dos sintomas), com melhora parcial da confusão, mas persistência de grave incapacidade de fixar novas memórias, além de fabricação de relatos falsos com convicção.
Com base no quadro e no curso clínico, qual achado abaixo é o MAIS característico da fase Korsakoff dentro do espectro Wernicke−Korsakoff?
Alternativas
Respostas
1401: E
1402: E
1403: D
1404: C
1405: B
1406: B
1407: D
1408: C
1409: A
1410: A
1411: X
1412: A
1413: C
1414: E
1415: C
1416: D
1417: A
1418: C
1419: D
1420: A