Questões de Concurso
Sobre neurologia em medicina
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Desinibição social grave, incluindo comentários inapropriados e condutas impulsivas.
Perda de empatia, irritabilidade e indiferença afetiva.
Comportamentos repetitivos estereotipados, como organizar talheres por horas.
Hiperalimentação com forte preferência por doces e por alimentos hiperpalatáveis.
Julgamento social prejudicado, apesar de memória episódica preservada nas fases iniciais.
Ao exame neurológico, não há sinais motores. O Mini-Mental é 26/30 (normal para a escolaridade).
A RM de encéfalo mostra atrofia predominante em córtex orbitofrontal e ínsula anterior, bilateral, com discreto predomínio direito.
Exames laboratoriais, LCR e pesquisa para doença de Alzheimer (biomarcadores ATN) são negativos.
Com base nos critérios clínicos vigentes para DFT variante comportamental, qual achado abaixo é o MAIS característico e sustentado pelo conjunto do caso apresentado?
Sensação súbita de déjà vu,
seguida de mal-estar epigástrico ascendente,
progressão para pausa comportamental com fixação do olhar,
e automatismos oroalimentares por 30−45 segundos.
Após a crise, apresenta confusão pós-ictal de 2 a 3 minutos. Não há generalização motora observada.
O EEG interictal mostra descargas rítmicas e pontas temporais anteriores unilaterais à esquerda, mais pronunciadas no sono.
A RM de encéfalo com protocolo de epilepsia evidencia hipersinal em T2/FLAIR e redução volumétrica do hipocampo esquerdo, com perda de arquitetura interna.
Os exames metabólicos e autoimunes são normais. A paciente não faz uso de substâncias psicoativas.
Com base na classificação atual da ILAE, na semiologia clínica, no EEG e na neuroimagem, qual é o diagnóstico MAIS adequado?
O exame neurológico revela parkinsonismo discreto, com bradicinesia e rigidez simétrica, sem tremor significativo. O minimental sugere declínio cognitivo leve. A polissonografia demonstra perda de atonia muscular durante a fase REM, com comportamento motor compatível com transtorno comportamental do sono REM (TCSR).
A RM de encéfalo é normal para a idade.
Um DaTscan (SPECT com transportador de dopamina) mostra redução bilateral de captação no putâmen, compatível com déficit dopaminérgico presináptico.
Não há uso de neurolépticos. Não há histórico de diagnóstico prévio de doença de Parkinson.
Com base nos critérios diagnósticos centrais e nos biomarcadores indicativos, qual é o diagnóstico MAIS adequado?
Durante a avaliação, a equipe de resgate inter-hospitalar informa que o paciente está a 50 minutos de distância de um centro com capacidade de trombectomia mecânica 24h. O hospital atual não realiza trombectomia. A janela terapêutica para trombólise e para trombectomia conforme diretrizes vigentes deve ser considerada. Qual é a conduta mais adequada
Surgem de forma abrupta, exclusivamente do lado esquerdo.
A dor é descrita como intensa, lancinante, profunda, orbital, durando 45 a 90 minutos.
A frequência é de 2 a 3 episódios por dia, ocorrendo tipicamente entre 1h e 3h da manhã.
Durante a crise, há lacrimejamento ipsilateral, congestão nasal, ptose discreta e inquietação motora (o paciente não consegue permanecer parado).
Os episódios ocorrem diariamente por cerca de 8 semanas, seguidos de remissão completa por meses.
O exame neurológico interictal é normal. RNM de encéfalo e órbitas é normal.
O paciente não responde a analgésicos comuns e relata piora com álcool durante os períodos de crise.
Com base nos critérios internacionais (ICHD-3), qual das características abaixo é a MAIS indicativa de cefaleia em salvas episódica neste caso?
A RM de encéfalo mostra:
Atrofia simétrica do hipocampo e giro parahipocampal, discreta redução volumétrica do córtex temporal medial.
O PET com marcador de beta-amiloide (PiB-PET) evidencia acúmulo cortical difuso de amiloide, e o PET-FDG demonstra hipometabolismo temporoparietal posterior bilateral, mais acentuado à esquerda.
O líquor apresenta perfil bioquímico: Beta-amiloide 1−42 reduzido,
Tau total e fosforilada aumentadas,
sem sinais de inflamação.
Com base nos critérios diagnósticos ATN (Apoio a Biomarcadores) para Doença de Alzheimer, qual a classificação mais adequada deste paciente?
A força muscular é normal no período intercrise.
A eletroneuromiografia entre crises é normal. Biópsia muscular (obtida um mês após resolução da rabdomiólise) mostra núcleos centrais em algumas fibras e aspectos centronucleares discretos, sem necrose ativa. A imunohistoquímica é normal.
O sequenciamento genético identifica variantes heterozigóticas patogênicas no gene RYR1 relacionadas a liberação anormal de Ca²? no retículo sarcoplasmático.
Qual das manifestações abaixo é a MAIS característica das miopatias associadas ao RYR1 e está plenamente compatível com o caso?
Neurite óptica grave unilateral, com acuidade visual final 20/200, sem dor residual.
Mielite longitudinalmente extensa (LETM) acometendo C3−T2, com lesão central e expansão medular moderada.
O exame do líquor é inespecífico, sem bandas oligoclonais.
A sorologia revela:
AQP4-IgG positivo por técnica de célula viva (cell-based assay)
MOG-IgG negativo
A RM de encéfalo apresenta apenas uma pequena lesão periependimária no assoalho do quarto ventrículo. A paciente inicia pulsoterapia, com melhora parcial.
Considerando o quadro clínico, os critérios diagnósticos vigentes e a fisiopatologia da doença, qual das opções abaixo representa a característica MAIS típica e diretamente relacionada ao diagnóstico de NMOSD associada a AQP4-IgG?
Febre baixa nos últimos 2 dias.
Vômitos esporádicos.
Sem convulsões reportadas.
Exame físico:
Estado geral grave, Glasgow Coma Scale (GCS) 7 (Ocular 2, Verbal 2, Motora 3).
Pupilas isocóricas, fotorreagentes.
Sinais meníngeos discretos.
Reflexos tendinosos presentes, sem lateralização.
Sinais vitais: FC 130 bpm, PA 90/60 mmHg, FR 28/min, saturação 98%.
Exames laboratoriais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática e renal preservadas.
Gasometria sem acidose significativa.
Neuroimagem (RM de encéfalo):
Hipersinal difuso em substância branca periventricular e córtex parietal em T2/FLAIR.
Sem sinais de hemorragia ou lesão focal expansiva.
EEG:
Atividade difusa lenta, sem descargas epileptiformes.
Considerando a história, exame físico, exames laboratoriais, neuroimagem e EEG, qual é a etiologia mais provável do coma neste caso?
Qual hipótese diagnóstica é mais compatível com esse conjunto de achados?
No exame físico:
Macrocefalia evidente (circunferência cefálica > 98º percentil).
Fontanela anterior tensa, pulsátil.
Sinais de irritabilidade e sono agitado, mas sem déficit motor focal.
Reflexos tendinosos normais, sem hipertonia.
Olhos com desvio para baixo (sinal de "sunset").
A ultrassonografia transfontanelar evidencia dilatação simétrica dos ventrículos laterais e terceiro ventrículo, com quarto ventrículo de tamanho normal. A RM confirma os achados e não mostra massa expansiva nem hemorragia intraventricular.
Com base na apresentação clínica, achados de neuroimagem e fisiopatologia, qual é a forma de hidrocefalia mais provável neste caso?
Considerando a apresentação clínica, qual é a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Exame físico:
Criança letárgica, reativa apenas a estímulos dolorosos.
Reflexos tendinosos normais, sem déficit motor focal.
Sinais meníngeos negativos.
Temperatura: 38,5°C.
Laboratórios iniciais:
Hemograma e eletrólitos dentro da normalidade.
Glicemia normal.
Função hepática levemente elevada (AST/ALT <2x).
O EEG mostra atividade difusa lenta, sem descargas epiléptiformes.
A RM de encéfalo apresenta hipersinal difuso bilateral em substância branca e núcleos da base em T2/FLAIR, sem lesão focal.
O líquor mostra leve pleocitose e proteína discretamente aumentada, sem alterações de glicose.
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e de neuroimagem, qual é o diagnóstico mais provável?
Parada súbita da atividade durante a escola, com olhar fixo por 5−10 segundos.
Retorno espontâneo à atividade sem confusão pós-ictal.
Frequência diária, variando de 10 a 20 episódios.
Nenhum relato de crises tônico-clônicas.
O exame neurológico e o desenvolvimento psicomotor estão normais.
O EEG mostra:
Descargas generalizadas de ondas lentas de 3 Hz associadas a espículas, evocadas ou espontâneas, especialmente com hiperventilação.
A ressonância magnética de crânio é normal.
Com base nos critérios da International League Against Epilepsy (ILAE), qual é o diagnóstico mais apropriado?
Considerando os transtornos do sono em neurologia pediátrica e seus diagnósticos diferenciais com epilepsia noturna, qual é a hipótese mais consistente, e qual conduta é mais apropriada?
Qual é a conduta adequada para o caso?
Considerando esse quadro clínico, qual é o nível da lesão medular?
O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de
O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico será